Home FilmesCríticas Crítica | It: Capítulo Dois (Com Spoilers)

Crítica | It: Capítulo Dois (Com Spoilers)

por Gabriel Carvalho
568 views (a partir de agosto de 2020)

“Você é um palhaço.”

  • O texto é longo, como o filme também, então se prepare. Caso se interessa, leia a crítica sem spoilers clicando aqui.

Há um anseio pela grandiosidade permeando a sequência do “arrasa-quarteirões” It – A Coisa, a segunda adaptação cinematográfica do clássico oitentista escrito por Stephen King. Uma das cenas que encerram o longa referencia justo uma grande franquia de terror do passado, pois apresenta A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy como uma das obras exibidas em um cinema de Derry, Maine. Entretanto, se em 1989 o gênero, mesmo em um quinto exemplar de uma marca, continuava com um orçamento pequeno em comparação a demais lançamentos, o retorno do palhaço Pennywise (Bill Skarsgård) contradiz a regra do mercado. Para se ter uma noção, It: Capítulo Dois possui o dobro dos gastos de um outro importante nome do terror desta década, Annabelle: De Volta Para Casa. Claro que o custo, em vista das produções de ação de Hollywood, permanece sendo pequeno, contudo, a quantia, por outro lado, é igualmente representativa de um gênero que, aqui, se enxerga com marcas de épico. E não apenas por conta dos efeitos visuais, presentes em larga escala, mas também em questão de duração, propósitos dramáticos e afins. Ora, soa como se o cineasta Andy Muschietti estivesse concluindo a saga de uma geração – como um Harry Potter com mais sustos, sangue e menos bruxaria infanto-juvenil -, que agora adentra no cenário adulto e vê os paralelos entre suas contrapartes, as moleques e as maduras, despertarem.

Tais relações do presente com o passado são, em um primeiro lugar, viabilizadas por conta de um uso constante de flashbacks. Depois de 27 anos que o Clube dos Otários, composto por crianças excluídas de uma forma ou de outra, venceu a terrível ameaça da Coisa, o grupo é obrigado a se reencontrar por conta do ressurgimento da criatura. No entanto, ninguém parece se lembrar dos eventos traumáticos daquele ano, com exceção de Mike Hanlon (Isaiah Mustafa, como adulto, e Chosen Jacobs, como criança), o único membro da antiga gangue que não saiu de Derry. O roteiro adaptado de Gary Dauberman, porém, inicia, com esse contraponto compreendido pela estrutura narrativa e a premissa de resgate de memórias, uma enorme contradição, e Muschietti não parece estar muito atento a isso. É complicado, na verdade, o espectador acreditar na referida amnésia dos protagonistas, pois o longa se esforça em recordar as memórias do primeiro filme de uma maneira expositiva, sem precisar retrabalhar os traumas passados por meio de uma perspectiva amadurecida. Logo antes do elenco adulto, no caso, ser enfim apresentado, as crianças debutam e introduzem as visões que Beverly (Jessica Chastain, como adulta, e Sophia Lillis, como criança) teve quando em estado catatônico, na obra anterior. E os paralelismos continuam, ao passo que as vidas atuais de cada um dos Otários é – numa diferença aos livros – ignorada quase por completo.

“Uma pirueta…”

O que se pode concretizar do longa-metragem no que tange o envolvimento entre tempos distintos é um apego nostálgicoa si mesmo problemático. Assim sendo, Dauberman prova que seu texto tem muitas pontas sem nó, rejeitadas pelo seu olhar, mas não realmente eliminadas. Existe, portanto, um potencial de estudo de personagens que, pelo tamanho da obra, não teria problemas de ser alcançado junto à complexidade pedida. Porém, novamente o passado ganha mais força que o presente, ao passo que relações atuais, como casamentos, são ignoradas para que antigas sejam realçadas. Por exemplo, Beverly é casada com um homem que a violenta domesticamente, contudo, esse não é um ponto que o roteiro se importa em trabalhar. Do contrário, o seu pai repete o papel como uma figura violenta da sua infância, mas isso já estava no filme original. Decerto que o contraponto entre passado e passado é um item importante para a obra – Eddie (James Ransone, como adulto, e Jack Dylan Grazer, como criança) se casa com uma mulher que é interpretada pela atriz que viveu, antes, sua mãe -, porém, o apelo nostálgico é mais relevante que uma conversa de fato verdadeira. Quando, na metade da obra, os amigos se separam para reunir artefatos de seu passado – necessários para o Ritual de Chud, elemento mitológico da franquia explicado por Mike -, várias das incursões aos anos 80 são bem inúteis, redundantes e demoradas.

Os exemplos continuam a comprovar a ineficácia desse segundo capítulo. Richie (Bill Hader, como adulto, e Finn Wolfhard, como criança) confronta um segredo que guarda por toda a vida, ao passo que o seu relacionamento com Eddie ganha uma complexidade a mais inesperada. Mas o roteiro só percebe o potencial nisso quando o amigo de Richie morre, já que o seu flashback revelador envolve um ninguém, e as cenas no presente não sugerem a força dessa amizade. Caminhando por fora: o medo de Bill (James McAvoy, como adulto, e Jaeden Martell, como criança) em repetir o seu passado, quando permitiu que outros morressem, traz consigo um drama já resolvido – a perda de seu irmão -, mas que se renova com a comunicação que Dauberman estabelece entre tempos. O problema na sua participação, porém, reside em um triângulo amoroso pobre. Ben (Jay Ryan, como adulto, e Jeremy Ray Taylor), no caso, até teria um arco competente como o de Bill. O menino gordinho emagreceu, apesar de ainda possuir os mesmos sentimentos não-correspondidos por Bev. Contudo, o ator não convence no papel, e a química entre o seu personagem e Bervely é calcada unicamente na graça do intérprete-mirim de Ben e na ternura inerente à Lillis. Já Chastain, por sua vez, nunca se aproxima de resgatar os sorrisos graciosas da sua contraparte criança. Ou seja, de novo camadas dramáticas são minimizadas por uma exploração inconsistente do passado.

“…duas piruetas”

O que acontece, no final das contas, não é uma conversa entre passado e presente, mas uma dependência dramática que os responsáveis geram por não saberem usufruir de verdade as tantas pontes emocionais possíveis. Pela repetição, o roteiro até mesmo se esquece de uma das boas possibilidades que apresenta, mas, de modo abrupto, corta de vista: relembrar o passado depois de Pennywise e que nós, como espectadores, também não nos recordamos. Quando Mike aponta que o Clube dos Otários teria se distanciado – quiçá por causa da influência negativa da Coisa -, abre-se uma oportunidade que não é aproveitada. Portanto, os flashbacks poderiam apresentar pontos de fato novos, caso acontecessem inteiramente em um futuro não visto na obra anterior. Ora, por que as memórias atuais são válidas de serem recordadas e as antigas não? A cronologia destes segmentos, no entanto, é uma loucura sem coesão, com certos momentos se passando previamente a acontecimentos passados e outros se passando depois. Contudo, não pense que os equívocos começam a surgir apenas no meio da trajetória. Do ponto de partida do enredo, porém, é que essa bagunça já começa, em uma das muitas questões aleatórias do longa que se esvaem. Lá, um prelúdio desnecessário para o que a obra quer realmente discutir em tema e que contém coadjuvantes que não retornam – como o vivido pelo diretor Xavier Dolan -, o antagonista desperta.

Do contrário de uma necessidade dessa cena para a reapresentação de Pennywise, o momento apenas reitera a confusão da obra em decidir a função dos seus elementos. Em It: Capítulo Dois, a noção da cidade como sendo um lugar consumido pela maldade da Coisa não é explorada – até porque o longa se preocupa, como citado, por um âmbito menor, vide a ausência da destruição de Derry no fim, como nos livros. Essa cena, portanto, teria função em meio à exploração de que a retomada da intolerância, para a região, acontece por causa do ressurgimento do antagonista. O que resta, contudo, é uma similaridade ao material-fonte que não serve a propósitos. Ora, por que não usar tais coadjuvantes juntamente ao retorno de Henry Bowers (Teach Grant, como adulto, e Nicholas Hamilton, como criança)? Muschietti, entretanto, não se importa muito com coerência, preferindo a reiteração de cameos que somente engrandecem a obra sem necessariamente a justificar. É interessante que Stephen King esteja presente aqui, mas a sua participação é apenas um aceno ao espectador, redundando a cansada piada de que Bill não escreve bons finais, em alusão ao escritor. Peter Bogdanovich também encontra-se presente, noutra piadinha. Esses traços cômicos da obra, aliás, estão muito presentes, o que diminui um tanto o ar de terror da obra, como na cena em que Beverly retorna a sua casa. O diretor anseia sustos, choros e risos, mesmo vazios.

“Bravo! Bravo!”

Isso, em paralelo, também é sintomático a uma outra coisa, a construção do terror, que Muschietti se esquece para se ater a uma exploração momentânea de seus elementos assustadores, sempre no mesmo esquema de alavancar a tensão visando um simples jumpscare. Os sustos repentinos são usufruídos à torto, perdendo qualquer relevância à narrativa para serem apenas chamativos e cansativos. O roteiro em si, por sinal, já antecipa o andar da carruagem, incluindo sequências sem qualquer necessidade – como o assassinato da menininha embaixo da arquibancada, ou o próprio prelúdio – apenas para os sustos não cessarem. Então, entra em cena um outro ponto do longa, que é a sua aproximação ao gênero de ação, visto que o terror é anestesiado em prol de um choque que vai de encontro aos grandes espetáculos cinematográficos. Um ser gigante tem muito mais espaço. No que se refere à fidelidade, ademais, caberia, dentre as transformações da Coisa, referências a monstros da cultura popular, em contrapartida ao uso e reuso dos mesmos zumbis esqueléticos de sempre. O visual, assim sendo, é tão desgastado quanto o CGI, sem muitas novidades a serem imaginadas pela equipe de criação. O que Muschietti busca, em contrapartida, é o oposto de uma renovação, mas uma exponenciação gratuita de tudo que já tinha sido resolvido anteriormente. Nisso, o clímax se prolonga em demasia, ao passo que a Coisa cresce mais e mais.

Essa ganância da obra por ser o maior nome do gênero em uma década, no entanto, não é por si criminosa. Ao passo que ambições existem, o longa, porém, não passa por um crivo em termos de igualar estas pretensões, ousadas, às reais execuções, bastante atropeladas e, por consequência, vazias. E isso surge logo em um longa com quase três horas, que consegue a proeza de tornar-se, para alguns de modo paradoxal, tão modorrento quanto acelerado. Há, por isso, um investimento nos dramas íntimos dos personagens, ao menos na superfície, que não tem um respaldo no seu coração – como se o grupo estourasse, no auge do confronto derradeiro, não o órgão da criatura, mas o do próprio conjunto. No mais, nem a trilha-sonora, grandiloquente, propõe uma variedade de sentimentos, expressivos e melodramáticos, que morem intrinsecamente a uma construção, mas a momentos oportunistas. É tudo tão exagerado que desmancha-se o poder de virtudes pontuais, em meio a um projeto extenso e perdido em sua magnitude. Por isso que, para tentar alcançar essa vertente dramática elevada ao cubo, a obra termina tendo que se propor a recursos exploratórios desonestos, como a reinserção de cenas no passado que não são parte de um desenvolvimento, mas de um escape emocional seguro. Assim, em vista da quantidade de anormalidades presentes, que criam um circo de horrores, esta sequência não chega perto de ser uma “obra-prima do medo“.

It: Capítulo Dois (It: Chapter Two) – EUA, 2019
Direção: Andy Muschietti
Roteiro: Gary Dauberman (baseado em romance de Stephen King)
Elenco: James McAvoy, Jessica Chastain, Jay Ryan, Bill Hader, Isaiah Mustafa, James Ransone, Andy Bean, Jaeden Martell, Sophia Lillis, Jeremy Ray Taylor, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Wyatt Oleff, Bill Skarsgård, Jackson Robert Scott, Joan Gregson, Javier Botet, Teach Grant, Nicholas Hamilton, Jess Weixler, Will Beinbrink, Xavier Dolan, Taylor Frey, Jake Weary, Erik Junnola, Connor Smith, Stephen Bogaert, Molly Atkinson, Martha Girvin, Peter Bogdanovich, Stephen King
Duração: 169 min.

Você Também pode curtir

19 comentários

Fabrz 31 de julho de 2020 - 02:30

O crime homofóbico tem relação com a história do Rick, eh só raciocinar, caralho. O casal era gay proud e Rick tava no armário, e a coisa usou isso

Responder
Cleison Miguel 25 de novembro de 2019 - 17:30

Achei o primeiro uma grata surpresa, a maquiagem e interpretação de Bill Skarsgård é assustadora em si, sendo um filme que se encerra com qualidade.

Feitos os merecidos elogios a primeira parte, só tenho a dizer que dormi duas vezes vendo a sequência e, mesmo me considerando uma pessoa fácil de assustar em filmes de terror, simplesmente não lembro de nenhuma cena que tenha me feito baixar o volume da TV ou pausar para beber uma água, nada nada nada… que pena.

Ótima crítica e nota mais que adequada.

Responder
Rafael Lima 11 de setembro de 2019 - 13:38

Eu não pegaria tão pesado com o filme. Acho que ele tem muitos problemas, mas tem suas qualidades também, ficando bem longe de ser uma “adaptação ruim” do Stephen King. Mas enquanto o primeiro filme facilmente deve ficar nas altas posições entre as adaptações do trabalho autor, esse daqui vai ficar em algum lugar no meio. Sai encantado do primeiro filme, desse daqui gostei, mas fiquei com a impressão de que poderia ser bem melhor.

Sendo um pouco condescendente, sempre achei que o trecho protagonizado pelos adultos era o mais complexo de adaptar, não só por toda a questão cósmica em torno da mitologia do vilão (coisa que essa adaptação até trabalhou bem ao simplificar a questão) , mas por que a parte dos adultos dependia mais das crianças mesmo. Pra não falar que a subtrama do Henry Bowers adulto já é meio solta no próprio romance, e a adaptação não conseguiu consertar isso.

Agora deixando de ser condescendente, acho que o problema maior do filme não é a escala que ele pretende. Não tenho nada contra o Pennywise gigante. O problema, como a crítica aponta, é que o filme parece se apegar demais ao primeiro filme (que tinha uma identidade muito própria ao focar só na fase jovem dos protagonistas) e acaba não tendo uma identidade própria. Claro que em um filme sobre ciclo e memória, olhar para o passado é inevitável, mas o primeiro ato do filme parecia resolver bem a questão ao mostrar que ao esquecer o passado, deixando traumas inacabados, os personagens acabavam fadados a repeti-los. Eddie e Beverly se casam com pessoas que reproduzem o comportamento tóxico e abusivo de seus pais, Bill tem problemas com desfechos (algo que podia ser muito mais que uma mera piada repetida a exaustão). Mas como a crítica aponta, ao invés de optar por explorar a repetição desses traumas na vida adulta, revisitamos os eventos do passado que em muito pouco acrescentam aquilo que o filme anterior havia mostrado. Por isso as quase três horas pesam. Por que não estão nos dizendo nada de novo sobre esses personagens, ou se dizem, soa forçado, como o retcon no personagem do McAvoy (exceção feita ao Richie, que tem um ótimo desenvolvimento).

Responder
Felipe Aguiar 1 de outubro de 2019 - 10:41

Pô bicho… Com todo o respeito que sempre terei ao Plano Crítico, esse seu comentário, para mim foi mais completa que a crítica. hahahaha.

Responder
Pablo 10 de setembro de 2019 - 18:55

Eu ainda não entendi qualé da crítica que negativa o filme. Eu o achei mais dramático, tenso e denso! Eu ficava na sala chorando em alguns momentos, seja os ataques do palhaço aos inocentes, seja em cenas de coração partido que evocavam a dor dos meus momentos pessoais de decepção, seja pelas palavras de um amigo ausente sobre o medo da vida… Eu adorei esse filme e não só por ser terror, eu tenho receios de assistir de novo. Eu me diverti muito com o Tozier e o Eddie. Me assustei e tive raiva de Pennywise. Sorri com as pontas de Stephen King e de Peter Bogdanovich. Não entendo o porque da crítica não ter aprovado muito o filme mas me lembrei de que eu mesmo tenho minha própria opinião e sensibilidade para dizer que simplesmente o adorei. Sentirei falta das aventuras do clube dos perdedores.

Responder
Bruno [FM] 9 de setembro de 2019 - 11:10

Filme denso e muito bem produzido. It Parte 2 é um filme carregado de alma.

Engraçado os comentários falando negativamente que ele tem mais humor do que terror, sendo que na verdade, essa já era a proposta do primeiro filme. E como eu já havia meio que me decepcionado com o primeiro por conta disso, então já fui mais preparado. Na verdade, o humor e/ou terror passa até despercebido quando conseguimos enxergar a grande carga emocional que esse filme tem e suas analogias.

Atuações sólidas de todo o elenco. Trilha sonora discreta e favorável. Ambientação penetrante. Roteiro surpreendente e ousado. E edição de ritmo aceleradíssimo (nem se percebe as quase 3 horas de duração). Realmente não é um “terrorzão”. As cenas talvez não irão assustar, mas elas trazem um teor de impacto muito grande por serem simplesmente bizarras.

E chega a ser “épico” o retorno do Clube dos Ótarios. Só achei que não deu pra “sentir” muito os 27 anos que separam a primeira parte da segunda. Talvez porque o filme começou rápido demais com o Pennywise. Acho que um início que apenas aprofundasse a fase adulta deles teria sido uma melhor escolha.

Filme com uma mensagem que irá agregar no íntimo. Afinal, quem nunca precisou “voltar ao passado” (fase da infância) pra “derrotar seus medos” (que na fase adulta ainda nos assombram e insistem em ter poder sobre nós)? Porque é na infância onde ficam a maioria dos nossos demônios.

Achei genial a analogia sobre um livro com final ruim. Afinal, o próprio It do Stephen King eu mesmo desanimei de ler por ter tantos comentários na internet falando que depois das mais de 1.000 páginas o final do livro não é tão bom (Coincidência ou humildade do King?) Enfim, sai da sala do cinema satisfeito. É um bom filme. Talvez por ser algo que vai muito além do horror ou do humor. Assistiria novamente.

Responder
Felipe Naps 26 de novembro de 2019 - 12:13

O filme é muito bom. Não senti a horas passarem, reclamaram de ter muitos flashbacks, pra mim também nao foi problema.

É um filme denso, lento pra vc mergulhar em Derry.
Adorei a brincadeira com o Stephen King.

Nao é um filme de terror, tem terror, mas e muito mais que isso.

Só achei desnecessário os CGI pra reproduzir os algins monstros. Esse tipo de efeito viajará piada nonfitiro, igual aos efeitos dos anos 80.

Responder
Vinicius S Pereira 8 de setembro de 2019 - 21:06

Esse é o famoso filme que eu sei que quando tu olha atentamente não é realmente bom, tanto que concordo com quase todos os pontos da crítica, porém, no fim eu me diverti durante as 3 horas e não senti que ele ficou arrastado.

Acho que o maior problema, como foi apontado diversas vezes pelo texto, é a superficialidade, sinto que o orçamento maior atrapalhou o julgamento de construção do roteiro. O tempo inteiro o filme tenta dar uma sensação de grandiosidade, e ele tenta tanto que não fim vira galhofa, a cena da velha é um exemplo, o uso do pennywise e suas formas é tão abusado que fica previsível e galhofa.
Também senti falta de um desenvolvimento maior da situação atual dos personagens, diversos dramas dos livros não foram adaptados e poderiam ganhar espaço nessas 3 horas, a esposa do Bill pra mim fez uma falta enorme.
O clímax final é longo mesmo mas eu não cheguei a ficar incomodado, apesar de todo o plot de ritual indígena parecer deslocado do filme. O modo como eles derrotam o It eu achei legal, o final original era inadaptável de qualquer forma.
As cenas finais carecem de carga emocional justamente pq falta desenvolvimento dos personagens adultos, tanto que eles voltam às crianças aos 45 do segundo tempo, justamente pq foi lá que a gente teve desenvolvimento.
Obs: a parte técnica estava incrível, nunca vi um filme de terror com cgi tão bom.

Responder
Gabriel Carvalho 9 de setembro de 2019 - 15:09

Sobre a sua observação: claro que você nunca viu CGI tão bom – apesar de eu achar que existem exceções durante o uso -, pois poucos longas de terror tiveram orçamentos altos como o desse.

Responder
Renato Martins Moreira 8 de setembro de 2019 - 12:35

No geral eu gostei do filme, mas realmente achei ele bem cansativo e repetitivo, principalmente no segundo ato quando eles se dividem. Algumas coisas foram bem problemáticas, por exemplo, o tal do ritual que no fim não presta pra nada, não sei se isso tem no livro, mas já que no fim eles nem usam o ritual pra derrotar o Pennywise não deviam nem ter colocado essa idéia no filme. Outra coisa foi no final com a carta do Stanley, achei que romantizaram o suicídio pelo fato dele se matar pq não ia ajudar os amigos, e não é legal isso. Mas é bem o que vi nas principais críticas que li, eles ficaram ambiciosos com o sucesso do primeiro filme e não conseguiram ver os problemas desse segundo.

Responder
Gabriel Carvalho 8 de setembro de 2019 - 20:25

Discordo com você em relação ao suicídio! É romantizado mesmo, mas não é um suicídio normal, e sim um sacrifício.

Responder
Maria Jose Pedroza Da Silva 8 de setembro de 2019 - 09:50

Qual e a sua nota para o livro It ?

Responder
Gabriel Carvalho 8 de setembro de 2019 - 20:25

Respondi abaixo ao Pedro.

“Pedro, eu não tenho a menor experiência com a crítica literária e não saberia avaliar com nota a minha experiência. Mas gosto!”

Responder
dilson costa 8 de setembro de 2019 - 02:25

Fraco demais esse filme

Responder
Gabriel Carvalho 8 de setembro de 2019 - 20:25

Concordo também! Espero que “Doutor Sono” não seja mais uma adaptação ruim de Stephen King desse ano.

Responder
Ruqui 8 de setembro de 2019 - 01:15

Não culparei ninguém de vir direto para os comentários depois de ver a nota, e sem ter lido a crítica ou visto o filme, e dizer que é baixa porque Pennywise se transforma num animal.

Responder
Gabriel Carvalho 8 de setembro de 2019 - 20:25

Olha, pior que você está certo de uma certa maneira! Se assistir ao filme, perceberá o momento em que a minha nota virou 2 estrelas.

Responder
Pedro 7 de setembro de 2019 - 23:18

Gabriel, qual seria a sua nota para o livro It

Responder
Gabriel Carvalho 8 de setembro de 2019 - 20:25

Pedro, eu não tenho a menor experiência com a crítica literária e não saberia avaliar com nota a minha experiência. Mas gosto!

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais