Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Blade Runner, o Caçador de Androides (Versão Final – 2007)

Crítica | Blade Runner, o Caçador de Androides (Versão Final – 2007)

por Ritter Fan
625 views (a partir de agosto de 2020)

Blade Runner, além de ser um excelente filme que marcou sua época e, de certa forma, estabeleceu a forma como “futuros distópicos” seriam abordados na Sétima Arte a partir dali, também é uma forma de se olhar para todo o processo criativo de uma produção de grande estúdio. Afinal, ao analisar as versões originalmente lançadas no cinema e, em seguida, o Workprint e a Versão do Diretor, além do completíssimo documentário Dias Perigosos – Realizando Blade Runner, o cinéfilo terá a oportunidade de navegar pelos meandros políticos, econômicos e criativos que legaram ao mundo a icônica visão pessimista de futuro que, gostando ou não, elevou o sarrafo deste subgênero sci-fi.

E, com isso, chegamos à chamada Versão Final do filme, em que Ridley Scott, finalmente livre dos compromissos que o impediram de trabalhar na Versão do Diretor (lá ele fez, apenas, anotações, que foram executadas por Michael Arick e Les Healey), pessoalmente debruçou-se sobre sua criação e colocou-a da maneira que realmente gostaria (pelo menos até agora…). Como já fiz a análise do filme em si anteriormente, inclusive das alterações importantes trazidas no Workprint e na Versão do Diretor, a presente crítica será restrita às modificações específicas da Versão Final, para evitar textos redundantes.

O aniversário de 25 anos de Blade Runner

Com o objetivo de marcar o aniversário de 25 anos do lançamento do filme original, a Warner trouxe Ridley Scott para trabalhar em mais uma versão de Blade Runner. Apesar dos esforços de Michael Arick e Les Healey para materializar a visão original do diretor em 1992, em um minucioso trabalho de resgate de diferentes cópias da obra para o recolhimento, restauração e aproveitamento de diversas sequências e takes alternativos e da chancela dada pelo próprio Scott ao final, a grande verdade é que a Versão do Diretor ainda tinha diversos problemas técnicos muito visíveis.

De certa forma, a tecnologia disponível em 1992, ainda era rudimentar demais para fazer o que era necessário de verdade, pelo que a espera até 2007 foi muito bem-vinda, especialmente depois que diversos diretores – capitaneados pelo T.O.C. de George Lucas – passaram a mexer em seus filmes clássicos, com resultados variando entre o terrível e o interessante. Scott, então, arregimentou uma equipe e rumores começaram a circular que novas cenas seriam filmadas e inseridas na obra, o que já deixou os fãs desesperados com as possibilidades de se corromper sua obra favorita.

No entanto, ainda que os rumores tenham se confirmado – pois sim, houve novas filmagens – o resultado final comparativo entre a Versão do Diretor e a Versão Final é unicamente estético e não de conteúdo narrativo. São versões que, no frigir dos ovos e para leitores menos detalhistas e exigentes, são praticamente iguais. E isso é bom, na verdade.

Com a nova versão pronta, a Warner, então, lançou-a brevemente nos cinemas em 05 de outubro de 2007, com os DVDs e Blu-Rays seguindo não muito tempo depois, a partir de dezembro. Dentre o conteúdo extra criado para acompanhar a Versão Final, destaca-se o já citado documentário Dias Perigosos que, em 3h34′ disseca detalhadamente a história da produção do filme.

O “pouco” que mudou

A Versão do Diretor já havia consolidado de maneira muito eficiente o grosso do que Ridley Scott desejava: a narração de Harrison Ford foi eliminada completamente, o final feliz foi cortado e, principalmente, o quase mítico “sonho do unicórnio” foi inserido na história, engrossando as fileiras daqueles que suspeitavam que Rick Deckard era um replicante. Todas essas modificações, então, foram carregadas para a Versão Final.

Mas seria uma injustiça enorme não laurear o detalhado trabalho de Scott, juntamente com o restaurador, produtor e documentarista Charles de Lauzirika, que cuidadosamente procederam a uma “limpeza digital” em cada quadro do negativo da película, retirando todos os artefatos indesejados e traços da idade causados pelo tempo. O trabalho de cores também foi todo refeito conforme as instruções de Scott e a trilha sonora (aí incluídas a mixagem e edição de som, não só a música) passou por um processo de remasterização. Hoje, se o espectador comparar as versões disponíveis no Blu-Ray completo que a Warner lançou nos EUA e o quase completo que lanço no Brasil – com exceção do Workprint, claro – ele verá que a qualidade de imagem e som de todas elas são equivalentes, mas isso se dá por esse trabalho feito para a Versão Final que acabou sendo aproveitado nas demais, obviamente. No entanto, se o espectador comparar essas cópias com quaisquer outras anteriores a 2007, será como ver um filme com ou sem óculos tamanha é a qualidade da restauração feita.

Dezenas de outras pequenas alterações na montagem foram feitas, com sequências levemente diferentes da Versão do Diretor, notadamente o “sonho do unicórnio” que, na Versão Final, é mais longo e mais bem inserido na história, com o movimento da cabeça do animal sendo emulado por Harrison Ford acordando ao piano. Além disso, fios e cabos suspendendo veículos e cenários foram apagados digitalmente e detalhes microscópicos como a reação da íris do olho no começo da projeção foram inseridos.

Erros de continuidade foram tratados. O mais famoso deles é na luta entre Leon e Deckard que, no roteiro original, acontecia antes do caçador de androides matar Zhora e todo o figurino e maquiagem da ordem original foi mantido quando houve a inversão. Na Versão Final, Scott e de Lauzirika inseriram alterações digitais quase imperceptíveis para tornar a continuidade mais fluida. O mesmo vale para a sincronização dos lábios de Deckard na sequência em que ele conversa com o egípcio (o rosto do filho de Ford foi usado para isso, já que o ator estava indisponível) ou o número de série na escama da cobra que não batia com o que é falado. São verdadeiras minúcias que só aqueles envolvidos efetivamente com a produção sabiam que existiam, além daqueles fãs mais fanáticos, que provavelmente assistiram diversas vezes as várias versões do filme simultaneamente e avançando quadro-a-quadro, anotando as inconsistências no processo.

O “muito” que mudou

Esse trabalho invisível que descrevi acima e que somente arranha a superfície do que foi feito, foi acrescentado de alterações mais substanciais, mas todas elas voltadas para a forma, não a substância, como já afirmei. São correções de problemas que praticamente todo mundo percebeu e, de uma forma ou de outra, cada um incomodou-se mais ou menos com eles.

O mais gritante de todos, sem dúvida, é a sequência da “aposentadoria” de Zhora, vivida por Joanna Cassidy. A sequência original exigia que a personagem atravessasse várias vitrines de vidro, depois de ser alvejada nas costas por Deckard. Como a cena foi filmada quando a produção já estava acabando, ou seja, depois que os atrasos e o estouro do orçamento já eram problemas seríssimos, não houve tempo para uma preparação maior tanto de Cassidy quando da dublê necessária para o momento. Apesar de as vitrines serem feitas de açúcar, elas ainda cortavam e não havia a possibilidade de se arriscar Cassidy na cena, como aconteceu com Hauer que fez ele mesmo aquele pulo entre prédios na sequência que antecede o monólogo “lágrimas na chuva”. Portanto, o resultado foi que a dublê e sua ridícula peruca são claramente visíveis na sequência, até mesmo distraindo o espectador e retirando-o do projeção.

Na Versão Final, Ridley Scott voltou para a prancheta, chamou Cassidy de volta, e refilmou toda a sequência com a atriz vestida em uma roupa verde para funcionar no chroma-key (o fundo verde usado para a inserção de efeitos digitais) e imitando exatamente os gestos da dublê na sequência, mas sem as vitrines, claro. Depois, seu corpo e seu rosto foram cuidadosamente “copiados e colados” em cima do corpo e rosto da dublê, gerando uma sequência hoje perfeita, como se a própria Cassidy tivesse quebrado todos aqueles vidros.

Outra modificação menor foi a recriação da sequência em que vemos a pomba que estava na mão de Batty voando. A sequência original demorou tanto tempo para ser filmada, que o dia começou a amanhecer, o que estragou toda a pegada sombria e suja do filme todo, além dos detalhes dos prédios que vemos nem de longe baterem com o que havia sido apresentado até aquele momento. Agora, a sequência é perfeitamente fluida e casada com o design da obra como um todo.

Que versão assistir?

Muita gente pergunta que versão de Blade Runner deve ser assistida. Muito sinceramente, a resposta ideal é “todas”, mas, como isso normalmente não é possível por diversas razões, creio que assistir à versão original do cinema e a Versão Final é a segunda melhor forma de determinar a evolução dessa conturbada produção. Se, por outro lado, o leitor só puder assistir a uma delas, então talvez a escolha mais sábia seja a visão final do diretor, já que é a única versão que, na cabeça dele, deve ser levada em consideração.

Blade Runner: Versão do Ritter Fan

Não poderia resistir e terminarei a presente crítica com comentários sobre a minha versão ideal. O leitor atento perceberá que, apesar de adorar esse filme sob todos os aspectos, não dei cinco estrelas para nenhuma versão. E isso se dá simplesmente porque, para mim, as cinco estrelas existem em uma amálgama de três versões do filme: a Versão Internacional de Cinema, o Workprint e a Versão Final.

Para fins da presente abstração, considerem a Versão Final como a versão-base. Nela, eu faria as seguintes modificações:

(1) A reinserção apenas da primeira narração – They don’t advertise for killers in the newspaper. That was my profession. Ex-cop. Ex-blade runner. Ex-killer. –, por considerá-la como algo que estabelece de imediato o tom noir da história, sem ser expositiva demais.

(2) A inserção da última narração, mas não a da Versão Internacional de Cinema, mas sim a do Workprint, em que Deckard revela que Batty demora horas para morrer e que, em meio à sua dor, ele aproveita seus últimos minutos de vida, saboreando o ato de viver. Considero que essa narração dá uma outra dimensão àquele belíssimo momento.

(3) A eliminação da sequência do unicórnio, pois ela é didática demais e acaba com qualquer dúvida sobre Deckard ser ou não um replicante, dúvida essa que considero essencial para a natureza das indagações filosóficas do filme.

XXXXXXXXXXXXXXXXX

E vocês, leitores? Qual é a versão de Blade Runner que mais gostam?

Blade Runner, o Caçador de Androides – Versão Final (Blade Runner – The Final Cut, EUA/Reino Unido/Hong Kong – 2007)
Direção: Ridley Scott (com trabalho de Charles de Lauzirika)
Roteiro: Hampton Fancher, David Webb Peoples (baseado em romance de Philip K. Dick)
Elenco: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, M. Emmet Walsh, William Sanderson, Brion James, Joanna Cassidy, James Hong, Morgan Paull, Kevin Thompson, John Edward Allen, Hy Pyke
Duração: 117 min.

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38 comentários

Illyana Rasputin 25 de fevereiro de 2020 - 02:26

Tem um blade runner na netflix mas nao sei qual versão é, se puder me ajudar um pouco Ritter kkk eu agradeceria muito ♥

Responder
planocritico 25 de fevereiro de 2020 - 06:25

Eu não assisti ainda via Netflix, mas, pelo que puder ver, a versão é essa aqui da crítica, a de 2007.

Abs,
Ritter.

Responder
Diário de Rorschach 23 de janeiro de 2020 - 09:28

Pecado não darem 5 estrelas para essa obra-prima

Responder
planocritico 23 de janeiro de 2020 - 12:07

Cada uma das versões desse filme tem um pequeno problema que me impede de dar 5 estrelas. Mas é uma maravilha, de toda forma.

Abs,
Ritter.

Responder
Diário de Rorschach 23 de janeiro de 2020 - 12:49

E se lembra qual o pequeno problema dessa?

Responder
planocritico 23 de janeiro de 2020 - 14:21

O mesmo da Versão do Diretor, que eu abordei aqui: https://www.planocritico.com/critica-blade-runner-o-cacador-de-androides-versao-do-diretor-1992/

Abs,
Ritter.

Responder
Diário de Rorschach 23 de janeiro de 2020 - 15:09

Compreendi

Fórmula Finesse 4 de julho de 2019 - 10:27

É essa a versão que está disponível no Netflix, certo? Outro sinal – esse mais sutil – de que Deckard seria um replicante não estaria no brilho dos olhos na cena do apartamento dele? Aquele lusco-fusco provocando fenômeno idêntico ao que acontece com a replicante confirmada Rachel. Foi uma passagem bem rápida mas certamente não foi gratuita.

Responder
planocritico 4 de julho de 2019 - 17:40

Não sei se é essa versão. Nem conferir ainda.

Mas sim, o brilho nos olhos de Deckard é outro sinal. E eu gosto disso, pois sinaliza, mas não bate o martelo. A cena do unicórnio é que afasta as dúvidas de vez e ela me desagrada…

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 5 de julho de 2019 - 09:13

Mantivessem a cena, mas suprimissem o origami no final né? Ficou muito na cara.
abraço!

Responder
planocritico 5 de julho de 2019 - 14:50

Também era uma solução!

Abs,
Ritter.

Responder
Ana 10 de fevereiro de 2018 - 00:58

Mais uma vez tenho que começar dando os parabéns Ritter! Nunca tinha visto o filme e acabei assistindo a versão final hoje (meio que na sorte, era o que tinha haha). Aí quando vim ler a crítica como de costume não entendi nada, que tanto de versão é essa meu Deus! Mas suas críticas são tão boas que deu pra entender tudo e ainda concluir que sim, a melhor versão é a sua 😉
Só que fiquei pensando uma coisa aqui, vê se vc acha que tem algum sentido: quando o Batty salva o Deckard que eu achei que ele era um replicante. O Batty sabia disso e por isso salvou ele. Como eu nunca tinha visto antes não tinha visto o final com o unicórnio então o sonho não tinha feito o menor sentido ainda, mas nessa hora já fiquei achando que ele era sim… loucura?
Enfim, doida pra ver o 2049 agora 🙂
Abraços!

Responder
planocritico 12 de fevereiro de 2018 - 23:08

Muito obrigado pelo elogio, @AnaMercyS:disqus ! Fico muito feliz que minha crítica tenha te ajudado!

Sobre sua dúvida, eu interpreto aquela cena de forma diferente. Batty, para mim, salvou Deckard porque, no final das contas, ele consegue ser ainda mais humano que um humano. Ele dá mais valor à vida – seja ela artificial ou não – do que o policial, o que amplifica a discussão sobre o que é ser humano, algo que permeia o filme todo e continua em 2049.

Abs,
Ritter.

Responder
Ana 13 de fevereiro de 2018 - 18:21

Pois é, eu tive essas duas interpretações na hora, o que me fez ‘optar’ pela ideia do Deckard ser replicante foi a morte daquele personagem que fazia os bonecos (não lembro o nome dele) que levou o Batty lá na Tyrell. Não achei que tinha muito motivo pro Batty matar ele, então pensei que no caso ele só valorizava mesmo a vida dos replicantes. O que não deixa de ser muito humano (apesar de pro lado ruim) isso de dar valor só pro que é mais parecido com a gente né…

Mas foi mais na hora da empolgação, depois repensando concordo mesmo com sua interpretação, principalmente pensado que quanto mais perto ele chegava da morte mais valor à vida ele dava.

Obrigada pela resposta =D
Abs!

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2018 - 14:16

Quando Batty mata todo mundo ali, ele mata seus “criadores”. É o homem matando Deus. Deckard não se encaixa nessa equação. Por isso eu acho que Batty poupa a vida do caçador de androides.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2018 - 14:16

Quando Batty mata todo mundo ali, ele mata seus “criadores”. É o homem matando Deus. Deckard não se encaixa nessa equação. Por isso eu acho que Batty poupa a vida do caçador de androides.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 12 de fevereiro de 2018 - 23:08

Muito obrigado pelo elogio, @AnaMercyS:disqus ! Fico muito feliz que minha crítica tenha te ajudado!

Sobre sua dúvida, eu interpreto aquela cena de forma diferente. Batty, para mim, salvou Deckard porque, no final das contas, ele consegue ser ainda mais humano que um humano. Ele dá mais valor à vida – seja ela artificial ou não – do que o policial, o que amplifica a discussão sobre o que é ser humano, algo que permeia o filme todo e continua em 2049.

Abs,
Ritter.

Responder
Ana 10 de fevereiro de 2018 - 00:58

Mais uma vez tenho que começar dando os parabéns Ritter! Nunca tinha visto o filme e acabei assistindo a versão final hoje (meio que na sorte, era o que tinha haha). Aí quando vim ler a crítica como de costume não entendi nada, que tanto de versão é essa meu Deus! Mas suas críticas são tão boas que deu pra entender tudo e ainda concluir que sim, a melhor versão é a sua 😉
Só que fiquei pensando uma coisa aqui, vê se vc acha que tem algum sentido: quando o Batty salva o Deckard que eu achei que ele era um replicante. O Batty sabia disso e por isso salvou ele. Como eu nunca tinha visto antes não tinha visto o final com o unicórnio então o sonho não tinha feito o menor sentido ainda, mas nessa hora já fiquei achando que ele era sim… loucura?
Enfim, doida pra ver o 2049 agora 🙂
Abraços!

Responder
Marcelo lopes 8 de outubro de 2017 - 14:28

Por favor me diz onde posso baixar/assistir a versao com a sequencia do unicórnio.

Responder
planocritico 8 de outubro de 2017 - 14:51

Estava passando na HBO por esses dias e tem em DVD e Blu-Ray nas lojas.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo lopes 9 de outubro de 2017 - 11:31

Vou procurar,valeu

Responder
Marcelo lopes 9 de outubro de 2017 - 15:14

O problema é q em todas as lojas esta esgotado,não consegui achar em nenhuma loja :/

Responder
planocritico 10 de outubro de 2017 - 04:42

Isso é péssimo. Não tem em algum serviço de streaming ou download como o da Net não?

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo lopes 10 de outubro de 2017 - 12:48

Não achei,é uma pena que as lojas brasileiras sao tao limitadas quando um produto esgota eles nunca repõe o estoque

planocritico 11 de outubro de 2017 - 04:30

É fogo isso… Nem para aproveitar a oportunidade do lançamento da continuação…

Abs,
Ritter.

Marcelo lopes 11 de outubro de 2017 - 12:33

Exatamente

Anônimo 9 de agosto de 2020 - 15:16
Rubens Cordeiro 13 de dezembro de 2017 - 03:02

encontrei esses dias nas Lojas americanas essa versão e comprei, por causa do último filme, eles estão colocando a venda!

Responder
Dan 5 de outubro de 2017 - 15:39

Onde encontro a versão do Ritter pra comprar? 😛

Parabéns pelo trabalho em todas as críticas, Ritter. Eu só notava ou lembrava da cena happy end e da narração em off como diferenças e achei bastante interessante as análises em separado.

Abs!

Responder
planocritico 5 de outubro de 2017 - 16:19

@disqus_PJzxCFXBon:disqus , a versão do Ritter o Ridley Scott se recusa a lançar. Ele ficou envergonhado ao admitir secretamente que a minha era melhor mesmo, e isso depois de 18 versões diferentes do filme… HAHAHHAHAAHAHAHAAHAHHA

Obrigado pelo elogio! Foi bem divertido fazer as análises de cada versão.

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando Mendonça 5 de outubro de 2017 - 12:59

Concordei muito com a versão Ritter Fan. Acho que a eliminação da sequência do unicórnio fundamental para manter a questão filosófica

Responder
planocritico 5 de outubro de 2017 - 14:18

Pois é. Nunca gostei dessa inserção do Scott…

Abs,
Ritter.

Responder
cristian 4 de outubro de 2017 - 13:08

Acho essa versão a definitiva mesmo mais gostaria de rever a versão do cinema após tantos anos. Com relação a parte estética, me assombra, mesmo na versão original, o design de produção de todos os cenários, são poucos filmes na história do cinema que conseguem manter a genialidade em questões estéticas. Revi O Vingador do Futuro por exemplo (que adoro) mais hoje os cenários parecem saídos do Chaves, com aquelas pedras de isopor rs então admiro ainda mais este filme por ser tão atemporal.

Responder
planocritico 4 de outubro de 2017 - 16:07

O apuro estético em Blade Runner é algo histórico. Scott já havia feito algo assim em Alien, mas em BR ele realmente extrapolou todos os limites e levou a equipe à loucura!

Abs,
Ritter.

Responder
JGPRIME25 3 de outubro de 2017 - 19:38

Essa foi a única que eu assisti.

Eu não sabia que as outras versões tinham narração em off. Eu gosto bastante desse recurso.

Responder
planocritico 4 de outubro de 2017 - 16:06

Gosto muito também, mas a história da narração é muito interessante. Sugiro que veja o com narração, que foi a versão lançada nos cinemas em 1982 e tire suas conclusões. O Harrison Ford – que faz a narração – a odeia com todas as forças!

Abs,
Ritter.

Responder
DanPG 4 de outubro de 2017 - 20:13

Usando a versão final como base, eu reinseriria as narrações de Deckard eliminando-as apenas em duas cenas: no momento em que Deckard contempla o corpo de Zhora caído no chão após esta ser alvejada e no momento da morte de Bathy. Este cena é muito profunda, de um lirismo muito intenso e a narração só faz arruiná-la. Eu também retiraria a cena do sonho com o unicórnio. Concordo com você, Ritter. Ela é didática demais. Abraços!

Responder
planocritico 5 de outubro de 2017 - 14:25

A narração que vem depois da morte de Batty quebra o clima mesmo. No entanto, não sei se você teve a chance de ver a narração pós-morte do Workprint. É a única que tem nessa versão e eu gosto muito dela.

Abs,
Ritter.

Responder

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