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Crítica | O Poderoso Chefão: Parte III

por Guilherme Coral
2220 views (a partir de agosto de 2020)

O constantemente injustiçado O Poderoso Chefão: Parte III não deixa de ser uma ousada aposta de Francis Ford Coppola. Não pelo lado financeiro – é evidente que o filme traria o lucro desejado pelo estúdio, considerando a posição que os dois anteriores ocupam no “hall da fama” do Cinema. Coppola, de fato, arriscou ao tentar trazer algo diferente do primeiro e da Parte II, fugir da fórmula Michael Corleone emerge vitorioso para focar em sua redenção e, é claro, sua morte, considerando que o título pensado pelo diretor seria A Morte de Michael Corleone.

De qualquer forma, assim como seu antecessor, estamos diante de um filme que não existiria não fosse o fator primordial hollywoodiano: o dinheiro. Tanto a Paramount quanto Francis (como sempre) passavam por situações apertadas e precisavam que esse projeto emplacasse. Dito isso, os executivos encomendaram um primeiro tratamento do roteiro que focava quase unicamente em Vincent Mancini (posteriormente vivido brilhantemente por Andy Garcia), repetindo exatamente o que Coppola, quando recebeu o texto, decidiu descartar. O roteiro foi reescrito, então, a fim de trazer o que vemos hoje em tela, porém, com um final diferente, que você pode ler a respeito clicando no primeiro dos botões abaixo.

O final original de A Morte de Michael Corleone

A primeira versão do encerramento de O Poderoso Chefão: Parte III ocorreria pouco após a escapada de Michael com Kay pela Sicília. Michael, ao terminar de mostrar as origens de sua família teria sua ex-esposa o aceitando de volta. Pouco depois ele seria assassinado nos degraus da igreja, possivelmente da mesma em Corleone que vimos nos três filmes. Antes de morrer, Kay perguntaria a ele, “Michael, você está morrendo?” e Michael mentiria uma última vez, dizendo “não”.

A mudança ocorreu por Francis considerar este um final muito simples para Michael, que deveria pagar pelos seus pecados.

Francis, por sua vez, não engana o espectador e desde os minutos iniciais já deixa claro suas ambições para esse longa-metragem. A casa de Lake Tahoe é vista abandonada, utilizando um material que fora filmado antes mesmo da segunda parte ser rodada. Rapidamente enxergamos a estátua da Virgem Maria, introduzindo sutilmente a temática religiosa que seria abordada pelo restante da projeção. Preenchendo os corredores vazios e o silêncio da mansão, então, ouvimos a voz de um já envelhecido Michael Corleone (Al Pacino), nos oferecendo a premissa inicial do enredo: ele voltou para Nova York, irá ser homenageado pela Igreja e quer ter a presença de seus filhos na cerimônia. “A única riqueza deste mundo são os filhos” o ouvimos dizer e já começamos a entender a transformação que esse homem passou em sua idade avançada.

Um certo toque de fragilidade na voz do personagem, contudo, não é o único elemento que entrega sua mudança. Ao cortarmos para a cerimônia na igreja, Michael tem uma aparência completamente diferente. A velhice, é claro, chegou e seus olhos estão mais cansados que nunca, mas, além disso: seu cabelo. Não temos mais o típico cabelo liso de Pacino e sim um tratamento diferente para o protagonista, oferecendo um devido contraste entre a sua voz mais rouca – um corte que muito lembra o militar e garante uma imponência a Michael, além de nos deixar perceber que não se trata da mesma pessoa que deixamos após a morte de seu irmão Fredo.

A cerimônia

Michael apresenta um olhar cansado, evidenciando que suas ações no passado exerceram um grande impacto sobre ele. Ainda assim, vejam o olhar de orgulho de seus filhos, quebrando o grande medo de perdê-los que o pai sempre teve. Além disso, Mary já é apresentada como uma figura pura, com um contrastante lenço sobre a cabeça.

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Nas entrelinhas se torna evidente que o Padrinho utiliza essa homenagem para trazer de volta a família que ele perdeu e essa tristeza que parece assolar o personagem durante a cerimônia o deixa quando se faz realidade o que sua mãe dissera no filme anterior – “sua família, você jamais irá perder”. Corta para a costumeira festa Corleone. A diferença, porém, é óbvia: não estamos mais em um amplo terreno e sim dentro de um apartamento – evidenciando novamente a passagem do tempo. Mas o principal fator disso jamais é dito em palavras: não temos mais o contraste entre o dentro e o fora – todos fazem parte da mesma hipocrisia – o mundo dos Corleone agora se mistura e a única parcela de ilegitimidade é tratada dentro da sala de Michael, que, não por acaso, é a mais escura de todas. Tal lógica se mantém durante toda a obra, trazendo, em geral, uma maior escuridão quando os negócios da Família estão sendo tratados.

É curioso observar que, apesar de Mike ter conseguido legitimar a Família (o movimento final ocorre durante a reunião com os chefes da máfia neste filme), objetivo que tivera desde que voltou da Itália em O Poderoso Chefão, sua sala está mais similar que nunca à de seu pai. Paredes de madeira, venezianas separando do mundo de fora e luz fraca preenchem o local. Para finalizar, um aquário, muito similar àquele de Vito no final do primeiro filme. Trata-se de um homem que retoma suas origens, tenta voltar a ser quem ele era e um pouco do que seu pai fora. “Por que eu fui tão temido e você tão amado” ele se pergunta, posteriormente, ao lado de Don Tomasino, pensando, é claro, no amor que todos sentiam por Don Vito.

Mas para nossa surpresa algo quase onírico ocorre durante a festa – em uma dança com sua filha todos gritam “cent’anni”, olhando para aquele homem que matara seu próprio irmão com o amor que ele tanto sentiu falta. Gordon Willis registra esses momentos com um certo toque de surrealidade, com um close nos rostos de cada um e um movimento rápido de câmera. Pela primeira vez em muito tempo vemos Michael Corleone sorrir com os olhos, tirando o peso de sua persona e o temor que sentimos dele. Coppola constrói, enfim, seu argumento: não se trata do monstro visto em O Poderoso Chefão: Parte II e sim de um homem que busca se redimir.

O sorriso de Michael

Michael somente fora visto sorrindo genuinamente antes da morte de sua primeira esposa, Apollonia, em O Poderoso Chefão. Vejam como seus olhos exprimem a felicidade, algo completamente ausente na Parte II.

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O “caminho de volta”, contudo, evidentemente não será tranquilo. O filho bastardo de Santino Corleone (lembram das escapadas que ele dava no primeiro filme?), Vincent Mancini, entra em jogada, representando a retomada da jovialidade da Família e a ação do longa-metragem, que não poderia focar unicamente na fragilidade de um velho homem. Andy Garcia constrói uma das figuras mais fascinantes de toda a trilogia, um personagem que é trabalhado quase que inteiramente em segundo plano, sem nos ser oferecidos longas sequências de atuação solo. O homem que inicia de forma impulsiva e violenta, carismático e caloroso, filho de seu pai, aos poucos se transforma em uma figura centrada. Vincent, como dito pela própria Connie, tem a força de Vito e genuinamente aprende com Michael. Sua metamorfose, aos desatentos, pode parecer fugaz, mas é construída cuidadosamente.

Os minutos iniciais trazem o personagem com uma jaqueta de couro, contrastando com os ternos dos Corleone. Ele é, sobretudo, um menino das ruas, acostumado com a violência. Não é a toa que, por baixo da jaqueta temos uma camiseta vermelha, refletindo a agressividade do personagem, sua paixão, que garante a ele um portar quase animalesco. Quando digo que Garcia traz o melhor de seu personagem não é por acaso – ele se inspira nas atuações de James Caan, Marlon Brando e Robert De Niro, a fim de construir uma harmoniosa amálgama dos três. Ao mesmo tempo que ele morde o punho em momentos de fúria ele comanda com o olhar e traz movimentos mais sutis com a mão conforme avançamos na projeção. Chega a ser impossível não enxergarmos nele uma versão moderna daquele Vito Corleone que conhecemos nos princípios do século XX, na Parte II.

A metamorfose de Vincent

De cabelo mais descuidado e jaqueta de couro (com o vermelho em evidência em suas aparições iniciais), até um ar maior de formalidade, passando do terno até o smoking. Vincent, aos poucos, se transforma em uma forma de Vito Corleone.

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Vejam como a passagem de poder é construída aos poucos: Michael demonstra total confiança no sobrinho e vai ensinando a ele pouco a pouco como ser um Don. Quem mais ele confiaria para fazer sua barba?

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A ação animalesca de Vincent inspirada em Cavalleria Rusticana.

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Curiosamente, a ascensão de Vincent ao “trono” dos Corleone fora uma cena filmada após a conclusão das filmagens. Pedida pelos executivos da Paramount, Coppola realizou a emblemática sequência que firma o aposentar de Michael, passando adiante a batuta para um homem que novamente levaria a Família para o crime. É a falha de Mike dada vida, sua triste resignação, coroada pela sua saída quase que “à francesa” da sala juntamente de Connie.

Esse foco primário em Michael e secundário em Vincent, contudo, não são os únicos pontos abordados pela obra. O objetivo final de Mike é se tornar dono da gigantesca International Imobilliare (baseada, evidentemente, na Società Generale Immobiliare). Don Corleone, contudo, tem algumas pedras no sapato e uma delas e nada menos que a Igreja. Apesar da cerimônia de abertura, o Vaticano corrupto é um dos principais antagonistas da trama, evidenciando o quão poderosa é a Família agora. Coppola realiza uma ferrenha crítica à cabeças do Catolicismo, demonstrando que não estamos muito longe dos Bórgia, como o próprio Michael deixa claro em uma de suas explosões emocionais.

Já quem segura todas as cordas é o enigmático Don Lucchesi (Enzo Robutti), claramente um membro do alto escalão do governo italiano, possivelmente baseado no ex-primeiro ministro italiano Giulio Andreotti. Traçando um claro paralelo com o primeiro filme, Coppola deixa seu vilão quase que oculto durante toda a projeção, criando em nós a dúvida, o suspense, de quem está por trás de tudo – “nosso verdadeiro inimigo tem ainda de se revelar”. Em aliança com Don Altobello (Eli Wallach), Lucchesi se faz uma verdadeira ameaça durante o longa, nos trazendo, em constante crescente, o temor pela vida de Michael.

Os antagonistas

Os verdadeiros vilões da Parte III, com Don Lucchesi e o Arcebispo à cabeceira da mesa, emulando o que vimos em O Poderoso Chefão, quando Don Barzini ocupava tal posição.

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Fica claro, portanto, que A Morte de Michael Corleone seria muito mais que somente o fim de sua vida. Francis queria não só encerrar a história desse icônico personagem e sim desconstruí-lo completamente, de uma forma que pouco vemos no Cinema como um todo. Aqui nesta Parte III enxergamos, enfim, as consequências de seus atos, trazendo repercussões não só de seus inimigos, como de sua própria consciência, que não consegue superar o assassinato de Fredo. Mas dentro de toda essa culpa, esse medo pela salvação de sua alma, Michael ainda tem um último reduto: seu filho Anthony (Franc D’Ambrosio) e, sobretudo, sua filha Mary (Sofia Coppola).

Entramos, portanto, no aspecto mais controverso de todo o filme. A escalação de Sofia Coppola, filha do diretor, como uma das personagens centrais. Os hábitos nepotistas de Francis, de fato, se fazem presentes desde O Poderoso ChefãoSeu pai, Carmine, junto de Nino Rota, compôs grande parte das músicas dos três filmes (sendo o principal maestro na segunda e terceira parte) e sua irmã Talia Shire viveu brilhantemente Connie Corleone ao longo dos anos, se transformando de uma figura frágil até uma poderosa mulher. Qual seria o problema, então, de ter Sofia como Mary? De fato, nenhum se sua atuação não comprometesse diversos aspectos da obra.

Evidentemente Coppola, após perder Winona Ryder, que estaria no papel, optou por uma saída diferente. Mary fora baseada em sua filha e o diretor queria alguém que transmitisse toda a ingenuidade e naturalismo da personagem – escolheu, portanto, Sofia. O fato de se tratar de uma não-atriz pedia um trabalho mais meticuloso de direção, mas, em diversas cenas, isso parece faltar, seja pela pressão exercida pelos executivos em cima da menina, seja por própria falha de Francis. Apesar disso, o trabalho de Garcia e Pacino juntamente da garota minimizam tais defeitos ao ponto que , muitas vezes, não os percebemos ou os relevamos. Mary é a peça shakespeariana que faltava nesse tabuleiro dos Corleone e, mesmo com tais falhas, ela exerce seu papel, ao passo que o filme, em uma visão geral, não sai prejudicado.

Por fim, vamos contemplar a morte em si de Michael. Coppola conduz brilhantemente a tensão no espectador, construindo um suspense de forma similar ao que faz em relação aos antagonistas. Primeiro a diabetes é inserida, fragilizando ainda mais o personagem, que não só tem sua saúde colocada em cheque, como, em seu ataque cardíaco, revela todo o sofrimento que sua consciência esconde. Em seguida, o assassino Mosca (Mario Donatone) entra na jogada, sendo apresentado como um homem que nunca falha. O clímax da obra, então, pela primeira vez na trilogia, coloca Michael como um dos alvos, nos fazendo esperar, a cada segundo, pelo seu assassinato. Mas, como dito antes, a morte do protagonista seria muito mais que apenas o fim de sua vida e, com a morte de Mary, Mike sofre um golpe do qual não pode se recuperar. O restante de sua vida ele apenas sobrevive.

A cena em si é, obviamente, a mais dramática de toda a obra, fazendo uso quase que diegético de melodias da Cavalleria Rusticana, que também são usadas durante todo o clímax a fim de compor a tensão em tela, de forma similar ao que vimos nos antecessores. O trabalho de edição chama a atenção por tirar uma a uma as camadas do som, deixando o grito de desespero de Michael se desfazer em silêncio. A retomada do som amplifica ainda mais a dor da sequência, destruindo, de vez, a pessoa que foi Michael Corleone, em uma atuação de Pacino merecedora de sua indicação ao Oscar. É interessante notar que o sofrimento do protagonista é tão grande que ele chega a ofuscar a morte da garota, ao passo que os personagens à sua volta passam a olhar com espanto para ele e não para Mary caída sem vida nas escadas do teatro. Kay, interpretada por Diane Keaton, com uma simples mudança no olhar, nos faz enxergar que Michael, de fato, morreu ali.

A Morte de Michael Corleone

Vejam a sequência de olhares de Kay e Connie para Michael em agonia. O quarto quadro deixa claro como sua vida abandonou seu corpo – ele fez tudo pela família e acabou perdendo o que mais amava. Definitivamente um encerramento mais dramático que o originalmente traçado.

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Um curto epílogo se segue, com flashbacks do personagem dançando com sua filha, sua primeira esposa, Apollonia e Kay. Uma transição, então, nos leva para um Michael ainda mais velho, do lado de fora de sua casa na Sicília, onde viveu com sua primeira esposa. A narrativa, então, abre a possível interpretação de que todos os três filmes foram essa lembrança de Michael, olhando para o passado em seus momentos finais, tentando enxergar onde ele falhou, o que poderia ter feito a fim de não terminar ali sozinho na companhia apenas de dois cachorros. Como uma cortina se fechando, com dificuldade, ele coloca seus óculos escuros, se escondendo do mundo, no escuro, de uma vez por todas.

O Poderoso Chefão: Parte III é, sim, mais uma obra de arte de Francis Ford Coppola e digno de encerrar uma das trilogias mais icônicas do Cinema. Um filme que já é injustiçado somente por não ser considerado no mesmo nível dos dois anteriores. Cada obra é produto de seu tempo, seu contexto. Coppola fugiu do óbvio e nos entregou um longa-metragem ousado, fora da fórmula “básica” do Padrinho e que merece ser assistido e reassistido, se tornando cada vez melhor a cada sessão.

O Poderoso Chefão: Parte III (The Godfather: Part III – EUA, 1990)
Direção:
Francis Ford Coppola
Roteiro: Mario Puzo, Francis Ford Coppola
Elenco: Al Pacino, Diane Keaton, Andy Garcia, Talia Shire, Eli Wallach, Joe Mantegna, George Hamilton, Bridget Fonda, Sofia Coppola, Raf Vallone, Franc D’Ambrosio, Helmut Berger, Don Novello, Richard Bright, Donal Donnelly.
Duração: 162 min.

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35 comentários

Diego/SM 10 de maio de 2020 - 21:39

Cara, acho um bom filme, bem feito e tal, mas cuja “maldição” (a comparação com os dois primeiros) é também parte da sua benção – pois é onde se apoia, no fim das contas, no carisma dos personagens, da trilogia (além, ok, da bela cenografia, fotografia, música etc)… mas a história em si, ao meu ver, além de um pouco confusa, quase resvala para algumas soluções mais “novelescas”, ao contrário das outras duas partes (Connie, por exemplo, envenenando Don Altobello – que me surpreendi ao descobrir agora aqui ao ler a crítica interpretado pelo “Ugly” Eli Wallach – com uns docinhos no teatro rss, a própria súbita aceitação quase sem desconfianças de Don Altobello e Don Lucchesi de Vincent se unindo a eles, o capanga de Don Tommasino que topa ir numa missão praticamente kamikaze matar Don Lucchesi – e o faz com os óculos do mesmo rss – , Vincent que praticamente ignora o aviso de um segurança de que os dois outros seguranças, os irmãos, estavam mortos no teatro, pedindo para o cara “ok, retire todos em silêncio…”, sem nem pensar em avisar imediatamente Michael e a família, caramba? hehe… enfim, entre algumas outras questões que acabam destoando e me chamaram a atenção – como a também já mencionada na crítica participação da totalmente verde Sofia Coppola…)

Mas, apesar de tudo, um belo terço final aquele na Sicília, e o trágico e emocionante desfecho… apesar da irregularidade do filme como um todo, Coppola ainda conseguiu um desfecho digno.

(PS – ah, sim, concordando mais ou menos, parabéns pela riquíssima crítica!…)

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William O. Costa 29 de agosto de 2018 - 16:49

Acabo de ler as resenhas dos três filmes. E que resenhas! Não chamo de críticas porque não há tanto o que criticar nesses filmes, apenas analisar.
Por motivos de força maior, essa trilogia definitiva acabou tomando o lugar de O Planeta dos Macacos como próximo clássico a assistir na minha jornada pela cinematografia clássica de todas as eras (tenho 17 anos, várias das maiores obras de todos os tempos são décadas anteriores a mim e resolvi assistir a tudo recentemente), e acabou sendo muito bom, melhor até do que imaginava, mesmo com altíssimas expectativas.
Devo dizer que esse último filme foi o único que, apesar de emocionante e interessante pela desconstrução do personagem, estava ainda assim ficando abaixo dessas expectativas, até esse perturbador final, que novamente as superou, dando sentido a todo o resto do filme.
E foi muito bom, em acompanhamento, ler a sua visão dos filmes em seus textos, falando de detalhes que não notei, nos quais certamente vou prestar atenção quando assistir novamente. Inclusive realçando detalhes que deixam toda a Parte III ainda mais forte e importante. Ótimos textos! Muito perceptivo e perspicaz sobre os filmes e que gostei bastante de ler.

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O Poderoso Chefão 3 Torrent (1990) - Dublado 720p | 1080p Download 26 de agosto de 2018 - 17:39

[…] O Poderoso Chefão: Parte III é, sim, mais uma obra de arte de Francis Ford Coppola e digno de encerrar uma das trilogias mais icônicas do Cinema. Um filme que já é injustiçado somente por não ser considerado no mesmo nível dos dois anteriores. Cada obra é produto de seu tempo, seu contexto. Coppola fugiu do óbvio e nos entregou um longa-metragem ousado, fora da fórmula “básica” do Padrinho e que merece ser assistido e reassistido, se tornando cada vez melhor a cada sessão. FONTE […]

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O Poderoso Chefão 3 Torrent (1990) - Dublado 720p Download 24 de agosto de 2018 - 21:00

[…] O Poderoso Chefão: Parte III é, sim, mais uma obra de arte de Francis Ford Coppola e digno de encerrar uma das trilogias mais icônicas do Cinema. Um filme que já é injustiçado somente por não ser considerado no mesmo nível dos dois anteriores. Cada obra é produto de seu tempo, seu contexto. Coppola fugiu do óbvio e nos entregou um longa-metragem ousado, fora da fórmula “básica” do Padrinho e que merece ser assistido e reassistido, se tornando cada vez melhor a cada sessão. FONTE […]

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Saulo Dias 17 de junho de 2018 - 13:29

Acho que o ataque do elicóptero foi muito exagerado, talvez por influencia dos anos 90 que as pessoas queriam ver mais esse tipo de coisa, a cena fugiu dos acontecimmentos cultos do filme.
Outra merda foi aquela parte que o segurança do teatro, já morto, fica segurado pelo assassino de Michel que finge ja estar morto em suas mãos encostado na parede, e o outro segurança chega e “acredita” no que vê.

O 1 e o 2, foram superiores.

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Saulo Dias 17 de junho de 2018 - 14:17

E o prêmio de suco sabor laranja muito adoçado mais rápido do mundo, vai para…….
O Vaticano. com o tempo de 3 segundos👏👏👏👏👏

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Guilherme Fernandes 11 de fevereiro de 2018 - 09:23

Confesso que esse final me abalou kk.. ja tinha ouvido falar que The Godfather era bom, mas nao imaginei que fosse tanto 🙁

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Matheus Wesley 2 de setembro de 2017 - 01:26

O filme é bom sim, acima da média mas não o acho à altura dos dois anteriores. Além de não ter me fisgado como a parte I e II, acho que as partes técnicas como a trilha sonora e a fotografia não são tão marcantes.
Mas concordo com vc, assim como o Michael Corleone desse filme é completamente diferente dos anteriores(e isso logo-se percebe nas primeiras cenas de Pacino) o filme também deveria ser.

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Fórmula Finesse 11 de janeiro de 2017 - 09:55

Isso que eu chamo de uma critica diferenciada!!!

Responder
Guilherme Coral 11 de janeiro de 2017 - 12:45

Muito obrigado!!! 😀

Responder
Espada Cantante 5 de janeiro de 2017 - 23:11

Acabei de terminar a trilogia e já procurei algo mais sobre os filmes para ler.
Parabéns com louvor, pela critica, pelo texto!

Responder
Guilherme Coral 6 de janeiro de 2017 - 00:16

Muito obrigado mesmo! A trilogia toda é fantástica!

Responder
Ícaro Nogueira 3 de janeiro de 2017 - 18:18

Que crítica bem rica. Gostos a parte ( se é bom ou não o filme), eu acabei de ler uma crítica rica, com um pessoa que fez com paixão, que sentiu prazer ao realizar tal trabalho. Caro, Guilherme Coral. Muito obrigado por esta crítica.

Responder
Guilherme Coral 4 de janeiro de 2017 - 15:45

Eu que agradeço, Ícaro! Muito obrigado mesmo!

Responder
Guilherme Coral 4 de janeiro de 2017 - 15:45

Eu que agradeço, Ícaro! Muito obrigado mesmo!

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Helder Zemo 15 de fevereiro de 2016 - 17:25

o filme é otimo, mas tem um so defeitinho minimo: Sofia Coppola, em todas as cenas que ela contracena com alguem, percebe se o quao limitada ela era na epoca, especialmente quando dialoga com atores otimos como o Andy Garcia (Sonnie 2.0) e com o Al Pacino, chega a fazer cair o filme, ela parece estar perdida em certos momentos notoriamente, e ela é uma das principais, temos que sentir empatia por ela para o seu destino ser realmente sentido pelo espectador, o que nao acontece, sentimos mais o peso da dor do Michael pela excelente interpretação do Al do que qualquer coisa (Winona, pq vc largou o filme???), mas fora isso o filme foi muito injustiçado, pode nao ser no nivel dos dois, que sao dois dos dez melhores filmes ja feitos, mas e um filme otimo e um bom encerramento de trilogia… Sera que um dia teremos um filme com o Vincent? gostei do personagem…

Responder
Lucas 25 de novembro de 2015 - 23:28

Acho que eu sou o único que adorei a Sofia no filme!hahaha
Ela está muito linda, delicada e doce. Apesar de realmente não ser uma atriz.
Mas concordo plenamente com vc, Guilherme! Excelente filme, fechando magistralmente a trilogia.

Responder
Marcelo Ricardo De Aguiar 15 de janeiro de 2017 - 03:09

de linda e de atriz a filha de Copolla não tem nada meu caro. eu amo poderoso chefão e por isso mesmo achei imperdoável a falta de nexo profissional do diretor ao pender pelo lado familiar dessa forma.

Responder
Guilherme Coral 15 de janeiro de 2017 - 09:50

Não gosto da Sofia nesse filme também, mas o Copolla já tinha esse hábito de colocar os familares juntos desde o início, afinal, a Talia Shire (que faz a Connie) é irmã do diretor e o pai dele faz a trilha junto do Nino Rota

Responder
Marcelo Ricardo De Aguiar 15 de janeiro de 2017 - 20:38

Talia Shire é uma atriz de primeira. até foi consagrada pela trilogia. a filha de Copolla era uma debutante que entrou na festa as custas do pai. não se coloca alguém sem nenhuma capacidade para interpretar numa obra-prima dessa magnitude num papel central como a filha de Michael Corleone. Eu vejo os filmes quase todos os dias, mas nunca consegui me acostumar com a presença dessa menina no filme. pra falar a verdade nem consigo ver as cenas e as pulo.

Responder
Marcelo Ricardo De Aguiar 15 de janeiro de 2017 - 20:38

Talia Shire é uma atriz de primeira. até foi consagrada pela trilogia. a filha de Copolla era uma debutante que entrou na festa as custas do pai. não se coloca alguém sem nenhuma capacidade para interpretar numa obra-prima dessa magnitude num papel central como a filha de Michael Corleone. Eu vejo os filmes quase todos os dias, mas nunca consegui me acostumar com a presença dessa menina no filme. pra falar a verdade nem consigo ver as cenas e as pulo.

Responder
Guilherme Coral 15 de janeiro de 2017 - 09:50

Não gosto da Sofia nesse filme também, mas o Copolla já tinha esse hábito de colocar os familares juntos desde o início, afinal, a Talia Shire (que faz a Connie) é irmã do diretor e o pai dele faz a trilha junto do Nino Rota

Responder
Dan 4 de novembro de 2015 - 14:06

Dou 5 estrelas na minha crítica às críticas que fez da trilogia Poderoso Chefão, Guilherme! hehe
Excelentes.
E fico feliz com sua defesa à parte III. Realmente não entendo o criticismo que existe à esse filme. Para mim ele é tão bom qto os demais.
Abs

Responder
Lucas Cerqueira da Silva 31 de março de 2015 - 13:32

Vejo outros sites de crítica também,mas este aqui é como se trouxesse asensasão que temos ao assistir e identifica o que a nossa mente percebe sem definir.

Responder
Guilherme Coral 1 de abril de 2015 - 17:28

Muito obrigado, Lucas! São comentários como esse que nos dão um ânimo extra!

Responder
andre99249 . 20 de janeiro de 2015 - 01:51

Só uma dica, quando for falar de algo tão bombástico no filme, como a morte do protagonista, avise antes por favor. Sem querer ser chato. É que fui começar a ler a critica para ver se vcs tinha gostado pq vejo um monte de gente falando mal do terceiro e de repente leio que o Michael morre kkkkkkkk que raiva kkkkk mas não deve tirar o brilho de ver a finalização da maior obra de arte do cinema.

Responder
Guilherme Coral 21 de janeiro de 2015 - 14:47

Desculpe se te dei um spoiler, Andre. De qualquer forma a experiência não foi estragada, afinal o filme foi pensado com o título ” A Morte de Michael Corleone” e teria esse nome se não fosse a Paramount.

Responder
andre99249 . 21 de janeiro de 2015 - 23:24

Tranquilo kkkkk provavelmente será uma experiência incrivel se manter o nível dos dois primeiros, e como muita gente diz que ele é abaixo dos dois primeiros fico feliz de ver que deu nota máxima mesmo não tendo assistido ainda.

Responder
Guilherme Coral 22 de janeiro de 2015 - 00:33

Andre, O Poderoso Chefão III traz uma grande quebra de expectativa. Todo mundo esperava um Michael “invencível” como o do primeiro e final do segundo filme, mas o que temos é um homem completamente mudado (afinal, anos e anos se passaram!). É um filme substancialmente diferente dos dois primeiros, mas absolutamente fantástico! Não deixe de ver.

Responder
Amanda Karla Correa 30 de dezembro de 2014 - 16:24

É muito interessante assistir a trilogia mais de uma vez… Interpretações diferentes irão surgir a cada nova sessão e detalhes diferentes também sempre serão observados…. Como as laranjas…. as laranjas estão sempre presentes em cenas importantes!

Responder
Guilherme Coral 31 de dezembro de 2014 - 13:06

Todos os três merecem ser assistidos de novo e de novo e de novo!
Sobre as laranjas é interessante que a aparição delas começou por acaso e ao longo das filmagens ganharam esse propósito de significar a morte!

Responder
Rodrigo Santos 28 de dezembro de 2014 - 14:56

Não entendo essa necessidade de criar ranking para os três filmes. “Cada obra é produto de seu tempo, seu contexto.” Com essa frase você disse tudo que eu penso. Pra mim cada filme é uma obra individual, e a trilogia é excelente porque os três filmes são excelentes. Os roteiros relatam histórias, as histórias são escritas por seus personagens, e os personagens (em especial, Michael) têm determinações diferentes ao longo de suas vidas! É claro que as características dos três filmes tinham de ser diferentes também!

Eu gostei do final de Michael porque foi honesto. O que mais poderíamos esperar de um Don tão “monstruoso” (na falta de uma palavra melhor) quanto ele? Parabéns aos envolvidos!

Excelente crítica, mais uma vez!
Gostei muito da lembrança dos olhares de Connie e Kay quando Michael grita desesperado nas escadas. Essa cena é emocionante.

Responder
Lucas Cerqueira da Silva 31 de março de 2015 - 13:28

Tem razão.Cada filme,apesar de continuação, se sustenta por si só.
Na minha opinião pessosal: é isso que falta em muitos filmes de hoje.

Responder
Pedro Enzo 27 de dezembro de 2014 - 17:41

acho esse filme tem o mesmo nivel de qualidade dos outros mas maioria acha ele o mais fraco

Responder
Guilherme Coral 28 de dezembro de 2014 - 11:31

Também o considero no mesmo nível, Pedro. Considero a trilogia como um todo uma das melhores obras já feitas (não só do Cinema!).

Responder

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