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Crítica | The Deuce – 1ª Temporada

por Ritter Fan
290 views (a partir de agosto de 2020)

Há muito o que falar de The Deuce e talvez seja mais justo começar com seu pedigree. Em primeiro lugar, trata-se de uma produção da HBO, canal conhecido pelo esmero de seu material próprio que, em matéria de séries de TV, praticamente reinventou o conceito em 1997 com Oz e, dois anos depois, com Família Soprano. Em segundo lugar, mas de forma alguma menos importante, The Deuce é o mais novo fruto das mentes de David Simon e George Pelecanos.

Se esses nomes não trazem lembranças, talvez sua prole televisiva traga. Simon, ex-jornalista do caderno municipal do Baltimore Sun, usou suas experiências cobrindo o dia-a-dia de crime nas ruas da cidade para escrever o livro Homicide: A Year on the Killing Streets que abriu as portas para sua entrada na televisão como produtor e roteirista com a premiada série Homicide: Life on the Street, que durou sete temporadas. Antes mesmo de Homicide acabar, em 1997 ele trouxe à lume a minissérie The Corner, marcando seu primeiro trabalho para a HBO. Seu segundo trabalho para o canal, agora também como showrunner e em sua primeira parceria com George Pelecanos, autor de romances detetivescos, foi nada menos do que aquela que pessoalmente considero uma das duas melhores séries de TV já feitas, The Wire, que teve cinco brilhantes temporadas. Generation Kill e Show me a Hero foram os trabalhos seguintes de Simon e Treme marcou a reunião dos dois pós-The Wire.

Em todas essas obras, algumas características se sobressaem. A mais evidente delas é o realismo absoluto, especialmente no que toca a manutenção das séries em um nível humano, denso, imediatamente relacionável. Esse aspecto leva à segunda característica: não são obras fáceis de se assistir. Mesmo The Wire, o ponto alto na carreira dos dois, nada completamente contra o nefasto hábito de se assistir séries em velocidades meteóricas. Realismo significa que vemos a vida como ela é e a vida não é feita de tiroteios heroicos em que o protagonista acima de qualquer suspeita é baleado três vezes e mesmo assim consegue derrotar os vilões, que sempre são monstros amorais. Realismo é “ruim”, pois nos aproxima de um dia-a-dia que, lá no fundo, não queremos ver e conhecer, mas que Simon e Pelecanos esfrega em nossas caras de maneira sutil e dolorosa, marcando-nos para sempre.

E The Deuce, criação dos dois, que também agem na qualidade de showrunners, não foge à essa regra. Na verdade, temos na mais nova série da HBO o potencial de estarmos diante de algo que, ao longo do tempo, poderá rivalizar The Wire como o ponto alto da carreira da dupla, aboletando-se lá em cima, no panteão de séries que simplesmente refazem conceitos e se tornam exemplos de evolução do meio.

Passada nos anos 70 em Manhattan, mais especificamente na região então conhecida como The Deuce, quadrilátero formado pela Rua 42 entre as Sétima e Oitava Avenidas, a série trafega no cenário local de prostituição de rua e no nascimento da indústria de filmes pornográficos. Para fotografar esse momento histórico e abordar seu drama, Simon e Pelecanos fazem uso de algumas linhas narrativas que tangenciam, mas não realmente – ao menos nesta primeira temporada – se interpenetram.

O motor da série fica em Vincent “Vince” Martino, o recém-separado dono de um pequeno bar apadrinhado pela máfia italiana e em Eileen “Candy” Merrell, prostituta sem cafetão que andas as ruas da cidade. O terceiro vértice narrativo, talvez levemente atrás dos outros dois, é a investigação jornalística empreendida por Sandra Washington sobre a vida das prostitutas e que logo evolui para algo mais.

No núcleo de Vincent, vivido por James Franco, o olhar é mais eclético e generalista para a empreitada mafiosa de tomar conta da noite da cidade, vagarosa, mas certeiramente colocando suas garras no lucrativo mercado de prostituição e produtos agregados, como os filmes semi-pornográficos (que não são completamente explícitos, já que a lei os proibia) que são exibidos em nickelodeons por todo local. Lá, vemos Vincent, seu irmão gêmeo viciado em jogo Frankie (também Franco) e seu cunhado empreiteiro Bobby Dwyer (Chris Bauer) cada vez mais enfronharem-se com a máfia representada por Rudy Pipilo (Michael Rispoli) e seu braço direito Tommy Longo (Daniel Sauli), com a jovem Abigail “Abby” Parker (Margarita Levieva), estudante e representante da aristocracia novayorkina largando a vida de privilégios e aproximando-se de Vince.

Candy, vivida por Maggie Gyllenhaal, é nosso olhar mais detido para a prostituição e o que ela exige da mulher, além de servir de veículo para os bastidores da indústria de filmes pornográficos e para o afrouxamento da jurisprudência que definia obscenidade nos EUA (uma fascinante discussão jurídica em que, porém, sabiamente, a série não se aprofunda). É por meio da personagem, que gradativamente vai ganhando mais proeminência, que entendemos os meandros dessa complicada vida pelas ruas, ganhando a vida com seu próprio corpo.

Sandra (Natalie Paul) representa o lado detetivesco da história, que lida mais diretamente com a corrupção policial na medida em que ela começa a entender as batidas que acontecem de tempos em tempos em meio às prostitutas e na medida em que ela alicia a ajuda do policial Chris Alston (Lawrence Gilliard Jr.), talvez o menos corrupto e mais humano da 14ª Delegacia de Polícia. Na verdade, a construção narrativa nesse pequeno núcleo seguem também duas linhas, uma com Sandra e outra com Alston e seu parceiro Danny Flanagan (Don Harvey), que convergem um pouco mais para frente.

É importante entender, porém que, quando digo que os núcleos são apenas tangenciais, nunca realmente se cruzando, não quero de forma alguma afirmar que são histórias soltas. No melhor estilo que os showrunners ajudaram a estabelecer, cada história é uma peça de um quebra-cabeças única ou um tijolo de Lego essencial para a construção do todo. Apenas a visão das três histórias principais é que permite uma visão completa do todo cuidadosamente costurado por Simon e Pelecano, que lida com bem mais do que apenas seu valor de face, mergulhando profundamente não só na corrupção policial e nos mercados da prostituição e filmes pornográficos.

E essa visão do todo só é realmente possível com o maravilhoso recheio que ocupa organicamente os espaços entre cada núcleo: o mundo amplo das prostitutas e seus cafetões que colorem a temporada com personagens inesquecíveis como as “mulheres de vida fácil” Thunder Thighs (Pernell Walker), Lori (Emily Meade), Darlene (Dominique Fishback), Ashley (Jamie Neumann) e seus “homens” C.C. (Gary Carr), Rodney (Method Man), Reggie Love (Tariq Trotter). Aqui é que os roteiros ganham força em um incrivelmente sutil trabalho de retratar a realidade de forma a nos manobrar para aceitarmos os cafetões como alívios cômico quando eles são, na verdade, exploradores de mulheres, por vezes extremamente violentos, em uma representação que nos obriga a refletir profundamente sobre cada uma das mulheres que são estudadas, em uma assustadora relação de dependência que nos atrai ao que vemos na mesma proporção que nos afasta daquele submundo. Como disse mais acima, Simon e Pelecanos pegam a realidade e a desnuda diante de nossos rostos, obrigando-nos a assistir com armadilhas fantásticas de roteiro que fisgam o público apesar dos assuntos pesados e desagradáveis que, brilhantemente, ecoam nos dias de hoje mais do que perfeitamente (basta, para isso, lembrar do diálogo de dois cafetões, em tarefa de recrutamento na Penn Station, sobre Nixon).

Mas, debaixo das camadas narrativas objetivas e urbanas – prostituição, máfia, bares, pornografia – existem as verdadeiras mensagens que Simon e Pelecanos querem sutilmente passar ao longo dos oito longo episódios da série, mensagens essas que ecoam também hoje em dia, por mais que Candy insista em dizer que “o mundo está mudando”. Quando olhamos de verdade para o show diante de nossos olhos, percebemos uma narrativa repleta de machismo, misoginia, homofobia, violência contra a mulher e racismo tratada completamente sem filtro, doa a quem doer, sem que a série curve-se ao politicamente correto. Ela nos leva à Nova York dos anos 70 em que negros policiais simplesmente não podiam almejar ser mais do que policiais de rua e isso dito com todas as palavras por seus superiores. Ou em que mulheres eram propriedades que só eram defendidas e protegidas quando caracterizadas como tais, mesmo que estejamos lidando com personagens fora do eixo cafetão-prostituta, como o próprio protagonista Vince, em sua relação com sua ex-esposa e também com Abby. E, da mesma forma, no cenário homossexual presente na narrativa – com o barman de Vince, Paul Hendrickson (Chris Coy), servindo de vetor – sentimos a opressão em volta daqueles que vivem uma vida que simplesmente precisava ser marginal, escondida e trancada a sete chaves. Agora conjuguem os verbos que usei acima no presente e vejam se não há um diálogo perfeito com o que nos deparamos nos dias de hoje. Olhamos para o passado para entender o que vivemos e não, The Deuce não se aplica só ao quadrilátero onde se passa a série, ou à cidade ou mesmo somente ao país. Vamos bem além que começaremos a usar de verdade aquilo que aprendemos de forma crua em oito episódios.

Com capítulos longos abordando matérias desagradáveis, a produção precisava esmerar-se na imersão visual completa do espectador. Para isso, o trabalho de direção de arte, aí incluídos os cenários, locações, maquiagem e figurinos, é absolutamente soberbo em sua reconstrução de uma Nova York decadente em que o que impera é o lixo, tanto da variedade descartável, quanto humana. Papéis no chão, lojas decantes, becos escuros e perigosos, carros caindo aos pedaços, letreiros coloridos desorganizados constroem a cidade como uma personagem com vida própria, em um retrato bem diferente da Nova York que vemos em Mad Men por exemplo, série de época que não se passa tanto tempo antes assim de The Deuce. Os figurinos extravagantes dos gigolôs e mínimos das prostitutas, o  brega-chique dos mafiosos e o tipo “dono da noite” de Vince, Frankie e Bobby emprestam um belíssimo grau de veracidade ao que vemos e ao mesmo tempo o que esperamos, brincando com estereótipos e mostrando-nos vida borbulhante na nojeira das ruas.

Falar do elenco é chover no molhado. Mas The Deuce tem uma característica rara para uma série de TV: dos personagens com mais presença de tela até aqueles que ganham exposição mínima, vê-se um elenco absolutamente perfeito em cada detalhe. James Franco e Maggie Gyllenhaal estão, sem dúvida, nos melhores papéis de suas respectivas carreiras e isso não quer dizer pouco pelo menos para Franco. Mas, se dos atores mais famosos já esperamos algo assim, é dos menos conhecidos que vêm as surpresas, com a enternecedora Dominique Fishback, a toda cheia de si Pernell Walker, o multifacetado Gary Carr e o divertidíssimo Michael Rispoli, somente para citar alguns. É como se os showrunners fossem regentes de uma orquestra de atores perfeitamente afinada apresentando sua obra máxima.

Sei que não parei de elogiar a série, mas é que realmente suas qualidades ofuscam seus pequenos problemas, se é que posso chamá-los verdadeiramente de problemas. O primeiro deles é a necessidade dramática de James Franco viver os gêmeos Vince e Frankie. Nada no roteiro exige que Vince tenha um irmão gêmeo ou mesmo um irmão, a não ser, lógico, uma espécie de representação viva do significado gramatical de deuce (“dois”, “duplo”), mesmo que por trás se tenha tentado mostrar que os dois são lados opostos de uma mesma moeda, algo para lá de clichê. Pareceu-me muito mais um desafio para o ator do que algo que seja organicamente inserido na narrativa. E, pior, os dois são absolutamente idênticos: mesmo cabelo, mesmo bigode, mesmo tipo de figurino. No começo, com Vince com um hematoma no rosto, a diferenciação é mais objetiva, mas, depois, confesso que me confundi algumas vezes sem entender exatamente o porquê dessa escolha. No entanto, por outro lado, esse caminho não é um empecilho à temporada de forma alguma, apenas um detalhe que, pessoalmente, achei que podia ter sido evitado.

O segundo aspecto é muito mais um aviso do que um defeito. Quem conhece os trabalhos anteriores especialmente de David Simon perceberão de cara que The Deuce é uma série de queima lenta, em que cada personagem e cada situação é calmamente desenvolvido. Não existe “ação” propriamente dita, já que o realismo impera e governa a série do começo ao fim. No entanto, diferente por exemplo de The Wire, em que cada temporada contava com um arco fechado específico, com um mega-arco perpassando toda a história, a primeira temporada de The Deuce quase parece, toda ela, um preparativo para a segunda temporada. O espectador fica esperando, por exemplo, que os episódios abordem a indústria de filmes pornográficos (que consta de todas as sinopses da série, vale dizer), mas essa questão, apesar de sempre presente, é trabalhada muito aos poucos, somente ganhando alguma ênfase da metade em diante. Ao final, quando chegamos ao último episódio, a temporada acelera e o roteiro cai em algumas armadilhas que também poderiam ter sido evitadas, como a inserção de uns três ou quatro novos personagens e a construção de uma outra linha narrativa que potencialmente será explorada mais adiante.

Mesmo com pequenos problemas – se os classificarmos assim, vale repetir – The Deuce é, em seu conjunto, um primor de série. Ainda é cedo para dizer se ela estabelecerá um novo parâmetro pelo qual séries futuras deverão ser medidas, mas que Simon e Pelecanos estão se esforçando para conseguir isso, ah, com certeza estão.

The Deuce – 1ª Temporada (EUA – 10 de setembro a 29 de outubro de 2017)
Criadores e showrunners: David Simon, George Pelecanos
Direção: Michelle MacLaren, Ernest Dickerson, James Franco, Alex Hall, Uta Briesewitz, Roxann Dawson
Roteiro: George Pelecanos, David Simon, Richard Price, Lisa Lutz, Will Ralston, Chris Yakaitis, Marc Henry Johnson, Megan Abbott
Elenco: James Franco, Maggie Gyllenhaal, Gbenga Akinnagbe, Chris Bauer, Gary Carr, Chris Coy, Dominique Fishback, Lawrence Gilliard Jr., Margarita Levieva, Emily Meade, Natalie Paul, Michael Rispoli, Pernell Walker, Method Man, Tariq Trotter, Daniel Sauli, David Krumholtz, Don Harvey, Mustafa Shakir, Anwan Glover, Olivia Luccardi, Jamie Neumann
Duração: 480 min. aprox.

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58 comentários

Roberson Fagundes 20 de fevereiro de 2020 - 22:16

Bela Analise Ritter, e concordo com o que foi dito e acrescento que essa “queima lenta” é uma característica que me agrada em series no geral ( The Wire, OZ, Six Feet Under, Sopranos e Mad Man), são algumas das minhas favoritas que tem essa pegada, que acaba servindo para construir o mundo e enriquecer os personagens.

The Douce conseguiu na minha opinião regatar o felling que eu senti com as séries citadas acima, com seus personagens, ambientação e narrativa.

PS: O pessoal do The Wire em peso está na série!!!!!!

Responder
planocritico 21 de fevereiro de 2020 - 05:28

Estou totalmente com você! Adoro séries assim, mas é uma pena constatar que elas são cada vez mais raras!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Thurow 5 de maio de 2019 - 23:06

Eu vejo muitos falando da dificuldade em diferenciar os dois “Francos”, porém eu tive extrema facilidade (fiquei até surpreso). É só perceber que enquanto Vince tem mais volume de cabelo, um bigode mais natural, uma fala levemente mais arrastada e um olhar que expressa se não maturidade, mas um cansaço experiente, Frank é completamente mais solto, extrovertido, com cabelo e bigode certeiramente aparados (sua vaidade também é expressada no figurino), uma fala mais acentuada (como se o personagem sempre estivesse atuando para as pessoas que o estão ouvindo) que carrega uma sombra de riso quase sempre. Se Vince não quer chamar atenção, o que inclui a sua postura (ele sempre fica mais ao fundo, retraído, quando ambos os irmãos estão em cena), Frank quer toda atenção pra si, típica atitude imatura de quem se ama demais. Nos dois primeiros episódios fica mais difícil esses detalhes saltarem aos olhos, por isso que existem os hematomas de Vince.

Responder
planocritico 6 de maio de 2019 - 18:28

Eu sou do grupo que não consegue identificar direito os dois. Aliás, a produção sabe disso, tanto que colocou os tais hematomas!

Abs,
Ritter.

Responder
JOSE DO EGITO 10 de março de 2019 - 20:38

Kkkkkk…estou assistindo SNOWFALL do canal FX e estou maravilhado….a serie eh tudo que essa CAGANEIRA de the deuce quis ser…Os roteiristas dessa bomba devwm morrer de inveja

Responder
JOSE DO EGITO 16 de fevereiro de 2019 - 22:25

Essa série, assim como HONORABLE WOMAN (tbm protagonizado pela chatissima e superestimada Maggie ) , eh verdadeiro sonífero. ..Kkkkkkk….a HBO sabe fazer series icônicas, mas qdo perde a mão tbm eh pra valer. E não foi falta de interesse não…tentei assistir essa bomba umas 3 vezes mas não consegui. ..a história além de ser chata, não flui, o elenco eh feio, chato e sem carisma (começando pela bruaca da Maggie. ..kkkkk….parece mais uma usuária de droga saida da cracolandia do que uma put4 de luxo como o roteiro quer sugerir)…..prefiro mil vezes assistir as reprises de OZ, que mesmo datado não tem como não se envolver com aqueles plots fodas e por aqueles time de personagens realmente carismáticos

Responder
planocritico 16 de fevereiro de 2019 - 22:44

Uma pena que não tenha gostado…

– Ritter.

Responder
JOSE DO EGITO 10 de março de 2019 - 20:38

Detestei….muita pedancia e zero enredo…podre. Quer assistir uma serie com esaa mesma tematica, porem com enredo e plot foda? Procure SNOWFALL da FX

Responder
Lucas Thurow 5 de maio de 2019 - 23:06

Sério que a aparência do elenco conta em sua avaliação da obra? Fico feliz de não dividir gostos com você.

Responder
planocritico 16 de setembro de 2018 - 13:18

SOCORRO!!!

– Ritter.

Responder
planocritico 14 de setembro de 2018 - 17:59

Cara, confesso que seu comentário está tão correto que fiquei chateado agora… The Deuce REALMENTE merecia o tratamento VIP…

Caramba…

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Medeiros 14 de setembro de 2018 - 21:59

Vai que ainda dá tempo Ritter! 😉

Responder
JOSE DO EGITO 16 de fevereiro de 2019 - 22:35

Kkkkkk…aposto que detestou mas tá fingindo pra pagar de cult

Responder
planocritico 16 de fevereiro de 2019 - 22:44

Claro, eu preciso que as pessoas me achem cult…

– Ritter.

Responder
planocritico 11 de setembro de 2018 - 19:20

@disqus_Tl2miZUbzS:disqus , só da temporada mesmo. Assim que ela acabar. Com as séries que já faço por episódio e as que estão para recomeçar nas próximas semanas, não teria tempo para fazer jus a The Deuce semanalmente!

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Medeiros 13 de setembro de 2018 - 16:17

Entendo. Acho que é uma série que se valeria melhor de uma crítica por episódio, afinal a obra de David Simon tem é material pra se discutir.

Mas compreendo a questão da agenda.

Eu tenho esperado algumas series acabarem suas temporadas para depois eu assistir ao longo da semana. Fiz isso agora com Sharp Objects, Yellowstone e Preacher. Já outras, que considero “slow burns” eu assisto semanalmente como, Better Call Saul e The Deuce.

Responder
Bruno Medeiros 11 de setembro de 2018 - 17:55

Ritter, vai rolar criticas dos eps dessa 2° temporada ou só uma crítica no final mesmo?

Responder
JOSE DO EGITO 16 de fevereiro de 2019 - 22:35

Deus me livre…não dá idéia não. …vamos fazer e conta que a Hbo não lançou essa bomba atomica

Responder
IsaacJserrão. 5 de junho de 2018 - 11:17

Chegou ontem em uma livraria perto de minha casa, o box de the dulce. Fiquei muito curioso parar assistir. Como acompanho suas criticas, vim logo dá uma olhada e posso dizer que já estou louco para adquirir.
Excelente crítica. Parabéns!
Estou louco para ver the wire também.

Obs: quando puder, faça a crítica de six feet under, adoraria ler sua opinião.
Um abraço!

Responder
planocritico 5 de junho de 2018 - 11:26

Veja, pois a série merece! Depois volte aqui para dizer o que achou.

E obrigado pelo elogio e pela sugestão. Anotei aqui!

Abs,
Ritter.

Responder
JOSE DO EGITO 16 de fevereiro de 2019 - 22:35

Não compra esse lixo não. …gaste seu dinheiro com series melhores…eu recomendo The leftovers ou Carnivale (essa o Magnus Opus da Hbo – porém injustiçada).

Responder
Armando Ribeiro 12 de setembro de 2019 - 20:52

Cara voce é chato einh?? TODO mundo já entendeu que você detesta a série…

Responder
Joly81 8 de abril de 2018 - 15:30

Achei a reconstrução de época realmente soberba, nao me lembro de ver algo tao fidedigno nem no cinema. Discordo apenas da questao dos irmaos gemeos. Considero sim um problema da serie, pois é totalmente sem motivo a existência de um irmao gemeo no qual nao ha uma construção sólida de um antagonismo ou algo do tipo. Alem disso, a atuaçao de Franco, as vezes para conseguir diferenciar os dois personagens, cria algumas linhas de expressão um pouco exageradas. Mas acho que é unico problema realmente dessa jóia.

Responder
planocritico 8 de abril de 2018 - 15:39

Eu concordo com você, tanto que dediquei um parágrafo inteiro ao papel duplo desnecessário de Franco. Mas não considero um problema em si, pois essa linha narrativa não estragou a história ou a freou de alguma maneira. Vamos ver como isso evolui, mas confesso que não ficaria triste se o irmão jogador morresse…

Abs,
Ritter.

Responder
JOSE DO EGITO 16 de fevereiro de 2019 - 22:35

Esse elenco eh podre…principalmente a tosca e horrenda Maggie….bicha feia do cao

Responder
JOSE DO EGITO 10 de março de 2019 - 20:44

Kkkkk…o que adianfa reconstituicao de epoca foda, verba, figurino se a serie eh chata e um sonifero da porr4

Responder
Joly81 8 de abril de 2018 - 15:30

Achei a reconstrução de época realmente soberba, nao me lembro de ver algo tao fidedigno nem no cinema. Discordo apenas da questao dos irmaos gemeos. Considero sim um problema da serie, pois é totalmente sem motivo a existência de um irmao gemeo no qual nao ha uma construção sólida de um antagonismo ou algo do tipo. Alem disso, a atuaçao de Franco, as vezes para conseguir diferenciar os dois personagens, cria algumas linhas de expressão um pouco exageradas. Mas acho que é unico problema realmente dessa jóia.

Responder
André 8 de novembro de 2017 - 18:46

Que lindo achei que não iriam publicar critica dessa maravilha, geralmente as produções do David Simon passam despercebidas pela grande maioria por conta da evolução “lenta” da trama, o que é uma pena. Tem tudo pra ter uma segunda temporada ainda mais impactante, senti que essa temporada foi mais uma introdução de todas as peças, preparando o terreno para o que está por vir.

Responder
planocritico 8 de novembro de 2017 - 19:00

@disqus_zhnW2Xl61y:disqus , não tinha perigo de eu deixar a nova série de Simon de fora. The Wire é, como disse, uma de minhas séries favoritas.

Sobre a estrutura da temporada, também senti o mesmo. Ela serviu de introdução aos assuntos que ainda estão por vir.

Abs,
Ritter.

Responder
André 8 de novembro de 2017 - 19:40

Pois é, descobri nessa critica que compartilhamos o mesmo apreço por The Wire.

Responder
planocritico 8 de novembro de 2017 - 20:31

Um dia ainda voltarei a The Wire para poder trazer críticas mais bem feitas das temporadas aqui para o site. As que eu fiz são muito antigas e menos, digamos, refinadas, só para usar um eufemismo…

Abs,
Ritter.

Responder
André 12 de novembro de 2017 - 19:31

Opa, já li suas criticas sobre a série e lerei novamente assim que publicá-las. Também assisti há bastante tempo e ano passado reassiti a primeria temporada e não perde o brilho.

planocritico 12 de novembro de 2017 - 21:47

The Wire tem todas as características de uma série atemporal.

Abs,
Ritter.

JOSE DO EGITO 10 de março de 2019 - 20:44

Kkkkkkk….me poupe

JOSE DO EGITO 16 de fevereiro de 2019 - 22:35

Essa wire até parece ser boa…pena que está extremamente datada

Responder
planocritico 16 de fevereiro de 2019 - 22:44

Datada… Que argumentação mais sem sentido para deixar de ver algo…

– Ritter.

Responder
JOSE DO EGITO 10 de março de 2019 - 20:44

Sim…datadas no pior sentido….narrativa bem anos 90….chata e sonolenta. Ja OZ eu tbm acho datada..porem a narrativa, plot e edicao agil salvam

Armando Ribeiro 12 de setembro de 2019 - 20:52

Véio: Assiste “Xuxa e os Duendes 3” … filme atualíssimo!!! Você vai amar…

Well Cândido 4 de novembro de 2017 - 23:44

Essa é sem dúvida minha estréia preferida do ano, junto com The Handmaid’s Tale. Dá pra ver em cada detalhe da série a paixão e o cuidado do Simon e equipe pra fazer um produto perfeito, e como é bom ver atores como Maggie Gyleenhall e James Franco (aliás, Franco deu uma virada boa na carreira dele não é mesmo? Haha) atuando numa produção dessa. Só como observação, estou na metade da Quarta temporada de The Wire e estou absolutamente apaixonado pela série, David Simon é um monstro da TV! Valeu pela bela crítica e até a próxima temporada! 🙂

Responder
planocritico 4 de novembro de 2017 - 23:47

Obrigado, @wellcndido:disqus ! Fico feliz em saber que adorou The Deuce e que está também adorando de The Wire, uma das minhas duas séries preferidas. Simon realmente é um cara diferenciado.

Divirta-se com The Wire e SEM DÚVIDA nos falaremos na próxima temporada de The Deuce!

Abs,
Ritter.

Responder
JOSE DO EGITO 16 de fevereiro de 2019 - 22:35

Kkkkkk…tanto seria boa no mercado e vc perdendo tempo com essa antiguidades. …e sobre Handmaid’s tales…sinto te informar que só vale a pena a 1 temporada. ..a segunda eh um exercício de como fuder o legado e mitologia de uma série

Responder
planocritico 16 de fevereiro de 2019 - 22:44

“Perdendo tempo com essas antiguidades…”

Uau, esse comentário precisa ser enquadrado…

– Ritter.

Responder
JOSE DO EGITO 10 de março de 2019 - 20:44

The wire bosta seca

Responder
Armando Ribeiro 12 de setembro de 2019 - 20:52

Cara: vai no dicionário e procura o termo “Chato” …..

FabioRT 3 de novembro de 2017 - 11:14

E pouca gente vai assistir…infelizmente…já que a HBO dificulta o acesso ao seu conteúdo para o grande público. Somado a isso…temos uma netflixmania que as vezes beira a cegueira absoluta para coisas maravilhosas que são feitas em outras plataformas.

Responder
planocritico 3 de novembro de 2017 - 15:05

Bem, é aquilo: tem que ter assinatura da HBO, senão não dá jeito mesmo. Mas tendo, o acesso é tranquilo.

Abs,
Ritter.

Responder
JOSE DO EGITO 16 de fevereiro de 2019 - 22:35

Se a hbo for depender da minha assinatura pra ganhar dinheiro eles morrem de fome

Responder
planocritico 16 de fevereiro de 2019 - 22:44

Ainda bem que não depende…

– Ritter.

Responder
JOSE DO EGITO 16 de fevereiro de 2019 - 22:35

Kkkkkk…a Hbo deve eh tá com vergonha desse lixo…Cadê que ela tem medo de divulgar o hino Westworld?

Responder
Young Wolf 2 de novembro de 2017 - 18:16

Excelente crítica, parabéns. Amei a série, despertou meu interesse desde o princípio, era mais um drama da HBO, com o retorno de ninguém menos que David Simon, além da volta de Maggie Gyllenhaal e um tema muito interessante, não teve como não criar expectativas. Como estava com saudade de David Simon na TV, em minha opinião ninguém melhor consegue dar voz e vestes a uma sociedade marginalizada do que ele, a forma que só ele consegue transformar uma cidade em protagonista, a realidade da cidade suja, os corpos que vagam pela noite sem rumo, a realidade que incomoda. Vi desde o inicio personagens com muito potencial, e conhecendo um pouco do trabalho dele (ainda não terminei The Wire) sei que nenhum personagem, por menor que seja, está ali por acaso. Gyllenhaal transforma Candy na melhor personagem da série em minha opinião, o drama vivido pela personagem fascina, e ainda nem conhecemos sua vida por completo. Minha maior surpresa foi Ruby, como não se encantar pela Thunder Thighs, uma das personagens mais carismáticas da série. Por isso ver o fim triste da personagem me surpreendeu muito, apesar dela viver uma vida em que isso pode acontecer em cada esquina, cada quarto. Jogada como se não significasse, como se não fosse nada além de lixo, a última frase ”My name is Ruby” é uma afirmação de humanidade do que eu já disse antes, corpos que vagam sem rumo pelas ruas do Deuce.

Responder
planocritico 2 de novembro de 2017 - 20:16

Belo comentário, @disqus_a5Bk0Lo2bt:disqus ! Realmente a série é isso tudo mesmo. Assuntos duros, apresentados sem filtro, sem tentativa de mascarar ou glorificar absolutamente nada. E NY como personagem é algo impressionante mesmo. Muitos filmes e séries tentam, mas The Deuce consegue desde o princípio e com uma perfeição incrível!

E concordo completamente com seu comentário “escondido”. Belíssima personagem e um momento de cortar o coração!

Abs,
Ritter.

Responder
Cesar 2 de novembro de 2017 - 02:05

Tinha lido uma review do Piloto em algum canto, e ja tinha ficado interessado, mas nem tava lembrando mais. Que bela recomendação em Ritter, so vai faltar tempo agora pra ver. Alias, como o amigo abaixo, tambem nao vi The Wire ainda, junto com Six Feet Under, sao as 2 series mais antigas que são super elogiadas e que eu tenho uma dificuldade absurda de achar pra baixar, ate vi alguns episodios online, mas detesto ver algo no pc.

Esse mes de novembro ta cheio de estreia legal, mas vou pegar pra ver com certeza!

Responder
planocritico 2 de novembro de 2017 - 02:10

@disqus_MQyZmw7MOm:disqus , faça um esforço para ver The Wire, pois a série merece sem dúvida. The Deuce parece que trilhará o mesmo caminho espetacular, mas, com uma temporada no ar apenas, ainda é cedo demais para dizer!

Abs,
Ritter.

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Young Wolf 2 de novembro de 2017 - 18:27

Six Feet Under é minha série preferida, personagens complexos e profundos, no início parece uma caricatura ”não, essas pessoas não são assim” e ”é mais um clichê”, a mãe reprimida, o gay não assumido, o filho que é a ovelha negra e a filha adolescente rebelde, mas a cada episódio é um soco no estomago, uma série tão real e tão palpável que dói, me fez enxergar a morte e principalmente a vida de maneira bem diferente. São estranhos que se sentam numa mesa de jantar e não se conhecem, uma família quebrada e fria, mas que vão se descobrindo e se conhecendo ao longo da série. Meu amigo, me arrisco a dizer que você não verá um final tão bom quanto o de SFU, nada mirabolante, mas extremante simples e real, não pesquise o final, nada me marcou tanto quanto isso. O elenco é repleto de monstros que te quebram a cada atuação, você vai adotar os Fisher como parte da família com certeza.

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planocritico 2 de novembro de 2017 - 20:17

Preciso ver Six Feet Under! Essa é uma clássica que deixei passar.

Abs,
Ritter.

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Cesar 3 de novembro de 2017 - 04:07

Eu cheguei a ver ate a metade da segunda temporada, isso pq so via online, com qualidade bosta. Dificil achar torrent dessas series antigas. Tava gostando bastante, tinha acabado de ver Dexter, por isso queria ver algo do Michael c Hall que é fantastico, e ele tambem ta incrivel em SFU. Nessas ferias pego de novo pra ver, nem que seja online mesmo 🙂

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jv bcb 2 de novembro de 2017 - 01:44

Achei uma Obra Prima, não vi The Wire ainda, mas se for melhor do que isso eu entenderei o motivo para ela ser tão cultuada.
A série é uma grande etnografia, estou estudando sobre isso nesse semestre da faculdade, e não conseguia parar de associar a série com uma pesquisa etnográfica, onde nós somos os pesquisadores, mergulhando naquele universo desconhecidos, cheio de seres humanos complexos e detalhes para gerar total imersão.
É uma aula de escrita, a série tem uma quantidade absurda de personagens e consegue desenvolver todos com excelência, mesmo dando pouco tempo de tela para a maioria, todos parece críveis e ninguém fica sobrando, tudo com o principal objetivo de servir ao espectro maior, que é a criação(recriação) de um universo verossímil, realista e repleto de camadas.
Deem um Emmy para a Maggie Gyllenhaal, duvido que alguma atriz tenha atuado mais do que ela em alguma série esse ano.

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planocritico 2 de novembro de 2017 - 01:54

Cara, obviamente concordo com tudo o que você disse, mas só vou acrescentar uma outra coisa: aproveite o intervalo entre agora e a próxima temporada de The Deuce e assista The Wire sem falta! A série é absolutamente espetacular.

Abs,
Ritter.

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