Home QuadrinhosArco Crítica | Tex Willer #16 e 17: Os Lobos da Fronteira e Um Jovem Bandido

Crítica | Tex Willer #16 e 17: Os Lobos da Fronteira e Um Jovem Bandido

por Luiz Santiago
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  • Leia a crítica das outras histórias desta série aqui.

Em busca de dinheiro fácil, o jovem Will toma um mau caminho na vida, assaltando um comerciante de sua cidade e logo depois partindo para viver uma vida de roubos, para tristeza de sua irmã Reba. O roteiro de Pasquale Ruju, em mais esse pequeno arco de duas edições — Os Lobos da Fronteira e Um Jovem Bandido — traz alguns elementos de O Matador (1950) para o centro das discussões, e é interessante ver isso aqui porque estamos falando de dois personagens jovens diante do dilema. Tex, um fora de lei. Will, alguém que está começando nesse mundo, entrando para o bando dos Lobos, participando de roubos e assistindo a assassinatos.

Eu destaco o fato de os dois personagens serem jovens porque já tivemos, em algumas aventuras da série regular de Tex e em algumas outras publicações especiais do personagem, certos enlaces dramáticos que lembram bastante esse confronto entre um famoso pistoleiro e um aspirante a tal fama, um jovem que não faz ideia da maldição que é ter um “grande título ameaçador” preso ao seu nome. Todavia, acompanhar esse tipo de enredo numa nova roupagem como a das Aventuras de Tex Quando Jovem é um novo respiro, uma vez que estamos falando de um ícone ainda em formação.

Por conta do nível de suspense, exploração e relação entre os personagens, eu gosto bem mais da segunda edição do arco. O nível de intrigas dentro do grupo de desperados aumenta e o leitor percebe, com certo pesar, como Will devota obediência cega ao líder dos Lobos; o quanto admira o fato de ser um fora da lei e o quanto quer isso para a sua vida. Depender de um evento muito marcante para que ele comece a mudar de ideia e enxergue o mundo por um outro ponto de vista… e isso quase tarde demais.

A arte dessas edições foi assinada por Fabio Valdambrini (Saguaro: Ritorno a Window Rock), que consegue explorar muito bem os grupos de personagens, destacando de maneira muito bonita a grande paisagem, aquela “personagem quase silenciosa” que a maioria de nós que gostamos de westerns aprendemos a amar.

Algumas das coisas que eu mais gosto nessa série é ver como o jovem Tex aprende a identificar rastros e a se localizar nesse largo território, bem como se livrar de armadilhas ou lograr escapadas quase milagrosas, como acontece na cena do poço aqui. É bem interessante ver o personagem errar, fazer algumas coisas estúpidas que, no futuro, jamais faria. Uma prova de atenção dos roteiristas na continuação e, por que não, ajuste de criação para o futuro Águia da Noite.

Tex Willer #16 a 17: Le Avventure di Tex Quand’era Ancora uno Scatenato Fuorilegge
I Lupi della Frontiera / Un Giovane Bandito (Itália, fevereiro e março de 2020)
Editora original: Sergio Bonelli Editore
No Brasil: Mythos, maio e junho de 2020
Roteiro: Pasquale Ruju
Arte: Fabio Valdambrini
Capa: Maurizio Dotti
132 páginas

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