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Crítica | Jurassic World: Reino Ameaçado

por Rafael W. Oliveira
501 views (a partir de agosto de 2020)

Como qualquer fórmula que se preze, o esgotamento é algo inerente e até mesmo inevitável, em especial quando aquela ideia é sugada a exaustão e se deixa esgotar em seu próprio conceito. Quando Hollywood aderiu a onda dos remakes não muitos anos atrás, a sucessão de reformulações não demorou para que perdesse o poder de cativar o público, e para manter o fascínio pelas mesmas ideias que deram certo no passado, uma nova mina de ouro foi descoberta: os prequels, os spin-offs ou, muito mais atrativo, a continuidade de franquias que fizeram história no século anterior.

Não è à toa que a saga Star Wars, após ressuscitada por J.J. Abrams, têm se mostrado muito mais lucrativa do que as duas trilogias anteriores (com uma forcinha da inflação) com a expansão daquele universo, e igualmente, os dinossauros de Steven Spielberg que encantaram o público nos anos 90 ganharam uma nova chance de cativar esta nova geração com a expansão da primeira ideia do clássico Parque dos Dinossauros: a construção de um parque temático onde o público pudesse se maravilhar com os único seres jurássicos vivos no século XXI. Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, infelizmente, era um filme totalmente contrário as regras que cimentaram a eficiência do original de Spielberg, e se ocupava de personagens banalizados, conflitos rasos (lembram como o original de 93 estabeleceu tão bem seus personagens com pouquíssimo a dizer?), clichês desesperados e uma apatia na ação que era ressaltada pelo abuso de efeitos especiais que quebravam a magia proposta. Que saudade deu dos animatrônicos.

Como a grande atração que é, entretanto, a jornada dos dinossauros (e aqui isto felizmente se aplica, pois a aventura é muito mais sobre eles) jamais teria parado mesmo após a destruição do parque, e agora a existência dos dinos se encontra ameaçada quando o vulcão que se encontra na ilha do Jurassic World entra em atividade, colocando todas as espécies em risco de extinção. Naturalmente, Claire Dearing (Bryce Dallas Howard, sempre cativante mesmo com uma personagem tão ingrata para seu talento) é convocada para tentar salvar os animais após uma decisão governamental que opta por deixar os dinossauros à mercê do vulcão, e não surpreendentemente, Claire recorre a Owen (Chris Pratt, ainda chato com sua pose exibicionista de galã) para dar cabo na tarefa. E em mais uma virada tão previsível quanto a aproximação destes personagens, nada sai como planejado.

Para alguém que assumiu o controle do barco já em navegação, o diretor J.A. Bayona (do belíssimo O Orfanato, mas também do risível O Impossível) assume o controle do leme com um pulso firme respeitável (Colin Trevorrow, com meus agradecimentos, abandonou a cadeira de direção quando foi convidado para se envolver com o vindouro Star Wars para ser demitido logo em seguida, mas ainda creditado aqui), e empresta muito de sua experiência no controle dos competentes efeitos digitais e até mesmo da manipulação das imagens para criar momentos de puro horror. Pois sim, Reino Ameaçado em muito se aproxima de uma espécie de terror contemporâneo com seu jogo de luzes, sombras, enquadramentos e cenários medievais (a mansão repleta de janelas e parapeitos) para acentuar a tensão das cenas de perseguições, como ocorre no clímax. Mas o destaque, obviamente, está no sensacional plano-sequência aquático que ocorre durante a erupção do vulcão, a prova do quanto o diretor se sente à vontade com sua câmera para a manipulação das imagens. E as homenagens ao clássico de Spielberg, é claro, não ficam de fora.

Bayona, infelizmente, não voltou a ser o bom contador de histórias que vimos em O Orfanato, e é notável que não há qualquer tentativa de sua parte em ultrapassar a barreira do pacote básico que o roteiro de Derek Connolly envolve a aventura. Em especial na concepção dos personagens, desde os vilões caricaturais que parecem diretamente saídos de alguma aventura carnavalesca dos anos 60 (e claro, tinham que ser russos) até o coadjuvante que está ali somente para gritos histéricos e ataques de pânico cômicos que, no fim das contas, não arrancam risada nenhuma. Ao menos os flertes entre Claire e Owen, algo que travou O Mundo dos Dinossauros, aqui é relegado a três ou quatro cenas, o que até mesmo permite que Bryce Howard se livre da sombra da figura de Pratt e assuma posição mais ativa no roteiro (e como não dar um sorriso com o primeiro close em seu sapato?).

Da mesma forma, não há qualquer forma ou peso nos arcos dramáticos que Connolly insiste em investir, e mesmo a relação entre Owen e Blue parece mal desenhada por um script que, em duas ou três palavras, crê que já estabeleceu um elo de conexão justificável entre o homem e a criatura. A garotinha Maisie, vivida por uma ótima e determinada Isabella Sermon, é vítima do twist mais covarde e despirocado do roteiro, e que não traz absolutamente consequência nenhuma para a trama. E mesmo a pincelada na velha questão de como o ser humano está continuamente cavando sua cova ao entrar em guerra contra a natureza se leva mais a sério do que deveria, por mais que isto nos traga a oportunidade saudosa de rever o Dr. Ian Malcolm, novamente interpretado por Jeff Goldblum.

Os dinossauros de Spielberg, infelizmente, ainda não encontraram a renovação que tanto buscam, e por mais que esta nova aventura não passe com indiferença (e é a primeira que consegue tal feito após o original), ainda faz falta o jeitão inteligente e econômico, sem esse excesso de barulheira e luzes, com que Spielberg deu vida ao livro de Michael Crichton. Jurassic World segue preenchendo todos os requisitos dos reavivamentos de franquias do passado, e diverte muito durante suas duas horas, mas sem qualquer grande mérito para além disto, mesmo com a bem vinda adição de Bayona. Nossos dinossauros merecem mais.

Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA/Espanha – 2018)
Direção: J.A. Bayona
Roteiro: Derek Connolly e Colin Trevorrow
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jeff Goldblum, Ted Levine, Toby Jones, James Cromwell, B.D. Wong, Geraldine Chaplin, Isabella Sermon, Rafe Spall
Duração: 130 min.

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58 comentários

José Barbosa 24 de maio de 2020 - 22:37

Para uma história que já cansou, que parece ter consumido 3/4 (ou mais) do orçamento logo no 1º ato (e que se fosse só ele seria um filme bem menos pior do que o que se viu depois), que tem falhas incríveis, um número exagerado de situações absurdas (será que isto é “diversão”?), e que parece preguiçoso. O primeiro Jurassic World foi o menos ruim das continuações, mas este foi pior ainda que o intragável Mundo Perdido, mesmo não partindo de uma expectativa tão elevada.

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Giacomo Penachioni 2 de janeiro de 2020 - 22:14

Pra mim é um erro enorme do roteiro supor que dinossauros enjaulados e aprisionados dentro de uma mansão vão querer ficar perseguindo pessoas – inclusive subindo no teto da residência! – ao invés de simplesmente fugir quando se virem livres.

Dinossauros dentro de um ambiente selvagem, como a ilha do filme original, se tornam perigosos porque lá os humanos são os invasores. Mas um dinossauro correndo pra lá e pra cá dentro de uma casa, atrás de seres humanos, depois de ter enfrentado explosões, choques elétricos e tiros tranquilizantes, é simplesmente absurdo.

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Jason Mota 11 de fevereiro de 2019 - 18:22

É bom, divertido, mas acho que já está mais do que na hora dos nossos dinossauros descansarem.

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Luís F B 26 de novembro de 2018 - 10:42

Se ficasse apenas na estória batida, repetiria Jurassic Park 2, uma cópia escancarada (do 1) que o Spielberg disse que não faria se não fosse para inovar… sic… mas ok, quem queria uma continuação igual, afinal, pagou por um filme razoável.
Não é o caso de Jurassic World 2, que é muito ruim principalmente por um roteiro mais furado que queijo suíço em tiro-ao-alvo… são tantas situações ridículas ou forçadas que seria necessário uma apostila para listar tudo.
E recomendo aos seus dinossauros um longo banho de sal grosso, por conseguirem a façanha de serem largados numa ilha… com vulcão… sic…

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Carlão das Minas Gerais 7 de outubro de 2018 - 16:57

Próximo filme deu a sensação de que será um a”Apocalipse Dino”, uma mistura de Zumbi Nation , Mad Max e “O Elo Perdido”. Seria uma ótima punição para os humanos, após tanta brincadeira com a genética.

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Gabriel 14 de julho de 2018 - 17:11

Poderia ter sido muito melhor. É um filme que apenas entrega duas coisas: Cenas de ação e CGI. O resto é apenas o resto. Não é ruim na minha opinião, porque ele serve apenas pra divertir, mas não é empolgante. A história do longa é vazia de originalidade, os personagens são esquecíveis, os vilões são genéricos e a trilha sonora eu esqueci completamente. A última meia hora do filme tem um terror bem feito. Não é um filme ruim, mas não é muito bom.

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José Barbosa 24 de maio de 2020 - 22:32

17min50seg (amazon prime)… O cabelo da Bryce Dallas tem uma falha tão bizarra de continuidade que passei a esperar pouco do filme. E depois ele me deu razão para não ter perdido mais uma hora e cinquenta.

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Fernando Costa 10 de julho de 2018 - 13:31

Eu gostei mais que o primeiro Jurassic World. Tem algumas cenas épicas e o diretor conseguiu colocar um clima de tensão muito boa em partes do filme.

Também gostei do final. Acho que essa coisa de “parque” já saturou e não tem mais pra onde ir. Eles tem de escalonar a história mesmo, pois isso abre margem pra possibilidades interessantes que até então não foram exploradas na série.

Prevejo que o 3° filme será um Dino Crisis no cinema.

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Giovani R 2 de julho de 2018 - 09:20

Gostei do filme, achei mellhor que o 4º
Me divertiu bastante

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novo homem de ferro 25 de junho de 2018 - 01:38

Pra começar tenho que dixer que achei esse filme relativamente bom, divertido, mas só isso uma aventurazinha que tinha um potencial imenso que foi disperdisado por interesses dos produtores, pra começar uma das coisas que mais me decepcionou foi a trilha sonora, que nem se compara aquela feita por Jhon Willians e usando a mesma em momentos desnecessários como na cena em que a Claire liberta os dinossauros e não nos momentos necessários e perfeitos como quando eles entram no que sobrou do parque, muito fraquinha essa trilha

Depois a inumeros furos de roteiros que nem com suspensão da descrença da pra acreditar, como o fato do Owen não morrer carbonizado por causa da fumaça e a girosfera não ter quebrado naquela queda e sim eu posso reclamar disso num filme com dinossauros porque a existência dos dinossauros teve uma explicação científica essas coisas são só sem sentido

É que traminha rasa aquela da garota nossa, poderia ter um imenso potencial mas foi jogada apenas pra ser uma justificativa pra ela libertar os dinossauros e ter um 3 filme

E ai que ta meu maior problema com o filme, o final tinha tanto potencial pra encerrar a franquia de forma poética,mas eles tiveram que abrir uma brecha para uma sequência, mas eu imaginei um final perfeito me diz se não seria bom assim
Então ta tipo no meu final eles deixam o gás matar os dinos e a menina não impede, aí corta pra dois dias depois com o Ian indo falar novamente na corte dessa vez sobre a morte dos dinossauros aí ele fala ” O que aconteceu nos últimos dois dias não é culpa da natureza é culpa do homem, é até poético de certa forma, os Dinossauros foram extintos a milhões de anos atrás, o homem tentando brincar de Deus recriou os Dinossauros e isso teve consequências, a consequência foi o que aconteceu há dois dias, com uma espécie inteira voltando para extinção ou sendo leiloada para pessoas que usariam eles como arma, mas o homem pode até criar o poder para criar vida e derrotar a morte, mas ele não controla esse poder, houve um período em que os dinossauros viveram com os homens, mas esse mundo dos dinossauros teve que morrer, porque a morte é como a mudança, uma força da natureza, incontrolável, implacável e de certa forma essencial para a vida, e não importa o quanto o homem deseje poder sobre a vida e a morte ele não poderá ter esse poder, porque a vida encontra um meio “

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Bruno Fabian 18 de junho de 2018 - 13:48

Esse é o tipo de filme que digo que subestima a inteligência das pessoas, depois de tantos “deus ex machina” e durante todo o filme, acho que a cada 5 minutos se via uma elaboração sem o mínimo de lógica para salvar os principais, dando a eles imunidade suprema. Tentei gostar do filme, mas depois de tantos abusos de imortalidade, apenas desliguei meu cérebro e assisti as imagens se moverem na tela.

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Rafael W. Oliveira 24 de junho de 2018 - 18:49

Não discordo em nada, e é um dos piores sinais para um filme, não é? Confesso que só têm caído na percepção a cada vez que lembro dele

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José Barbosa 24 de maio de 2020 - 22:37

Exato. Chega uma hora que você já não tem a menor expectativa do que vai acontecer. É óbvio que uma situação absurda salvará.

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Bruno [FM] 18 de junho de 2018 - 12:16

Acredito que o diretor tinha tantas ideias que acabou se atrapalhando bastante na execução. Dos 5 filmes lançados até agora, esse é o que menos carrega a essência da franquia. Para se trazer algo novo, não precisa necessariamente tirar a essência. Ele me pareceu um “primo”, não um “irmão” dos outros.

A edição se atropelou em deixar um ritmo agradável e a produção mostrou muito mais do que deveria nos trailers (pra variar! Sempre em busca de bilheteria e não de satisfação com a experiência do público nas salas do cinema).

Muito elenco pra pouco tempo de se desenvolver empatia por eles (como senti pelos personagens dos filmes anteriores). As cenas características de humor me deixaram indeciso se era realmente para eu rir. Chris Pratt está atuando no modo automático (provavelmente porque está precisando de férias coitado! Ô cara que trabalha viu, Deus do céu!) E mais uma vez Bryce Dallas Howard foi muito mal aproveitada.

Essa quinta sequência não é ruim, mas é de uma franquia que bom, nem preciso dizer. Então, um filme apenas “ok” é pouco! Já que os outros beiram a excelência do entretenimento.

Engraçado que, na história tem tantos dinossauros “novos”, mas são justamente esses dinossauros “novos” que cansaram.

Se não fosse pelo desfecho muito bem conclusivo com Jeff Goldblum em sua narrativa (que por sinal ficou bem “Planeta dos Macacos”) teria achado esse “Reino Ameaçado” uma ameaça mesmo, mas para a extinção da franquia.

Espero que o próximo filme que encerra essa nova trilogia seja um “Reborth”. Em todos os sentidos!

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Rafael W. Oliveira 24 de junho de 2018 - 18:51

@bruno_fm:disqus gostei da comparação com Planeta dos Macacos, é como se estivessem no caminho de transformar Jurassic numa distopia maior, e eu não sei até que ponto isso seria benéfico ou destrutivo pra franquia. O que digo é que as opções que esses filmes andam tomando são bem ingratas, e mais uma vez, falta realmente o dedo de um Spielberg.

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Victor 17 de junho de 2018 - 17:09

TL; DR: gostei do filme. É definitivamente mais estilo do que substância; os vilões são meio cartunescos; o personagem do Chris Pratt beira o insuportável; e às vezes a impressão que dá é que esse filme é só uma “preparação de terreno” pra sequência, mas a cinematografia, música, ritmo, efeitos, e as cenas de ação e suspense são excelentes (fora o exagero ocasional). Daria um 7/10.

O que me incomoda muito nesses filmes novos é o personagem do Owen Grady. O jeito de “machão” desse personagem me dá nos nervos, e me faz sentir muita falta de quando os filmes de Jurassic Park eram protagonizados por cientistas. O fato do Pratt ser um péssimo ator não ajuda (sério, ele fica com a MESMA CARA o filme inteiro). Eu adorava ele em Parks and Recreation, mas eu acho muito tosco esse schtick recente dele de ser o “Han Solo genérico”, só achei meio suportável no primeiro Guardiões. A Claire da BDW em contrapartida, é bem mais carismática, e por ser mais falha, acaba sendo uma protagonista bem mais interessante. Só queria que parassem de insistir em um romance entre ela e o Owen, é forçado demais, e tanto os personagens quanto os atores não tem muita química juntos.

Tanto a atuação quanto os personagens em si do James Cromwell e da Geraldine Chaplin são muito bons, mas eles são muito subaproveitados, e é risível a forma como o roteiro simplesmente “expulsa” os dois personagens da narrativa de qualquer jeito antes do 3° ato. O maior destaque desse filme foi a Isabella Sermon, a personagem dela é de longe a mais carismática, e provavelmente a melhor “criança obrigatória” de toda a franquia. Espero que ela apareça no próximo. Os dois novos coadjuvantes são ok. Não chegam a irritar, mas também não acrescentam tanto à história.

Os vilões são meio caricatos, estando dispostos a qualquer coisa só pela ganância, mas eu tenho que confessar que gostei bastante deles. As atuações do Rafe Spall, Toby Jones e do Ted Levine deram um carisma a mais pra esses personagens, e o fato deles serem meio vilanescos fez o “comeuppance” deles ser mais satisfatório.

Apesar de a abordagem de “menos é mais” no 3° ato ser bem legal e diferente, eu fiquei meio decepcionado com o jeito que o resto dos dinossauros acabaram sendo subaproveitados. O filme poderia facilmente ter tido uma cena estilo “Cabin in the Woods”, com os dinossauros tocando o terror naquele leilão, mas nope. Só a Stygimoloch, e uma cena excessivamente longa do Chris Pratt batendo em uns capangas genéricos (aliás, precisava mesmo ter uma cena dessas em um filme do Jurassic Park?). Meh. Até a T. rex ficou subaproveitada, parece que os roteiristas só deixaram ela matar o vilão e destruir o MacGuffin pra compensar por ela não ter feito nada de importante o filme inteiro.

Agora, não sei se eu tô muito animado pro que o final desse filme prometeu pra continuação. Acreditar que aqueles dinossauros soltos vão conseguir sobreviver por muito tempo em um dos estados mais populosos dos Estados Unidos é muita forçação de barra. Sem falar que eu achei meio tosco aquele discurso apocalíptico do Ian Malcolm, me pareceu que os roteiristas não entenderam direito o motivo pelo qual o personagem era contra a clonagem dos dinossauros no filme original.

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Rafael W. Oliveira 24 de junho de 2018 - 18:52

“Han Solo genérico” é uma ótima definição, obrigado. Mas é isto mesmo, muitas saudades do Pratt de Parks & Recreations.

Responder
Cabeça de teia 6 de abril de 2020 - 14:57

Eu não acho que ele seja um péssimo ator mas sim os papéis dele são muito parecidos, principalmente os que seguem essa linha de filme ação. Acho que ele se dá melhor em filmes de comédia, tem um timming cômico.

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macmi 17 de junho de 2018 - 10:59

Essa sua crítica é muito mais ligada a sua visão pessoal das decisões dos personagens do que necessariamente o roteiro no conjunto.

Veja que todos os personagens fazem exatamente o que mais seria provável, não tem mudanças bizarras como no primeiro da franquia World em que a Clair é totalmente independente no começo do filme e muda de personalidade pra mocinha de salto alto. Agora ela é usada pra se obter acesso aos dinossauros mais facilmente.

A decisão da garota por exemplo é totalmente coerente pois além da falta de conhecimento ela é uma criança e ainda é uma dino nerd, além do segredo que envolve sua origem, que não é nada natural assim como das criaturas que ela veria morrer.

Outra coisa é que o filme nunca vendeu promocionalmente os dois vilões, o amigo do Lockwood ou o Chefe de Leilão, eles funcionam muito mais pra existência do Indoraptor do que como vilões em si, por isso é visível que eles são uma saída de roteiro pra existência e evolução do vilão principal.

Uma saída estranha é você citar os vilões caricatos, enfim você foi assistir Jurassic Park amigo, não se lembra do gordinho vilão do primeiro filme conversando com dilophosaurus antes de ele esguichar veneno na cara dele? E do general expedicionário do segundo filme que queria caçar seu primeiro T-Rex? Ou mesmo do filho do Jonh Hammond que entrou em uma jaula pra pegar um filhote de T-Rex e acabou se ferrando ainda no segundo filme? No primeiro Jurassic World tem um gordinho bem caricato com o objetivo de usar dinos como armas, enfim…

Sobre a missão dos protagonistas acho que funcionou o filme inteiro, claro que eles realizaram ações sem reflexão alguma no inicio do filme e que se mostraram equivocadas e com segundas intenções por parte dos vilões. Curiosamente o trailer entrega bastante do filme.

Na parte final o que se mostrou incoerente foi a Clair não pressionar o botão, enfim ela passou 3 anos desde 2015 tentando salvar os animais da ilha e depois deixa as criaturas morrerem em uma câmara de gás com direito á vitrine estilo nazista ?

A parte do CGI eu discordo, acho que foi bem equilibrado com os animatrônicos e as cenas escuras eu dou muito mais destaque.

Ian Malcolm também é meu personagem preferido mas convenhamos que ele existe como função reflexiva e só pra ser ignorado nessa franquia kk. Abraços.

Responder
lanacoluccine 14 de fevereiro de 2019 - 12:28

Ah cara, esse roteiro para mim não tem defesa. Primeiro porque parte de uma premissa completamente indefensável: a de usar dinossauros como arma de guerra. Sério, a quantas décadas a humanidade não usa animais no front de guerra (cavalarias existem ainda, mais por valor simbolico do que prático, mas elefantes e cavalos de guerra ninguem usa desde a primeira guerra mundial)? Então, de repente, ia ter uma galera super interessada em usar dinossauros e vão fazer isso usando o sistema de controle mais ineficiente possível (adestramento e afeto)? Ah, valha me deus, é o pior motivo do mundo para roubar os dinossauros. Tipo, o pior mesmo. Se roubassem o código genético dos dinossauros para criar eles em potinhos e vender para ricaços que querem um enfeite de mesa estiloso não seria tão ruim. Para mim esse plot é indefensável.

Dito isso, o sistema de segurança usado pelos vilões é tenebroso. Os mocinhos fazem o que bem entendem, entram na jaula do T-rex, entram no depósito. A galera tacou o foda-se mesmo. Nem a Vale e o CT flamengo foram tão desleixados assim.

O plot twist da clonagem. Gente, tenebroso aquilo. Nada a ver. Desnecessário. É tipo “um ser humano de verdade jamais arriscaria tanto assim a humanidade, mas um clone? porque nao? afinal de contas, ela foi criada pelo mesmo processo dos dinos né? tá mais perto deles que dos humanos (sorte dela)”.

A sequencia da transfusão de sangue não faz sentido. O cara entrando na jaula para arrancar um dente do indominus nao faz sentido (sério? sério que não conseguiram pensar em nenhuma desculpa melhor para abrir aquela porcaria de jaula? Porque né, quem nunca? “Chefe, vi a galera fugindo correndo, parece que deu ruim no leilão né? Quero meu pagamento. Oh, um dinossauro numa jaula. Vou apaga-lo com soníferos e arrancar um dente dele”).

Para mim só presta nesse filme: o discurso do início; a cena do brotossauro na lava; as cenas do final com humanos e dinos convivendo. Um gif resolve.

Por fim, um último comentário: o que que rola com os pterodáctilos? Já tem dois filmes que eles terminam voando livremente por aí e no começo do outro filme os bichos tão presos de novo. Eles saem para dar um role e depois voltam pro ninho? São comportados nesse nível? (pensem jurassic 3 termina com os pterodáctilos saindo da contenção. Nunca mais ouvimos falar deles. Jurassic worl termina com caos, destruição, gente morta – incrivel a Claire nao ter sido presa pelas decisões que tomou na gestão desse parque né? – e pterodáctilos voando por aí, mas nem menção desses bichões marvilhosos em reino perdido. Realmente queria saber o que rola com eles…)

Responder
Giacomo Penachioni 2 de janeiro de 2020 - 22:14

Concordo, o roteiro é de longe o pior aspecto desta produção. Os personagens percorrem dentro de um navio, em poucas horas, o trajeto que vai de uma ilha na Costa Rica até uma mansão no norte da Califórnia! haha

O Jurassic Park original só tem se tornado mais grandioso ao longo dos anos, porque se tem uma coisa que o Spielberg fez com brilhantismo foi criar uma narrativa que em momento algum subestima a inteligência do público.

Responder
Roger Jr 16 de junho de 2018 - 23:25

SPOILERS ABAIXO
=
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No final, quando os dinos fogem pelo “mundo”, eu lembrei do game/quadrinhos “Cadillacs e Dinossauros”. Gostaria muito de um filme baseado C&D, mas com uma pegada mais séria e dramática. Nada de heroísmo, somente as pessoas tentando sobreviver entre os dinos.

Responder
Diogo Maia 16 de junho de 2018 - 23:00

Esse novo JP é tão ruim que eu tive contrações intestinais no cinema. O roteiro não tem o menor cabimento, o elenco é desentrosado, a equipe não possui carisma algum, todas as piadas falham miseravelmente, o diretor mostrou uma preguiça enorme ao repetir pelo menos uma dezena de referências ao primeiro filme, os vilões são tão caricatos que chegam a ser cômicos involuntariamente, o cgi é terrível, a trilha do Giacchino tanta emular a do Williams o tempo inteiro e o pior defeito de todos: a missão dos protagonistas é completamente equivocada. Eu me senti representado pelo Ian Malcolm, o único sensato na história. A verdadeira vilã do filme é a menina. O que ela fez no fim é de uma irresponsabilidade catastrófica e fica a impressão que os realizadores endossam a atitude dos “heróis”. Qualquer ecologista racional irá ficar pasmo ao ver a ideia transmitida por JW 2.

Disparado o pior filme de 2018 e olha que eu vou ao cinema uma vez por semana. Perto deste aqui o Han Solo é uma obra-prima.

Nota 2/10 pelos 20 minutos mais tensos na mansão e pelo plano sequência dentro da água, este sim ficou show de bola.

Responder
José Barbosa 24 de maio de 2020 - 22:42

Qualquer pessoa que goste o mínimo de cinema defenderia apenas o primeiro ato. A morte do brontossauro e alguma lava derrubando o navio, aos 50 minutos, seria um final muito mais digno para a história.

Responder
Lucas Cardozo 16 de junho de 2018 - 21:55

Esse filme foi divertido demais e superou (e muito) seu antecessor, que se agarrou exageradamente a nostalgia. Talvez seja o melhor da franquia depois do primeiro. E não vi nada de desgastado. O filme reutiliza sim diversos elementos, é bem exagerado e frenético, mas insere novos conceitos a serem explorados na franquia, principalmente em relação a base dos estudos genéticos que levaram ao Jurassic Park.

Responder
Rafael W. Oliveira 16 de junho de 2018 - 18:26

Concordamos em discordar, Ayrthon! Eu tenho um amor gigantesco pelo primeiro JP, pelo que ele representa e pelo que o tempo comprovou que ele é, uma aventura atemporal na forma de fazer blockbusters. E é o único que realmente gosto ao lado de Reino Ameaçado, que é divertido no fim das contas.

O Mundo Perdido e Jurassic 3 considero filmes totalmente sem personalidade e bem menos envolventes em relação ao que Spielberg fez no original, o resto é sombra.

Responder
Joesley Davi Bonato 16 de junho de 2018 - 15:34

Concordo

Responder
Elton Miranda 16 de junho de 2018 - 15:02

tem quantas mais sequencias confirmadas?

Responder
Joesley Davi Bonato 16 de junho de 2018 - 15:34

Uma Ultima Jurassic World 3 e depois a Historia dos dinossauros se fecha

Responder
planocritico 17 de junho de 2018 - 08:26

Para em seguida começar a nova trilogia: Jurassic Universe!

Abs,
Ritter.

Responder
Joesley Davi Bonato 19 de junho de 2018 - 12:27

Jurassic Universe ?

Responder
Elton Miranda 23 de junho de 2018 - 19:07

realmente a criatividade morreu em Hollywood

José Barbosa 24 de maio de 2020 - 22:42

Sim… dinossauros mutantes com superpoderes descobrem que existem inúmeros outros mundos e seres semelhantes a eles, e formam os predadores, na grande ameaça à soberania da Marvel, já que cinema virou espaço para exibição de super herois.

Anônimo 19 de julho de 2018 - 08:46
Responder
Massi Marques 16 de junho de 2018 - 12:06

Parei em “risível ‘O Impossível'”.

Responder
Lucas Cardozo 16 de junho de 2018 - 21:52

Chamar O Impossível de risível foi tenso mesmo.

Responder
cristian 22 de junho de 2018 - 15:22

kkk Pô gosto pacas desse filme

Responder
José Barbosa 24 de maio de 2020 - 22:42

pelo visto gostam de filmes que se torra quase todo o orçamento no primeiro ato.

Responder
Ayrthon Soares 16 de junho de 2018 - 01:14

Desculpe discordar, mas, os animatronicos estão presentes e bem presentes nesse novo filme. E não adianta colocar Jurassic World Reino Ameaçado pra baixo não, esse filme foi milhares de vezes melhor que Jurassic Park e Jurassic World juntos, só ainda continuo achando O Mundo Perdido Jurassic Park e Jurassic Park 3 melhores.

Responder
Maze 15 de junho de 2018 - 16:57

Achei bem divertido, mas o roteiro chega a ser trash e risível. O vilão me lembrou o Fitz da HIDRA no visual. O Dinossauro que dá cabeçadas merece voltar nos próximos hahahhaha
Eu concordo bastante com essa crítica, chegou no esgotamento da fórmula dos anteriores, mas levou a saga para um novo (e óbvio para qualquer fã) caminho, o que acaba justificando o filme para mim. J.A. Bayona salvou o filme com a atmosfera mais dark e suspense quase de filme de monstro e de sci fi, como Alien, o Oitavo Passageiro.

Responder
Ayrthon Soares 16 de junho de 2018 - 01:18

O dinossauro que “dá cabeçadas” é o Stygimoloch que é parente próximo do Pachycephalosaurus que apareceu em O Mundo perdido Jurassic Park e Jurassic World e que também tinha um capacete ósseo e também dava cabeçadas ou marradas com a cabeça.

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Rafael W. Oliveira 16 de junho de 2018 - 18:23

@disqus_tKTUub8X3x:disqus eu realmente entendo a existência do filme como uma evolução natural do anterior, com o parque abandonado e os dinossauros em perigo. Mas existe um percalço nesses roteiros ainda, por mais que o dedo do Bayona faça diferença, realmente.

Responder
vc falou em pipoca? 15 de junho de 2018 - 15:51

Acho que começou errado no jw1 no momento que decidiram enfeitar uma fórmula limitada ao invés de seguirem o livro que possui uma história mais simples mas trabalha muito bem o suspense e seus personagens, chegando quase a dar um novo viés à temática dos dinossauros.

Responder
Rafael W. Oliveira 16 de junho de 2018 - 18:22

@joao_lucas_ribeiro_lopes:disqus mas JW não se originou de um livro, não é? É um roteiro baseado nos personagens do Michael Crichton e nos filmes do Spielberg.

Mas concordo que enfeitaram em demasia uma fórmula que nem oferecia tanto.

Responder
vc falou em pipoca? 16 de junho de 2018 - 20:00

Na verdade é um livro do (advinha) Michael Crichton, que também fez a continuação o mundo perdido. https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/51-YMh8KIeL.jpg

Responder
LUAN RIBEIRO 21 de junho de 2018 - 20:27

E ambos os livros são sensacionais, melhor do que qualquer um dos 5 filmes da franquia. 😉

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José Barbosa 24 de maio de 2020 - 22:48

E qual livro não é?

GENIO PLAYBOY E SAFADÃO VOLTOU 14 de setembro de 2020 - 00:01

Ready player one

ABC 15 de junho de 2018 - 14:10

Os estúdios de Hollywood têm que agradecer diariamente o James Cameron por ter ressuscitado o 3D, se não fosse pela expansão dessa praga os filmes atuais teriam que se esforçar bem mais para fazer U$1bi.

Saudações.

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Rafael W. Oliveira 16 de junho de 2018 - 18:20

@disqus_aWsfwKiIOp:disqus o 3D e a inflação, eu creio muito mais na explosão dos filmes de antigamente (Senhor dos Anéis, Titanic) do que desses atuais, que são tão beneficiados pelo preço mais caro de tudo.

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ABC 17 de junho de 2018 - 18:24

A inflação é importante, mas só a inflação deixa o filme num empate financeiro (aumenta a arrecadação mas o custo de produção acompanha). A expansão de salas 3D é muito mais importante para o aumento da arrecadação que a inflação, tem-se um custo baixíssimo para converter o filme e um aumento de cerca de 50% no valor do ingresso, é uma forma fácil de ganhar dinheiro. Sem contar que de 2010 pra cá o crescimento do mercado chinês foi absurdo. Sem as inovações tecnológicas nas salas não há crescimento real (somente nominal) na arrecadação dos filmes, por isso é tão importante pros estúdios de cinema (não, Netflix, vc não está inclusa) diretores como o Cameron e o Nolan (incluiria o Peter Jackson, mas os últimos filmes dele foram meio “méh”).

Saudações.

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Matheus Coelho 15 de junho de 2018 - 13:31

Como vc chama o impossivel de risivel? kkk 🙁

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Rafael W. Oliveira 16 de junho de 2018 - 18:19

@matheuscv:disqus infelizmente O Impossível é daqueles filmes que não me descem nem forçando. Tirando a cena do tsunami que é espetacular, acho um filme desesperado demais na veia dramática, tudo é muito over e exagerado, e pra uma história real, ele exige suspensões demais da descrença. Lembro que me contorci no reencontro fina da família.

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cristian 22 de junho de 2018 - 15:25

Seu, seu, sem coração rs o filme é emotivo até as ultimas, mais não chega a exigir suspensão forçada já que a própria historia original já é bem incrivel.

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José Barbosa 24 de maio de 2020 - 22:48

Sempre me pergunto quantos filmes as pessoas viram antes de tecer certos comentários. A ignorância deve ser uma benção, na medida em que algo médio ou ruim vira interessante.

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Leonardo Lima 15 de junho de 2018 - 12:56

Mais uma da série “Sequências caça-níqueis”???

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Rafael W. Oliveira 16 de junho de 2018 - 18:18

Caça-níquel na veia, mas é bem mais divertido do que poderia se supor disso.

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Leonardo Lima 18 de junho de 2018 - 10:23

Vale a pena o ingresso?

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