Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Laranja Mecânica

Crítica | Laranja Mecânica

por Ritter Fan
1726 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5

É incrível imaginar que Laranja Mecânica foi, de certa forma, um acidente de percurso na carreira cinematográfica de Stanley Kubrick. Depois de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, o diretor envolveu-se com seu famoso projeto de estimação, sobre Napoleão Bonaparte. Ele havia recebido uma cópia do livro de Anthony Burgess do roteirista Terry Southern, que havia trabalhado na revisão do roteiro de Dr. Fantástico, anos antes, mas acabou deixando-o de lado.

Como Napoleão nunca foi para frente, para grande frustração de Kubrick, ele se voltou ao livro de Burgess, adorando o material e trabalhando imediatamente, ele mesmo, em um roteiro cinematográfico. Acontece que a versão do livro que Kubrick tinha em mãos era a versão lançada nos Estados Unidos, sem o último capítulo, que mostrava que Alex, o protagonista, exercia finalmente seu livre arbítrio e escolhia ser uma pessoa boa. Isso acabou sendo um dos pontos que levou Burgess a ser hesitante em abraçar a  adaptação cinematográfica de Kubrick, mas essa é apenas uma das incríveis histórias que cercam esse filme.

Laranja Mecânica pode ser visto como um playground estilístico de Kubrick, onde ele trabalhou diversas técnicas diferentes, unindo-as em um espetacular todo que, mesmo depois desses anos todos, ainda marca a Sétima Arte como uma das obras cinematográficas mais lembradas e mais instigantes.

Trabalhando com grande angulares para reforçar a impressão de sonho e jamais se esquecendo da maravilhosa simetria que marca todas as grandes obras de Kubrick, o diretor nos apresenta a Alex (Malcolm McDowell), o líder de seus druguis. Juntos, eles formam uma gangue que adora beber leite-com no Lactobar Korova e sair pela noite dando tolchoks em vekios e fazendo entra-e-sai em devotchkas.

Mas Alex também é o narrador e, usando esse artifício, Kubrick nos desarma. Afinal de contas, a narração nos coloca cúmplices de Alex, seus amigos íntimos, seus parceiros. Passamos, imediatamente, mesmo que secretamente, a torcer por ele. E olha que a ultra-violência que ele comete é revoltante ao extremo, mesmo que Kubrick tenha feito malabarismos para estilizá-la e distorcê-la, criando uma qualidade de delírio às cenas mais fortes.

Mas, mantendo-nos ao lado de Alex o tempo todo, nós o vemos espancar um mendigo, lutar com uma gangue rival que estava para estuprar uma mulher e, finalmente, invadir o lar de um casal para espancar o marido e estuprar a mulher, tudo isso ao som de Cantando na Chuva, cantarolada diretamente pelo protagonista (essa escolha foi de momento de McDowell e Kubrick embarcou na ideia). Odiamos Alex e seus druguis, mas não temos opção. Quando acordamos desse transe de leite-com, que continua por outra noite ainda, Alex está preso por seus crimes. São 14 anos atrás das grades, mas não demora e uma Inglaterra quase totalitarista coloca nosso “herói” em um programa pioneiro para “curar” a maldade.

A cura é certamente tão ou mais polêmica do que os atos perpetrados por Alex e resume-se ao condicionamento do criminoso exatamente como Pavlov fez com seu famoso cachorro. Tocou a sineta, o cão saliva, não é? Em Laranja Mecânica, se o ex-criminoso pensa em violência ou sexo não consentido, ele começa a passar mal, literalmente com vontade de se matar. Foi-se o livre arbítrio.

Passamos a sofrer, então, com Alex. Se antes fomos inadvertidamente cúmplices, agora realmente nos preocupamos por nosso “herói”. Suas opções se limitaram a cumprir ordens que foram subliminarmente queimadas em seu cérebro. Como efeito colateral, aliás, foi-se seu amor pela 9ª de Beethoven (ou “Ludwing Van”, como ele chama o compositor), pois a música serviu de trilha para os horrores que foi obrigado a assistir durante seu condicionamento.

Kubrick sabia o material quente que tinha em mãos e ele não se furtou de escancarar para o público os males do totalitarismo, do dirigismo e do condicionamento. O filme é sim uma ode ao livre arbítrio, mesmo que Burgess tivesse preferido seu próprio final.

Muitos disseram e ainda dizem que a fita vangloria a violência. O filme foi criticado duramente por críticos e psicólogos à época que cegamente defendiam que ele poderia influenciar o comportamento de jovens, que imitariam os druguis em noites de ultra-violência. Laranja Mecânica foi o primeiro filme a colocar essa discussão na mesa de maneira mais contundente, discussão que continua até hoje, para o desespero dos amantes das artes. Até mesmo Kubrick, influenciado pelo que ouvia, providenciou o banimento da fita dos cinemas ingleses até sua morte.

No entanto, com todo respeito, achar que filmes violentos (ou qualquer outro tipo de obra de arte com esse mote) influenciam violência real, é de uma besteira inominável. O ser humano é mais forte do que esse tipo de influência. Se algum sociopata por acaso assistir a um filme e cometer um crime, a culpa não é do filme, mas sim de sua sociopatia, que certamente terá origens mais profundas do que ações que ele vê em uma tela de cinema ou televisão. Além do mais, reduzir Laranja Mecânica a “filme violento” só demonstra ignorância, pois se fica uma coisa clara no trabalho de Kubrick é sua condenação à violência. Laranja Mecânica é filme anti-violência se que é isso existe. As cenas chocantes estão lá por uma razão e não por que Kubrick é um diretor doentio.

Malcolm McDowell tem a atuação de sua vida. Ele está tão investido em Alex que só vemos Alex e não o ator por trás. Sua voz penetrante ecoa em nossa cabeça e nos cativa poucos segundos depois que sua brilhante narração começa. Seu único olho com um cílio postiço, chapéu preto chapliniano e macacão branco com suspensórios já estão lá nos anais da História do Cinema como elementos de uma das mais inesquecíveis composições de personagem já feitas.

Videar Laranja Mecânica é horrorshow, um verdadeiro tolchok nos categutes!

*Crítica originalmente publicada em 18 de janeiro de 2014.

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, Reino Unido/EUA – 1971)
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick (baseado em romance de Anthony Burgess)
Elenco: Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Warren Clarke, John Clive, Adrienne Corri, Carl Duering, Paul Farrell, Clive Francis, Michael Gover, Miriam Karlin, James Marcus, Aubrey Morris, Godfrey Quigley, Sheila Raynor
Duração: 136 min.

Você Também pode curtir

67 comentários

Daniel Duarte 23 de fevereiro de 2020 - 21:04

É curioso o quanto que o filme contempla o livro, e o livro contempla o filme. Obras-primas!

Responder
planocritico 1 de março de 2020 - 20:24

Sim!

Abs,
Ritter.

Responder
Kermit,o Sapo 16 de maio de 2021 - 00:25

que nem feijão com arroz

Responder
Vinicius Maestá 7 de setembro de 2019 - 17:30

Existem diversas experiências ao assistir um filme. Uma delas – e não muito agradável – é quando você está assistindo um filme que você sabe que é colocado como um dos melhores de todos os tempos, e reconhece todas as qualidades, mas simplesmente o filme não te deixa maravilhado como deveria. Essa foi a minha experiência com Laranja Mecânica, o filme é muito bom mesmo, mas quando acabei de assisti-lo, falei: “ok, agora vou dormir” (apesar de concordar com as 5 estrelas)

Responder
planocritico 7 de setembro de 2019 - 19:01

Isso acontece. Já passei por várias situações parecidas. Uma delas com Solaris (o original). Outra com O Mestre. Faz parte. O importante é saber reconhecer a qualidade APESAR de nossas reações a determinados filmes, como você bem faz aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
Joel Caetano 22 de julho de 2019 - 14:08

Excelente crítica! Há meses venho lendo suas críticas sobre filmes. Parabéns por esse trabalho maravilhoso que nós faz ter uma nova visão sobre os filmes.

Responder
planocritico 23 de julho de 2019 - 11:36

Obrigado pelo prestígio, meu caro!

Laranja Mecânica é incrível mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Cahê Gündel 15 de janeiro de 2019 - 12:22

Que maravilha, nunca tinha visto essa crítica do meu filme preferido. Li o livro recentemente e me encantei ainda pela história. E pelo visto falar em nadsat é viciante, não consigo tirar isso da minha gúliver.

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2019 - 11:35

Totalmente viciante! Deu trabalho ler o livro, mas valeu o esforço!

Abs,
Ritter.

Responder
Armando Ribeiro 2 de janeiro de 2019 - 13:16

Se nao e uma obra prima , esta muito perto disso…. Li o livro e assiti o filme na epoca que foi liberado no Brasil….Epoca da ditadura no Brasil os censores colocaram “bolinhas pretas” que tapavam ( ahhhh…tentavam tapar…) as partes pudentas da mulher na cena do estupro antes da briga entre as gangues . Hilario!!! as vezes as bolinhas nao cumpriam a funcao e a audiencia no cinema entrava em delirio!!! Thanks for mais uma bela critica meu grande drugue Ritter!!!

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2019 - 15:08

Espetacular mesmo esse filme!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2018 - 19:17

Concordo!

Abs,
Ritter.

Responder
Teco Sodre 20 de setembro de 2018 - 16:26

Kubrick <3

Responder
pabloREM 20 de setembro de 2018 - 15:53

Um dos melhores filmes de todos os tempos e a trilha sonora é espetacular. Obra-prima.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2018 - 11:51

Fantasia também??? HAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Cleber Rosa 20 de setembro de 2018 - 12:15

Opa, com direito aos cílios e ao glóbulo ocular na manga da camisa.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2018 - 13:42

Muito legal!

Abs,
Ritter.

Responder
Cleber Rosa 20 de setembro de 2018 - 09:14

Filme maravilhoso, está estre os 5 filmes da minha vida.

Tenho tudo o que se pode ter dele, poster, CD, DVD, Blu-ray, fantasia ( com direito a bengala )…

Responder
Cahê Gündel 15 de janeiro de 2019 - 12:22

Ir a uma festa a fantasia de Alex, quem nunca?

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2019 - 11:35

Realmente, é uma fantasia clássica ainda que pouca gente realmente reconheça o personagem.

Abs,
Ritter.

Responder
Starchild ( Ex The Demon) 17 de janeiro de 2017 - 15:22

Eu nao gostava de Kubrick, porque ele havia deturbado um dos meus livros prediletos, que era O iluminado, tirando todas as suas tripas para fazer o filme, mas nesse filme ele mandou muito bem. Alguns comentarios.

1- Consigo ver muita semelhança entre a historia desse filme e Admiravel mundo novo, onde as duas historias tratam de seres humanos que tem a sua liberdade de escolha tirada, e viram apenas maquinas.

2- O filme crítica tanto o governo conservador, tanto o governo liberal do país, um com suas praticas questionaveis para terminar com a violencia, e o outro usando Alex para seus interesses pessoais, é quase que um filme anarquista heh

3- Achei o final do livro melhor

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:22

Sim, Laranja Mecânica tem muita semelhança com Admirável Mundo Novo!

Sobre o final, cara, eu gosto dos dois. E no caso de Iluminado, confesso que achei o filme bem melhor…

Abs,
Ritter.

Responder
H-Alves 19 de setembro de 2016 - 14:48

Acabei de ler o livro, portanto ele está bem fresquinho na minha mente. Durante a leitura estava achando o filme bem fiel, se bem que já tem mais de 3 anos que vi o filme e minha memória poderia ser bem traiçoeira rsrs mas realmente quando eu acabei de ler, eu pensei UÉ retiraram todo o último capítulo do filme wft!
Mas sabe que gostei, duas excelentes histórias com rumos diferentes, e que não se excluem.

Ahh sério que são 14 anos na cadeia podia jurar que era bem menos tempo, no livro é uns 2 ou 3 anos se não me engano.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2016 - 14:54

O livro é uma leitura muito interessante, mas difícil. Pelo menos foi difícil para mim. Acho que Kubrick fez uma grande adaptação.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2016 - 14:54

O livro é uma leitura muito interessante, mas difícil. Pelo menos foi difícil para mim. Acho que Kubrick fez uma grande adaptação.

Abs,
Ritter.

Responder
H-Alves 20 de setembro de 2016 - 16:11

Bem sei, tanto que fui lendo junto com um audiobook, senão nem saia do lugar.

Responder
H-Alves 20 de setembro de 2016 - 16:11

Bem sei, tanto que fui lendo junto com um audiobook, senão nem saia do lugar.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2016 - 18:15

Em inglês ou português, @hialee:disqus ?

Estou querendo ler de novo, para fazer a crítica para o site.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de setembro de 2016 - 18:15

Em inglês ou português, @hialee:disqus ?

Estou querendo ler de novo, para fazer a crítica para o site.

Abs,
Ritter.

Responder
H-Alves 20 de setembro de 2016 - 23:06

Foi em português. Achei em site que disponibiliza livro pra deficientes visuais, apesar de eu não ser hehe. Porém olhei agora e ele não está mais disponível.

H-Alves 20 de setembro de 2016 - 23:06

Foi em português. Achei em site que disponibiliza livro pra deficientes visuais, apesar de eu não ser hehe. Porém olhei agora e ele não está mais disponível.

planocritico 21 de setembro de 2016 - 15:00

Bacana. Vou tentar ler em inglês dessa vez. Tem potencial para ser uma doideira ininteligível, mas… 🙂

– Ritter.

Anônimo 1 de abril de 2020 - 17:06
planocritico 1 de abril de 2020 - 19:21

Falo francês e espanhol, mas não tão bem quanto falo inglês. Dá para ler nas outras duas línguas e travar conversas despretensiosas. Inglês eu falo quase como falo português.

Sobre estudar inglês, é um investimento que vale a pena. Já tentou o aplicativo Duolingo? Você faz em qualquer lugar. Minha esposa o usou para italiano e conseguiu muito progresso.

Abs,
Ritter.

Anônimo 1 de abril de 2020 - 18:23
planocritico 1 de abril de 2020 - 19:39

Consigo entender sim a gigantesca maioria dos filmes americanos (ou melhor, filmes em língua inglesa seja de que nacionalidade for) sem auxílio de legendas. As exceções ficam por conta de filmes com personagens com sotaques carregados regionais.

Acho o Drácula do Coppola excelente. Atmosfera impressionante, atuações muito boas (eu até nem desgosto da do Keanu, mas ele é de fato o pior ali) e um design de produção nota 10. Estou até para rever o filme para fazer a crítica para o site!

Abs,
Ritter.

Anônimo 1 de abril de 2020 - 18:46
planocritico 1 de abril de 2020 - 20:22

Já viu Nosferatu, do Murnau (1922)? Esse é, para mim, o melhor filme sobre Drácula ou sobre vampiros já feito.

Abs,
Ritter.

Anônimo 1 de abril de 2020 - 19:19
planocritico 1 de abril de 2020 - 20:37

Aquele é sobre a produção do filme. Procure o original para ver. É incrível.

Abs,
Ritter.

Anônimo 1 de abril de 2020 - 19:35
planocritico 2 de abril de 2020 - 00:08

Dafoe está um monstro!

Abs,
Ritter.

Anônimo 1 de abril de 2020 - 23:02
planocritico 2 de abril de 2020 - 00:13

Dafoe?

Um monte, mas você provavelmente já viu vários:

– O Farol
– Platoon
– Anticristo
– Projeto Flórida
– Mississipi em Chamas
– No Portal da Eternidade
– Santos Justiceiros
– Grande Hotel Budapeste
– O Paciente Inglês

Abs,
Ritter.

Anônimo 2 de abril de 2020 - 11:26
Anônimo 1 de abril de 2020 - 19:22
planocritico 1 de abril de 2020 - 20:37

Sim, é refilmagem. É bom também, mas o original, para mim, é imbatível.

Abs,
Ritter.

Anônimo 1 de abril de 2020 - 19:33
planocritico 2 de abril de 2020 - 00:08

Depois me diga o que achou do filme!

Abs,
Ritter.

Anônimo 1 de abril de 2020 - 23:02
planocritico 2 de abril de 2020 - 00:13

Valeu!

– Ritter.

Anônimo 1 de abril de 2020 - 18:49
planocritico 21 de setembro de 2016 - 15:00

Bacana. Vou tentar ler em inglês dessa vez. Tem potencial para ser uma doideira ininteligível, mas… 🙂

– Ritter.

Rosanna 22 de dezembro de 2016 - 17:15

Isso

Responder
Rosanna 22 de dezembro de 2016 - 17:15

Isso

Responder
H-Alves 19 de setembro de 2016 - 14:48

Acabei de ler o livro, portanto ele está bem fresquinho na minha mente. Durante a leitura estava achando o filme bem fiel, se bem que já tem mais de 3 anos que vi o filme e minha memória poderia ser bem traiçoeira rsrs mas realmente quando eu acabei de ler, eu pensei UÉ retiraram todo o último capítulo do filme wft!
Mas sabe que gostei, duas excelentes histórias com rumos diferentes, e que não se excluem.

Ahh sério que são 14 anos na cadeia podia jurar que era bem menos tempo, no livro é uns 2 ou 3 anos se não me engano.

Responder
Rilson Joás 25 de maio de 2015 - 16:02

Que filme chocante. Estou até agora tentando entender a loucura que acabo de ver. Pela mãe do guarda! O desfecho é assustador! Não sei o que é pior, se ele voltou a sua absorção deleitosa na depravação por si mesmo ou pela lavagem reversiva imposta pelo ministro.

E que interpretação fantástica. Poucos personagens brilharam mais que o Alex, mas tenho que destacar o padre, que apareceu bastante caricato em sua primeira cena, mas foi o único que tocou na ferida da liberdade. Se o homem não tem liberdade ele deixa de ser o que é.

E que trilha-sonora! Beethoven, Purcell, Rossini. Simplesmente sensacional!

5 estrelas, mas merecia mais.

Responder
planocritico 27 de maio de 2015 - 17:31

@disqus_fYzC6RP299:disqus, está passeando pela filmografia completa de Kubrick? O cara era um gênio.

Alex é um dos mais incríveis personagens da Sétima Arte e a atuação de McDowell é de fazer o queixo cair.

Concordo que merece mais do que 5 estrelas mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Rilson Joás 27 de maio de 2015 - 19:09

Estou sim, criei vergonha na cara e finalmente fui atrás da filmografia do Kubrick, e não me arrependo, genialidade elevada a sétima potência.

Responder
planocritico 27 de maio de 2015 - 19:59

Que legal, meu caro @disqus_fYzC6RP299:disqus! É realmente um negócio espetacular. Para mim, Kubrick não conseguiu fazer nenhum longa menos do que bom, com a maioria sendo de sensacional para cima.

Abs,
Ritter.

Responder
eumsm 25 de janeiro de 2015 - 16:39

O melhor com certeza, com uma linguagem utilizada pelo diretor de tamanha riqueza!

Responder
Luiz Santiago 21 de janeiro de 2014 - 17:35

Esse filme é simplesmente genial, e sua crítica abordou exatamente os principais pontos dele. Adorei o contexto com as palavras do Alex. Parabéns, velho!

Responder
joão 18 de janeiro de 2014 - 15:58

Junto com O iluminado, o melhor filme de Kubrick!! Bom, na minha opinião. E ótima resenha! Realmente esse filme até hoje é visto com um certo preconceito.

Responder
planocritico 18 de janeiro de 2014 - 21:29

É difícil eu conseguir destacar um favorito do Kubrick… Tem tanta coisa tão sensacional… Mas que bom que gostou da resenha. Acompanhe-nos por aqui que completaremos a filmografia do diretor muito em breve! – Ritter.

Responder
joão 19 de janeiro de 2014 - 07:23

Com certeza acompanharei! Realmente, boa parte dos filmes de Kubrick são um exemplo de direção. Na minha opinião, ele e Bergman são o topo da escala cinematográfica, vamos dizer assim eheheeheheheh

Responder
planocritico 19 de janeiro de 2014 - 08:56

Dois grandes nomes mesmo! Se você acrescentar Ozu, Kurosawa, Fellini, Hitchcock e Buñuel nessa lista, começamos a formar um Olimpo Diretorial… 🙂 – Ritter.

Responder
Dan Oliver 18 de março de 2018 - 22:50

Eisenstein!

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais