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Crítica | Ataque dos Titãs (Attack on Titan) – 4X12: Quem Conduz

por Kevin Rick
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Quem Conduz

  • Há spoilers. Leiam, aqui, a crítica dos episódios anteriores. 

Entreguem os seus corações! Quem Conduz

Na crítica de Mentiroso, eu já havia citado o caráter messiânico dado a Eren pelo roteiro de Isayama, que vinha criando essa mistificação em torno do protagonista para os Eldianos, e para os próprios inimigos de modo antagônico. Quem Conduz abraça por completo a figura divina de Eren como núcleo principal deste arco, tanto os “crentes” quanto “descrentes”, criando diferentes facções e convicções a respeito dos misteriosos pensamentos dos irmãos Jaeger. A própria caracterização do personagem serve a esse argumento, apresentando ele descalço, bastante simples na vestimenta, mas imponente e profético, bem em conjunto com a visão do Messias mais ocidental do cristianismo, só que também existe vestígios ali de ideais malignos, ou pelo menos de pensamentos que trabalham a moralidade duvidosa de Eren.

Toda essa dualidade do personagem, independente de gostar ou não do caminho escolhido por Isayama, não apenas serve ao propósito de desconstrução do protagonista Shonen, como já citei diversas vezes, mas funciona de forma magnífica com a grande proposta da série: perspectiva. Dependendo das ações de Eren, ele será o herói para muitos e o vilão para ainda mais, e o fato do próprio personagem estar conformado com seu “papel”, ao mesmo tempo altruísta e egoísta dependendo da visão escolhida, o faz extremamente perigoso… e deveras interessante.

É até engraçado pensar como ele mal aparece em tela ou tem falas expositivas, mas continua sendo o principal elemento do episódio. Esta simbologia dele, assumindo um caráter de fanatismo mesmo, meio religioso, muito bem transposto pela obsessão de Yelena, porém com o toque político do arco, concebem essa versão divina do personagem misturada a adoração com viés revolucionário que vemos na História do mundo real, com líderes assumindo esse dever de libertação que cria essa idolatria popular, que, aliás, normalmente termina em tragédia ou corrupção.

Além disso, temos os divertidos e cruéis joguinhos políticos de Paradis, que vinham sendo elaborados anteriormente, mas ganham um enfoque especial aqui. Golpe de estado, assassinato do Zachary, libertação do Eren, estratégias militares e diálogos de ideologias, temos de tudo um pouco. Particularmente, adorei todas as cenas envolvendo Pixis, desde a tremenda conversação com Yelena, até o entendimento de rendição em relação ao Eren. Adoro todo seu desenvolvimento diplomático, que já era característico do personagem, mas ganha um tratamento especial na narrativa deste arco.

Quem Conduz, à primeira vista, pode parecer um episódio menor dentro do escopo da série, mas diferentemente dos últimos capítulos mais políticos, o slow burn aqui é, na minha visão, excelente e transformativo para o final da série. Adicionar um toque de fanatismo e divindade ao arco já mais diferentão, proporciona um curioso caminho para Eren no Novo Império de Eldia, e seus amigos também, cada vez mais distantes do personagem, além de preencher a trama já complexa com mais ramificações intrigantes sobre novas temáticas em relação à figura e a simbologia que Eren representa, seja ela correta ou errada. Aliás, isso nunca verdadeiramente importou em Attack on Titan.

Attack on Titan – 4X12: Quem Conduz (進撃の巨人, Shingeki no Kyojin – 導く者 Michibiku Mono, Japão, 01 de março de 2021)
Criado por: Hajime Isayama
Direção: Kunihiro Mori
Roteiro: Hajime Isayama, Hiroshi Seko
Elenco:  Takehito Koyasu, Yoshimasa Hosoya, Ayane Sakura,  Natsuki Hanae, Toshiki Masuda, Manami Numakura, Yûmi Kawashima, Ayumu Murase, Masaya Matsukaze, Jirô Saitô, Tôru Nara, Yû Shimamura, Yûki Kaji, Kazuhiro Yamaji, Hiroshi Kamiya, Romi Pak, Kishô Taniyama, Hiro Shimono, Yû Kobayashi
Duração: 24 min.

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28 comentários

Fernando Costa 6 de março de 2021 - 16:11

Eu gostei bastante do episódio, mas melhor mesmo foi essa crítica que me fez perceber uma coisa que tinha deixado passar batido: Eren mal aparece, e realmente, já se criou uma aura meio mística em torno dele, como se ele tivesse deixado de ser humano, e agora fosse a personificação da libertação de um povo. Nesse ponto, o Eren se aproxima de personagens de históricas bíblicas, ou de grandes personagens dos quadrinhos.

Inclusive isso me faz pensar que não teremos grandes cenas dedicadas a entender o que se passa na cabeça do Eren, como eu estava querendo que ocorresse até então. O que me parece que teremos serão cada vez mais o Eren como um ser sem individualidade, quase uma máquina, indo em direção ao seu objetivo. Talvez no fim trágico que ele terá (e não consigo conceber essa história sem esse destino), teremos uma breve volta do Eren humano e ai sim, talvez caibam cenas mais intimistas pra mostrar o arrependimento dele, ou a epifania de entender que toda sua luta só fez girar uma roda que não produz nada além de mais ódio e destruição.

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Kevin Rick 9 de março de 2021 - 13:39

Também vejo um caminho mais simbólico do que pessoal para o protagonista. Mas eu gosto da escolha do Isayama… Dá uma remexida bacana no arco do personagem.

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Lucas 5 de março de 2021 - 17:47

Eu tou com pena da Hange. A Pieck disfarçada me lembrou um poucos os ares das primeiras temporadas.

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Luís 5 de março de 2021 - 17:47

Mano se tá ruim pa tu para de assistir o anime porraaa tem gente que tá gostando da atitude do eren então foda-se

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Lucas 5 de março de 2021 - 17:48

Ele tem que parar de assistir a um anime que ele gosta pq ele n gostou de algo específico que outras pessoas gostam?

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planocritico 5 de março de 2021 - 17:51

E isso porque ele está falando de uma crítica que deu 4,5 HALs ao episódio e que vem dando só notas altas a todos eles…

Abs,
Ritter.

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Alisson Gomes 5 de março de 2021 - 17:47

O engraçado é que depois desse ap eu vi várias pessoas indignadas com os eldianos de Paradis por usar o shinzou wo sasageyo junto do punho no coração de forma deturpada

o que eles esquecem é que Erwin criou essa expressão não para uma causa nobre, mais sim para persuadir recrutas ingênuos ou tolos a irem para a morte, com a desculpa de ser para o bem da humanidade, quando na verdade era pra alcançar o desejo egoísta de Erwin de conhecer a verdade do mundo

então não vejo mal algum de qualquer pessoa alí se exprimir dessa forma, independente do motivo, pois cada pessoa oferece seu coração da forma que quiser, então pra mim isso foi empregado da mesma forma de sempre.

E quanto a Eren e Zeke, pro meu gosto são o ponto mais alto da 4° temporada, desempenhando as melhores cenas como será mostrado mais a frente, mais acho Eren mais interessante, pois ele tem várias camadas intrigantes ao decorrer do mangá.

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Rocha 5 de março de 2021 - 17:48

No caso do Erwin, creio que as motivações eram uma mistura de egoísmo com altruísmo. É claro que o seu maior objetivo era atingir o seu sonho de criança e ele ganhou fama por conduzir missões arriscadas. Uma, muito marcante, foi a captura da Annie dentro das muralhas, havendo uma ótima sequência no episódio em que ele fala que está fazendo aquilo para o bem da humanidade e, na próxima cena, aparece uma criança ensanguentada andando desesperadamente. Sem contar a missão final que ele a coloca em risco por motivos egoístas. Por outro lado, é justamente esta missão que demonstra o turbilhão de sentimentos que ele carrega. Ele sempre se importou com seus companheiros, sentia o peso de suas mortes e, por vezes, guiava-se por uma vontade legítima de fazer bem à humanidade. É justamente esse desejo que o motivou a se sacrificar e liderar o ataque suicida ao Titã Bestial. Ele, inconscientemente, tinha dois lados e essa metade benevolente era um forte motivo para fazer outros o segui-lo, tal como o Levi.

É claro que o gesto nunca foi inocente, pois ele sempre teve o objetivo de incitar as pessoas a se sacrificarem, com um tom manipulativo. Só que nem sempre ele foi estritamente maléfico. Como dito, Erwin também o usava com fins positivos. Um exemplo foi quando os titãs invadiram as muralhas, e eram necessários soldados capazes de enfrentar o grande terror à sua frente e salvar todo mundo. Dentre todos, a tropa de exploração era a mais bem preparada. Em guerras reais também é comum que coisas assim aconteçam. Se um país é invadido, ele precisa de soldados com “mentalidade militar”, ou seja, de pessoas que obedeçam às ordens, à hierarquia e estejam dispostos a se sacrificarem. Músicas e símbolos, então, são eficientes para criar essa coragem.

No entanto, agora, o símbolo está sendo utilizado para fins violentos e opressores. Quando o Jean foi criticar o Floch, aparentemente um dos líderes dos jeageristas, por atingir civis com as bombas no ataque a Marley, este logo retrucou dizendo que todos eram inimigos, e que era necessário vingança. Erwin, ou pelo menos muitos dos que o seguiam, provavelmente não concordaria. Por isso é normal que muitas pessoas não gostem dessa “apropriação”.

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Lucas Casagrande 5 de março de 2021 - 17:47

To errado pra c@r@lh* eu sei mas..

In Eren Jaeger we trust

SHINZOU WO SASAGEYO

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Rocha 3 de março de 2021 - 23:44

Uma das coisas mais legais agora é ver a ressignificação do empolgante shinzou wo sasageyo (entreguem seus corações) que antes era entoado pelo Erwin Smith e repetido por seus subordinados. Antes, mesmo que sua natureza já fosse funesta, devido ao incentivo para que soldados entregassem suas vidas por ordem de seu comandante militar, havia um objetivo esperançoso e inocente de que isso era para o futuro da humanidade, um bem maior no qual só os participantes, aqueles que bradavam esse lema e compartilhavam o sonho de seu líder, vislumbravam. Durante esse período, nós, como espectadores, ainda conseguíamos o entoar juntos, pois todas as ações pareciam ter um motivo nobre. Primeiro, nossos protagonistas estavam salvando a humanidade e, depois, ainda sem entender a complexidade de seu mundo, apenas se autodefendendo contra outra parte da humanidade que os queria mortos, tanto os militares a mando do rei das muralhas quanto do exército marleyniano.

Agora, todavia, a conjuntura é totalmente diferente, porque apesar de o Eren e seu grupo terem as suas justificativas, o número e a variedade de atores envolvidos borram totalmente o antigo maniqueísmo. O lema e o punho ao coração passaram a ser utilizados como um símbolo violento e autoritário de um grupo que recentemente passou a se identificar como uma etnia, mais, como uma nação, tendo em vista que aqueles da mesma etnia não merecem o mesmo tratamento por pertencerem à outra nacionalidade, assim como todos aqueles que vão de encontro aos seus interesses. Além do momento em que o público assistiu exultado à explosão de Zachary, a cena em que a menina presa faz o gesto clássico da tropa de exploração à Mikasa foi um bom exemplo da mudança que o gesto passa a representar.

Nesse âmbito, várias pequenas ramificações e paralelos podem ser feitos entre o papel do Erwin Smith, do Eren e, inclusive, da linhagem real dentro das muralhas e da seita que as adorava no início – todos esses, figuras de liderança que inspiravam as pessoas a segui-las a fim de um bem maior.

Uma delas é o poder que a simpatia e o engajamento que a propaganda e tudo aquilo que identifica um grupo proporcionam. A adoração ao rei era mantida por causa da sensação de segurança que ele trazia, e era reforçada pela corrupção, por matérias jornalísticas e pela perseguição a grupos opositores. A tropa de exploração, nada obstante o futuro macabro que ela provavelmente traria aos participantes, voltou a ter um crescimento em seus membros com a liderança de Erwin, através de sua inteligência militar e discursos inflamados. Mesmo com as suas missões suicidas e às custas de vidas inocentes – por exemplo, as tentativas de capturar a Annie e o ataque final em Shiganshina, que ficou muito similar à guerra de trincheiras, só que em vez de bolas de canhão eram pedras esmigalhadas lançadas por um ser fantástico – o comandante conseguia seduzir seguidores e a sua imagem heroica, em parte, permaneceu. Eren, agora, compartilha de algumas idiossincrasias de Erwin, e lidera um grupo de dissidentes que se considera como o único capaz de garantir o futuro de seu país. Não se sabe a sua total extensão, mas já vimos que ele possui pelo menos um pouco de apoio popular, que deve ter crescido com a divulgação no jornal de que o ataque a Marley teria sido um sucesso, o que foi devidamente ironizado por Zeke ao constatar a excitação da multidão, tendo em vista o iminente contra-ataque mundial.

Deste modo, através destes casos, o autor evidencia os efeitos danosos que líderes messiânicos trazem e como isso acarreta malefícios a outras pessoas que não fazem parte do grupo. Neste momento, tendo em vista que estamos em um contexto global, as situações destacadas pelo autor são de um ultranacionalismo, na qual os jaegerristas, tal como os restauradores, fazem constantes referência ao antigo Império Eldiano, sem se importarem com as atitudes pérfida que este cometeu.

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Kevin Rick 5 de março de 2021 - 17:47

Concordo com tudo dito! A frase e o gesto deixam de ser sobre sacrifício em prol da humanidade, para assumir o teor revolucionário, muito mais cinza do que uma “simples” entrega comunitária. Obrigado pelo comentário!

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Felipe Brandon 3 de março de 2021 - 03:25

Um episódio tecnicamente impecável eu diria. Meio que os pingos estão sendo colocados nos ‘is’, mesm com vários ‘is’ ocultos.
Não sei se teremos um enfraquecimento de Paradis como vc citou anteriormente, se bem que é um caminho mais plausível já que eles estão extremamente fortes compradados ao resto do mundo.
Eu estou muito curioso para saber os reais motivos do Zeke, ele é um personagem bem intrigante e interessante.
Mais uma ótimica crítica, que venha o próximo ep

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Kevin Rick 5 de março de 2021 - 17:47

Talvez não um enfraquecimento, mas o posicionamento do Eren cria inimigos no interior, o que já aumenta a diversificação do perigo, que parece ser bem pouco à Eren. Obrigado pelo comentário!

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Cesar 2 de março de 2021 - 11:10

Gostei demais desse episódio! A Parte técnica tava lindíssima, desde alguns planos cinematográficos, à trilha sonora… Toda a sequencia do Eren indo ao encontro de seus seguidores é absurda de linda. A Galera falava bastante dessa cena, e ficou linda demais.

O Que mais me fascina em AOT é como a obra vai acrescentando camadas e mais camadas, ficando cada vez mais madura. Até a season 3 era uma obra de fantasia medieval com horror. Depois daquele plottwist passou a abranger ficção científica, e um drama que emula vários aspectos de nossa historia, com destaque aos horrores da segunda guerra. Penso em meus outros anime favoritos e eles não entregam nada parecido com isso. Agora, o Isayama faz de seu protagonista um lider messiânico, e eu consigo entender perfeitamente que outros personagens apoiem Eren, desde Floch, até o povão que o enxergam como salvador. E Tambem me faltam obras pra comparar o que o Isayam fez com o Eren, o mais proximo que penso é o Kira em Death Note. Concordo com tudo que vc fala sobre o Eren, Kevin.

Os caras estão cortando todas as cenas do Zeke que ja deveriam ter aparecido. Só posso pensar que todas elas virão nessa reta final épica. E por sinal, a maravilhosa Pieck já está em Paradis… nem sei mais pra quem eu torço, mano…

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Ethieny 3 de março de 2021 - 03:25

O que o Isayama fez com o Eren me lembra o que o George R R Martin fez com a Daenerys, em especial o arco final da personagem em GOT. Tanto que ainda muitas pessoas não se conformam com o fim da personagem (eu por exemplo, mesmo entendendo que fez total sentido não consigo aceitar). Acredito que algo parecido vai ocorrer com Eren no desfecho da história: um personagem que cresce tanto, nos deixa orgulhosos de seu desenvolvimento, que tem ideais bem definidos no princípio, mas que se perde em poder e vingança.

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Kevin Rick 3 de março de 2021 - 03:25

Vejo um final bem trágico para o protagonista também… Um final triste e pessimista seria bem em conjunto com o estilo da série. E ah, ótima analogia!

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Higgor 3 de março de 2021 - 03:25

Acho que tem relação com GOT sim mas em AoT a coisa está sendo mais sutil e Isayama me parece estar colocando o Eren em uma posição de “esse é meu destino e minha vontade não importa mais”. Daí vem essa melancolia do protagonista e até o distanciamento dos amigos que, claramente, ele se importa. Por isso não penso que seja uma vingança pessoal e sim o fardo que ele acredita que precisa carregar.

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Kevin Rick 3 de março de 2021 - 03:26

Também vejo ele conformado com esse papel, fardo como você colocou. Ele sempre foi autoconfiante e sua postura, apesar de surpreendente, faz bastante sentido narrativo pelo que vimos dele até aqui.

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O Homem do QI200 3 de março de 2021 - 03:25

Muitas pessoas não se conformam até hj pq não soou nada natural com ela como está acontecendo com o Eren. E não apoio o que o Eren vai fazer. Entendo perfeitamente ele, mas da mesma maneira que a conversa da garotinha com a Gabi, mostrando que é errado a mãe sofrer pela atitudes de seus antecessores, tbm acho errado ele trucidar tanta gente que nem estava envolvida em todo esse ciclo de ódio.

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Kevin Rick 3 de março de 2021 - 03:27

Não dá pra torcer para ninguém mais! hahaha

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Ethieny 3 de março de 2021 - 23:44

O problema maior, no meu ponto de vista, foi o tempo. Tudo foi feito muito rápido, sem uma evolução plausível que justificasse a personagem passar de uma salvadora que destruiu um império escravagista para uma psicopata que queimou milhares de pessoas inocentes. Já com Eren esta evolução esta a passos mais lentos, e o posicionamento dele como um salvador dos eldianos (e tbm um genocida) se torna um caminho quase natural.

Sobre essa posição do Eren concordo totalmente com vc, dá pra entender os motivos que o levaram a pensar e agir dessa forma, mas não podemos aceitar como corretas as ações que ele vai tomar. Sabe que o único personagem, do meu ponto de vista, que tem se mostrado mais humanamente decente é a Mikasa. Ela luta por seus ideais mas não aceita a morte de inocentes em nome de um “bem maior”. Ela só precisa deixar de ser gado do Eren.

Responder
O Homem do QI200 3 de março de 2021 - 23:45

Se ela deixar de ser gada do Eren, ela, automaticamente, se tornaria uma personagem perfeita.

Victor Almeida 3 de março de 2021 - 23:44

Não querendo alterar o ponto de discussão, acho que em GOT não houve nenhum sentido. Existiu uma força de roteiro absurda para se chegar nessa situação. No caso da Daenerys, a mão do rei dela que era dito o personagem mais inteligente (ou um dos mais) da história cometeu uma série de decisões estapafúrdias e idiotas que não condiziam com a inteligência e nem com a personalidade do personagem.

Some-se a isso a frota do Greyjoy percorrendo milhares de km para ir do litoral leste do continente para o oeste (Westeros, segundo Martin, tem o tamanho aproximado da América do Sul, corroborado por cálculos que fãs fizeram) mais rápido que um navio da primeira/segunda guerra conseguiria.

E em plena guerra, a Greyjoy e a Ellaria Sand pareciam que estavam de férias para receber um ataque surpresa tão tosco como aquele, afinal Porto real (sede da Cersei) e e Dragonstone (sede da Daenerys) estão geograficamente MUITO próximos, logo ataques e perseguições não só seriam naturais como esperadas.

Sem falar que os 2 últimos episódios da sétima temporada foram extremamente bizarros. Desde o plano absurdo de ir além da muralha para levar um white walker para cersei (????) quanto daenerys atravessar milhares de km para chegar a Jon no expresso dragão

Aí né, com um roteiro inverossímil, tudo é possível. Inclusive acho que Martin depois de ver como a season 8 jogou GoT no lixo (veja como GoT parece que foi um fenômeno que nem existe mais e ngm indica a uma pessoa que nunca viu assistir a série pois é longa mas as 2 últimas season tem mais furos de roteiro que peneira, apesar do lobby no emmy que a season 8 teve para ganhar vários prêmios) está preso nessa questão de tentar transformar a Daenerys em louca e não consegue arrumar uma solução prática e que tenha sentido

Voltando a SnK, o Isayama conseguiu fazer o que o roteiro da série não conseguiu. E ainda tem muito mais para ser revelado nessa história. E muita coisa que terá de ser especulada por quem vê apenas o anime porque essa season (parte 1 – não se sabe se terá parte 2 ou filme) termina no capítulo 116 e o mangá está atualmente no 137 e terminará no 139.

Responder
Kevin Rick 3 de março de 2021 - 03:25

Interessante que o exemplo mais próximo é o Kira mesmo, dentre o que conheço, apesar dele ter mais se imposto esta denominação do que algo mais “natural” como com Eren. O clichê de protagonista escolhido existe aos montes em animes, mas essa construção messiânica e fanática é bem rara mesmo. Isayama sempre excelente, sem novidades aqui hehe

Ah, estão cortando as cenas do Zeke do mangá no anime? Estava me perguntando pela falta de exposição do personagem até aqui…

Responder
Victor Almeida 3 de março de 2021 - 23:44

Cortaram uma pequena cena dele e Levi conversando e uma pequena parte do diálogo dele com a Kiyomi Azumabito e provavelmente vão reposicionar no próximo episódio pelo menos a cena do Levi. Reposicionamento de cenas está sendo constante nessa temporada para dar mais fluidez. Por exemplo, o capítulo adaptou o capítulo 110 e metade do 111. Mas a cena final da Pieck observando foi no fim do 110.

O episódio passado adaptou o metade do 108 e 109. Mas a interação reiner e guerreiros que ocorreu no pós creditos foi no iníciozinho do 108 e final do 108.

A cena do Willian Tybur do flashback dele (conversando com o Magath) enquanto o eren devorava ele ocorreu uns 2 cap antes e não era flashback, a cena ocorria em tempo real.

Responder
Kevin Rick 5 de março de 2021 - 17:47

Gosto disso. Diminui a transliteração pelo menos na montagem.

Responder
Ethieny 3 de março de 2021 - 23:44

Zeke ta pulando de galho em galho na floresta hahahaha

Responder
blackisamu 3 de março de 2021 - 23:44

Dentro dos animes eu lembrei de Lelouch Lamperouge de Code Gears(na época pegando carona em Death Note) e Homura de Madoka Mágica.

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