Lista | Top 10 – Os Melhores Personagens do Universo do Mickey

O coração da Disney está repleto de figuras maravilhosas. Os primeiros personagens, dos primeiros curtas, originaram um universo fantabuloso. As criaturas contidas são, na maioria, animais antropomórficos, característica que varia, porém, como no caso exemplar do Pateta e do Pluto, ambos cachorros, mas construídos de maneiras completamente diferentes. Mesmos personagens também podem variar de forma, como o caso da vaca Clarabela, que já apareceu sobre quatro patas, mas igualmente sobre duas, mais clássicas. Mickey Mouse é a o princípio desse universo, juntamente com Minnie Mouse, estrelando o curta-metragem Steamboat Willie, que completa 90 anos em 2018, acontecimento mais que suficiente para a elaboração de uma listagem com os melhores personagens desse mundo cartunesco extremamente adorado.

10. José Carioca

O papagaio falante ocupa considerável espaço na galeria particular de coadjuvantes do Pato Donald, situação que o coloca, invariavelmente, entre os personagens do universo animado comentado nessa lista, mesmo nunca tendo interagido muito com o Mickey – pelo que me lembre. José, recentemente, participou de um episódio da revisão de Ducktales, The Town Where Everyone Was Nice, que criticamos.

Com o pato rabugento e um representante mexicano, o Panchito Pistoles, José Carioca participou do famigerado Three Caballeros, grupo musical que apareceu pela primeiríssima vez em Você Já Foi à Bahia?, conhecidíssimo longa-metragem da empresa. A primeira aparição de José, contudo, foi em Alô Amigos, filme lançado em 1941, como parte da política da boa vizinhança vigente na época.

A popularidade do papagaio no Brasil é bastante óbvia. José Carioca foi transformado em protagonista numa série de quadrinhos nacional, sem deixar que as pessoas se esquecessem do seu nome, muito menos de suas características. A roupa inconfundível e a personalidade amistosa. Por algum motivo, Legend of the Three Caballeros, série onde co-protagoniza com seus parceiros clássicos, está disponível apenas na Filipinas.

9. Tico e Teco

Tico e Teco – no original, Chip N’ Dale, é uma dupla de esquilos enormemente amados, criados para um desenho de um certo cachorro amarelo, escrito por Bill Justice. Os desenhos animados estrelados pelos dois são, ao meu ver, os que mais remetem aos clássicos Looney Tunes, da distinta concorrência. O humor sempre estava presente, assim como as inúmeras travessuras. O impacto de ambos não é o mesmo que o de outrora – uma série animada própria existiu ao final da década de 80 -, mas Tico e Teco ainda são celebrados, imensamente recorrentes no cânone de produções relacionadas a esse universo.

8. Margarida

Margarida é o clássico par romântico do Pato Donald. A presença constante em animações certamente tornou-a popular, completando o sexteto principal da empresa, porém, acaba sendo complicado imaginá-la como uma personagem à parte do Donald, quase ofuscada até, ainda mais quando o principal casal dessas animações sempre foi o Mickey e a Minnie. Nas séries mais recentes, assim como nos quadrinhos, Margarida – Daisy, no original – ganhou mais espaço, mas não o suficiente para ranqueá-la melhor nessa lista. Uma necessidade, portanto, por mais protagonismo.

7. Huguinho, Zezinho e Luisinho

Os trigêmeos são sobrinhos do inesquecível Pato Donald, contudo, diferentemente do tio, Huguinho e Zézinho e Luisinho não foram criados para animações, mas para os quadrinhos, especialmente pelo escritor Ted Osborne e o cartunista Al Taliaferro. Uma separação é impossível, porque eles devem estar juntos. O sucesso foi enorme, perdurando até hoje, exemplares de monstros – ora, companheiros aventureiros de viagens marcantes – ainda mais travessos que Tico e Teco. Ducktales, série animada do final dos anos 80, estrelava os personagens, assim como o tio-avô deles, Tio Patinhas, participação que os tornaram ainda mais populares, para demais públicos e gerações.

6. Tio Patinhas

O Tio Patinhas também foi uma das estrelas do seriado Ducktales, ao lado dos seus sobrinhos-netos, assim como, curiosamente, similarmente aos seus parentes, um personagem originário das revistas em quadrinhos, criado por Carl Banks. Dentro do universo do Pato Donald, para além do universo da ficção, Tio Patinhas sempre será o ser vivo mais rico do mundo, superando qualquer outra criatura imaginável e inimaginável. O seu nome em inglês, Scrooge, é uma homenagem ao personagem do clássico A Christmas Carol, de Charles Dickens. A primeira aparição de Tio Patinhas, compartilhando com suas origens, foi justamente em uma história natalina, Christmas on Bear Mountain, de 1947.

5. João Bafo de Onça

João Bafo de Onça é tão antigo quanto o Mickey, encarando-o, em traços hoje irreconhecíveis, desde o clássico Steamboat Willie. O personagem – Pete, no original – retornou em demais ocasiões, nunca perdendo o fôlego. De icônico antagonista à coadjuvante na série animada do Pateta – para exemplificar a disparidade de facetas atribuídas a João Bafo de Onça -, o personagem assumiu posições antagônicas em outras mídias, como na série de games Kingdom Hearts, a exemplo. Um importantíssimo vilão das animações.

4. Minnie Mouse

Minnie Mouse nunca esteve descolada do Mickey Mouse. A união desse casal é tão forte que ambos estrearam juntos na mesma animação, não sendo a personagem um complemento posterior ao coração da Disney, mas um complemento essencial ao próprio Mickey – artisticamente falando. O obstáculo, portanto, é que Mickey Mouse, em 2018, está fazendo 90 anos, como todos os veículos de imprensa anunciam, porém, Minnie Mouse é raramente celebrada, por justamente ter permanecido, embora sempre relevante e popular, à sombra do seu namorado, como uma namorada apenas – característica, entretanto, que a simboliza como uma das maiorias namoradas do mundo da ficção, porém, apenas isso, uma imensa namorada, com destaques pontuais que, depois de nove décadas, ainda não conseguiram sustentar o nome da garota por si só – o mouse sempre está presente. As novas incursões, aparentemente, estão dando mais valor tanto ao possível protagonismo de Minnie, quanto ao seu relacionamento com o Mickey ser um aspecto mais presente na vida do personagem, não apenas para ela.

3. Pluto

Por que Pluto anda sobre quatro patas, não pode falar, usa coleira, enquanto o Pateta comporta-se como ser humano? A magia Disney tem dessas – ou seria uma incrível metáfora sobre a nossa sociedade, em que alguns seres humanos comportam-se como donos de outros. O imortal amigo do Mickey Mouse é um dos cachorros – que são verdadeiros cachorros – mais queridos da ficção, confrontado por outras espécimes amadas, como Scooby Doo e Snoopy. O personagem também recebeu imenso prestígio entre a empresa e o público, sendo estrela de diversos curtas animados que carregaram o seu nome como título.

2. Pateta

A divisão entre o segundo colocado – consequentemente, também o primeiro – e o terceiro nome na lista é enorme. Pateta, com a voz original de Pinto Colvig, foi protagonista de alguns dos melhores curtas produzidos pela Disney. Um documentarista nato, Goofy, no original em inglês, adentrou todas as modalidades esportivas pensadas, ajudou nos exercícios físicos mais difíceis possíveis, assim como foi um excelente comparativo para soldados disciplinados da época de guerra. A trindade clássica da animação não seria a mesma se não fosse o magnífico e hilário Pateta – que até mesmo ganhou um longa-metragem cinemático próprio, Pateta – O Filme, coisa que seus amigos nunca tiveram. O cachorro mais engraçado do mundo, a risada mais cômica do mundo e o melhor pai do mundo.

1. Pato Donald

O Pato Donald definitivamente não é o maior desses personagens – uma honraria mais que especial está guardada ao nome que merece esse posto. O Pato Donald, porém, é possivelmente ainda mais interessante, para muitas pessoas, que o icônico Mickey Mouse, por ser, em muitos níveis, em algumas das melhores animações, uma espécie de contraparte do clássico camundongo, mais simpático.

O carisma permanece em Donald, mesmo sendo constantemente bombardeado por grandes problemáticas – como se tornar nazista em um sonho, no clássico A Face do Fuhrer – e seu estresse inesgotável. Os nervos a flor da pele. O Pato Donald é um marinheiro tão popular que a sua fama acabou rendendo um universo paralelo, particular, apenas para ele. O universo Pato Donald é uma realidade.

Como mostrar que os Estados Unidos são amigos dos seus companheiros da América Latina? Coloque o personagem mais rabugento possível para se afeiçoar a eles. A icônica voz, concedida originalmente por Clarence Nash, é o ponto final de uma história de décadas e décadas, sem nunca ter perdido o charme. A garganta dos seus dubladores, no entanto, contam outra versão desse enredo colorido e divertido.

Hors Concors

Mickey Mouse

Walt Disney e Ub Iwerks criaram o impossível e, no meio do caminho de suas carreiras, conseguiram, genialmente, alcançar o sucesso. Ambos resistiram ao baque da perda de Oswald, o Coelho para a Universal Pictures – dona dos direitos do personagem até pouco tempo atrás, mas não a verdadeira criadora dele -, além da contratação por parte desta empresa de uma gigantesca parcela da equipe de animadores da Disney.

O destino nunca falha. Mickey seria incontáveis vezes mais popular do que Disney e Iwerks sonharam Oswald um dia ser. Steamboat Willie é, enfim, o verdadeiro precursor de uma Disney que aprendemos a amar. De uma Disney construída também por patos rabugentos, patetas atrapalhados, bonecos de madeira que queriam ser meninos de verdade, elefantes voadores, contos de fadas, leões destinados a ser rei, e até por garotinhas que adentraram países e terras, das maravilhas e do nunca.

Caso precisemos falar de onde surgiu todo esse encanto que um mundo encontrou em filmes animados, a resposta correta não poderia ser outra senão a breve história de um camundongo antropomórfico, desastrado, às vezes até abusado, mas sempre carismático, dentro de um barco a vapor, assoviando alegremente. Mesmo tendo existido antes um coelho, a realidade, de fato, é que tudo começou com um mero rato.”

GABRIEL CARVALHO . . . Sem saber se essa é a vida real ou é uma fantasia, desafiei as leis da gravidade, movido por uma pequena loucura chamada amor. Os anos de carinho e lealdade nada foram além de fingimento. Já paguei as minhas contas e entre guerras de mundos e invasões de Marte, decidi que quero tudo. Agora está um lindo dia e eu tive um sonho. Um sonho de uma doce ilusão. Nunca soube o que era bom ou o que era ruim, mas eu conhecia a vida já antes de sair da enfermaria. É estranho, mas é verdade. Eu me libertei das mentiras e tenho de aproveitar qualquer coisa que esse mundo possa me dar. Apesar de ter estado sobre pressão em momentos de grande desgraça, o resto da minha vida tem sido um show. E o show deve continuar.