Crítica | Yellow (2012)

Antes de Yellow (2012), Ryan Haysom dirigiu outros dois curtas-metragens (LV 16 e Feral, obras de 2008 e 2009, respectivamente), tendo também trabalhado na equipe assistente de algumas grandes produções, como V de Vingança e Nem Tudo é o Que Parece. Com isso em mente, é interessante notar que temos aqui um um integrante de uma grande equipe de produção assumindo a cadeira de diretor, numa produção pequena, mas ambiciosa. Plano Crítico.

Antes de Yellow (2012), Ryan Haysom dirigiu outros dois curtas-metragens (LV 16 e Feral, obras de 2008 e 2009, respectivamente), tendo também trabalhado na equipe assistente de algumas grandes produções, como V de Vingança e Nem Tudo é o Que Parece. Com isso em mente, é interessante notar que temos aqui um um integrante de uma grande equipe de produção assumindo a cadeira de diretor, numa produção pequena, mas ambiciosa.

Desde o título capturamos a homenagem do cineasta ao giallo, gênero que ele procura representar de maneira bastante referencial, com um tipo específico de assassino vestindo luvas prestas de couro (em dinâmica similar à estreia de Dario Argento, em O Pássaro das Plumas de Cristal) e um tratamento com pouquíssimas falas e pesado uso da trilha sonora, como é mais frequente encontrar nos gialli de baixo orçamento e assinados por novos diretores nos anos 2000, sendo as referências mais bem acabadas Amer (2009) e A Estranha Cor das Lágrimas do seu Corpo (2013).

Escrito pelo próprio diretor, ao lado de Jon Britt, o roteiro aposta nas ações diretas, mostrando as mortes acontecendo e contextualizando de maneira insatisfatória a presença do tal serial killer nas ruas. O drama do duplo, a identidade de um assassino e a ocultação de outro, aliado um drama psicológico intenso e uma relação de poder completada pelo assassinato cruel de mulheres formam a melhor parte da obra, mas quase que unicamente ancorado na imagem. A trilha sonora é um bom complemento, mas não se destaca por um uso escrupuloso ou na tentativa de se criar algum tipo de sentimento mais bem modulado no espectador.

Já as mortes ganham uma boa representação visual, a despeito da soltura delas em relação ao todo. O curta acaba parecendo um conjunto de esquetes com ótimos momentos de tensão e violência (referenciando uma clássica cena de Um Cão Andaluz e tudo), mas a costura principal dessa jornada de sangue e gritos fica no ar, sem muito sentido e com um encerramento aberto que não beneficia em nada a obra, já afetada negativamente pelo desenvolvimento solto. Vale para conferir um dos poucos exemplares dos gialli nos anos 2010, mas apesar dos bons flertes, não é um curta que traz a glória dos melhores exemplares do gênero. Mesmo considerando o módico formato em questão.

Yellow (UK, Alemanha, 2012)
Direção: Ryan Haysom
Roteiro: Ryan Haysom, Jon Britt
Elenco: Stephen M. Gilbert, Hester Arden, Rocco Menzel
Duração: 26 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.