Anti-Crítica | Heróis em Crise #9: Finale: Todos Nós

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  • Há SPOILERS! Confira as críticas para as outras edições da série aqui.

São XXhxx agora, aqui na minha GADO-caverna. À minha frente, um copão com meu milk shake de puro ódio, o meu companheiro de sempre. E enquanto procuro dissipar o imenso horror e frustração após a leitura dessa revista final de Heróis em Crise, eu me dou conta de que esse texto não será uma crítica. Não poderá ser. Uma Anti-Crítica é o que este Everest fecal merece.
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Os Verdadeiros e Indiscutíveis Fatos a Respeito do Crânio de Tonho Rei

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O que nós sabemos sobre isso até agora? Bom, sabemos que dentro desse receptáculo havia um cérebro até certo momento da timeline de Tonho. Daí veio O Casamento. E Heróis em Crise. E começamos a perceber que havia algo de muito errado com o interior do crânio de Tonho. Tonho já não era mais “o” Tonho. Tonho era outro sabe-se lá o quê.

[espaço reservado para você fingir espanto diante desta constatação]

Minha defesa de que Tonho (o original, da Terra Prime) foi abduzido e substituído pelo Tonho da Terra… qual é a Terra que tem os Tonhos estúpidos mesmo? Bom, não me lembro agora, então vou chamar de Terra-🤪. Pois bem, trouxeram esse Tonho e colocaram-no para escrever esse enredo. Tão logo isso se deu, um efeito muito peculiar começou a acontecer. Algo que infelizmente atinge alguns indivíduos da Terra Prime após terem contato com material produzido por alguém da Terra insana. Algo Universalmente conhecido como Choramingo de Mentecaptalização Aleatória na Busca de Dourar a Pílula Para Roteiristas de Estimação.

[na Terra Prime, essa doença é popularmente conhecida como “burrice nerd]
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A Tonhoreização da DC ou O Triunfo da Terra-🤪 

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Neste momento, o Engomadinho ⅝³π está compartilhando esse texto com os Homens-Monóculo e todos contorcendo-se em desespero, uivando para uma Lua inexistente, tentam se fazer entender pela BABA VERDE que lhes escorre pelas presas podres: “Quem esse ninguém arrombado pensa que é?“. Traduzindo do greglorpês “quem esse arrombado pensa que é para falar assim do meu Toinho Reizinho?“. Bem, caro Engomadinho ⅝³π eu sou o Crítico Arrombado Bosta Lixo Prepotente do Caralho Nº1, título que nós aqui do Plano Crítico recebemos como honraria máxima durante o 69º Festival de Críticos Arrombados Bosta Lixo Prepotentes do Caralho, na linda e enevoada vila de Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch (sim, seu incrédulo sujo, fedido e infame, esta vila existe, pode pesquisar!). E é com os poderes a mim atribuídos por este honroso e áureo título que eu venho aqui dizer:

  • Não adianta você jogar a carta morta de “ui, mas se você ler o Flash do Mark Waid e do Geoff Johns…”

O que a gente nota nessas fases, de uma vez por todas, é a grande importância que a família tem para o Wally. Não é algo novo, convenhamos, mas esses runs delinearam e escavaram isso de maneira excelente. O que esses runs NÃO  fazem é: dar carta branca para Wally se tornar um assassino; abrir as portas para Wally perder a esperança mesmo tando que lidar com perdas e danos (como qualquer humano, herói ou não!!!); incriminar pessoas; entregar dados secretos para ser exibidos na TV; trair aqueles que confiaram nele. Existem pelo menos umas 45 trilhões de formas de fazer com que um herói perca o controle de poderes ou se sinta afetado, deprimido, arrasado pela saudade de sua família. Todavia, nenhuma dessas formas validam a transformação de um cara como Wally West em vilão. Porque é isso que ele se torna em Heróis em Crise. Está feliz agora, Belzebu?

  • Não adianta você dizer “ah, mas eu gostei dos Robins aqui, então a edição não é toda perdida!“…

Sim, porque o objetivo dessa série foi explorar as várias versões de Robin falando das outras versões do Robin. Ahã.

  • Não adianta você dizer “ei, mas eu me emocionei com Arlequina abraçando a Nova Hera, logo essa edição é excelente!“…

Nesse caso, vamos analisar essa declaração a partir de uma gigantesca pesquisa feita pela NASA em março deste ano de 2019 — Fonte: DA MINHA CABEÇA, Vozes. 69ª Ed. p.6969. O resultado sobre a declaração de uma qualidade qualquer para esta edição está representado no gráfico abaixo.

VOCE TA ERRADO

Além disso, vamos convir que absolutamente nenhuma daquelas páginas com as “confissões” serviram para alguma coisa na trama. Encheção de linguiça nível Tonho Rei. Vamos convir que ainda está para existir uma representação mais hipócrita da Batgirl do que esta aqui. Vamos convir que o encerramento deste horror não encerra o horror de fato, “apenas” mostra a consequência master e se lambuza ainda mais neste coliforme que a DC resolveu chamar de “roteiro”.
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Tonho e as Tonhetes

Era uma vez uma boa ideia sobre heróis que estavam atravessando uma situação de estresse pós-traumático. Mas isso só durou um par de edições. Fim.

Agora… Bem-vindos ao reino de descaracterização, desrespeito, deturpação de conceitos e psicologia e do próprio cânone da DC pós-Renascimento!!!

Pelo visto, esta será uma série aclamadíssima na Terra-🤪. Deverá rapar uns 12 prêmios Eisneira e contar com a defesa das Tonhetes Defensoras do Indefensável, o grupo de anti-heróis que acham que para “fazer algo fora da caixinha” e “não entregar mais do mesmo para o público” é simplesmente destruir personagens e inventar asneiras dramáticas em roteiros mal escritos. Triste fim. Dá vontade de correr até a borda da Terra plana e pular. Seria melhor ter visto o filme do Pelé em loop, por 9 meses…

Heroes in Crisis #9: Finale: All of Us (EUA, 29 de maio de 2019)
Roteiro: Tom King
Arte: Clay Mann
Cores: Tomeu Morey
Letras: Clayton Cowles
Capa: Clay Mann, Tomeu Morey
Editoria: Jamie S. Rich, Brittany Holzherr
22 páginas

LUIZ SANTIAGO (Membro da OFCS) . . . . Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.