Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Janela Indiscreta (1954)

Crítica | Janela Indiscreta (1954)

por Ritter Fan
1415 views (a partir de agosto de 2020)

O que é assistir a um filme que não praticar uma forma de voyeurismo? Sentamos confortavelmente na cadeira do cinema ou no sofá da sala para ver, perante nossos olhos, as vidas de terceiros – fictícias ou não – passarem. Não podemos interferir. Podemos, apenas, torcer por elas, sofrer, xingar, aplaudir e, em casos de obras de mistério, tentar adivinhar o “culpado” ou o “grande segredo”. E, assim, dessa forma vicariante, continuamos vivendo e absorvendo experiências mil que, porém, não são nossas.

Janela Indiscreta, talvez o mais sensacional filme de Alfred Hitchcock, é voyeurismo puro. O diretor deixa às escâncaras nossa posição de observadores silenciosos ao nos colocar sobre os ombros de outro observador passivo, o fotógrafo trotamundos L.B. ‘Jeff’ Jefferies (James Stewart), preso a uma cadeira em razão de um acidente de profissão que vitimou sua perna, deixando-a temporariamente imobilizada. Inquieto, Jeff está desesperado para sair de sua prisão e passa os dias observando seus vizinhos, ávido por notícias, momentos únicos que ele é tão acostumado a captar com suas lentes.

E quem procura acha, pois Jeff talvez muito mais querendo arrumar algum “problema” do que qualquer outra coisa, passa a desconfiar que um vizinho teria assassinado a esposa. Ele não tem provas, mas seu faro diz que há algo errado e seus olhos penetrantes e aumentados por potentes lentes passam a focar na vida desse homem. Nessa tarefa, ele é ajudado com suas duas principais comunicações com o exterior: a enfermeira sem papas na língua Stella (Thelma Ritter) e sua dedicada namorada Lisa (Grace Kelly).

O janelão de Jeff dá para um conjunto de pátios interiores cercados por outros prédios e esse é um ponto de absoluto destaque no trabalho de set design. Filmado integralmente em estúdio na Paramount, Janela Indiscreta depende desse cuidadosamente construído cenário, que representa um microcosmo da sociedade. E, em conjunto e nesse contexto, esse magnífico cenário é um personagem vivo na narrativa, inteiramente construído em apenas um mês no soundstage 18 do estúdio, depois de um intenso estudo de como ele deveria ser. Esse estudo, aliás, é objeto de diversos ensaios e livros sobre Hitchcock e seu detalhismo e, portanto, alguns comentários são necessários.

Como é evidente, tudo é dependente do ponto-de-vista da narrativa, ou seja, de onde Jeff vê seu limitado mundo, já que toda a ação acontece dentro de seu apartamento ou é vista a partir de seu apartamento. Além disso, como ele é obrigado a sempre ficar sentado, vemos a câmera a meia altura e, portanto, toda a ação – e o cenário – tem que ser vista desse exato ângulo. O mundo de Jeff é conectado ao de seus vizinhos, mas separado por uma barreira invisível de aparente individualidade que é vagarosamente demolida pela câmera indiscreta de Hitchcock representando a câmera do próprio fotógrafo e, em última análise, nossa vontade e curiosidade de saber o que acontece na vida dos outros. Cada detalhe do set é criado pensando nessa prisão imposta ao protagonista e de certa forma lembra a mobilidade cerceada pelos aspectos técnicos que Hitchcock se auto-impôs em Festim Diabólico. Temos as saídas de incêndio usadas pelo casal calorento donos de um pequeno cachorro, a janelona devassada da bailarina, chamada jocosamente por Jeff de Miss Torso (Georgine Darcy), o estúdio do pianista com bloqueio criativo, a janela com cortina baixada do casal recém-casado, o pouquinho de rua que é possível ver entre as quinas de prédios e, claro, os jardins comunicantes que formam o pátio comum no térreo.

Tudo é funcional, tudo serve para fins narrativos diretos – como o casal que dorme na escada de incêndio – e também para fins narrativos indiretos, como alegorias que criticam e cutucam a sociedade – como é a construção narrativa da vida percebida como “devassa” da bailarina. Como mencionei antes, todo esse absolutamente fantástico cenário funciona, literalmente, como um recorte de nossa sociedade (ao menos à época, mas hoje não seria muito diferente). E nós participamos de tudo isso diretamente pelos olhos curiosos de Jeff que nos faz passear por cada canto desse seu diminuto mundo, procurando, sempre procurando e encontrando, quase que feliz, um problema para lidar, uma investigação para fazer.

Assim como Jeff tem certeza do assassinato, nós também somos levados a essa certeza pelos detalhes que são nossos (e de Jeff) enquanto Lisa e Stella não entram na narrativa ou quando ainda duvidam do que Jeff (nós!) havia visto. E a sofreguidão de Jeff para provar sua teoria é também a nossa sofreguidão desesperadora para que as duas sejam finalmente convencidas. Hitchcock, com sua câmera intrusiva, nos faz viver a vida de Jeff, mas, diferentemente do protagonista, nós realmente só podemos observar, conjecturar, torcer e sofrer. Não podemos chamar ajuda, ligar para o apartamento do possível assassino ou chamar nosso amigo policial. Só podemos observar e permanecer dolorosamente cientes de que nada podemos fazer.

Esse mergulho de Hitchcock na vida de Jeff e de suas duas “ajudantes” é um dos mais profundos mergulhos narrativos na Sétima Arte. Somos cúmplices escondidos durante todo o desenrolar da projeção, durante cada conversa travada. Nosso interesse pela história do protagonista e também a do vizinho potencialmente assassino – e sim, as de todos os demais vizinhos, até mesmo o casal de pombinhos que mal aparecem – é quase viciante e completamente inebriante. Janela Indiscreta é uma lição de cinema que pode e merece ser visto dezenas de vezes somente por seus aspectos técnicos, especialmente o comentado cenário e pelo uso constante de sons diegéticos que emanam do próprio mundo objeto da narrativa e que funcionam perfeitamente bem para dar vida a esse microcosmo que se torna nossa casa.

No entanto, seria um crime não mencionar as atuações e, em assim fazendo, tratar também de um sub-tema que Hitchcock deixa transparecer de maneira muito convincente em seu trabalho: a emancipação feminina. James Stewart, em sua segunda colaboração com Hithcock (a primeira foi em Festim Diabólico) nos brinda com uma atuação que muito facilmente nos transmite quem ele é: um fotógrafo dinâmico e sem raízes que está desesperadamente preso em sua cadeira de rodas. É claro que o roteiro esperto e econômico de John Michael Hayes, baseado no conto It Had to Be Murder de Cornell Woolrich, escrito em 1942, é também responsável por trabalhar os elementos de sua personalidade, além da câmera de Hitchcock que nos faz vislumbrar sua vida fora do apartamento por intermédio de suas fotografias, inclusive e especialmente a que o fez sofrer o acidente.

Grace Kelly é a deslumbrante Lisa, rica socialite apaixonada por Jeff, apesar de Jeff dar pouca bola para ela. Mas é no diálogo entre os dois que vemos muito mais sobre suas verdadeiras personalidades. Jeff, na verdade, foge de relacionamentos, talvez por achar que não está preparado para eles ou que precisa de mobilidade em sua profissão. Ao mesmo tempo, porém, apesar do desdém com que ele trata Lisa, ele a adora. Na verdade, seu desdém é proporcional ao quanto ele a ama e ao quanto ele está determinado a esconder isso. Lisa, por sua vez, apesar de seus vestidos da moda, de seus jantares sofisticados e de uma vida em tese fútil, é extremamente inteligente, corajosa e segura de si. Sabe o que quer e também compreende e de certa forma aceita a relutância de Jeff em se contentar com uma vida mais quieta. E vemos em Lisa, muito facilmente, a representação da força feminina que significa, de certa forma, uma tentativa de quebra de paradigma em relação a personagens femininos frágeis e dependentes do homem. Ao contrário, agora: é Jeff quem literalmente depende de Lisa, especialmente em sua investigação da vizinhança.

E Stella, maravilhosamente bem retratada por Thelma Ritter, é uma espécie de “grilo falante” que não se esquiva de falar o que pensa para Jeff e, claro, para nós, espectadores. Stella é a enfermeira da seguradora de Jeff que está lá para garantir que ele está seguindo o tratamento, mas que acaba sendo sua confidente e, também, investigadora. Sua forte presença em cena ajuda na noção de que as mulheres devem ser independentes e seguras, algo que Hitchcock, na verdade, sempre soube trabalhar bem.

Janela Indiscreta é uma viagem para dentro de um pequeno e particular mundo que é estranhamente familiar a todos nós. É Hitchcock olhando para trás em um intervalo de sua filmagem e dando uma gostosa piscadela aos seus tão estimados espectadores, observadores passivos que só podem, realmente, depois de contemplar seu trabalho, aplaudir o Mestre do Suspense e agradecer de coração mesmo sendo totalmente incapazes de interferir no trabalho ou de ouvir um “de nada”.

  • Crítica originalmente publicada em 23 de abril de 2014. Revisada para republicação em 23/05/2020, como parte da versão definitiva do Especial Alfred Hitchcock aqui no Plano Crítico.

Janela Indiscreta (Rear Window, EUA – 1954)
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: John Michael Hayes (baseado em conto de Cornell Woolrich)
Elenco: James Stewart, Grace Kelly, Wendell Corey, Thelma Ritter, Raymond Burr, Judith Evelyn, Ross Bagdasarian, Georgine Darcy, Sara Berner, Frank Cady, Jesslyn Fax
Duração: 112 min.

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21 comentários

GodDamn Batman 4 de agosto de 2020 - 10:15

Excelente análise!
Talvez esse seja um de meus filmes prediletos. É sempre um prazer revisitá-lo.

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planocritico 4 de agosto de 2020 - 14:39

Obrigado, @God_damn_Batman:disqus (aliás, ótimo apelido esse!).

Esse filme sem dúvida está na minha lista de melhores da vida e melhor de Hitchcock. Uma obra-prima!

Abs,
Ritter.

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jlopesrn 20 de junho de 2020 - 22:53

O mundo feminino é estranhamente retratado pela visão masculina, seja o ponto de vista do protagonista ou do próprio Hitchcock. Homens estão sempre observando e tecendo opiniões acerca do modo de viver das mulheres, independentes que elas sejam inteligentes, bem sucedidas, saudáveis ou apenas fiquem descansando em seu quintal. Todas as personagens apresentadas superam o melhor dos homens no filme (quiçá na vida real).

Vale lembrar do histórico Assediador de Alfred Hitchcock, explicando assim, em parte, seu ponto de vista sobre as mulheres.

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planocritico 21 de junho de 2020 - 14:23

Se todas as personagens femininas superam o personagem masculino, então a visão masculina das mulheres aqui é positiva, não é mesmo?

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 21 de junho de 2020 - 14:23

Se todas as personagens femininas superam o personagem masculino, então a visão masculina das mulheres aqui é positiva, não é mesmo?

Abs,
Ritter.

Responder
Alfred Hitchcock: O Mestre do Suspense – Track 11 3 de junho de 2020 - 11:03

[…] e tão experimentais, em diversos níveis, quanto Disque M Para Matar (1954), Janela Indiscreta (1954) e o objeto da presente crítica, O Terceiro Tiro, que chegou aos cinemas em […]

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Ferdinando Rios 2 de maio de 2020 - 04:12

Para não repetir o que já foi dito (reitero todos os elogios ao filme) agrego uma visão que tive e não foi abordada. Pequena, de fato, é só um detalhe. Percebemos o personagem de Stewart como um cara do mundo, que não consegue fincar raízes por muito tempo no mesmo local…. daí a sua profissão e daí a sua necessidade de passar o tempo alimentando seu voyeurismo. É também um cara que não se vê preso a alguém e que entende o casamento como uma convenção desnecessária. Aí entram as figuras dos vizinhos recém-casados e a todo instante que o esposo coloca as fuças para fora da janela, percebemos a esposa o chamando de forma entediante. Mais a frente, a escutamos o criticando por ter abandonado o emprego. E logo após essas cenas, percebemos o olhar de tedio do Jeff, provavelmente reforçando sua ideia de casamento.

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planocritico 2 de maio de 2020 - 16:34

Sim, belo paralelo que você fez. Com certeza é um comentário sobre a postura do personagem do Stewart sobre “ficar no mesmo lugar”, aí incluindo o casamento, mesmo que seja com a sensacional Grace Kelly!

Abs,
Ritter.

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Ferdinando Rios 3 de maio de 2020 - 02:28

E há a última cena, hilária, com o personagem de Stewart duplamente engessado, haha, e a sensacional Grace Kelly trocando a leitura de um livro para a de uma revista notadamente voltada justamente ao que seria a crítica de Jeff: àquela alta sociedade insossa das roupas e bolsas caras. Essa cena me diz que ambos casariam e tudo ocorreria conforme a visão da personagem de Grace planejava e não a de Jeff… aliás, o humor é bem dosado no filme. Vi-me rindo várias vezes, principalmente com a enfermeira. Que filme!!! Top 10 vida!!

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planocritico 3 de maio de 2020 - 14:45

O humor do Hitchcock é muito bacana em sua filmografia. É sutil e sacana. E esse final é brilhante mesmo!

Abs,
Ritter.

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Mick Lennon Machado 12 de novembro de 2019 - 11:37

Iniciei minha jornada por filmes antigos recentemente e, ontem, foi a vez de assistir Janela Indiscreta. Sem dúvida, a cenografia é fantástica. Mas também gostaria de mencionar o figurino que destaca as especificidades e complementam de forma natural nossa interpretação sobre cada personagem nos poucos minutos que os vemos. Os diálogos e as interpretações são sublimes.

No entanto, fiquei intrigado com algo que não deveria, diante de tudo o que o filme nos proporciona. Não fiquei convencido com o desfecho final que aponta Lars Thorwald como assassino. Inclusive, parece-me que existem falhas no roteiro, pois as evidências do detetive Tom Doyle são fortes para argumentar que não houve assassinato. Terminei o filme refletindo se Tom Doyle era comparsa do crime e inventou as evidências. Ou, como um assassino que conseguiu armar tão bem um crime, inclusive se preocupando em planejar provas que enganaram o detetive, pode ter cometido o erro clássico de cometer o crime de janelas abertas. Ou então, como ninguém perceberia, principalmente Jeff, alguém enterrando e desenterrando partes do corpo no quintal?

Talvez seja minha obsessão formatada pelos filmes atuais, onde tudo fica explicado tim-tim por tim-tim, e onde o desfecho é muito mais importante que o restante do filme. Mas senti falta desta explicação ou de um final mais lógico. Existe algum site ou alguém que poderia trazer a lógica ou explicação do crime?

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planocritico 12 de novembro de 2019 - 12:28

Confesso que não consigo sequer vislumbrar a hipótese de o Lars não ser o assassino. Sim, há o estabelecimento de dúvida no começo, mas, depois, quando ele próprio tenta matar o Jimmy Stewart, qualquer dúvida voa literalmente pela janela.

Abs,
Ritter.

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planocritico 2 de setembro de 2018 - 14:23

Olá, @disqus_Uzs1A1GeKt:disqus ! Olha faz parte. Nem todos os filmes funcionam para todo mundo.

Mesmo assim, no lugar de apenas aceitar que discordamos sobre esse filme, decidi tentar contra-argumentar para uma discussão sadia. Pelo seu comentário, você parecia esperar uma espécie de “padrão Htichcock” de suspense, mas há vários filmes do Mestre do Suspense que nem de suspense são. Janela Indiscreta é, em minha opinião, mais do que seu roteiro ou mais do que um filme de suspense. Mas mesmo que paremos exclusivamente no roteiro, repare que sua genialidade é em sua simplicidade. Basicamente um caleidoscópio da sociedade é recortado e desnudado a partir do ponto de vista quase que totalmente estático de um homem na monotonia de sua convalescença. Hitchcock constrói toda uma narrativa de múltiplos personagens (a maioria sem nome) como um bom desenhista de quadrinhos consegue contar uma história em uma página de HQ.

E isso sem contar na meta-narrativa que lida com o que o filme é por trás da trama de assassinato: um comentário ao nosso voyeurismo quando assistimos filmes (e, de tabela, nossa passividade no dia-a-dia). É como olhar um reflexo de um espelho.

Sobre o assassino, veja que o roteiro em nenhum momento esconde que o vizinho é mesmo o assassino. Se há um pouco de dúvida no começo, ela desparece logo em seguida, pois seguimos Jim e ele tem certeza do que viu e é ele que nos guia. Se houvesse uma reviravolta que mostrasse por exemplo que foi outro vizinho que matou ou que a mulher na verdade não morreu, o roteiro estaria traindo a essência da narrativa que ele constrói. Reviravoltas não podem nunca ser a razão de existência para o filme e têm que ser necessariamente estabelecidas com lógica interna. É o que acontece em Psicose, por exemplo. Mas, aqui, trair a observação de Jim (um fotojornalista que vive de capturar momentos congelados no tempo, ou seja, de observar minúcias) seria como dizer que aquele mundo que ele observa pela janela é essencialmente falso, o que demoliria o tal recorte da sociedade que abordei no começo dessa resposta.

E, claro, temos que lembrar da cenografia (esse, para mim, é o melhor cenário cinematográfico da História da Sétima Arte), da direção de arte, das atuações e da fotografia. Um filme não é feito só de roteiro, mas, mesmo que fosse, o de Janela Indiscreta, na minha visão de voyeur cinematográfico, é sublime.

Abs,
Ritter.

Responder
Arthur Heinz 1 de setembro de 2018 - 16:12

Infelizmente termino o filme decepcionado. Fui assistir com uma expectativa muito alta pelo tanto que falam bem desse filme, de talvez ser o melhor do Hitchcock, etc. É um filme bom, mas pra mim longe de ser uma obra-prima, tampouco o melhor do Alfred.
Um ponto positivo se destacar é a ambientação, como foi observado no texto. O voyeurismo na janela, a sensação de estarmos juntos tendo aquela visão com o binóculo. É uma premissa muito interessante, mas pra mim não é inédita porque tinha assistido o mediano “Paranóia” com o Shia LaBeouf hahaha.
Mas a minha decepção tem a ver com o enredo do filme. Não é bem trabalhado, não é memorável, não possui nem ao menos o mesmo suspense que eu estava acostumado de outras obras do Hitchcock. O suspense aqui só tem um ápice nos últimos 30 minutos do filme.
Outra coisa que me deixou incomodado foi a ausência de um plot-twist. Começamos o filme acreditando no assassinato da esposa, todos os indícios vão confirmando isso, até que o detetive dá algumas informações que afastam a possibilidade. Mas veja só: continuamos achando que houve o assassinato e….. ele aconteceu mesmo. Acredito que uma reviravolta aqui engrandeceria o filme muito mais.
Pra mim é isso, um filme bom, mas para por aí. Nada de extraordinário e dos que vi do diretor até agora, talvez o pior. Boa premissa, boa filmagem e ambientação, boas atuações, mas roteiro mal executado.

Responder
Starchild ( Ex The Demon) 18 de março de 2017 - 00:40

Ritter, ja disse quantas vezes que sou fã das suas criticas ? Bem, vou dizer de novo, tu é foda cara, aposto que seria prazeroso conversar sobre cinema com vc. Enfim, sobre esse filme, não é o meu favorito do Hitchcock, mas nao da pra negar que é uma obra de arte, igual tudo que ele fez. Eu acho incrivel como ele conseguiu mesclar o suspense que é a investigação de Jeff, com a calma observação que faz dos outros vizinhos. Sobre o cenario montado, como vc disse, é esplendoroso, parece que o set é um personagem do filme. E sobre James e Grace, nem precisa falar muito né, icones do cinema, que suas almas estejam bem aonde estiverem

Responder
planocritico 19 de março de 2017 - 19:17

Obrigado, @KissBassist:disqus ! Fico lisonjeado!

Olha, não há prazer maior do que conversar sobre cinema com amigos e leitores aqui do site como você. Sinta-se à vontade para debater sobre filme comigo sempre que quiser em qualquer crítica minha!

Janela Indiscreta é fenomenal justamente por ser um dos poucos filmes que fazem do cenário realmente um personagem importante na narrativa. Ele une toda a ação, contada a partir de um ponto-de vista – literalmente! – apenas, sem jamais deixar o apartamento de Jeff. Fico imaginando como foi planejar esse “teatro filmado” do mais alto gabarito que, toda vez que revejo, me surpreende.

Mas diga-me aí: qual é seu favorito de Hitchcock?

Abs,
Ritter.

Responder
Starchild ( Ex The Demon) 19 de março de 2017 - 19:24

Psicose, foi o primeiro dele que vi, e o que me fez ser fã, vao dizer que e modinha, mas to nem ae, esse filme pra mim e uma obra prima do terror e do suspense

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planocritico 19 de março de 2017 - 19:34

Modinha nada! É um baita de um filmão. Eu só tenho problema com aquele epílogo com o psiquiatra “explicando” a loucura do sujeito para todo mundo, inclusive a plateia.

Abs,
Ritter.

Responder
jv bcb 20 de fevereiro de 2017 - 01:01

Obra Prima, um dos melhores filmes do Hitchcock, um dos melhores exemplos de cinema imersivo, poucos filmes fizeram de forma tão brilhante o trabalho de nos colocar na pele do protagonista, a investigação de Jeff parece nossa, nos sentimos no lado dele observando e investigando, sentimos medo, adrenalina, e a trama nos aproxima dos personagens, é um suspense que pode ser visto quantas vezes quiser, mesmo sabendo de tudo que acontece no filme ele nunca perde a graça.

Responder
planocritico 20 de fevereiro de 2017 - 15:28

@jvbcb:disqus , assino embaixo!!!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de fevereiro de 2017 - 15:28

@jvbcb:disqus , assino embaixo!!!

Abs,
Ritter.

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