Tudo o que você precisa saber sobre a nossa 2ª edição do Plano Indica (mas tinha medo de perguntar) está disposto logo abaixo. Cuidado, muito cuidado. Leia por sua conta e risco. E que Deus tenha misericórdia da sua pobre alma…
[espaço reservado para você imaginar uma foto impublicável do Kevin sensualizando no espelho]
KEVIN: Comecei a fazer jiu-jitsu. Aguardem o especial artes marciais no site Kkkkkkk
LUIZ: NÃO. NÃO. O QUE OS MEUS OLHOS ME MOSTRAM. NÃO. NÃO É POSSÍVEL. ISSO DEVE SER UMA MIRAGEM. UM SONHO RUIM. UM PESADELO TERRÍVEL. UMA VISITA DE CTHULHU. MAS O QUE VEJO AQUI NA MINHA TELA. UM PERFORMÁTICO MARCIAL. COM 700 BOLSAS. COMO SE ESTIVESSE INDO PASSEAR NO SHOPPING.
KEVIN: Kkkkkkkkkk isso é real. Eu tô saindo com 3 bolsas.
LUIZ: UMA GARRAFA DE 900 LITROS. UMA CAMISA DE… SEDA??????????????????????? NÃO.
KEVIN: Uma com [ᚲᛖᚾᛊ. ᛈᛖᛚᛟ ᛞᛁᛏ. ᛚ. ᛊ.], uma com as comidas, e uma das roupas de treino.
RITTER: Deve ser para se defender das pauladas que o Kevin leva da dona dele.
LUIZ: HUAHAUHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUHAUAHUAHA. KEVIN. VOCÊ USA BOLSAS?.
RITTER: Esses jovens carregando garrafas d’água para todo canto parecem andarilhos de filmes pós-apocalípticos em que água potável é rara…
KEVIN: Uso uma maletinha com o notebook e coisas [ᚲᛖᚾᛊ. ᛈᛖᛚᛟ ᛞᛁᛏ. ᛚ. ᛊ.], uma lancheira e uma mochila com as coisas do treino. Tudo de grife, claro.
RITTER: Lancheira… HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Saiu da escolinha agora…
LUIZ: ele dá material pra gente zuar. Já sei qual será minha indicação em fevereiro HUAUHAUHUAHAHAUAHUAHAUHAUAHAUHAUA
KEVIN: Nada melhor do que uma comidinha caseira. Do que ficar comprando marmita. E vocês não sabem o melhor. Na minha lancheira além do almoço, tem sempre um bauru pro lanche da tarde.
LUIZ: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. EU NÃO AGUENTO MAIS. MINHA CABEÇA VAI EXPLODIR.
KEVIN: Eu vou com ela pra tudo quanto é lugar.
LUIZ: RALI JIU-JITSU FASHION WEEK DA FRESCURA MIMADA.
KEVIN: E saca só, o bauru é com pão sem glúten. Pra ser fitness.
LUIZ: VAI SE FUDER. NÃO É POSSÍVEL. VC TÁ INVENTANDO. NÃO.
KEVIN: Não tô amanhã tiro foto pra vc.
LUIZ: MANO. VAI SE INTERNAR.
KEVIN: [ᚲᛖᚾᛊ. ᛈᛖᛚᛟ ᛞᛁᛏ. ᛚ. ᛊ.] Aí meu nutrólogo disse que é por causa do glúten. Aí precisei tirar. O pão sem glúten é horrível. Tem gosto de papel.
[espaço reservado para você imaginar uma foto do Kevin cozinhando]
KEVIN: Faço todo dia. Eu tô saindo de casa parecendo um feirante.
RITTER: Meu nutrólogo… MAS QUE FRESCURA…
KEVIN: Além das três bolsas e a garrafa, eu levo um guarda chuva todo dia, ele é azul e parece o guarda chuva da Mary Poppins.
RITTER: O cara mora no deserto e leva guarda-chuva azul todo dia… E ainda se compara com a Mary Poppins…
LUIZ: Deus que nos perdoe se cai uma gota de água no pão sem glúten.
RITTER: Água só na garrafa de 900 litros que fica cheia de cuspe no final do dia…
KEVIN: Eu bebo três garrafas dessa por dia! Uma de manhã, uma a tarde e uma a noite, e sempre lavo quando acaba.
[espaço reservado para você imaginar a foto de um kit frescura na cama do Kevin]
KEVIN: Na mochila de treino, além da roupa do jiu-jitsu, tem de musculação e de natação, porque eu faço uma hora de musculação e meia hora de natação antes de ir [ᚲᛖᚾᛊ. ᛈᛖᛚᛟ ᛞᛁᛏ. ᛚ. ᛊ.] Por isso eu acordo de madrugada. E isso quando eu não saio do jiu-jitsu, tomo banho e vou direto pra igreja, porque aí minha bíblia e apostila estão na maleta do escritório.
[espaço reservado para você imaginar a foto de uma Bíblia colossal e um caderno todo escangalhado]
RITTER: Letra gigante…. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAHAAHHAAHHAHAHAAHAHHAAHAHAHAHAHAHAH
KEVIN: Tem dia que levo meu violão, porque tô fazendo aula.
RITTER: Corta para cinco anos no futuro: Kevin não saiu da faixa branca, esqueceu como segura um violão, não nada nem em poça d’água e não lembra nem onde deixou a Bíblia…
KEVIN: Na verdade, eu tenho problema mesmo de fazer muita coisa ao mesmo tempo. Mas minha rotina hoje é bem arrumadinha.
RITTER: E, claro, parece o Obelix de tanto Bauru…
[espaço reservado para você imaginar uma foto do Kevin mostrando coisas impublicáveis, que certamente me deu material para descascá-lo até a consumação dos séculos + uma pequena conversa sobre o “distúrbio na Força” — entenda como quiser — que essa foto causou no nosso grupo]
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Luiz Santiago Indica:
Não Use Cuecas Estranhas

Depois que eu bati o olho nessas cuecas da Força, recebidas de maneira não solicitada por um vizinho do It, habitante do bueiro Nº 666 da Capital do Cerrado, eu me peguei pensando em como roupas íntimas podem, até certa medida, dizer algumas coisinhas sobre a pessoa que as usa. O hobo que me enviou esses farrapos Imperiais, por exemplo, é uma pessoa que combina exatamente com o que se vê aí: um Ser de cotidiano grandiloquente, daqueles que eu chamo de “mil-planos“, de “pau-pra-toda-obra“, de “reizinho-do-rolê-aleatório“, de “faz-tudo-e-nada-faz“, de “matriculado-em-mil-cursos” e por aí vai. Se você quer passar a imagem de uma pessoa séria, não é aceitável que esteja guardando o sabre de luz em panos tão tatuínos. Quando se é muito jovem, é compreensível o ímpeto de fazer uma gracinha, e aí o céu é o limite: de cuecas de tromba de elefante a cuecas de bonequinhos da Marvel e DC ou até personalizadas com as mais horrendas estampas que se possa imaginar. Mas imaginem que, um dia, você, por algum acaso, precise ficar só de cueca na frente de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, por um motivo não programado ou almejado. E lá estará você, com sua cuequinha ™ diante de uma situação séria. Que vergonha! A meu ver, cuecas devem ser pensadas igual às meias: o básico será sempre — e disparadamente — a melhor escolha. Cores sólidas e não estampadas. Pronto. Não tem como dar errado.
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Ritter Fan Indica:
Não Faça Competição de Quem Bebe Mais Água por Dia

Hidratação virou palavra de ordem por alguma razão estranha que não consigo entender muito bem. E essa palavra de ordem tornou-se uma competição sobre quem bebe mais água por dia, com direito a olhares reprovadores e risadas zombeteiras dos hidrólogos quando alguém diz algo como “bebi só um copo hoje” a uma pergunta feita às oito da manhã. Como não poderia deixar de ser, essa competição inexistente tornou-se oportunidade perfeita para que as empresas lançassem copos e garrafas atrás de copos e garrafas de água no mercado, todos eles marketeados para a gadolândia em cima do conceito “hidratação” somado ao conceito do quão ecológico é usá-los (porque, claro, não tem plástico nem tinta nesses recipientes para líquidos). E o resultado final disso tudo é que ganha quem faz a melhor imitação de camelo e carrega a maior e mais ridícula garrafa de cores berrantes para todo canto, inclusive dentro do próprio ambiente de trabalho ou em casa (porque ir até a baia de seu colega que fica a cinco metros de distância da sua para encher a paciência dele sem a tal garrafona é tão inacreditável quanto deixar de colocar o celular de cabeça para baixo em cima da mesa do restaurante durante um jantar). Com algumas garrafas custando quase 400 reais, o negócio virou mais um símbolo descartável de status imbecilizante, porque não tem nada mais inaceitável do que usar um mero copo de geleia de mocotó para pegar água no bebedouro mais próximo. Além disso tudo, claro, carregar esse peso todo de um lado do corpo desalinha a coluna, beber água demais afoga (sim, a hiper-hidratação é real), em determinada altura estamos bebendo não mais do que nosso próprio cuspe, e, com poucas exceções em centros urbanos (porque essa competição por quem tem a maior garrafona d’água não acontece em vilarejos do interior, vamos combinar), não temos água potável facilmente acessível. Portanto, não faça como um certo alguém que permanecerá inominado e beba água como uma pessoa normal, sem fazer da “atividade” um esporte competitivo caro..
Luiz Santiago e Ritter Fan Intervêm:
Publique Vossas Cafonices

“O inimigo é ardiloso“, já dizia uma pessoa qualquer. E é mesmo. Vejam que, aos 45 do segundo tempo, o Doutor Penduricalhos aparece dizendo que tinha se esquecido do prazo e nem teve a decência de voltar um pouco mais no grupo e ler o que foi escrito. Depois, nos entrega a pérola que vocês lerão abaixo, salva com a rapidez de um contraventor nanopunk das entranhas do painel do site. E assim chegamos ao fim da nossa saga, de nossa satisfatória e abençoada missão de fevereiro. Fiquem agora com a programação normal. Com vocês: QUEVINALDO RIQUE.
KEVIN: Ou. O prazo final do Plano Indica é hoje né. Tinha esquecido. Dá tempo ainda?
RITTER: Sim, manda aí!!!
KEVIN: É pra mandar por aqui ou coloco no painel? Desculpa, mas esqueci o protocolo.
RITTER: Painel. Cria uma postagem sua e faz o texto e bota a imagem dentro.
KEVIN: Eu acho que a minha indicação ficou meio cafona.
RITTER: Tive que dar um pulo lá para verificar depois do que você disse e meu detector de cafonice explodiu o ponteiro…
LUIZ: MEU DEUS. KEVIN VIROU UM ESQUERDOMACHO.
KEVIN: Começou porque hoje um cara no [ᚲᛖᚾᛊ. ᛈᛖᛚᛟ ᛞᛁᛏ. ᛚ. ᛊ.] disse que o cinema brasileiro não presta. E isso me incomodou o dia todo. Mas depois que escrevi, achei muito cafona.
LUIZ: Aí você tacou sua ecobag na cara dele e escreveu um manifesto.
KEVIN: Vou ter que fazer outra indicação.
LUIZ: Não. Está proibido.
KEVIN: Sim. Já apaguei.
LUIZ: Meu Deus, como uma pessoa pode ser tão ridícula? Não acredito que você apagou.
KEVIN: Eu não gostei pô. Ficou cafona demais. kkkkk
RITTER: Luiz, eu tenho o texto dele ainda, você quer?
LUIZ: POR FAVOR!!! MANDA!
KEVIN: Olha só esses caras..
Kevin Rick Indica:
Celebre o Povo e a Cultura Brasileira

Eu sou um cara bem calmo (ou pelo menos me vejo assim), mas se tem algo que me tira do sério é discurso de brasileiro vira-lata. Escutar um “o cinema brasileiro não presta” é quase um convite para as vias de fato. Ou então ver algum desgraçado andando com camisa da seleção da Argentina na rua, prontinho pra ser deportado a pontapés. Eu sei que nosso país tem muitos problemas, que temos contradições violentas, e que nossa cultura tem seus pontos negativos. Não tô aqui para fazer discurso ultranacionalista ou para ficar cantando o hino todo dia pela janela. Mas me cansa demais esse autodesprezo que eu vejo em tudo quanto é lugar da internet ou em conversas de roda mesmo. A pessoa não conhece Glauber Rocha e quer falar mal do cinema brasileiro. O ser humano lê livro de autoajuda do Augusto Cury e não conhece nossa literatura. Algum canalha nunca ouviu tropicália ou bossa nova e quer resumir a música nacional ao “Ai Se Eu te Pego” do Michel Teló, enquanto o outro boçal que só vê o Brasileirão grita com pompa que não temos mais grandes esportistas. Inclusive, o que eu mais vejo nas redes sociais é brasileiro torcendo contra brasileiro. É só dar uma olhada nos comentários de qualquer post sobre algum atleta nosso, principalmente quando perdem. Qual é, vamos celebrar nossa cultura diversa, rica e curiosa, entendendo suas falhas e belezas, suas contradições e certezas. Eu mesmo consumo mais a cultura pop dos EUA, para ser totalmente honesto, e tem diversos elementos culturais do Brasil que não me agradam, como o Carnaval ou a música sertaneja, mas tem tanta coisa incrível aqui. De Machado de Assis a Tim Maia, de Ariano Suassuna a Rebeca Andrade, de Racionais a Wagner Moura, somos cheios de autores, artistas e expoentes da nossa criatividade, da nossa poesia, do nosso ritmo alegre e até mesmo do nosso jeitinho capcioso à la João Grilo. Minha indicação, portanto, é: celebre a nossa cultura, nossa arte e nosso povo. Critique também, se posicione, se revolte, mas não vire mais um mosquito que só gosta do que é estrangeiro, que só sabe murmurar do que é nosso e do que faz o brasileiro ser brasileiro. Já tem muito imperialista lá fora. E a mudança interna não vai chegar assim. Viva o Povo Brasileiro!

Esta edição do Plano Indica foi um presente inesperado que caiu do céu. Eu e Ritter programamos a cara do projeto desde a nossa conversa original com o Kevin, que passou horas e horas falando pelos cotovelos sobre o seu dia a dia. Desde então, mantivemos nossa intenção final em segredo. Quando eu disparei o comunicado sobre a linha editorial desta edição, a coisa foi ainda mais “plano maligno”:
Essa semana temos nossa publicação do PLANO INDICA.
1 – façam suas [indicações] numa postagem separada no painel, que eu copio e colo na original.
2 – o tema dessa edição é livre, mas eu vou usar um meme do Mussolini como capa e vou usar a linha de pensamento dos MEMES POLÍTICOS, ou seja, algo que se cria na internet sobre um indivíduo e que parece tão absurdo, mas tão absurdo, que é engraçado e ao mesmo tempo amedrontador para a sociedade…
Ou seja, o Kevin fez a indicação dele achando que a coluna era sobre uma coisa, mas, na verdade, era sobre a vidinha de Barbie Profissões que ele leva. Espero que tenha servido de lição. E mais, não falo. Até a próxima, crianças!
