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Crítica | Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

por Leonardo Campos
1742 views (a partir de agosto de 2020)

Há três motivos que fazem de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, uma das obras mais conhecidas da história da literatura. As suas adaptações é o tópico número um, haja vista que a obra é um dos textos mais traduzidos para o teatro, o cinema e pela televisão. O tópico número dois fica por causa do seu estatuto canônico na memória cultural, pois a obra, independente dos elos que a tornam um texto cheio de altos e baixos, é extremamente canônica. E o último tópico, não menos importante, é a sua estrutura cheia de conflitos: a relação tempestuosa entre homens e mulheres.

Apesar de ambientar-se no século XIX, a história ainda exerce fascínio, principalmente no público feminino: toca nas cordas sensíveis do casamento por interesse e o papel da mulher na sociedade. Publicado em 1813, Orgulho e Preconceito centraliza e a sua história em Elizabeth Bennet, uma jovem que precisa lidar com os problemas que envolvem a sua existência na sociedade inglesa de uma época machista e conservadora.

Educação, cultura, moral e os interesses da aristocracia rural fazem parte do painel de fundo dos conflitos que gravitam em torno de personagens bem característicos da época em questão. Elizabeth é a segunda filha de um proprietário rural em Meryton, cidade fictícia próxima de Londres.

“Um romance elegante”, disparou Anne Isabella Hilbanke, esposa do Lord Byron, na época de lançamento. A autora, ao utilizar novamente a antítese em seu título (a mesma de Razão e Sensibilidade), conseguiu guiar o público em um mar de emoções múltiplas. Não se engane: Jane Austen possuía uma postura bastante conservadora, mas em suas histórias, já trazia, mesmo que de leve, a busca da mulher por um “lugar melhor ao sol”.  O livro segue a ótica do historiador Olwen Hufton. Ele aponta que independente das suas origens sociais, a partir do momento em que nascesse, a mulher passava a ser definida por seu casamento com um homem. Se não fosse isso, à obediência à “santíssima trindade” marido, tutor ou pai.

Jane Austen era de uma família que promovia a leitura como catalisadora da formação cultural no lar. Pertencia a nobreza agrária em Hampshire, mas em sua escrita, é possível observar as suas críticas a questões como os direitos femininos e as lutas de classes. Diferente de muitas mulheres da época, Austen posicionava-se politicamente em questões consideradas como “papo masculino”. Em sua obra é possível perceber que o ambiente de sobrevivência das pessoas é importante para o crescimento e o desenvolvimento da moralidade dos jovens. Outro ponto bem nevrálgico em sua narrativa: a situação social e a riqueza não são necessariamente vantagens para se dizer uma pessoa de vida “abastada”. Valores morais, segundo o prisma conservador e “limpinho” de Jane Austen, contavam mais.

Ao descrever os seus personagens revestidos de ironia, nos apresentou um painel de tipos: Elizabeth Bennet é a protagonista. A história é contada sob o seu ponto de vista. Tem 21 anos, é descrita como alegre e sincera, às vezes é impulsiva quando está no posto de julgamento de ações alheias, característica que vai delinear muitas das suas ações ao longo da narrativa. A moça flerta com Fitzwilliam Darcy, um rapaz apontado como bonito e inteligente, protagonista masculino da história, socialmente bem sucedido e culto. Em suma, o que conhecemos em nosso imaginário como o arquétipo do “Lorde Inglês”.

Mr. Bennet, patriarca da família, relaciona-se bem com as duas filhas mais velhas. Igualmente culto e inteligente, tem pouca paciência com a sua esposa, Mrs. Bennet, uma mulher afeiçoada à filha mais nova, uma “dondoca” cheia de vontades. Dedicada e ansiosa, a matriarca coloca Elizabeth constantemente em situações vexatórias em público, sendo estes os momentos cômicos do romance carregado pelo melodrama.

Há ainda outros personagens importantes para o compor o painel de conflitos do romance: as irmãs Jane, Marty, Catherine e Lydia, além do clérigo William Colins e Lady Catherine de Bourgh, uma aristocrata dominadora e orgulhosa, típica das séries e novelas embasadas no clichê folhetinesco, em suma, aquela personagem que desejamos ver destroçada pela vida no final, tamanha a postura agressiva no enredo.

O livro veio na esteira de um período em que a figura pública da família era o homem, sendo a mulher relegada ao privado. A afetividade das relações estava ligada às alianças e acordos familiares, sendo o homem o chefe de família, ícone responsável por assegurar a coesão indispensável para a manutenção do patrimônio e da honra oriunda do eixo familiar.

Orgulho e Preconceito dialoga com o que Hegel traçou na filosofia sobre o casamento e as relações sociais. Conforme apontou, o âmbito doméstico constitui uma instância reguladora fundamental e desempenha um papel de “deus oculto”. Em suma, os indivíduos da época, e porque não pensar, de agora, tornam-se subordinados aos círculos sociais, como se estivessem em corporações até mesmo em seu ambiente familiar.

Outro filósofo que “chega junto” dos temas do romance é Kant. Segundo a sua proposta sobre o cerne privado, a mulher é ambígua, pois é o centro da casa, mas ao mesmo tempo constitui o seu perigo. É a moral da mulher que vai definir o comportamento dos seus filhos, afirma o filósofo. Se eles falharem, não há outra pessoa a não ser a mãe, mulher, a carregar a “cruz da culpa” pelo resto da sua indigna vida. Jane Austen, ciente do sufocamento proposto por este pensamento, já traçava algumas linhas para fazer a sociedade pensar quão claustrofóbica era a vida da mulher neste modelo de sociedade.

Todavia, foi preciso quase dois séculos para essa ideia modificar-se na teoria, pois na prática a situação da mulher ainda é a pauta do dia em congressos, palestras de ONGS, temas de redação de vestibulares, filmes, letras de músicas, espetáculos POP e outras manifestações narrativas da humanidade.

Com a sua pena carregada de sensibilidade, Jane Austen, tanto em Orgulho e Preconceito como em outros romances, explorou a situação miserável da mulher com base no que o seu tempo e a sua sociedade permitiam. Apesar de conservadora, entretanto, Jane Austen coloca as mulheres numa situação de combate muito melhor que as vexatórias moças contemporâneas que decidem abdicar de tudo para se tornar uma vampira, ou então, servir de alvo para o chicote ou as mordaças de um riquinho boboca que só seduz mesmo aquelas que estão extremamente carentes e desprovidas de bom senso.

Orgulho e Preconceito (Inglaterra, 1813)
Autor: Jane Austen.
Editora: Edi.
Páginas: 200.

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90 comentários

Lúria Beiker 4 de agosto de 2017 - 19:00

Eu sei que é um lugar estranho para perguntar e (muito provavelmente) soarei burra, mas alguém pode tirar uma dúvida minha?
Estou terminando de ler a obra “Orgulho e preconceito” e durante a leitura notei o uso dos três pontos para a referência a alguns lugares (exemplo o capítulo 51, logo no início há reticências no lugar do nome da cidade ou região, talvez). Alguém poderia me explicar o motivo do uso dos três pontos?
Desde já, grata

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Priscilla Alves 22 de fevereiro de 2017 - 01:05

Achei ótima sua critica. Eu gosto muito desse romance e mais ainda da escritora. Portanto estou fazendo meu TCC inspirado na obra, estou aprofundando em cada detalhe e mesmo tendo exatamente um ano que você publicou se alguém tiver outros links bons falando mais sobre a obra me ajudara muito.

Responder
Denzel 2 de março de 2016 - 20:42

Interessante a crítica.Li somente dois romances de Jane Austen,os quais são ‘Persuasão’ e ‘Orgulho e Preconceito’.Sempre notei a ironia e a maneira caricata de tratar os personagens de suas obras,mas nunca dei muita atenção a como ela retrata o papel da mulher,notei uma ênfase maior sobre a ‘divisão’ de classes.Um exemplo está no livro Persuasão,que por conta da origem humilde do personagem principal homem,o mesmo é rejeitado pela protagonista,que se chama Anne. Sobre o contexto social da época é preciso dizer que o mesmo era extremamente conservador,não somente em relação ao papel da mulher,mas também a várias outras questões,como religião,política e família,por exemplo.Lógico que isso é uma característica do Reino Unido e suas ex-colonias,mas acredito que para a época,lá as mulheres eram bem mais tratadas do que em outras partes do mundo,embora a crítica seja válida e tenha servido inspiração para movimentos feministas mais tarde.

Responder
Denzel 2 de março de 2016 - 20:42

Interessante a crítica.Li somente dois romances de Jane Austen,os quais são ‘Persuasão’ e ‘Orgulho e Preconceito’.Sempre notei a ironia e a maneira caricata de tratar os personagens de suas obras,mas nunca dei muita atenção a como ela retrata o papel da mulher,notei uma ênfase maior sobre a ‘divisão’ de classes.Um exemplo está no livro Persuasão,que por conta da origem humilde do personagem principal homem,o mesmo é rejeitado pela protagonista,que se chama Anne. Sobre o contexto social da época é preciso dizer que o mesmo era extremamente conservador,não somente em relação ao papel da mulher,mas também a várias outras questões,como religião,política e família,por exemplo.Lógico que isso é uma característica do Reino Unido e suas ex-colonias,mas acredito que para a época,lá as mulheres eram bem mais tratadas do que em outras partes do mundo,embora a crítica seja válida e tenha servido inspiração para movimentos feministas mais tarde.

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curiosa gospel 25 de fevereiro de 2016 - 13:54

o filme da universal pictures achei tão lento e o ator que faz o darcy feio e sem carisma, enfim não me desperta vontade de ler o livro

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:21

Mas a sua vontade não despertou só pela fato do Darcy ser “feio”? Como assim, Curiosa? Tem o lance do carisma, mas evite pensar no livro pelo filme que viu. São suportes narrativos diferentes. Continue nos visitando.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:21

Mas a sua vontade não despertou só pela fato do Darcy ser “feio”? Como assim, Curiosa? Tem o lance do carisma, mas evite pensar no livro pelo filme que viu. São suportes narrativos diferentes. Continue nos visitando.

Responder
Daniela 30 de abril de 2016 - 23:00

Tem a serie da BBC que é bem melhor que o filme

Responder
Daniela 30 de abril de 2016 - 23:00

Tem a serie da BBC que é bem melhor que o filme

Responder
Rafael Leandro Ribeiro 25 de fevereiro de 2016 - 11:56

O Livro Mostra Que o feminismo começa a se famíliarizar-se com a sociedade. NÃO GOSTEI pelo fato da história ser contada de modo fictício e flocorico mas como nem tudo são flores 💐 o conto têm seus pontos positivos e negativos…FIM!!!

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Kássia Gabrielly 25 de fevereiro de 2016 - 20:16

Conto ? kkkkk , mas o professor disse que é uma obra prolixa!
Muitos livros são fictícios, porém tratam de alguma realidade. Por exemplo, Orgulho e Preconceito, fala do feminismo e este não é nada fictício.

Responder
Kássia Gabrielly 25 de fevereiro de 2016 - 20:16

Conto ? kkkkk , mas o professor disse que é uma obra prolixa!
Muitos livros são fictícios, porém tratam de alguma realidade. Por exemplo, Orgulho e Preconceito, fala do feminismo e este não é nada fictício.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:20

Kássia dando lição em você Rafael. Não pode rs. Tente ver as coisas por um lado mais poético. E leia o livro, depois conte o que achou, certo?

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:20

Kássia dando lição em você Rafael. Não pode rs. Tente ver as coisas por um lado mais poético. E leia o livro, depois conte o que achou, certo?

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Elaine Almeida 24 de fevereiro de 2016 - 23:03

Apesar de sempre haver um interesse da minha parte para ler o livro já que muito ouvi falar sobre o quão bom ele é, esse interesse ainda não é o suficiente para me fazer lê-lo pois a história não é de um gênero que muito me agrade, entretanto a mesma é muito interessante e principalmente para a época onde a mulher era reprendida e controlada pelo homem porém nos dias atuais tudo se encontra diferente, ou seja, agora a mulher pode se expressar e fazer tudo livremente. O livro aborda diversos assuntos mas acredito que o principal dele é o mesmo que deu origem ao título deste livro, ou seja, o orgulho em contato com o preconceito.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:19

Leia Elaine. Depois assista aos filmes. Você vai ver como é um retrato interessante de uma época em que pouco havia de destaque para as mulheres.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:19

Leia Elaine. Depois assista aos filmes. Você vai ver como é um retrato interessante de uma época em que pouco havia de destaque para as mulheres.

Responder
Ian Carvalho 24 de fevereiro de 2016 - 22:41

Sim, O romance além de demostrar a evolução da mulher também provocaram Tabu, e Jane Austen coloca-se suas protagonistas com grande empoderamento feminino provocando assim muitas críticas, e influenciando homens e mulheres até os tempos atuais, fazendo com que a obra seja aclamada até os dias atuais.

Responder
Raquel Pereira 24 de fevereiro de 2016 - 22:40

A história nao me despertou curiosidade , Pois naquele tempo as mulheres sofriam muito preconceito e discriminação total , não tinham liberdade de expressão e eram obrigadas a fazer o que os homens bem queriam. Apesar que tudo isso se reverteu no século XXI ne , elas conseguiram reverter esse poder que a sociedade sobrepôs sobre elas .

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:17

Exatamente. Legal a sua sinceridade. Mas, como disse a Bianca lá embaixo, é bom ler sobre o assunto para entender melhor o que era o campo de atuação das mulheres na sociedade. Assim, torna-se viável entender o presente.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:17

Exatamente. Legal a sua sinceridade. Mas, como disse a Bianca lá embaixo, é bom ler sobre o assunto para entender melhor o que era o campo de atuação das mulheres na sociedade. Assim, torna-se viável entender o presente.

Responder
Ian Carvalho 24 de fevereiro de 2016 - 22:33

Sim, O romance além de demostrar a evolução da mulher também provocaram Tabu, e Jane Austen coloca-se suas protagonistas com grande empoderamento feminino provocando assim muitas críticas, e influenciando homens e mulheres até os tempos atuais, fazendo com que a obra seja aclamada até os dias atuais.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:15

Pois é Ian. Austen é tida, como apontei, como uma das responsáveis por dar os primeiros passos ao discurso feminista. Que bom esse seu despertar pela obra. Ler, nem preciso dizer, é fundamental para o nosso desenvolvimento intelectual.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:15

Pois é Ian. Austen é tida, como apontei, como uma das responsáveis por dar os primeiros passos ao discurso feminista. Que bom esse seu despertar pela obra. Ler, nem preciso dizer, é fundamental para o nosso desenvolvimento intelectual.

Responder
Erica Lemos 24 de fevereiro de 2016 - 22:15

Despertou minha curiosidade quando o texto cita uma certa relação tempestuosa entre homens e mulheres.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:13

Por que exatamente, Erica? Gosta de histórias com conflitos amorosos, é? Obrigado por interagir. Continue nos visitando.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:13

Por que exatamente, Erica? Gosta de histórias com conflitos amorosos, é? Obrigado por interagir. Continue nos visitando.

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Denis Junior 24 de fevereiro de 2016 - 21:26

Sim, me chamou muita atenção. Naquele tempo as mulheres sofriam demais pelo povo, depois disso , as mulheres conseguiram reverter o poder que a sociedade tinha sobre ela. Isso pode alertar a muitas pessoas pelo que as mulheres sofriam antigamente, para ler e pensar seriamente o quanto a mulher está se sobressaindo na sociedade. Gostei muito desse tópico.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:14

Pois é Denis, importante isso. As mulheres conseguiram maior destaque, mas ainda há muito o que mudar.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:14

Pois é Denis, importante isso. As mulheres conseguiram maior destaque, mas ainda há muito o que mudar.

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Kevin Gustavo Perpetuo 24 de fevereiro de 2016 - 20:43

Uma obra perfeita, magnificamente escrita,a dedos de um autora que luta lado a lado por questões sociais, Jane Austen criou Elizabeth inspirando-se nas mulheres do século XIX.
Uma crítica justa ao domínio excessivo expostos radicalmente para aquelas mulheres, achei muito interessante a história desse livro, no filme, que eu já havia assistido, deixa bem explícito e resumido a história do livro(com destaque para a bela atuação da aclamada e consagrada, Keira Knightley.) Um defeito na personagem principal, Elizabeth Bennet, que me chamou atenção, foi a sua tendência a fazer julgamentos para pessoas nas suas primeiras impressões e sua política de ” não levar desaforo para casa”, o que era muito raro nas mulheres daquela época, seu romance com Fitzwilliam é o ponto alto da trama, visto que, Darcy tem uma postura amedrontadora pra estranhos, mas que acaba se encantando com os olhos da atraente e inteligente, Elizabeth Bennet.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:11

Que bom que você gosta do livro Kevin. Você acredita que há muito a ser modificado ainda? Obrigado por interagir.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:11

Que bom que você gosta do livro Kevin. Você acredita que há muito a ser modificado ainda? Obrigado por interagir.

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lorena 24 de fevereiro de 2016 - 20:26

De antigamente para os nossos dias atuais, percebemos os avanços em relação as mulheres. Hoje podemos ver que são mais usadas, reconhecem mais o valor que ela tem, mas não o necessário. Antes ela era submissa aos homens, hoje em dia percebemos que as mulheres são mais livres e tem autoridade sobre sí própria.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:10

Exatamente Lorena. As mulheres estão cientes de que muito mudou, mas ainda há uma lista de coisas que precisam adaptar-se.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:10

Exatamente Lorena. As mulheres estão cientes de que muito mudou, mas ainda há uma lista de coisas que precisam adaptar-se.

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Filipe Souza 24 de fevereiro de 2016 - 20:15

Muita gente têm ódio de rico, acha que é sempre gente mesquinha e nojenta, mas o mundo não é bem assim. Esse livro mostra que todo tipo de depreciação é inválido, mesmo falando apenas de dois (rico é metido, mulher incapaz), acredito que abrange todos os tipos nas entrelinhas. Na prática, o livro ensina que tanto o pobre quanto o rico podem ser iguais e bons, tanto a mulher quanto o homem podem ser capacitados, tanto o negro quanto o branco podem ser boas pessoas, etc…

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:09

Não tinha observado por essa ótica Filipe. Vou pensar no que você disse. Obrigado por interagir. Continue os visitando.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:09

Não tinha observado por essa ótica Filipe. Vou pensar no que você disse. Obrigado por interagir. Continue os visitando.

Responder
Filipe Souza 2 de março de 2016 - 18:24

Só caso eu não tenha explicado bem, essa questão do preconceito se deve à Elizabeth ver Darcy como um magnata “otário” e mesquinho sem nem conhecê-lo, apenas por ser rico.
Todas as mulheres eram subestimadas pelos homens como se a única coisa que elas buscassem e pudessem conquistar na vida fosse um casamento com um homem rico.
A partir disso, se pode refletir sobre outros tipos de preconceito, tanto contra a classe dominante (algumas mulheres com os homens, alguns negros com os brancos ‘cof cof dívida histórica cof cof’), quanto da maioria com a minoria.

Responder
Filipe Souza 2 de março de 2016 - 18:24

Só caso eu não tenha explicado bem, essa questão do preconceito se deve à Elizabeth ver Darcy como um magnata “otário” e mesquinho sem nem conhecê-lo, apenas por ser rico.
Todas as mulheres eram subestimadas pelos homens como se a única coisa que elas buscassem e pudessem conquistar na vida fosse um casamento com um homem rico.
A partir disso, se pode refletir sobre outros tipos de preconceito, tanto contra a classe dominante (algumas mulheres com os homens, alguns negros com os brancos ‘cof cof dívida histórica cof cof’), quanto da maioria com a minoria.

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Maxwell Lima 24 de fevereiro de 2016 - 20:09

Sim , gostei do romance.Desde aquela época , as mulheres sofrem pela sociedade patriarcal, porém com o tempo , após tanto esforço , conseguiram diminuir muito esse domínio da sociedade sobre elas. Obras como esta servem sempre para lembrar do terrível passado que as mulheres tiveram e que , se talvez pararem esses esforços , voltarão para ele.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:04

Legal Maxwell. Interessante o seu ponto de vista e interação. Continue nos visitando.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:04

Legal Maxwell. Interessante o seu ponto de vista e interação. Continue nos visitando.

Responder
Jackson Menezes 24 de fevereiro de 2016 - 19:46

É bem interessante e essa é sem dúvidas uma das obras primas da literatura mundial reunindo romance, comédia, ironia e sarcasmo, ingredientes tão presentes nas obras da autora. O livro é cheio de críticas e alfinetadas ao comportamento das pessoas que viviam na Inglaterra naquela época, o que mostra o quanto Jane Austen era a frente do seu tempo.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:06

Além dessa, há alguma outra obra de Jane Austen que você admire Jackson? Interessante a sua colocação: alfinetadas talvez seja a expressão correta para a iniciativa da autora.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:06

Além dessa, há alguma outra obra de Jane Austen que você admire Jackson? Interessante a sua colocação: alfinetadas talvez seja a expressão correta para a iniciativa da autora.

Responder
Bianca Freitas 24 de fevereiro de 2016 - 18:25

Não gostei,pois o romance não despertou interesse e não faz meu gênero literário.
Naquela época as mulheres não tinham liberdade de expressão e não podiam fazer o que queriam pois o homem que dava as ordens,elas não podiam ir em lugares nenhum e hoje em dia que a mulher é livre e independente para fazer o que bem quiser sem precisar perguntar se pode ou não,se deve ou não.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:54

Você, Bianca, é uma dessas, de pensamento e postura livre? Interessante a sua sinceridade. Acho interessante que conheça sobre o passado, para melhor entender e se posicionar no presente.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:54

Você, Bianca, é uma dessas, de pensamento e postura livre? Interessante a sua sinceridade. Acho interessante que conheça sobre o passado, para melhor entender e se posicionar no presente.

Responder
Gessenilesjunior/ 24 de fevereiro de 2016 - 17:54

sinceramente…bizarro,mas interessante, as mulheres eram quase escravas dos homem sem contar q não tinham nenhum direito! Fiquei até um pouco curioso com livro, acho difícil de imaginar um mundo assim e sem nenhuma revolta da parte das mulheres contra os homens em busca de mais respeito e ordem apesar de frágeis (nem todas) acredito q realmente poderiam ter conseguido algo.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:04

Muita coisa mudou, não é Gesse? Mas apesar de tudo ainda há pessoas que pensam dessa forma, tacanha e machista. Você já assistiu ao filme que cruza os zumbis com essa trama de Jane Austen. É razoável, mas já posiciona as mulheres de maneira diferenciada.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 21:04

Muita coisa mudou, não é Gesse? Mas apesar de tudo ainda há pessoas que pensam dessa forma, tacanha e machista. Você já assistiu ao filme que cruza os zumbis com essa trama de Jane Austen. É razoável, mas já posiciona as mulheres de maneira diferenciada.

Responder
Breno Mateus 24 de fevereiro de 2016 - 16:15

Achei interessante o texto pois ele retrata bastante o quanto as mulheres eram descriminadas naquela época,não tendo liberdade, e isso acabava a deixando submissa ao homem, praticamente não era a mulher que mandava em si mesmo, mas sim o homem.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:56

Pois é, que bom o seu pensamento em prol da liberdade das mulheres. Há outros textos bem legais sobre o assunto. Faça uma visita ao site, há seções bem interessantes.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:56

Pois é, que bom o seu pensamento em prol da liberdade das mulheres. Há outros textos bem legais sobre o assunto. Faça uma visita ao site, há seções bem interessantes.

Responder
Adriele Nogueira 23 de fevereiro de 2016 - 23:57

Eu gostei da história Orgulho e Preconceito porque ela me ajuda a relacionar a vida da mulher na sociedade de antigamente com a da atualidade. Além disso, é perceptível que a autora buscou, da forma que pôde, se desvincular dos costumes que afirmavam que o futuro da mulher estava num homem.

Responder
leodeletras 24 de fevereiro de 2016 - 14:36

Pois é. Apesar de conservadora, Austen conseguiu se desvencilhar de algumas amarras, não é? Já leu o romance Senhora, Adriele? Não acha que lembra?

Responder
Vitória Souza 23 de fevereiro de 2016 - 21:54

A crítica me despertou bastante curiosidade de fato, pois fala dos casamentos que eram baseados em status e isso querendo ou não, é uma comparação ao de hoje que mesmo com uma grande diferença de tempo alguns continuam com essa base. E um dos fatos de despertar curiosidade é que Jane Austen enfrente os costumes sem medo, e assim libertando o seu pensamento muito diferente dos costumes da época, e por esse, e outros motivos ela é conhecida como a mãe do feminismo.

Responder
leodeletras 24 de fevereiro de 2016 - 14:38

Cabe ressaltar que Austen provocou alguns debates que quase dois séculos depois deram força ao movimento feminista. Leia a obra e confira a adaptação do romance Orgulho, Preconceito e Zumbis. Deve ser no mínimo interessante.

Responder
Alana Tosta 23 de fevereiro de 2016 - 21:41

É muito pouco provável que um livro não me desperte certa curiosidade, porém apesar de nunca ter lido Orgulho e Preconceito, já ouvi/ li diversos comentários sobre o livro/ filme que me despertaram algo além da curiosidade, mesmo que eu nunca tenha tido a oportunidade de ler um dos mais famosos romances da literatura internacional (sempre tive a preferência por livros ao invés de adaptações). No livro citado, Jane Austen conseguiu mudar o estereótipo da mulher dentro de um determinado limite e ainda assim surpreender aos leitores com um romance que se desenvolve através de diferenças e foi assim que conquistou milhões de leitores e fãs pelo mundo, tornando se mundialmente famosa. Afinal de contas, quem nunca ouviu falar um pouco de Orgulho e Preconceito?

Responder
leodeletras 24 de fevereiro de 2016 - 14:39

Você chegou ao livro através dos filmes e séries, Alana? Muita gente chega aos clássicos por essa via, um ótimo caminho por sinal.

Responder
Henrique Machado 23 de fevereiro de 2016 - 21:22

Sim. Porque mostrou que a mulher é capaz e não um objeto do qual os homens as tratavam, sobre qual não tinham seus direitos e ao passar dos anos foram quebrando os preconceitos.

Responder
leodeletras 24 de fevereiro de 2016 - 14:41

Verdade. Leia também Razão e Sensibilidade, da mesma autora. São livros que dialogam entre si.

Responder
Kássia Gabrielly 23 de fevereiro de 2016 - 21:20

A história me causou curiosidade imensa, adoro livros de época, me encantam muito, mas esse tem algo diferente e especial. A autora explana aspectos do feminismo, o movimento é de bastante importância para as mulheres, portanto, também me interessa e isso foi um fator contribuinte para atrair minha atenção a esta obra.

Responder
leodeletras 24 de fevereiro de 2016 - 14:43

Que bom Kássia. Apesar da narrativa ser um tanto prolixa em sua estrutura, promove uma discussão interessante sobre a mulher naquela época e os reflexos no contemporâneo.

Responder
Kássia Gabrielly 25 de fevereiro de 2016 - 15:03

Gostei da leitura que fiz aqui no site, vou procurar o livro para poder ler.

Responder
Kássia Gabrielly 25 de fevereiro de 2016 - 15:03

Gostei da leitura que fiz aqui no site, vou procurar o livro para poder ler.

Responder
Gabriela Santana 23 de fevereiro de 2016 - 20:22

Sim, a história me despertou curiosidade. Pois, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns dos personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos conduzem os personagens ao autoconhecimento e ao amor.

Responder
leodeletras 24 de fevereiro de 2016 - 14:50

Que bom esse despertar, Gabriela! Isso mostra a sua sensibilidade com a arte da literatura. Continue a nos visitar e trazer a sua opinião pertinente. O que acha de ler o livro?

Responder
Gabriela Santana 24 de agosto de 2016 - 20:29

Sei que já se passaram 6 meses, mas ainda tenho interesse de apreciar minha leitura e também explora-lá com esse livro. Ficarei muito grata se o senhor ainda poder me emprestar o livro.

Responder
Gabriela Santana 24 de agosto de 2016 - 20:29

Sei que já se passaram 6 meses, mas ainda tenho interesse de apreciar minha leitura e também explora-lá com esse livro. Ficarei muito grata se o senhor ainda poder me emprestar o livro.

Responder
Eduarda Santos 23 de fevereiro de 2016 - 19:35

Sim, é uma história interessante e que me desperta muita curiosidade, pois podemos observar nessa obra como o pensamento em relação a mulher e ao casamento evoluiu, não por todos, mas por boa parte da sociedade.

Responder
leodeletras 24 de fevereiro de 2016 - 14:49

E você, como uma jovem mulher, não deve deixar de ler e refletir sobre essas coisas. Confira o livro depois Eduarda! E não deixe de ler as críticas do site: cinema, literatura, games, música. Tem para todos os gostos.

Responder
Amanda Santana 23 de fevereiro de 2016 - 18:21

Sim, a história me despertou curiosidade. Pois, com essa obra de Jane Austen. Podemos observar a sociedade em si como era ela por volta do século XIX . Ela traz uma crítica a sociedade, mostrando que os seus casamentos eram baseados em status. E se compararmos aos dias atuais, veremos que ainda existe pessoas com esse tipo de pensamento, em casamento por status.

Responder
leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:53

Titanic, as adaptações de Jane Austen, o livro Senhora, de José de Alencar. Todos tratam de certa forma do tema “casamento por interesse”. Conhece alguma outra obra que retrate o tema, Amanda?

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leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:53

Titanic, as adaptações de Jane Austen, o livro Senhora, de José de Alencar. Todos tratam de certa forma do tema “casamento por interesse”. Conhece alguma outra obra que retrate o tema, Amanda?

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Joice 23 de fevereiro de 2016 - 18:13

Sim. Pois mostra as mulheres da época, dizendo como era antigamente o casamento e a função do homem e da mulher.

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leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:51

Sim… tipo, interessada em ler o romance Joice? Legal o seu interesse em nossa crítica. Continue nos visitando, tá?

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leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:51

Sim… tipo, interessada em ler o romance Joice? Legal o seu interesse em nossa crítica. Continue nos visitando, tá?

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Helena Maciel 23 de fevereiro de 2016 - 16:40

Esta critica me despertou bastante curiosidade. Afinal o feminismo hoje tão aflorado, tem suas raízes bem antigas, mesmo que discretas. Jane Austen conseguiu trazer em uma personagens clássica do século XIX pontos muito importante em relação a força de vontade de encontrar lugar para seus direitos e sentimentos, já que Elizabeth não estava disposta a entregar-se a um casamento de conveniência aonde não haveria amor.

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leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:49

Pois é Helena, conseguiu ver o paralelo com Senhora, de José de Alencar? Interessante o seu ponto de vista.

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leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:49

Pois é Helena, conseguiu ver o paralelo com Senhora, de José de Alencar? Interessante o seu ponto de vista.

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Kézia Albuquerque 23 de fevereiro de 2016 - 16:01

Muito interessante esse romance achei atemporal! A forma
como eles vão aos poucos superando seus preconceitos e implicâncias chamam a atenção de qualquer um.

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leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:48

Sim Kézia, tem razão. Atemporais, diria universais, pois tratam de temas comuns a qualquer cultura: a submissão do feminino. Já foi assistir ao atual Orgulho, Preconceito e Zumbis? Temos uma crítica para o filme, confira.

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leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:48

Sim Kézia, tem razão. Atemporais, diria universais, pois tratam de temas comuns a qualquer cultura: a submissão do feminino. Já foi assistir ao atual Orgulho, Preconceito e Zumbis? Temos uma crítica para o filme, confira.

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Kate Bishop 22 de fevereiro de 2016 - 22:25

Sempre chamarei a Jane Austen de “Mãe do Feminismo”. Porque sim. u.u
Orgulho e Preconceito foi o primeiro livro da Jane que li. E o que me encantou na escrita dela foi exatamente isso: o fato de que ela não teve medo de enfrentar os costumes extremamente conservadores da época com suas ficções. Através de personagens queridões – como a própria Lizzie -, ela dizia o que pensava sem medo e, assim como eu, estava 101% nem aí.
Quero pendurar essa mulher na minha parede, porque ela sempre será um espelho pra mim.

…E essa piada foi a pior que já fiz na minha vida, sério, desculpa, acabou com o comentário, nossa…

xx

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leodeletras 27 de fevereiro de 2016 - 20:47

Esse foi o primeiro Kate… e os outros, quais foram?

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Kate Bishop 28 de fevereiro de 2016 - 18:01

Razão e Sensibilidade, e próximo será Persuasão… Assim que eu terminar Fúria dos Reis. Rapidinho acabo, hahaha

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Kate Bishop 28 de fevereiro de 2016 - 18:01

Razão e Sensibilidade, e próximo será Persuasão… Assim que eu terminar Fúria dos Reis. Rapidinho acabo, hahaha

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