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Lista | American Horror Stories – 1ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

por Kevin Rick
2980 views (a partir de agosto de 2020)

Avaliação da temporada:
(não é uma média)

Como é de praxe no Plano Crítico, fazemos um ranking dos episódios de temporadas que acompanhamos semanalmente, com alguns comentários descritos e os links para as críticas completas, como pode ser visto abaixo. Além disso, normalmente utilizamos esse espaço para dar uma opinião mais geral da temporada como um todo. E, pensando nisso, gostaria de me desculpar com quem tem acompanhado a série e as críticas semanalmente comigo, pois eu não irei fazer uma análise da temporada como um todo. Eu realmente acredito que seria um desperdício de tempo fazer mais parágrafos para American Horror Storiestanto para mim quanto para vocês que sofreram comigo.

Pode parecer maldoso, especialmente para quem possivelmente gostou do spin-off de AHS, mas eu certamente resumiria minha experiência com esta temporada inaugural em uma tortura semanal de capítulos vazios e desagradáveis. Até consegui achar uma dupla de episódios medianas, mas no todo, é um show praticamente inútil. Raramente temos horror ou suspense; cheio de reflexões sociais superficiais; falta de comprometimento com a proposta antológica; entre outros problemas que citei semanalmente, criam a experiência completamente esquecível de American Horror Stories. O desfecho da temporada, de longe um dos piores, quiçá o pior, episódio que já tive o desprazer de assistir, me fazem perguntar o que exatamente Ryan Murphy quer elaborar aqui, pois ele parece genuinamente perdido. Vamos ao ranking do terror, e que venha a segunda temporada, já confirmada…

 

6º Lugar:
Game Over

1X07

Game Over é, ironicamente, inconclusivo. Era para ser um fechamento de Murder House ou era tudo uma piada? Não sabemos, e, honestamente, não quero saber. Este sétimo episódio me passou tanta raiva, que ao terminá-lo eu só conseguia sentir genuína vergonha pela equipe criativa, e a meia estrela acima foi dada apenas pela coragem que Ryan Murphy teve de lançar este destroço artístico após vê-lo. Não tem nada aqui. Não tem terror, suspense, comédia, conclusão, antologia. É uma tentativa vazia de “metalinguagem” cansativa, embaraçosa e convencida. Que jeito de terminar a temporada… Pelo menos me compadeci dos personagens no sentido de que tudo que eu mais queria era escapar de American Horror Stories.

 

5º Lugar:
The Naughty List

1X04

Até o ato final não faz muito sentido em relação a narrativa, pois aparenta tentar vender a imagem de que os personagens merecem morrer, retornando ao argumento que expus no primeiro episódio de como o show tem esse viés de defesa da violência quando cabe na agenda da equipe criativa. E o próprio horror do desfecho é mais uma colagem de terror sem graça, nulo de tensão ou sentimento, mesmo que seja ódio pelos atos dos personagens – eu fiquei mais na indiferença com todo o teor patético -, e, claro, o desnecessário gore espalhada na tela como tentativa de camuflar o quão raso é o enredo.

 

4º Lugar:
Drive-In

1X03

É preciso dar mérito para o veterano John Carroll Lynch, que deixa toda aquela sequência no trailer menos ridícula com sua narração dos fatos, até com alguns contornos de metalinguagem, mas Drive In continua sendo uma sucessão de escolhas erradas de direção e roteiro que se afastam da narrativa da lenda urbana e a atmosfera do horror, para trazer um conto adolescente genérico e corrido de, claro, sexo. É uma pena, porque Manny Coto tinha uma ideia interessante com o filme proibido, e nas mãos de um cineasta mais hábil talvez teríamos um episódio mais focado no horror, mas aí são divagações minhas. Um conceito curioso, uma execução patética e um desfecho que desanima para os próximos episódios.

 

3º Lugar:
Rubber (Wo)man

1X01 e 02

Considerando que séries de antologia episódica normalmente deixam suas melhores histórias para o início e o desfecho, se torna preocupante a expectativa dos próximos episódios. Pelo menos o formato abre espaço para a curiosidade semanal com a nova história de horror, e nos deixa menos preocupados com a qualidade contínua da narrativa geral, mas Rubber (Wo)man estabelece um péssimo tom inicial. De atuações robóticas a direção genérica, discurso temático desagradável ao drama superficial, American Horror Stories não inicia uma caminhada promissora.

 

2º Lugar:
Ba’al

1X05

Até o início da reviravolta, confesso que estava flertando com 3 estrelas. Tudo bem convencional e padronizado, mas honestamente bom. É o episódio que melhor entende a estrutura antológica de American Horror Stories, desde a celeridade em estabelecer o mistério, a busca pela atmosfera e algumas tentativas de surpreender o espectador. E então… veio o desfecho. Qual a necessidade de gore em um episódio inteiramente atmosférico? Não faz qualquer sentido ter tripas e sangues jorrando pela tela, sendo que todo o contexto da experiência se baseava na angústia do desconhecido, de algo que se espreita. É desnecessário e gratuito, culminando em uma conclusão nojenta que evoca o mesmo sadismo e a linguagem sexualmente porca da série até aqui. Complicado viu… Felizmente, fica a sincera experiência ao longo de dois terços do episódio que alimentam um pouquinho o nosso otimismo para episódios posteriores.

1º Lugar:
Feral

1X06

Pra mim faltou mais da última parte, justamente pelo fato de que a mudança de tempo (que tem seus pontos positivos como falei) retiram duração da exploração, da experiência de horror mesmo, e acaba correndo com tudo no final. Também temos muitos elementos genéricos de revirar os olhos, como a cena previsível da morte do Birch, mas o saldo acaba sendo positivo. Quando o menino aparece no final, entortei um pouquinho o nariz, mas aí fui parar pra pensar, e tudo que eu conseguia imaginar era um pai contando aquela história em uma fogueira para crianças não fugirem na floresta. Pura lenda urbana; sensacionalista, algumas reviravoltas e uma dose de horror fabular infantil – até o gore faz sentido contextualmente, considerando o horror bestial. Feral tem problemas, mas, assim como Ba’al, é outro exemplo de como pegar o antológico, o mito/folclore moderno, a cafonice desses pequenos contos, e criar algo interessante.

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