Crítica | A Batalha de Midway (1942)

Como a maioria do material filmado durante a guerra é um documento histórico de grande valor. Pena que as investidas "para além de Midway" atrapalhem a obra dar conta de sua proposta. A Batalha de Midway (1942). Plano Crítico.

Ajudado pelos câmeras Jack Mackenzie Jr. e Kenneth Pier, o diretor John Ford (que à época já tinha dirigido alguns de seus filmes mais lembrados, como No Tempo das DiligênciasAs Vinhas da IraComo Era Verde o Meu Vale) filmou um dos momentos mais icônicos da 2ª Guerra Mundial, que se deu entre os dias 4 e 7 de junho de 1942, no Atol Midway, parte das Ilhas de Sotavento (Havaí), no Oceano Pacífico.

O Japão vinha em pleno avanço bélico pela região e já tinha retirado os Estados Unidos da neutralidade na gerra em 7 de dezembro de 1941, quando atacou a base americana em Pearl Harbor, no então chamado Território do Havaí. Agora mais preparados para uma outra investida nipônica, os americanos conseguiram se sair vitoriosos em Midway, mesmo com as muitas surpresas da batalha, como a que gerou parte do presente documentário (a outra porção das filmagens foram feitas pelo Torpedo Squadron 8, dias antes), capturada sem grande preparação, porque o ataque no dia em que Ford as filmou veio como uma surpresa para o próprio diretor, que não imaginava que estaria no meio do fogo.

As imagens da guerra são absolutamente chocantes e ao mesmo tempo fascinantes. Não podemos nos esquecer das limitações do equipamento (16mm) e das condições de filmagem, de modo que o pouco que conseguimos ter do ataque já é bastante para mostrar o horror do momento e igualmente provar a coragem de Ford em sair pela ilha, em pleno ataque, filmando o que estava acontecendo. O maior problema no curta, porém, são as intervenções “civis” e românticas que falam com as mães em casa (que aparentemente emocionou muito o presidente Roosevelt, quando viu o filme na Casa Branca, antes da obra ir ao cinema, dizendo então a famosa frase “I want every mother in America to see this film“) e adicionam um suposto contexto familiar — e didático — que não só diminui como quebra a proposta do filme.

O louvável desse tipo de produção, no entanto, é o valor histórico que traz consigo. A linha de coesão que tenta costurar o curta não é lá muito feliz, porque se espalha para muitos lados, à guisa de “ampliar o contexto temático“, mas é possível ver um ensaio de unidade aqui, ao menos no quesito de criação dramática, ou seja, o filme tem começo, meio e fim claramente perceptíveis — apesar de não estarem organicamente ajustados. Como a maioria do material filmado durante a guerra é um documento histórico de grande valor. Pena que as investidas “para além de Midway” atrapalhem a obra dar conta de sua proposta.

The Battle of Midway (EUA, 14 de setembro de 1942)
Direção: John Ford
Roteiro: Dudley Nichols, James Kevin McGuinness
Elenco (narração): Henry Fonda, Jane Darwell, Donald Crisp, Irving Pichel
Duração: 18 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.