Crítica | Doctor Who – Série Clássica: Galaxy 4 (Arco #18)

estrelas 3

Equipe: 1º Doutor, Vicki, Steven
Espaço-tempo: Planeta desconhecido – Galáxia 4 – futuro

Galaxy 4 é o primeiro arco da 3ª Temporada Clássica de Doctor Who. Após os eventos do excelente The Time Meddler, o Doutor e seus companheiros aportaram em um planeta não nomeado, na Galáxia 4. Sabemos que a aventura se passa no futuro, mas não há nenhuma indicação precisa do ano.

Galaxy 4 é um arco de reconstituição, ou seja, esteve originalmente perdido, mas através do áudio original dos episódios e de algumas fotografias, foi possível reconstituir toda a história. Todavia, de todas as recons até o momento, esta é a que mais apresenta problemas de imagem, falta de fotografias, repetição de quadros em momentos não condizentes com o roteiro e colagens bizarras, especialmente em relação às máquinas apelidadas por Vicki de ‘Chumbleys’.

O planeta não nomeado é um local de três sóis, desabitado e prestes e explodir. O Doutor, Vicki e Steven encontram então duas raças tentando sobreviver ao acontecimento. Trata-se dos Rills e das Drahvins. A primeira raça teve sua nave parcialmente destruída pelas Drahvins, que no conflito, na órbita do planeta condenado, também acabaram atingidas pelos tiros de contra-ataque e caíram. O objetivo em comum das duas raças é a fuga do planeta antes que ele exploda, mas parece que há uma grande diferença no modo como cada uma delas entende como essa fuga deve acontecer.

As Drahvins são uma raça interessante e estranha ao mesmo tempo. São humanoides, e em sua maior parte, mulheres. Maaga, a líder, diz que elas mataram a maior parte dos homens de seu planeta porque eles consumiam muita comida e não serviam para nada. Já os Rills não se apresentam fisicamente no início do arco. Eles já haviam entrado em contato com as Drahvins e o resultado não fora nada animador. Elas o taxaram de nojentos, assustaram-se com sua aparência e fugiram, para em seguida, tentarem roubar a nave dessas criaturas e zarparem sozinhas do planeta. Só conseguimos ver de fato a aparência “completa” de um Rill no último episódio, um suspense que certamente atiça a curiosidade do espectador.

Após perceberem os conflitos éticos e morais envolvidos, o Doutor e seus companions acabam percebendo quem são os mocinhos e os bandidos da história. O que se segue é algo bem típico das ficções científicas dos anos 1960: um conflito entre raças, um evento catastrófico impossível de ser impedido, pouco tempo para ação dos bem-intencionados e tentativas de boicote, rapto ou assassinato por parte dos perdedores. Num cômputo geral, toda a receita é interessante e a própria história traz uma boa reflexão ao final, especialmente para Steven, o sempre desconfiado viajante. O diálogo dele com o chefe dos Rills é uma verdadeira lição.

É uma pena que a reconstituição do arco não seja das melhores. A história é boa, apesar de suas falhas de concepção para tecnologia e chateação do barulhinho contante dos ‘Chumbleys’ (que foram inspirados nos Daleks), tão chatos quanto os das criaturas do arco The Web Planet. Mas os erros de imagem vindos da reconstituição torna toda a aventura um pouco difícil de ser completamente apreciada. De qualquer forma, vale dizer que a história diverte e que tem um curioso cliffhanger para o próximo arco, que estranhamente terá apenas um episódio: Mission to the Unknown.

Galaxy 4 (Arco #18) – 3ª Temporada – Season Premiere

Roteiro: William Emms
Direção: Derek Martinus
Elenco principal: William Hartnell, Maureen O’Brien, Peter Purves, Stephanie Bidmead

Audiência média: 9,93 milhões

4 Episódios (exibidos entre 11 de setembro e 02 de outubro de 1965):
1. – Four Hundred Dawns
2. – Trap of Steel
3. – Air Lock
4. – The Exploding Planet

LUIZ SANTIAGO (Membro da OFCS) . . . . Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.