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Crítica | Um Corpo Que Cai

por Rafael W. Oliveira
1041 views (a partir de agosto de 2020)

Eleito em 2012 pela revista inglesa Sight&Sound como o maior filme de todos os tempos através de uma pesquisa rigorosa, chega a ser uma espécie de ironia quando lembramos da fraca recepção que Um Corpo Que Cai, de Alfred Hitchcock, recebeu da crítica e do público quando lançado. Atualmente, o filme rivaliza pelo posto de melhor filme do diretor, lado a lado com outro clássico seu, Psicose.

Mas apesar de ambos os filmes carregarem todas as características que marcam os projetos de Hitchcocok, Um Corpo Que Cai assume uma posição mais pessoal e singular dentro da filmografia do diretor. Embora a reviravolta de Psicose tenha feito o público gritar nos cinemas, Um Corpo Que Cai, com o tempo, se tornou um filme-referência muito maior, especialmente pelas inovações técnicas e narrativas criadas por Hitchcock, e que até hoje são tidas como inspiração para diversos realizadores contemporâneos. O filme é, além disto tudo, uma das viagens mais assustadoras e perturbadoras do mestre do suspense, e quem é conhecedor de seu cinema sabe que isto não é pouco.

De fato, Um Corpo Que Cai é, antes de um filme autoral, um filme experimental de Hitchcock, tal qual foi Festim Diabólico e como viria a ser o posterior Os Pássaros; com este último, a comparação talvez seja válida pelo flerte inesperado que as duas obras fazem com o sobrenatural e o espiritual, porém sem trazer respostas concretas ou pistas sobre o que Hitchcock queria, de fato, dizem com aquilo. O que vale é a experiência sensorial proporcionada, e neste sentido, Um Corpo Que Cai talvez seja a obra-prima de Alfred Hitchcock.

Mas comecemos do início. Scottie Fergurson (James Stewart, que colaborou com Hitch em diversos de seus filmes) é um policial que, após descobrir que possui medo de altura em meio a uma perseguição que acaba tirando a vida de um de seus colegas, aceita participar em tratamento, mas logo é contatado como detetive particular para seguir a esposa de um amigo, Madeleine Elster (Kim Novak), a qual o marido não desconfia que esteja cometendo adultério, mas crê que a mulher possa estar possuída por um espírito feminino. Apesar de sua descrença, Scottie concorda em auxiliar o amigo, e logo se vê envolto numa trama que, aos poucos, o joga em meio a uma espiral de loucura e ansiedade.

Como um produto pouco típico de Hitchcock (embora isto não esteja tão claro em sua superfície), Um Corpo Que Cai é um dos jogos de manipulação e subversão mais brilhantes já feitos pelo diretor. Seus personagens, de início, deixam transparecer uma aura de normalidade típica de figuras unidimensionais, mas que aos poucos vão se revelando como personalidades dúbias, complexas, algo pouco comum nos filmes do diretor, sempre povoados por personagens claramente bem divididos entre o bem e o mal (embora Hitch tenha, diversas vezes, desafiado esta aparente moralidade). E tais quais seus personagens, Hitch brinca com o espectador ao exibir um domínio impressionante sobre sua narrativa, que de início brinca com a espiritualidade para construir sua atmosfera, mas após a metade, cria uma ruptura inesperada, porém brilhantemente bem feita, transformando o que parecia ser um suspense sobrenatural num drama pesado e sufocante sobre as obsessões e loucuras de um homem, causadas por um sentimento que todos em comum: a paixão.

Revelar mais do que isto seria estragar completamente a guinada que o filme dá em certo momento, mas basta dizer que Hitchcock traz em Um Corpo Que Cai os personagens mais humanos e intimistas de sua filmografia. O diretor se aprofunda nos dois lados da moeda, dando ao espectador uma deliciosa sensação de incerteza sobre os reais rumos da narrativa, ao tempo em que brinca como quer com o espectador e desafia nossas habilidades sensoriais, fazendo uso da cor e da perspectiva como principais armas para nos levar a uma nova dimensão da experiência.

E Hitchcock, detalhista e perfeccionista como era, confere extrema atenção a detalhes pouco claros à primeira vista, mas que se observados mais atentamente, funcionam como inteligentes indícios sobre a real complexidade de sua trama. Repare, por exemplo, na importante função que as cores possuem, carregando o filme de uma beleza plástica magnética e assustadora, algo que pode ser atestado numa determinada cena em que Madeleine é iluminada por uma luz néon verde, trazendo para a cena uma qualidade visual que ainda impressiona nos dias de hoje. E o filme de Hitchcock segue este exemplo durante toda a sua metragem, evitando qualquer tipo de gratuidade em cima dos figurinos, cenários ou cores. Tudo o que está ali, está por algum motivo.

Hitch também provoca e instiga o espectador ao criar um quebra-cabeça de perspectivas em cima do que nos é revelado durante a narrativa: em determinado momento, o público descobre uma virada antes do protagonista, que é mantido no escuro durante todo o último ato, nos levando a um estado de agonia e expectativas que poucos filmes já ousaram alcançar. O diretor também demonstra destreza e inteligência ao utilizar sua câmera não apenas como uma forma de filmagem, mas como mais uma arma para o espectador adentrar na trama com ainda mais profundidade, algo que permitiu a Hitchcock criar o chamado contrazoom, técnica que nos traz a sensação de vertigem, e que viria a ser copiada e até mesmo parodiada diversas vezes nos anos seguintes.

Com atuações profundamente expressivas de James Stewart e Kim Novak, que também incendeiam a tela com sua química poderosa, além da trilha sonora inesquecível e criativa de Bernard Herrmann (que em certo momento, se faz presente durante 20 minutos seguidos da narrativa), talvez ainda seja muito difícil definir é ou não a obra-prima de Alfred Hitchcock. Mas é, sem dúvidas, uma de suas realizações mais poderosas, fascinantes e atemporais.

Um Corpo Que Cai (Vertigo, EUA, 1958)
Roteiro: Alec Coppel, Samuel A. Taylor
Direção: Alfred Hitchcock
Elenco: James Stewart, Kim Novak, Lee Patrick, Ellen Corby, Barbara Bel Geddes, Tom Helmore, Henry Jones, Raymond Bailey
Duração: 129 min.

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33 comentários

Murilo 7 de novembro de 2020 - 13:56

Eu adoro Um Corpo Que Cai, eu só não entendi aquela cena em que o personagem do James Stewart vê a Kim Novak entrando num hotel, mas quando vai investigar ela não estava lá, no inicio eu entendi que era para criar a dúvida se ela era uma reencarnação da Carlotta Valdez, mas depois que terminei o filme essa cena não fez mais sentido. Alguém pode me explicar?

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Michel Gutwilen 9 de abril de 2020 - 04:40

Caraca, bizarro olhar alguns comentários aqui embaixo e ver que teve gente reclamando da inverossimilhança em Vertigo. Pessoas como essas não gostam verdadeiramente de Cinema (com C maiúsculo) e vão morrer sem entender que a arte do Cinema não deve nada a realidade e tampouco a essência da 7ª arte está no texto (senão seria Literatura), mas na Imagem. Não consegue descer na minha cabeça que uma pessoa ficou 2 horas diante de uma das maiores obra-primas da história do cinema e o máximo que ela tirou foi “Puts, esse filme tem algumas coisas que não parecem muito reais”. Caçadores de furo de roteiro são como um câncer que se espalham e multiplicam tanto no mundo da crítica cinematográfica quanto dos espectadores. Pelo amor de Deus, precisamos achar uma cura para isso!

Recomendo fortemente que essas pessoas leiam os textos do Eric Rohmer e do Chris Marker sobre o filme.

Perdão pelo desabafo.

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Cahê Gündel 🇦🇹 5 de junho de 2020 - 23:02

Caçadores de furo de roteiro são como um câncer que se espalham e multiplicam tanto no mundo da crítica cinematográfica quanto dos espectadores. Pelo amor de Deus, precisamos achar uma cura para isso!

,

Fazia tempo que tava tentando bolar um raciocínio assim, de agora em diante vou sempre usar essas duas frases.

Responder
Jadiel 7 de abril de 2020 - 22:17

Aproveitando a quarentena pra tirar da lista alguns clássicos e finalmente assisti esse.

E olha… Que filme intenso. Aquele final foi ES-PE-TA-CU-LAR! E que personagens fascinantes!

E pra quem reclama de furos só pode não ter entendido o real objetivo do filme. O cinema pode até retratar a realidade mas não é a própria, e se algo não faz sentido na nossa realidade pode fazer dentro da realidade do filme. Mas se a gente parar pra pensar faz tudo sentido sim nesse filme e os pontos levantados como furos acabam por sem totalmente irrelevantes. Além de toda a qualidade técnica impressionante não só pra a época mas até mesmo para os dias atuais. Aquelas cenas em néon verde são uma coisa linda de se ver. Além da montagem perfeita de cada cena. A única coisa que me incomodou um pouco (mas muito pouco mesmo) foi terem esquecido completamente da amiga do Scottie na segunda metade do filme, ainda mais porque deram uma atenção considerável a ela no 1º ato. Mas isso acaba sendo só uma vírgula, não diminui em nada essa obra prima.

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planocritico 8 de abril de 2020 - 00:09

Que bom que gostou! Um filmaço mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 8 de dezembro de 2019 - 08:06
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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 8 de dezembro de 2019 - 10:50

Não dá pra entender quem odeia esse filme.

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Kennedy F 21 de setembro de 2019 - 18:41

Assisti há cinco anos e não gostei. Esqueci muita coisa do filme, mas assisti novamente hoje e continuo não gostando. Que final anticlimático e exagerado. Filme superestimado do Hitchcock. Acho até pior do que quando vi da primeira vez.

O roteiro é muito inverossímil sim, conforme já falaram aqui nos comentários, os quais foram parcamente rebatidos por alguém que com certeza não tem coragem de emitir opiniões próprias sobre clássicos com medo de ser rechaçado por pseudointelectuais. Que Hitchcock é um gênio, todos nós sabemos. Mas esse filme é um grande equívoco.

Responder
planocritico 21 de setembro de 2019 - 18:49

Ah, claro, eu realmente tenho medo de emitir opiniões. Tenho algo como três mil críticas escritas e realmente fujo de dar opiniões…

Ou será que você precisa aprender a aceitar opiniões contrárias à sua, que, aliás, é baseada em nada minimante técnico?

Abs,
Ritter.

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Kennedy F 21 de setembro de 2019 - 18:59

Uuui ficou irritado. Será porque eu falei a verdade ou só porque é arrogante mesmo? Quem não aceita opiniões contrárias é você. Apenas fiz um comentário, e não uma crítica fundamentada, portanto não pretendo ser técnico. Quem deveria ser técnico aqui é vc, mas já mostrou em suas outras respostas que não aceita opiniões contrárias.

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planocritico 21 de setembro de 2019 - 20:46

Sabia que você ia responder assim. Me ataca diretamente, eu respondo na mesma moeda e aí vem dar uma de vítima coitadinha…

E, EXATAMENTE como no seu caso, meus comentários, aqui, são simples PORQUE EU NÃO FIZ ESSA CRÍTICA. Mas reclamar dos MEUS comentários pode. Eu reclamar dos seus não. Dois pesos, duas medidas, não é, meu caro?

– Ritter.

Responder
Magno Fernandes 25 de janeiro de 2020 - 17:59

Ele tem três mil criticas. E quantos romances policiais já escreveu?
Já escrevi 6 com apenas alguns furinhos.

Responder
Magno Fernandes 9 de julho de 2019 - 15:04

Como diz a critica do “The Guardian”, a trama tem mais furo que uma rede de pesca. Assisti 3 vezes só para curtir a belíssima Kin Novak, além da boa direção, uma das poucas coisas que se salva nesse filme mediano.

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planocritico 9 de julho de 2019 - 15:23

O The Guardian tem uma crítica 5 estrelas desse filme: https://www.theguardian.com/film/2018/jul/12/vertigo-review-alfred-hitchcock-james-stewart-kim-novak

E o filme está longe de ter furos nessa quantidade.

Abs,
Ritter.

Responder
UM CORPO QUE CAI — Sports da Massa 7 de novembro de 2018 - 20:28

[…] a revista Sight and Sound do Festival do Cinema Britânico (BFI) elegeu este longa-metragem como “o melhor filme de todos os tempos”; apesar das inúmeras críticas negativas recebidas em seu lançamento. De fato, este é um […]

Responder
NELSON 25 de dezembro de 2017 - 17:32

Trata – se de uma grande experiência cinematográfica ( trilha sonora e direção marcantes) e considero um dos 3 melhores filmes do diretor que assisti juntamente com Psicose e o melhor deles que é Janela Indiscreta.

O ponto negativo fica por conta do roteiro que possui alguns momentos inverrossimeis e que me incomodam a cada vez que revejo o filme.Mesmo assim as suas qualidades e o seu impacto compensam em muito os seus defeitos.

Responder
NELSON 25 de dezembro de 2017 - 17:32

Trata – se de uma grande experiência cinematográfica ( trilha sonora e direção marcantes) e considero um dos 3 melhores filmes do diretor que assisti juntamente com Psicose e o melhor deles que é Janela Indiscreta.

O ponto negativo fica por conta do roteiro que possui alguns momentos inverrossimeis e que me incomodam a cada vez que revejo o filme.Mesmo assim as suas qualidades e o seu impacto compensam em muito os seus defeitos.

Responder
Starchild ( Ex The Demon) 5 de março de 2017 - 13:59

Eu tive que ver varias vezes para poder admirar essa obra, e digo que mesmo nao sendo meu preferido de Hitchcock, é um filme bem inteligente e bem corajoso do diretor. Pontos positivos

1- James Stewart e Kim Novak mostrando que nao e preciso de gritos, fazer caras e bocas, para termos grandes atuações, mostrando porque sao grandes atores.

2- A direção de arte é incrivel, o tom verde de Judy quando se transforma em Madeleine, a mudança pra um tom escuro quando ela abraça John. Incrivel

3- Trilha sonora impecavel

4- As varias reviravoltas que a trama tem, o que para muitos pode acabar sendo confuso, mas foi o principal motivo do filme ser uma obra prima

Responder
Starchild ( Ex The Demon) 5 de março de 2017 - 13:59

Eu tive que ver varias vezes para poder admirar essa obra, e digo que mesmo nao sendo meu preferido de Hitchcock, é um filme bem inteligente e bem corajoso do diretor. Pontos positivos

1- James Stewart e Kim Novak mostrando que nao e preciso de gritos, fazer caras e bocas, para termos grandes atuações, mostrando porque sao grandes atores.

2- A direção de arte é incrivel, o tom verde de Judy quando se transforma em Madeleine, a mudança pra um tom escuro quando ela abraça John. Incrivel

3- Trilha sonora impecavel

4- As varias reviravoltas que a trama tem, o que para muitos pode acabar sendo confuso, mas foi o principal motivo do filme ser uma obra prima

Responder
Rafael Oliveira 7 de março de 2017 - 17:51

Curioso é que fui mudando minhas percepções pelo filme logo após essa crítica, ainda revi mais umas duas vezes. Exemplo: o personagem do Stewart, mesmo considerando o grande ator que ele é, é totalmente intragável e até dificulta a experiência.

Responder
Rafael Oliveira 7 de março de 2017 - 17:51

Curioso é que fui mudando minhas percepções pelo filme logo após essa crítica, ainda revi mais umas duas vezes. Exemplo: o personagem do Stewart, mesmo considerando o grande ator que ele é, é totalmente intragável e até dificulta a experiência.

Responder
Fábio 31 de outubro de 2016 - 15:03

Vertigo é para mim o melhor filme do Hitchcock, quase impecável, mas não meu favorito, posto ocupado por Janela Indiscreta.

Responder
Fábio 31 de outubro de 2016 - 15:03

Vertigo é para mim o melhor filme do Hitchcock, quase impecável, mas não meu favorito, posto ocupado por Janela Indiscreta.

Responder
Diogo Maia 6 de janeiro de 2016 - 20:08

Superestimaaaaado…

Responder
planocritico 6 de janeiro de 2016 - 22:31

Já eu acho um filme bem subestimado. Poucos lembram dele quando se fala em Hitchcock e, para mim, é um dos melhores, se não for o melhor, do diretor. Para mim, superestimado é Psicose.

Abs,
Ritter.

Responder
Magno Fernandes 9 de julho de 2019 - 15:05

Uma mulher como a Kin Novak se apaixonar por um chato como o James Stewart é a coisa mais forçada do filme, além de outros furos.

Responder
planocritico 9 de julho de 2019 - 15:23

Isso nunca, em circunstância alguma, pode ser sequer imaginado como um furo…

Abs,
Ritter.

Responder
Magno Fernandes 9 de julho de 2019 - 15:37

E o cara jogar a mulher morta da torre e conseguir sair de lá sem ser visto? E a falta de uma autópsia que provaria que a mulher fora morta antes da queda? E a Judi continuar morando em San Francisco ao invés de desaparecer do mapa, após ser cúmplices de um assassinato? E o fato de ela, no fim do filme, usar o colar da falecida, burrice que nem a Dilma, cometeria.
Etc.
Abs.

Responder
planocritico 9 de julho de 2019 - 15:38

Hummm, nada disso é furo de verdade. Se formos analisar filmes com base no que aconteceria na vida real, nenhum – e repito, NENHUM – funcionaria. Nem mesmo gravatas são amarradas na vida real como elas são em filmes. Balas não tem o efeito no corpo humano que têm em filmes. Carros não tem a física em filmes que demonstram na vida real.

Isso se chama ver a árvore e esquecer da floresta.

Abs,
Ritter.

Magno Fernandes 25 de janeiro de 2020 - 17:59

Ritter, sem falsa modéstia, leia meu livro Operação Olho Mágico, na amazon e curta um verdadeiro romance policial inteligente. Tem alguns furos normais de qualquer ficção, mas não subestima a inteligência do leitor.
Um abraço.

Responder
Alessandro Silveira 20 de outubro de 2014 - 18:47

De fato é difícil definir se Vertigo é ou não a obra prima de Hitchcock, pois ele fez pelo menos 30 filmes tão espetaculares como este. Destacaria entre estes Os 39 Degraus, Sob Signo de Capricórnio e Psycho… Incrível a capacidade deste diretor em transformar filmes industriais em verdadeiras obras de arte.

Responder
planocritico 21 de outubro de 2014 - 01:41

Alessandro Silveira, nós concordamos! Temos as críticas de todos os filmes dele bem aqui, em nosso especial. Já leu? Bem aqui: https://www.planocritico.com/especial-alfred-hitchcock/

E ainda fizemos uma lista de nossos preferidos: https://www.planocritico.com/lista-os-melhores-filmes-de-alfred-hitchcock/

Abs, Ritter.

Responder
Rilson Joás 25 de maio de 2014 - 12:05

Um dos meus filmes favoritos!
Fiquei irritadíssimo por me adiantar em pouquíssimo da trama!

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