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Crítica | O Silêncio dos Inocentes

por Leonardo Campos
1047 views (a partir de agosto de 2020)

O dia 30 de abril de 1991 entraria para a história de uma determinada geração de cinéfilos brasileiros. Nesta data, o perturbador e magistralmente conduzido suspense O Silêncio dos Inocentes, adaptação do intrigante romance de Thomas Harris chegava aos cinemas locais. Dirigido por Jonathan Demme e com roteiro assinado por Ted Tally, a narrativa nos apresentou o psicopata mais sedutor da história do cinema: um homem mortal, perigoso, capaz de “matar” alguém apenas com as suas palavras silabadas.

No filme, um psicopata está aterrorizando uma cidade ao atacar mulheres com um determinado perfil. Buffalo Bill (Ted Levine), um perturbado homem que deseja customizar uma roupa feita de pele das suas vítimas. A polícia, ao investigar, vai contar com a astúcia da determinada Clarice Sterling (Jodie Foster, estupenda), personagem que não precisa enfrentar apenas o machismo oriundo dos policiais que a circunda, o risco da situação diante do psicopata, mas também terá de enfrentar os agonizantes desafios psicológicos, propostos por um importante colaborador da sua “situação problema”: o sagaz Hannibal Lecter (Anthony Hopkins, igualmente brilhante).

Considero complicado achar um problema em O Silêncio dos Inocentes. O filme é unanimidade no campo da crítica, citado como exemplo de uma boa realização cinematográfica nos manuais de roteiro, de linguagem audiovisual, nos prepotentes compêndios do tipo “1001 filmes para ver antes de morrer”, dentre outros. Começarei a minha análise estruturalista pelo roteiro.

Ted Tally conseguiu mapear os principais aspectos do romance de Thomas Harris. Clarice é uma mulher com o passado amargo. Dona de uma postura séria e compenetrada no trabalho, a personagem atua como discípula de Jack Crawford (o ótimo Scott Gleen), seu superior hierárquico na polícia. Sempre questionadora e sagaz, nos é bem apresentada logo na abertura, ao realizar exercícios físicos (corrida) com um olhar profundo e melancólico. A performance de Jodie Foster só reforça o poder deste magnífica personagem de ficção, tão brilhante quanto o assustador, mas sedutor e atraente Hannibal Lecter (Anthony Hopkins).

Com a sua retórica deliciosamente ministrada, seja em momentos de tensão ou nos diálogos mais ligeiros, o canibal, mesmo dono de uma personalidade assustadora, dificilmente consegue repelir o público, pelo contrário, a cada aparição faz os nossos olhos brilharem de encantamento. Posso afirmar, sem ressalvas, que esta seja talvez a dupla mais bem sucedida em parceria numa narrativa deste quilate (pelo menos com base nos filmes que eu vi ao longo dos últimos 25 anos). A cena do ataque aos policiais próximo aos momentos decisivos é orquestrada com planos e enquadramentos equilibrados, além da performance do ator, que demonstra serenidade e algo sublime diante do ato hediondo. Aliás, cabe ressaltar que parte do sucesso do filme está nesta postura instigante do psicopata. Ao divertir-se com os atalhos psicológicos fornecidos por Clarice Sterling durante o famoso quid pro quo dos diálogos mais impactantes, Hannibal posiciona-se com sadismo ao investigar o passado da personagem, bem como o seu sofrimento pelo falecimento do pai e toda a trajetória que a levou a ser policial. Os cuidadosos diálogos, que em outras mãos poderiam beirar ao histerismo, seguram o filme já bem equilibrado visualmente, outro ponto responsável por toda a canonização desta produção.

O Silêncio dos Inocentes possui o trunfo do excelente tratamento da coesão e da coerência. O diretor, o roteirista e o montador provavelmente foram pessoas sempre bem sucedidas na escrita. Craig Mckay, responsável pela montagem (a famosa cena final, da montagem alternada, um dos exemplos mais citados em minhas explanações sobre o assunto) ajusta organicamente os flashbacks, e organiza, detalhadamente, os trabalhos dos demais profissionais que compõem o filme.

No que tange aos demais aspectos técnicos, o figurino assinado por Colleen Atwood dá conta do recado: apresenta Clarice com roupas e maquiagem sem brilhos e excessos, transmitindo visualmente a personalidade discreta, serena e solitária da investigadora. A fotografia é calculada pormenorizadamente. Tak Fujimoto adorna os enquadramentos com o seu cuidadoso trabalho, principalmente ao construir uma das principais cenas do filme, a chamada “descida aos infernos” de Clarice no corredor repleto dos homens mais perigosos da localidade. Kristi Zea, responsável pelo design de produção é outra soma positiva ao filme: basta reparar nesse mesmo corredor bem fotografado, como os vizinhos de Lecter são apresentados de maneira fria e suja, ao passearmos por um cenário que fica entre o obscuro e o nojento.

Devido ao fato de ser professor de Cinema e Vídeo, sempre coloco a produção como obrigatória para os interessados em aprender sobre cinema, seja na composição dos quadros, na direção de arte ou fotografia, na eficiente montagem ou no roteiro que adapta o que há de melhor no romance de Harris e constrói dois personagens ambivalentes, igualmente cativantes. Assistir ao filme é como sentar diante de uma vigorosa e bem preparada aula de cinema. Jonathan Demme fez escola, foi copiado à exaustão, haja vista as demasiadas sessões do famigerado Super Cine, na Rede Globo, canal que geralmente exibia, nos idos dos anos 1990, filmes de grandes estúdios e telefilmes do gênero suspense, muitos desses, visivelmente, plágios sem o mínimo disfarce da química praticamente insuperável entre Anthony Hopkins e Jodie Foster.

Ganhador dos cinco principais prêmios da cerimônia do Oscar em 1992 (filme, diretor, roteiro, ator e atriz), feito só realizado anteriormente em Um estranho no ninho e Aconteceu naquela noite, O Silêncio dos Inocentes pode ser considerado um clássico moderno, um dos filmes na lista dos obrigatórios para cinéfilos, críticos, simpatizantes da linguagem cinematográfica ou o leigo que quer aprender algo sobre audiovisual, ou até mesmo, por diletantismo.

Assim como O Exorcista, é um dos raros casos de filmes de “terror” a participar de grandes premiações da indústria do cinema. Eu, particularmente, não consigo ver o filme na ótica do gênero terror, como muitos catalogam. Prefiro pensar num drama psicológico adornado por doses generosas de suspense. Visceral, brilhante, necessário e ainda assustador, O silêncio dos inocentes pode ter sido copiado numerosas vezes, mas dificilmente igualado.

O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, EUA – 1991)
Diretor: Jonathan Demme
Roteiro: Ted Sally (baseado no romance homônimo de Thomas Harris)
Elenco: Jodie Foster, Anthony Hopkins, Ted Levine, Scott Gleen, Anthony Heald, Kasi Lemmons, Frankie Faison, Lawrence A. Bonney.
Duração: 111 minutos

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55 comentários

Eduarda 16 de setembro de 2020 - 21:20

Um de meus preferidos.

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Matheus Wesley 20 de março de 2020 - 19:40

Devo confessar que achei o filme bom, mas longe de algo como “um dos melhores filmes de todos os tempos”. Acho inclusive que em alguns momentos é necessário certa boa vontade com algumas decisões do roteiro para o desenrolar dos acontecimentos (toda a cena da fuga dele). Deve ter atrapalhado o fato de que devo ter visto centenas de outras obras que chupinham muito do filme, daí talvez me tenha faltado o fator surpresa.

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Ivan Juninho 16 de abril de 2019 - 17:20

Excelente. Dragão e Silêncio são os meus favoritos da trilogia.

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Sylvio de Alencar 15 de fevereiro de 2019 - 02:52

Todos os dias assisto filmes, os do passado pontuam minhas preferências.
Hoje me bateu a vontade de reassistir este filme, porque gostei muito dele.
Porque gostei? Queria me aprofundar nesta resposta, por isso vim aqui no Plano Crítico e, por felicidade, li a sua crítica Leonardo.
O fato de ser professor valorizou-a, mas não foi a única razão; ela foi verdadeira e generosa, sucinta e realista, coisa de quem sabe o que fala.
Parabéns!
Congratulo também este site, do qual mantenho uma curta distância; afinal, fico atento, e respeito minhas escolhas.
Abraço!

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Lorraine Warren 7 de janeiro de 2019 - 16:21

Adorei a crítica. Esse filme, se não é o meu preferido, está na lista dos meus favoritos. Eu comecei assistir sem nenhuma expectativa e quando vejo eu ainda tô pensando no filme depois de acabar. São muitas coisas que eu gosto nesse filme: a personagem de Clarice, a “descida ao Inferno”, Hannibal, a dupla Clarice/Hannibal, a cena que examinam o corpo, a fuga de Hannibal…

Por amar tanto esse filme eu tenho que perguntar: as sequências valem a pena?

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Peter Pan 2 de janeiro de 2019 - 02:34

Esse filme é perfeito. Sem mais!

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José Gomes 19 de julho de 2017 - 14:08

O cara é canibal, tu queria o quê? rsrsrs

Responder
João Gabriel Silva 30 de junho de 2016 - 01:05

Eu gostei, mas aquela cena que o Lecter pega o policial da jaula e morde a cara dele, eu achei muito ridícula. Irreal aquele negócio. Mas tirando isso gostei, não é aquela cosia magnífica não, mas é bom

Responder
leodeletras 1 de julho de 2016 - 01:58

Por que irreal João? É uma cena muito bem orquestrada. E ao contrário do que disse, acho o filme magnífico, estiloso, elegante. Há críticas para os demais filmes da franquia, você já conferiu?

Responder
leodeletras 1 de julho de 2016 - 01:58

Por que irreal João? É uma cena muito bem orquestrada. E ao contrário do que disse, acho o filme magnífico, estiloso, elegante. Há críticas para os demais filmes da franquia, você já conferiu?

Responder
João Gabriel Silva 30 de junho de 2016 - 01:05

Eu gostei, mas aquela cena que o Lecter pega o policial da jaula e morde a cara dele, eu achei muito ridícula. Irreal aquele negócio. Mas tirando isso gostei, não é aquela cosia magnífica não, mas é bom

Responder
Diogo Maia 21 de novembro de 2015 - 03:28

São tantas as cenas memoráveis desta obra-prima da sétima arte que fica difícil escolher uma, mas eu ficaria com aquela em que a Clarisse faz uma análise do cadáver de uma das vítimas do Buffalo Bill. É um bom exemplo de como a montagem pode gerar tensão com muita discrição, ao mostrar o corpo putrefato da garota bem lentamente. Filme magnífico!

Responder
leodeletras 1 de julho de 2016 - 01:59

Sem dúvida. Filme completo, não é Diogo Maia? Um sucesso merecido.

Responder
leodeletras 1 de julho de 2016 - 01:59

Sem dúvida. Filme completo, não é Diogo Maia? Um sucesso merecido.

Responder
Mariane Dias 8 de abril de 2015 - 20:59

Para mim, este filme é uma clara aplicação de suspense,
drama e ação.E é por causa desta composição, presente também em outras
produções da cultura pop , que a imagem do Serial Killer demonstra se tão
recorrente .
A violência e o crime são os temas discutidos neste filme,
além do clima de mistério quanto a identidade do assassino. São abordadas as
possibilidades e a abrangência do pensamento e ação humana em arquitetar um crime e ludibriar as pessoas, dando a sensação de que o inimigo pode ser quem menos se espera.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:03

Grayson? Minha vilã… meu ponto fraco Juliana Suzart, Bem colocado. E sim… o primeiro é o melhor, sem dúvida.

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Taíse 2 de abril de 2015 - 22:14

A mídia alimenta a apetite do público pelo extraordinário, capitaliza o horrífico e institui uma cultura de celebridade, o serial Killer faz parte dessa atração, ela fornece o código de funcionamento e contexto cultural para a atuação deste monstro, oferece uma importante oportunidade para eles de constituição de identidade.

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leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:01

Se pensarmos que há até museus com utensílios de assassinos em série…

Responder
Jamile Gonzaga 2 de abril de 2015 - 22:05

A representação dos Serial Killers no cinema e televisão despertam muito interesse do público, são os mesmos elementos utilizados pelos assassinos e reutilizados pelos atores, (a simpatia, o mistério e a inteligência) que os torna tão sedutores.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:02

Sim Jamile, sem dúvida. Principalmente nesta trilogia, haja vista que Hopkins consegue dar brilhantismo ao horror apresentado em cena.

Responder
Juliana Suzart 2 de abril de 2015 - 19:29

Dentre os filmes da trilogia, O Silêncio dos Inocentes parece ser o melhor. A química entre os personagens principais é umas das melhores qualidades do longa, que entre outros aspetos consegue apresentar uma ótima cenografia, enredo e figurino. A aceitação do personagem de Anthony Hopkins abriu precedente para que outros “vilões” fossem amados atualmente, como Victoria Grayson. O canibal se tornou um ídolo por sua personalidade “sedutora”, não por seus crimes e atos violentos, temas que por si só são grandes atrativos para o público.

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Camila Holanda 1 de abril de 2015 - 23:39

A noção de que todos os Serial Killers são homens simplesmente não é verdadeira, mas é compreensível porque o público se baseia nessa crença. Portanto, em relação aos homens, as mulheres representam uma porcentagem maior de assassinatos em série do que todos os outros casos de homicídios em os EUA. No entanto, existem algumas semelhanças entre os Serial Killers do sexo masculino e do sexo feminino. A maioria dos Serial Killers do sexo feminino agem sozinhas, similar aos homens, e elas são tão eficazes no negócio de matar como os seus homólogos masculinos. Como por exemplo a assassina “viúva negra” que é o estereótipo da mídia de mulheres Serial Killers.
O fato de que as mulheres se destacam nos Serial Killers, o público se interessem mais pelo gênero.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:04

Ponto de vista diferenciado Camila. Sim… citar as mulheres. São poucos os filmes que abordam a questão.

Responder
Alan Moraes 29 de março de 2015 - 15:48

A texto analisa o filme com criatividade e bom senso , fugindo completamente da mediocridade ao analisar a boa direção , a fotografia e a direção de arte que contribuem imensamente para a narrativa.

Por fim, o crítico termina ressaltando a influência do filme e como este deixou marcas na cultura e linguagem. Ótimo jeito de terminar o texto .

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:04

Legal Alan. Obrigado e continue nos visitando.

Responder
Rafael Santa Clara Moreira 29 de março de 2015 - 15:24

Quando assistir esse filme pela primeira vez,percebi que se tratava de um ótimo filme,não por suas indicações e premiações,pois sinceramente nada disso me interessava.
O que de fato me fascinou foi o enredo,a estoria contada,mesmo parecendo clichê essa questão de um serial killer buscar vitimas do sexo feminino,com algum tipo predominância física ou psicologia no qual lhe desse algum tipo de ” prazer”.O texto inteligente a forma de ” desenrolar ” todo o filme com o proposito de prender sua atenção,sua complexidade enfim clássico.
Nessa época eu tinha 12 anos de idade, e tive essa sensação, que particularmente foi incrível,hoje revendo esse filme me passou a mesma sensação porém com um olhar técnico,algo um pouco mais apurado, analisando as técnicas de enquadramento,de luz,de jogo de câmeras e montagem e etc.Percebi algumas ” falhas “( minha opinião ), de atuação e de efeitos que para época passariam sem nenhum problema.
Com tudo continuo afirmando que é um excelente filme e que de modo geral está de parabéns!!!

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:06

Nos conte essas falhas Rafael. Gostaria de saber mais. Obrigado pelos elogios ao texto e de fato estamos diante de um clássico moderno.

Responder
Thiago Simões 29 de março de 2015 - 15:12

Admiro o gênero do filme e sua narrativa, que particularmente considero interessante. Por se tratar de um filme baseado em um livro homônimo, o espectador faz uma critica primária que posso chamar de negativista, limitando a capacidade de interpretação da leitura visual da cinematografia. O que é um grave erro, pois a obra cinematográfica “O Silêncio dos Inocentes” resulta da interpretação que o diretor e roteirista tiveram do livro para produzir o roteiro do mesmo. Os recursos visuais são simples comparando com dias de hoje, mas não faz a obra ser ultrapassada principalmente para os que buscam referencias para produções futuras. Ou seja é uma fonte rica de detalhes, incluindo a trilha sonora que completa a obra completando a alma e mente enferma de Buffalo Bill. A maquiagem e os feitos são um bônus a parte, que dão realidade e maior densidade aos personagens e cenas de homicídio. Enfim, “O Silêncio dos Inocentes” thrillers psicológicos de grande importância não só para o gênero, mas para o cinema como um todo, se tornando um excelente exercício narrativo, que possui aspectos narrativos espetaculares de maneira bem conduzida, misturando a investigação policial, o drama e o suspense de forma inovadora, com doses de terror que nos faz pensar o que ainda existe de animal no ser humanos tido como um animal racional. E mais que tudo, mostra uma preocupação em buscar compreender o assassino, e não culpa-lo, equilibrando o aspecto denso e tenso da trama.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:07

Acho a imagem simplesmente magnífica. Bom comentário, quase uma outra crítica. Continue nos visitando Thiago.

Responder
Sonia Rauédys 29 de março de 2015 - 14:59

Filme incrível. Não há como não sentir-se eufórico ao assisti-lo. A dinâmica entre Clarice e Hannibal funcionou perfeitamente, a vulnerabilidade dela contrasta com a psicopatia dele de modo a nos prender à narrativa e torcer para ambos. Apesar de ser um canibal, nos percebemos criando simpatia pelo Lecter. Ao criar uma atmosfera tenebrosa e densa, o filme deixa o espectador quase que asfixiado. Apesar de ser classificado como filme de terror, este não apela tanto à imagens chocantes, mas aposta nos personagens, enquadramentos, trilha sonora, fotografia e, principalmente, no roteiro, para criar um ambiente que nos angustia da forma que o faz.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:08

Sim Sonia. E você já revisou o filme? A trilogia? Tente. É um ótimo exercício.

Responder
Leandro Marchiori Ferreira 29 de março de 2015 - 14:15

A anos não assistia o filme, e tive a oportunidade de assisti-lo recentemente, A atuação da dupla principal é incrível, a cena onde o Hannibal conta a sua história mostrando a verdadeira essência do personagem é a minha favorita. Porem grande parte da genialidade da produção está em como conseguiram criar um ambiente de tensão e parceria entre os dois. Mesmo o Hannibal estando preso temos sempre a sensação de que ele é pior que o vilão do filme

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:08

Arrepiante essa cena Leandro. Concordo.

Responder
Nick Phoenix 29 de março de 2015 - 14:01

Impossível falar sobre o filme sem mencionar a atuação de Anthony Hopkins. Esplendido! Na história do cinema americano a técnica “Brando” de atuação é uma das mais difíceis, e ele consegue a expressão ambígua a cada plano expecífico. O enredo é um dos melhores, me senti presa psicologicamente com Jodie Foster dentro desta “cela de pudores e segredos da psiquê”. Um roteiro inteligente, persuasivo e organizado. Poucos filmes conseguem a proeza de criar o imaginativo de caos interno no público e faze-lo ser o terceiro envolvido. A vida da personagem Stanley arrisco-me dizer que serviu de base para tantos investigadores de suspense sequencialmente à época e a própria atriz cresce delicadamente no filme. Em 1991 nós brasileiros estávamos catatônicos com tantas psicopatias sociais, e despedidas saudosas que o filme “Silencio dos Inocentes” se torna também para nós uma obra prima do gênero e exemplo escola para nossa teledramaturgia. A tecnologia de filmagem, equipamentos mudou muito, mas fazer uma história sem “sobras ou buracos” hoje é um desafio muito grande diante a tantas ilusões exageradas criadas para dar tempo ao nossos olhos. Parabens a Jonathan Demme e Tad sally pela obra!

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:10

Concordo. O diretor e o roteirista conseguiram fazer o melhor com o livro de Harris, mas também vamos lembrar do ótimo trabalho de montagem.

Responder
TAIS SANTOS 29 de março de 2015 - 13:50

Particularmente gostei muito do filme como um todo. Logo de incio a cena simples da Starling correndo com uma trilha sonora que proporcional movimento e um leve suspense é muito boa! Por me atentar sempre as trilhas, esse filme não deixou a desejar, cada fundo musical dava continuidade ou enfatizava a cena ocorrente, era um trabalho em conjunto, nada se perdia ! Sabe aquele filme que você assiste e tem a sensação que ele se perdeu no meio ? Pois bem, esse não é um desses. Um bom roteiro com incio meio e fim.
O enquadramento no personagem Hannibal Lecter era sempre preciso, acentuava ainda mais o tom de loucura, medo e suspense, Anthony Hopkins está incrível !! O filme é incrível, vejo como aquele suspense que você não pode deixar de assistir, ainda mais se for um estudante de Cinema que está em busca de conhecimento cinematográfico !

* Anexei duas cenas as quais eu observei o enquadramento citado acima *

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:11

Você foi longe, hein? Até imagens inseriu. Gostei. E o filme, já reviu?

Responder
Joilton Santos 29 de março de 2015 - 13:25

A produção exibida vai de acordo com o que se esperava da trama e é importante ressaltar o papel dos personagem que brilharam no enredo e se destacaram ,tanto a mocinha quanto o vilão que é um personagem emblemático da historia do cinema o que sobressai o grande valor em destaque da obra cinematográfica ,o cenário atendeu as expectativas tendo em vista a construção das imagens fundamentalmente bem arquitetadas para o gênero especifico.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:13

Bom saber disso Joilton. Legal também o fato de você ter assistido a um dos melhores filmes da cinematografia contemporânea.

Responder
Igor Correia 29 de março de 2015 - 13:08

A narrativa do filme está incrível, um suspense psicológico que deixa qualquer um preso até final. Os detalhes de cada cena são o diferencial para as sequências de cenas seguintes ou para o próprio perfil dos personagens. A atuação do Anthony Hopkins estava de não piscar o olho, aparecendo em poucas cenas do filme, seus diálogos com a personagem da Jodie Foster é de deixar a pessoa boquiaberta. O desfecho do filme, e aqui digo a cena do ataque aos policiais, é marcante. Quanto ao embate entre a Clarice e o Buffalo Bill, esperava mais da cena, embora o clima de medo tenha sido destacado na personagem, o desfecho pareceu meio fugaz.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:12

Sim, o desfecho na casa de Bill poderia ser melhor. Nunca assumi, mas acho a cena razoável, apesar do interesse técnico final ser justamente na montagem equilibrada e excelente.

Responder
vinicius Santos 29 de março de 2015 - 13:03

A forma de se ver um serial killer vem se alterando, talvez por conta da sociedade ao decorrer dos anos está convivendo cada vez mais com a violência, e dando ela menos importância e gravidade, já que nos E.U.A é “típico” um psicopata matar pessoas por vontade, e no Brasil isto está virando moda, assim como nos filmes onde as mulheres são as maiores vítimas, homens matam mulheres por diversão. Com isso, a cultura do serial killer vem mudando de algo fantasioso, oculto, calculista, mistério e frio, para comédia, drogas e sexo, como os filmes da série “Todo mundo em Pânico”, fazendo o serial killer perder seu sentindo de não apenas aterrorizar, mas também de um enredo e a história por trás do assassino e suas vítimas. E a violência e os crimes, é algo que todos atualmente gostam de ver e também convivem, o público deixou de lado a história dos fatos, pela forma e como é realizados os crimes e os assassinatos, alcançando grande bilheterias.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:14

Sim, a banalização da violência pode ser um fator a ser considerado, mas temos que pensar também que o interesse por esse tema é tão antigo.

Responder
$221383260 27 de setembro de 2016 - 07:34

Esse foi um dos comentários mais idiotas que eu já lê em toda a minha vida.

Responder
$221383260 27 de setembro de 2016 - 07:34

Esse foi um dos comentários mais idiotas que eu já lê em toda a minha vida.

Responder
Francismar Condor Palma 29 de março de 2015 - 12:35

Como dito pelo rabugento Alan Moore, os super-heróis agora são ‘realistas’ e amargurados, abandonando a boa inspiração que os supers geravam nas pessoas nos anos anteriores a Wacthmen, agora acontece a presença de um publico amplo que acha quanto mais uma história for violenta e depressiva, melhor ela é.
Estabelecendo um paralelo, esta ‘politica’ de realismo violento na mídia é algo que vende, é interessante, e ‘infecta’ vários veículos culturais, chegando até mesmo na cultura dos quadrinhos de super-heróis. Esta obsessão pelo perigo pode ter algumas raízes culturais, pela constante presença dos desastres urbanos em jornais como matéria principal, e talvez um motivo psicológico humano de sentir fascínio pela manipulação e amargura.
Esta atração pelo mortal e pela manipulação é um pouco antigo, mesmo no cinema, por exemplo filmes de terror para gerar tensão, que mais tardiamente acrescentando um toque estratégico e inteligente, que atualmente é popular. Um bom exemplo é na histórias comuns de heroísmo: é o vilão psicopata que é mais adorado pelo público do que o herói, que faz o correto.

É bem possível que, no íntimo, as pessoas gostem de tais atos, e por isso o gênero é tão popular – eu mesmo adoro o gênero, mas é bom distanciar da realidade.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:17

Esse ideia de no íntimo é muito polêmica e eu assumo que concordo. Basta ver o engarrafamento numa cena de crime. As pessoas param para ver, até mesmo num acidente, curiosas, como se quisessem satisfazer algo em si ao contemplar a tragédia alheia. Importante que assista ao filme Francismar… muito bom!

Responder
Samara Luz 29 de março de 2015 - 12:22

Bom o tema Serial Killer em si destaca e prende a atenção
dos espectadores,isso ocorre porque quando o próprio termo serial killer foi
descoberto na mídia por um detetive o número de assassinatos aumentou e causou
pânico nas pessoas , e ao mesmo tempo uma certa espera de que a polícia encontrasse
e punissem o mesmo.
E com toda essa pressão e atenção dada a esse tipo de gênero o
cinema claro que sempre foi capitalista e globalizado, decidiu aproveitar toda
essa atenção e pressão do mundo sob a típica perseguição polícia e assassino, o
filme pioneiro dessa categoria fez muito sucesso na época o filme de Alfred Hitchcock, Psicose, e depois deste muitos e muitos outros
vieram incluindo o silencio dos inocentes que envolvem o leitor com elementos
que naturalmente tendem a seduzir, pois a psicopatia em si é algo muito
interessante e muito prazeroso de se entender e acompanhar e nesse filme o ícone
da cultura pop no caso o serial killer é explorado com extrema perfeição e
equilíbrio dos elementos, ou seja, desenvolveu se um perfeito e panorâmico olhar
sob a vista da típica perseguição hollywoodiana que sempre vende: Detetive e
Assassino e essa trama em si juntamente com o livro consegue ser sedutora sem
necessitar de exploração de erotismo e de certa forma em conseqüência banalização
do sexo e da violência que muitos ainda utilizam, mas não no caso dessa
clássica obra prima, que explora com perfeição esse gênero.

Responder
leodeletras 3 de abril de 2015 - 00:15

Sim, um bom ator (Hopkins)… conseguiu dar charme aos atos horrendos citados durante o filme. Boa colocação Samara. Continue nos visitando.

Responder
Gilmara Cruz 28 de março de 2015 - 20:17

Vi apenas 20 minutos do filme. A história até que atrai. Mas, geralmente, filmes baseados em livros deve-se ter um tremendo cuidado quando ao tema, pois, muitas vezes, a história, se não souber escolher os atores e diretores certos, de grande sucesso, acaba virando um grande desastre. Sou fã do estilo.

Responder
leodeletras 29 de março de 2015 - 02:19

Concordo Gilmara, mas prefiro que pense no filme desligado da relação com o livro em específico.

Responder
Day Santos 28 de março de 2015 - 18:12

De fato , a imagem de um serial killer não é atual nas produções hollywoodianas , um bom exemplo é ” Cidadão X ( 1995 ) “, essa personalidade criminosa é muito conhecida nos EUA, mas aqui no Brasil , apesar de não ser novidade , esse assunto só tomou proporções maiores na mídia de uns tempos pra cá, decorrente dos crimes reais que o público presenciou , o que influenciou muito em produções nacionais como ” Dupla personalidade ” , e até reprises de produções antigas como ” As noivas de Copacabana ” . O que é mais interessante é a assimilação que há com vitimas ( quase sempre mulheres ) que são ” conquistadas ” e levadas a morte, nem sempre os casos reais ocorrem desta maneira, mas é certo que para um filme ou qualquer produto artístico essa forma que o serial killer se aproxima de suas vitimas , sem dar sinais de problemas psicológicos , exibindo a verdadeira imagem da perfeição humana e que ao final se torna horripilante, torturador e doentiu é inevitavelmente sedutor , e eu arriscaria dizer sem prudência alguma que para algumas pessoas chegue a ser erótico .

Responder
leodeletras 29 de março de 2015 - 02:19

Adorei Dayara. Bem panorâmico o seu comentário.

Responder
Peu Agra 28 de março de 2015 - 12:19

Por ser um suspense a sensação que se procura passar ao público precisa ser mais profunda e realista, num filme dessa magnetude isso é peça chave, então qualquer elemento visual, por minimo que seja, precisa estar de acordo com a proposta, tudo tem que ser feito de acordo, para que nao fique fora de contexto e acabe tirando o nexo da situação, consequentemente frustrando a intenção de impactar ou emocionar.

Responder
leodeletras 29 de março de 2015 - 02:21

E o que você achou do filme Peu Agra?

Responder

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