Crítica | Legends of Tomorrow – 4X04: Wet Hot American Bummer

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  • Há SPOILERS do episódio e da série. Leia, aquias críticas dos outros episódios.

Versão de Mais um Verão Americano (2001) mesclada com a dinâmica maluca de Legends of Tomorrow, este quarto episódio da 4ª Temporada mostra o quão interessante pode ser a abordagem de um conceito geralmente cômico e medíocre para um cenário interessante, inteligente e que não foge do que a série vem mostrando e explorando nessa jornada mágica. Isso e mais algumas surpresas.

O começo do capítulo, com Ava e Sara vendo filme juntas e descobrindo que existe algo errado, já me conquistou. Vocês com certeza já sabem que eu AMO o Monstro do Pântano, então ver ao menos uma corruptela e algumas citações a esse ótimo personagem aqui na série já foi algo maravilhoso para mim — além da brincadeira com os dois filmes do Pantanoso. A decisão para irem a um Acampamento de Verão tentar resolver o problema de crianças desaparecidas me pareceu uma das mais orgânicas e interessantes da série até agora, porque o princípio é inteiramente compreensível e natural dentro dessa dinâmica do casal AvaLance e da “interferência para melhor” das Lendas. Sem contar que foi muito bom ver Ava em uma missão, com toda a sua estranheza e rudeza de gabinete e burocracia. Parabéns aos roteiristas por isso.

E então temos a Amaya que não é Amaya. E olha… digamos que eu paguei a língua. Em Dancing Queen eu não estava nem um pouco animado para ver a atriz Maisie Richardson-Sellers novamente. Sua saída como Vixen foi no momento certo e não é legal termos uma “personagem nova” que na verdade… não é. E sim, eu ainda mantenho essa opinião. Mas como crítico, preciso jogar com o material que eu tenho em mãos e, nesse aspecto, devo admitir que a (re) introdução oficial de Sellers na série, agora como Charlie, me deixou bastante curioso e não mais hostil quanto à sua personagem.

Primeiro, porque quando parou de gritar e chutar e começou a ter bons diálogos, tivemos dela uma boa mostra do que é — e do que pode ser — essa nova personagem. A atuação da atriz está no ponto (aliás, muito melhor que na temporada passada, vocês não acham?) e eu simplesmente não consegui ver algo ruim, falando cruamente em relação ao que ela apresentou aqui, para sua permanência. Como disse antes, na teoria, eu me oponho; mas… ei! Estamos aqui para ver coisas boas, não? E coisas boas foi tivemos aqui.

O laço criado entre Charlie e Mick foi outra coisa interessante, numa cena muitíssimo bem dirigida e, confesso, inesperada. O bom disso é que justificou o afastamento dele e de Zari da missão e colocou em cena apenas personagens que funcionaram bem nesse cenário, um do lado dos meninos e outro do lado das meninas. Se a gente tirar um pouco os diálogos de meio do caminho que faltaram entre o casal fofo em cena, temos uma estadia de adultos entre adolescentes que é uma divertida homenagem aos filmes de terror nesses ambientes e com esse público. E ao mesmo tempo, mais um ótimo capítulo de caça às criaturas mágicas, onde merecem destaque o desabafo de Constantine para Ray (esses dois são ótimos!) e as ótimas cenas na floresta, tanto na fotografia, quanto na direção.

Os efeitos para a criatura da vez não são lá essas coisas, mas isso não me incomodou em absolutamente nada. Agora resta ver se minha animação, nesse contexto, diante da Amaya que não é Amaya irá continuar. Se ela realmente ficará no grupo, então que tenha uma ótima caraterização. Eu gosto demais dessa série pra ver uma personagem atrapalhando minha diversão da semana…

Legends of Tomorrow – 4X04: Wet Hot American Bummer (EUA, 12 de novembro de 2018)
Direção: David Geddes
Roteiro: Ray Utarnachitt, Tyron B. Carter
Elenco: Brandon Routh, Caity Lotz, Maisie Richardson-Sellers, Tala Ashe, Jes Macallan, Courtney Ford, Amy Louise Pemberton, Dominic Purcell, Matt Ryan, Emily Murden, Vanessa Przada, Mason Trueblood, Trish Allen, Glen Gordon, Koyu Rankin, Cody Davis, Darcy Michael
Duração: 43 min.

LUIZ SANTIAGO (Membro da OFCS) . . . . Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.