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Crítica | Blade Runner, o Caçador de Androides (Versões do Cinema)

por Ritter Fan
677 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4,5

– Há spoilers.

Fracasso de bilheteria e recebido de forma muito reticente pela crítica quando originalmente lançado, Blade Runner é um filme que, muito provavelmente, não agradará mesmo todo mundo e não porque ele seja particularmente complexo ou hermético, pois não é. O trabalho neo noir de Ridley Scott, queira ou não, em uma primeira análise, foca principalmente na estética, relegando a história para o segundo plano, o que acaba levando a um perceptível, ainda que não completamente procedente, subdesenvolvimento de todos os personagens, inclusive Rick Deckard, vivido por Harrison Ford.

Mas, com o tempo, a obra ganhou o status de cult, abrindo espaço para o lançamento de outras versões, especialmente depois do vazamento do cobiçado Workprint (usado como teste de audiência em Denver e Dallas em 1982 – reprovado, vale dizer – e projetado em 1990 e 1991 em Los Angeles e São Francisco como uma versão não autorizada do diretor), e não sem razão, pois as sutilezas das temáticas trabalhadas na projeção exigem paciência de quem assiste. E, muito do que contribui para essa veneração ao filme em diversos círculos de cinéfilos é justamente essa preocupação incessante de Scott com a estética de Blade Runner, algo que, arriscaria dizer, é de fato hipnotizante e a verdadeira alma da fita, carregando visualmente as diversas temáticas filosóficas que aborda de maneira adulta e completa sem, porém, descarrilar para o didatismo, ainda que com escorregões aqui e ali.

Afinal, se pararmos mesmo para pensar, além de uma forte discussão sobre a ética do homem agir como Deus e sobre a mortalidade, elementos intrinsecamente ligados à trama do grupo de androides – chamados de replicantes – liderados por Roy Batty (Rutger Hauer) que vem ilegalmente para a Terra e que é caçado por Deckard, tirado de sua aposentadoria como blade runner, a percepção visual sobre o mundo é algo que vai ocupando espaço cada vez maior na narrativa. Vemos desde o close-up extremo em um olho observando a cidade pontilhada por luzes como se fosse uma galáxia logo no início da projeção, até o inspirado solilóquio final de Batty, cuja versão que vemos no filme partiu de improviso de Hauer e que lida com experiências visuais dele pela galáxia, mais ricas em quatro anos – o tempo padrão de vida dos replicantes – do que uma vida inteira de humanos “normais”:

I’ve seen things you people wouldn’t believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhäuser Gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die.

Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque em chamas ao largo de Órion. Eu vi raios-c brilharem na escuridão próximos ao Portão de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer.

Basta reparar na importância dos olhos nesse pequeno e inesquecível texto – seen, watched, tears – e em diversos momentos da projeção como, por exemplo, na sequência em que Batty e Leon (Brion James) fazem uma visita a Hannibal Chew (James Hong), especializado em olhos de androides, nos óculos “fundo de garrafa” do Dr. Eldon Tyrell (Joe Turkel), morto “por via ocular” por Batty, na tentativa de Leon de matar Deckard justamente enfiando os dedos em seus olhos, na sequência da amplificação da fotografia no apartamento de Deckard, no teste Voight-Kampff de detecção de replicantes e, claro, no tom alaranjado fantasmagórico dos olhos dos seres artificiais. Se os olhos são a janela da alma, então fica a pergunta que também flutua em Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, romance de Philip K. Dick que inspirou o filme: o que nos faz humanos?

Portanto, voltando ao ponto, as temáticas principais ganham um sub-texto de percepção do mundo pelos mais diversos pontos-de-vista que justificam e fundamentam atos dos mais diferentes, tornando a estética de Scott, que trabalhou com o design de produção de Lawrence G. Paull, direção de arte de David L. Snyder e fotografia de Jordan Cronenweth, em algo realmente marcante, mais ainda do que ele famosamente apresentara em Alien, O Oitavo Passageiro alguns anos antes. É um daqueles filmes que o espectador, mesmo eventualmente não o apreciando, também não conseguirá esquecê-lo e mais ainda quando perceber o quanto esse visual bebe de clássicos imortais como Metrópolis (toda a Los Angeles que vemos aqui é retirada quase que integralmente da cidade do clássico de Fritz Lang), Relíquia Macabra (o chiaroscuro, o protagonista-narrador de poucas palavras e sobretudo) e de fontes diversas como o famoso quadro Nighthawks, de Edward Hopper e o visual marcante da revista francesa Heavy Metal (originalmente Métal Hurlant). Além disso, a pegada noir tem um estilo visual tirado da páginas de Raymond Chandler (Deckard é, essencialmente, a versão futurista de Philip Marlowe e de suas diversas contrapartidas cinematográficas), além das camadas cyberpunk que entulham cada esquina dessa Los Angeles confusamente cosmopolita, inescapavelmente suja, sempre escura, artificialmente iluminada e eternamente chuvosa.

Deckard, mais do que um protagonista, é, essencialmente, o veículo pelo qual a história é contada. Muito reclamam – inclusive o próprio Harrison Ford – da narração em off, mas ela empresta um charme noir à fita, como se fosse uma última peça necessária à pegada cinquestista da obra. Claro, se espremermos, talvez com exceção da primeira fala – They don’t advertise for killers in the newspaper. That was my profession. Ex-cop. Ex-blade runner. Ex-killer. – todas as demais ou são informações inúteis (como o apelido de Deckard por sua esposa) ou explicações dolorosamente óbvias do que acabamos de assistir (o porquê do apelido skin-jobs que o chefe Bryant, vivido por M. Emmet Walsh, dá aos replicantes ou a explicação do porquê Gaff, vivido pelo silencioso e ameaçador Edward James Olmos não ter matado Rachel, a femme fatale vivida por Sean Young). No entanto, elas são esporádicas demais e curtas demais para realmente atrapalhar ou de alguma forma macular a progressão narrativa. Elas poderiam não existir? Sim, claro, e a versões posteriores do filme já provaram isso, mas sua presença, nas versões originais, de maneira alguma diminuem a experiência.

Sobre o desenvolvimento dos personagens, é comum a reclamação de que pouco sabemos sobre eles e que todos são, em sua essência, desagradáveis. A questão é que a atmosfera opressora que Scott cria em Blade Runner exige personagens assim, especialmente se, mais uma vez, levarmos em conta as fontes inspiradoras do filme. Deckard é o policial solitário e rabugento por excelência que, aqui, tem uma camada importante e que poucos levam em consideração: ele se aposentou por começar a ter sentimentos sobre as vítimas que fazia. Reparem que suas vítimas eram todas (ou pelo menos quase todas) sintéticas, não mais do que robôs escravos à serviço do homem em colônias fora da Terra. Mesmo assim, ele desenvolveu sentimentos – remorso, arrependimento – que desembocam em sua paixão imediata e de certa forma clichê por outro personagem arquetípico de filmes assim: a bela mulher misteriosa de poucas palavras. Mas, mesmo Rachael ganha outras camadas. Ela é uma replicante inicialmente sem consciência de sua natureza e é sua ligação com Deckard que abre espaço para a dolorosa revelação que vem com a possibilidade de ela ter um tempo extremamente finito de vida, tempo esse determinado justamente para que os replicantes não desenvolvessem sentimentos.

Há uma perfeita circularidade entre a busca de Deckard e Rachael por propósito e por amor (ou mesmo apenas paixão incontida, algo que os ajuda a sentir humanos, lá no fundo) com a busca de Batty e seu grupo basicamente pelas mesmas coisas, talvez substituindo o amor por toda a pletora de sentimentos humanos que eles começaram a desenvolver e a demonstrar. Diferente de Rachael, Batty, Leon, Zhora (Joanna Cassidy) e Pris (Daryl Hannah) têm plena consciência de sua natureza e finitude e, tendo visto o que viram, querem mais tempo para processar tudo aquilo, para se desenvolver e precisam, portanto, encontrar-se com seu criador, aqui representado pela figura de Tyrell, um faraó em sua pirâmide de vidro e luz.

E, em cima disso tudo, há  claro, as inescapáveis metáforas religiosas. Tyrell como Deus, como Criador e os replicantes como suas criações largadas ao “deus dará” são as mais óbvias. Zhora, que inclusive tem o sobrenome Salomé, tem uma cobra artificial como mascote, em uma representação de sua queda do Paraíso até porque é a escama do animal que leva Deckard até ela (e sua morte se dá com dois tiros, um de cada lado de suas costas, representando “asas” arrancadas).

Mas a mais intrigante metáfora bíblica fica mesmo com Roy Batty. Podemos considerá-lo de duas formas que não são necessariamente excludentes (apesar da heresia contida na afirmação): ele pode ao mesmo tempo ser visto como o Diabo, o anjo caído, e Jesus Cristo. Ele se recusa a trabalhar no “Céu” – ou as colônias – e cai da graça para o Inferno – a Terra – para procurar seu Criador. Ou seria seu Pai? Se olharmos sob o prisma pai e filho, inclusive com o tempo de vida pré-determinado e também os sacrifícios e a chaga representada pelo prego que atravessa em sua mão quando ela começa a parar de funcionar, teremos uma figura messiânica, alguém que queria levar seu povo para uma espécie de Terra Prometida, ou Salvação em que a escravidão acabaria, assim como – e especialmente – a vida limitada artificialmente.

E, finalmente, há a questão que foi mais fortemente abordada nas versões posteriores do filme mas que também está presente aqui para quem souber procurar: afinal Deckard é ou não um replicante? Independente da intenção de Ridley Scott ou dos roteiristas Hampton Fancher e David Webb Peoples à época do filme, há três momentos em que essa questão é trazido à tona, criando uma muito bem-vinda ambivalência. O primeiro deles é quando vemos, mais de uma vez, o apartamento de Deckard tomado de fotografias antigas em preto-e-branco depois de aprendermos que os implantes de memórias fazem parte dos planos de Tyrell de criar replicantes mais humanos. Notem que são  fotografias das mais variadas e usando tecnologia muito anterior ao que seria razoável supor que os pais ou demais antepassados de Deckard teriam. Além disso, vemos Rachael perguntar ao policial se ele alguma vez já teria passado no teste Voight-Kampff e ele não responde. Finalmente, a única coisa que Gaff diz para Deckard depois da morte de Batty é que ele fez “o trabalho de um homem”, deixando tanto ele quanto Rachael viverem.

Não interessa a resposta sobre o que exatamente é Deckard. O valioso é a dúvida, e a possibilidade de ele ser um replicante. Perguntas sem respostas e suas implicações são muito mais importantes do que respostas didáticas e definitivas, pois, aqui, elas geram discussões sobre a natureza do Homem. Se Deckard é um replicante, porque Batty não poderia ser humano? Novamente, é a grande questão do que faz um homem ser humano: seu passado, sua vida pregressa ou a percepção (reparem no olhar novamente aqui) que temos desse ser?

Permeando toda a projeção, há a inusitada e marcante trilha sonora de Vangelis, elemento unificador que não poderia encerrar a crítica sem comentar. Cobiçada ao extremo por não ter sido lançada em disco junto com o lançamento do filme, algo que emprestou uma camada quase mítica à composição, o trabalho de Vangelis, aqui, reúne o clássico com o futurista, o barroco com o sintetizador, por assim dizer, formando uma obra antitética que caracteriza e comenta com perfeição as imagens de Scott e seu futuro/passado distópico. Essa trilha é uma daquelas que acompanha o espectador mesmo depois de os créditos subirem, sendo ricamente populada por alguns vocais de Demis Roussos e o saxofone de Dick Morrissey em Love Theme, além de Memories of Green, que Scott pinçou do álbum See You Later do próprio Vangelis. E, lidando com a mescla multicultural presente no filme, não podemos esquecer da trilha de ambientação do grupo de música instrumental japonesa Nipponia que perpassa diversas sequências na tumultuada Los Angeles distópica.

Se existe um problema de verdade em Blade Runner em suas versões originais, ele reside no epílogo em que vemos Deckard e Rachael – em uma tomada aérea literalmente emprestada de O Iluminado – fugindo em direção a uma vida a dois em um campo verdejante. Toda a atmosfera pesada, caótica e pessimista construída minuciosamente por Scott vai por água abaixo quando esse momento excessivamente positivo surge do nada, como se fosse um delírio. É quase chocante ver luz natural depois de quase duas horas em uma escuridão fétida e opressiva e, mesmo imaginando que os dois pombinhos tenham apenas algumas horas de uma idílica vida a dois, isso já seria o suficiente para fazer ruir tudo o que veio antes. É como se, ao final de Mad Max (qualquer um dos filmes), Rockatansky encontrasse sua esposa e filho vivos em um paraíso perdido no deserto australiano.

Blade Runner não é um filme fácil de se gostar. Ele não foi feito para ser agradável ou bonito ou para conter personagens com que possamos nos identificar. Ele é, em primeiro lugar, uma experiência visual ímpar que, se o espectador comprar, terá a chance de lidar com questões sem resposta das mais impressionantes, abrindo um leque temático que nem todo mundo percebe em uma primeira sentada. Blade Runner exige observação e um olhar atento para os detalhes para que ele seja absorvido como deveria ser.

Versão Internacional

A versão de Blade Runner para o mercado norte-americano (EUA e Canadá) difere levemente da chamada Versão Internacional, destinada a alguns outros mercados, especialmente o europeu e asiático. Basicamente, as diferenças existentes residem no grau de violência gráfica, com três cenas com mais sangue: as mortes de Tyrell e Pris, além do prego na mão de Batty. Os cortes foram feitos unicamente por questões de classificação etária do filme e são, com exceção dos dedos nos olhos de Tyrell, quase imperceptíveis, aumentando o filme nem em um minuto em relação à versão americana.

Na comparação, as versões são absolutamente equivalentes. Mais ou menos sangue aqui e ali não tem o condão de alterar nem mesmo minimamente a apreciação da história sendo contada. Pessoalmente, diria que a regra do “menos é mais” vale aqui também e ver explicitamente os dedos de Batty sendo enfiados nos olhos de Tyrell é completamente desnecessário, já que a sugestão do que acontece é muito mais aterrorizante.

De toda forma, a Versão Final do filme, lançada em 2007 e supervisionada diretamente por Scott (diferente da Versão do Diretor de 1992, que foi apenas aprovada por ele), incorpora essas cenas levemente mais violentas, o que as torna, para todos os efeitos, oficiais em termos de chancela de Ridley Scott. Seja como for, a Versão Americana e a Versão Internacional são equivalentes, pelo que a avaliação geral no começo da presente crítica é aplicável a ambas.

*Crítica originalmente publicada em 25 de junho de 2017.

Blade Runner, o Caçador de Androides (Blade Runner, EUA/Reino Unido/Hong Kong – 1982)
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Hampton Fancher, David Webb Peoples (baseado em romance de Philip K. Dick)
Elenco: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, M. Emmet Walsh, William Sanderson, Brion James, Joanna Cassidy, James Hong, Morgan Paull, Kevin Thompson, John Edward Allen, Hy Pyke
Duração: 116 min. (Versão Americana do Cinema), 117 min. (Versão Internacional do Cinema)

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29 comentários

Paulo Roberto da Silva Alves 25 de junho de 2020 - 21:09

Critica excelente! Blade Runner para mim é visualmente uma obra prima, a estética do filme foi o que mais me impressionou quando vi este filme em um extinto Cine Ryan na praia de Copacabana no longínquo ano de 1983. Eu vi a versão internacional com a narração em ¨off¨ que para mim valoriza o filme e dá um clima de filme policial dos anos 40! A história é sensacional, um clima futurista inigualável, a cidade sempre imersa na chuva, a cidade gigantesca tomada por asiáticos, o jogo de luzes em várias cenas, tornam tais cenas memoráveis!!! Por exemplo, a cena da entrevista de Rachael/Sean Young, com um tom soberbo de luzes contrastando com a fumaça do cigarro é algo único e inesquecível! Aliás, Sean Young está lindíssima no filme, pena uma atriz deste quilate ter feito tão pouca coisa!!! A construção de imagens com uma trilha musical soberba tornam Blade Runner um filme visualmente inigualável! A versão nova de Blade Runner 2049, não chegou nem perto desta obra prima! E Rutger Hauer como Daryl Hannah ficaram eternizados por este filme, idem Harrison Ford, o eterno Indiana Jones!

Responder
planocritico 26 de junho de 2020 - 16:56

Obrigado!

É uma coisa linda esse filme mesmo, sem dúvida. Eu só discordo de você em relação ao BR2049. Achei que o Villeneuve fez outra obra-prima!

Abs,
Ritter.

Responder
Neto Ribeiro 23 de setembro de 2017 - 02:49

Eu vi a versão final logo de primeira e não me agradei tanto. Achei uma experiência extremamente válida mas fiquei chocado ao ler a crítica e ver você falando exatamente o que senti. Não sabia que havia tantas diferenças entre essas versões. Vou tentar rever muito em breve para ver como eu me saio.

Responder
planocritico 24 de setembro de 2017 - 16:54

@disqus_M9BMhMI2Yi:disqus , se você tiver interesse, sugiro assistir todas as versões, começando pelas de cinema de 1982, seguindo para o Workprint, depois a Versão do Diretor e, finalmente, a chamada Versão Final. É possível ver a evolução da composição do filme e aí você escolhe a que mais tiver gostado. Teremos em breve as críticas das versões do diretor e final.

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando Mendonça 19 de setembro de 2017 - 13:33

São quantas versões ao todo? Naquele DVD triplo vem todas?

Responder
planocritico 19 de setembro de 2017 - 15:13

@disqus_RKwddQkHra:disqus , são seis versões ao todo:

– Versão cinematográfica americana (abordada nesta crítica) – 1982;
– Versão cinematográfica internacional (abordada nesta crítica) – 1982
– Versão “workprint prototype” – 1982
– Versão de TV americana – 1986
– Versão do diretor – 1992
– Versão final – 2007

Com exceção da versão de TV americana, as demais serão abordadas em críticas futuras aqui do site ao longo dessas semanas que antecedem o lançamento da continuação.

Sobre o DVD/Blu-Ray, até onde sei a versão lançada no Brasil não contém as 5 versões (a de TV nunca foi lançada), somente o lançado nos EUA contempla tudo.

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando Mendonça 19 de setembro de 2017 - 17:43

Conferi aqui em casa e o DVD vem com 4 versões (Cinema americana, cinema internacional, do diretor e final)

Responder
planocritico 19 de setembro de 2017 - 17:54

Bom saber. Valeu!

A internacional não vale a pena assistir, a não ser que, como eu, você tenha T.O.C., pois as cenas reinseridas lá estão na Versão Final.

Abs,
Ritter.

Responder
Filipe Isaías 30 de junho de 2017 - 02:07

Blade Runner é um filme que fica melhor a cada vez que você assiste. Inclusive assisto todo ano. Esse plano do olho é absolutamente magnífico. Nunca me liguei que ele meio que joga na sua cara o principal simbolismo do filme. Nunca me liguei também que no monólogo do Roy Batty existiam essas referências.

Elogiar aqui é o proverbial chover no molhado. Rutger Hauer fantástico. Harrison Ford idem. Vangelis destruindo. Ouvir essa trilha por si mesma já é uma experiência maneirissima. Os efeitos práticos são muito convincentes até hoje e a direção do Sr. Scott que dá uma nostalgia da época em que ele fazia isso bem.

Mas queria falar uma coisa possivelmente polêmica: Na minha parca experiência cinematográfica, não consigo encontrar nenhum filme melhor do que Blade Runner dentro do gênero ficção científica. Sim, já vi 2001 (espetacular) mas acho Blade Runner ainda melhor. Não sei se já fizeram algum artigo sobre isso, mas queria saber sua opinião, Ritter. No mais, excelente análise.

Abs.
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Responder
planocritico 1 de julho de 2017 - 05:09

@filipeisaias:disqus , realmente é polêmico, meu caro!

Olha, para o meu gosto, 2001 está lá em cima – no topo mesmo – de filmes de ficção científica. Em termos de sci-fi filosófico nesse estilo, diria que, além de 2001, há outras magníficas obras como o próprio Blade Runner, Filhos da Esperança, Metrópolis, Solaris (os dois), Contatos Imediatos, Contato, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, O Dia em que a Terra Parou, Planeta Proibido, Lunar, Os Doze Macacos, Expresso do Amanhã, O Dia em que a Terra Parou (o original), A Chegada, Interestelar e assim por diante.

Se partirmos para os sci-fi mais de ação temos Alien, Aliens, Exterminador do Futuro 1 e 2, WALL-E, Gravidade, Gattaca, Looper, Planeta dos Macacos (o original e os atuais), A Origem…

Há muitas escolhas… Mas 2001, para mim, continua sendo meu favorito!

Abs,
Ritter.

Responder
Filipe Isaías 1 de julho de 2017 - 13:14

Acho todos os filmes citados maravilhosos. Interestelar, inclusive, está no meu Top 10 pessoal de filmes favoritos. De Volta para o Futuro, que não foi citado, é o meu filme favorito de todos os tempos da galáxia. Mas Blade Runner, pra mim, é uma obra-prima irretocável (a versão final, obviamente), que inspirou muitos outros filmes, e até um gênero, o cyberpunk. Enfim, realmente há muitas escolhas… Mas eu escolho Blade Runner hauhauhaua.

Abs.

Responder
planocritico 1 de julho de 2017 - 18:45

EU NÃO CITEI DE VOLTA PARA O FUTURO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vou ali me chicotear e já volto… 🙁

Abs,
Ritter, o Flagelado.

Responder
Gabriel Leão Buendía 5 de junho de 2020 - 18:02

Cara, vc não falou Matrix…. estou chocado.

Responder
planocritico 5 de junho de 2020 - 18:44

Não falei. O que não quer dizer muita coisa, já que a lista não é exaustiva. Mesmo assim, relendo o que escrevi, prefiro qualquer um dos que listei mais do que Matrix e olha que considero Matrix excelente.

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 26 de junho de 2017 - 11:44

Grande crítica para um grande filme; concordo literalmente com tudo, percepção perfeita!
“O primeiro deles é quando vemos, mais de uma vez, o apartamento de Deckard tomado de fotografias antigas em preto-e-branco depois de aprendermos que os implantes de memórias fazem parte dos planos de Tyrell de criar replicantes mais humanos. Notem que são fotografias das mais variadas e usando tecnologia muito anterior ao que seria razoável supor que os pais ou demais antepassados de Deckard teriam.”
Por incrível que pareça, muita gente (inclusive críticos) deixam passar batido essa parte fundamental…mesmo criança – quando vi o filme pela primeira vez – eu não entendia “que diabos aquelas fotos centenárias faziam ali”…
Esse filme têm uma atmosfera única, singular, só dele…pena que – como muito bem descrito – o final mostra uma redenção totalmente fora de lugar.

Responder
planocritico 26 de junho de 2017 - 14:49

Obrigado, @frmulafinesse:disqus !

Acho engraçado também que pouca gente coce a cabeça com as fotos no apartamento de Deckard. Já vi gente até comentando que ele seria colecionador de fotos antigas, como se um colecionador minimamente sério as deixasse espalhadas por todo lugar…

Gosto muito da forma sutil como a questão de ele ser ou não replicante é pincelada no filme original. Prefiro assim do que a maneira mais, digamos, definitiva que viria depois, com o sonho do unicórnio.

Mas o final “hollywoodiano”, em compensação, é de lascar mesmo… A vantagem é que o filme tem uma atmosfera tão hipnotizante que dá quase para perdoar isso… 🙂

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 26 de junho de 2017 - 15:09

Dava a entender, desde o inicio, que eram fotos de família…mas de uma distopia incrível.
Contando os dias para o “2049”.

Responder
planocritico 26 de junho de 2017 - 15:13

2049 ou vai ser sensacional ou uma imensa decepção…

Mas eu confio no Villeneuve!

– Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 26 de junho de 2017 - 15:34

O trailer me comprou, e depois de ver “A Chegada”, creio que o cabra têm a sensibilidade adequada para fazer um ótimo filme. Claro que a comparação é inglória, mas se o filme for bom como penso que será, ele vai trazer o Blade Runner clássico para uma nova geração de amantes de cinema e sci…eles irão buscar o original, revisitar o que era oculto.
Se for ruim, valoriza o original, se for bom, idem – rsrsrsr

planocritico 26 de junho de 2017 - 15:45

Também adorei o trailer. De certa forma, isso é ruim, pois aumenta o hype e as expectativas… Mas gostei do seu raciocínio! Win-Win situation!

Abs,
Ritter.

Jonatã Lopes 31 de julho de 2017 - 12:42

Eu acho que aquelas fotos em cima do piano são fruto das antigas caçadas do Deckard. Mas seu pensamento também é interessante. A origem do personagem de Ford é muito melhor e mais intrigante, discutindo-a de forma aberta. Confesso que não engulo a cena do unicórnio, acho desnecessária. Assim como são as respostas de Ridley Scott sobre o personagem Deckard.

planocritico 31 de julho de 2017 - 18:49

Acho pouco crível serem fotos de caçadas antigas. Todas em preto e branco e todas impressas?

Sobre a cena final do unicórnio, bem, no filme original ela só tinha a função de deixar claro que o outro blade runner esteve lá e conscientemente tomou a decisão de não matar Rachel. Ela, sozinha, não quer dizer muita coisa. Apenas da versão do diretor é que isso é casado com o “sonho do unicórnio”, dando a entender que Deckard é um replicante.

Pessoalmente, apesar de achar bacana essa dúvida, não gosto dele ser um androide.

Abs,
Ritter.

Cadê o Yoshi? 26 de junho de 2017 - 11:34

Você fará a critica sobre a versão final também? (porque eu assisti apenas essa)

Responder
planocritico 26 de junho de 2017 - 14:49

Faremos. Temos planos de trazer as críticas de todas as versões.

Abs,
Ritter.

Responder
Cadê o Yoshi? 26 de junho de 2017 - 15:43

Obrigado. Aguardarei sua teoria sobre o chinês do origami, porque ainda não entendi a relevância dele no filme (e eu achei o easter egg da Milennium Falcon kkk, muito bom).

Em 26 de jun de 2017 13:50, “Disqus” escreveu:

Responder
planocritico 26 de junho de 2017 - 20:02

HAHAHHHA Tá certo!

– Ritter

Responder
Matheus Wesley 26 de junho de 2017 - 02:18

Vou ser bem sincero, apesar de toda essa construção filosófica achei o filme bem mediano, esperava bem mais. Vou tentar rever e ver se minha opinião muda.

Responder
planocritico 26 de junho de 2017 - 02:51

Entendo. Sugiro que você assista a Versão Final, de 2007 (não confundir com a Versão do Diretor, de 1992). Ela é melhor do que a original de 1982, que é essa que eu critiquei agora.

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Wesley 26 de junho de 2017 - 13:12

Bem, tentarei

Responder

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