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Crítica | Nosferatu (1922)

por Ritter Fan
1151 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

O que eu posso falar sobre essa obra-prima de F.W. Murnau que muita gente muito melhor do que eu já não tenha dito com mais propriedade? Nosferatu é um dos mais importantes filmes já feitos, uma joia cinematográfica que precisa ser assistida por todos e que tem uma história de “origem” tão interessante quanto a obra em si.

Foi pensando no que escrever que eu cheguei à conclusão que não tenho mais nada a acrescentar a quem já viu Nosferatu (deixando claro que estou falando do original, de 1922, não do remake de 1979, de Werner Herzog, que é muito bom, mas que não chega aos pés desse). Ver esse filme é sempre uma experiência fantástica, imbatível, pois o jogo de luz e sombras e design da produção é algo que só mesmo o expressionismo alemão conseguiu produzir e nunca mais ninguém conseguiu repetir o feito com a mesma eficiência. Estou exagerado? Sinceramente creio que não. Marcadas profundamente em minha mente estão minhas primeiras experiências com o movimento no cinema, com filmes como O Estudante de Praga, O Gabinete do Dr. Caligari, O Golem e A Última Gargalhada, este também de Murnau e uma das mais belas obras da Sétima Arte. São filmes que transfixam o espectador – cinéfilo ou não, jovem ou idoso – e apresentam um mundo muito particular, altamente criativo e que funciona particularmente bem em obras de horror, gênero tão mal trabalhado hoje em dia.

Se você é leitor aqui do Plano Crítico e não viu Nosferatu, essa crítica é para você. Uma espécie de teaser da que é de longe (mesmo!) a melhor adaptação de Drácula, a primeira e a obra definitiva do gênero, de Bram Stoker. E você não precisa ser fã do gênero horror ou de filmes de vampiro para admirar o trabalho de Murnau. Basta ser curioso e estar disposto realmente a se enfronhar na estranha, na bizarra, na surreal construção cinematográfica de um dos gênios do meio.

Mas comecemos pela também bizarra – e quase trágica – história por trás da produção. Nosferatu foi a primeira e também única produção da Prana Film, produtora fundada em 1921 por Albin Grau especificamente com o objetivo de fazer um filme de vampiro, pois, reza a lenda, seu pai havia sido um. Mesmo sem obter autorização do espólio de Bram Stoker, que falecera em 1912, Grau encarregou Henrik Galeen, que havia escrito o roteiro de O Golem, de 1920, de escrever um roteiro com base em Drácula. Para tentar evitar uma ação judicial, o Conde Drácula se tornou o Conde Orlok e até mesmo a palavra “vampiro” foi substituída pela que dá nome ao filme, “nosferatu”, palavra de etimologia romena que pode significar “o repugnante” ou “o sujo” ou, até mesmo, “o demônio”. Jonathan Harker é Thomas Hutter e Mina Harker é Ellen Hutter. Além disso, diversos personagens da obra original são eliminados e a ação, apesar de começar na Transilvânia, não migra para a Inglaterra e sim para a Alemanha, na cidade fictícia de Wisborg.

No entanto, Nosferatu é, sem tirar nem por, uma adaptação de Drácula. Está tudo lá e, arrisco dizer, de maneira mais fiel à obra de Bram Stoker do que em qualquer outro filme. Nada do vampiro charmoso que o mundo aprendeu a “gostar” e sim um monstro horroroso, assustador, que representa, na obra de Murnau, a própria Peste Negra, praga de peste bubônica trazida pelos ratos (mais precisamente pelas pulgas dos ratos e outros roedores),  que assolou a Europa do século XIV, matando um terço da população. O lado romântico do vampiro que o Conde Orlok representa não existe em Nosferatu. Há, apenas, medo.

Essas semelhanças, claro, atraíram a ira do Espólio de Bram Stoker que acabou ingressando com uma ação que levou a Prana Film à falência (por isso ela só fez um filme) e ordenou – vejam só! – a destruição de todas as cópias existentes do filme, ordem essa que foi levada à cabo. No entanto, para nossa sorte e profundo alívio, pelo menos uma cópia completa da obra de Murnau já havia sido levada à distribuição fora da Europa e, ao longo dos anos, novas cópias foram feitas, permitindo que essa obra-prima sobrevivesse até os dias de hoje, imortal como o vampiro. Por outro lado, também, a atenção a Nosferatu terminou por sedimentar a carreira de Murnau, que ainda brindaria a Sétima Arte com A Última Gargalhada, Fausto e Aurora, além de outros e migraria para Hollywood.

Como já ficou claro, o filme conta exatamente (ou quase exatamente) a mesma história que o livro de Bram Stoker, mas o que retira de Nosferatu qualquer possibilidade de se afirmar que é “mais um filme de vampiro” é seu design de produção e figurinos do próprio Albin Grau e a fotografia de Fritz Arno Wagner, além da inesquecível atuação de Max Schreck como o Conde Orlok e, claro, a minuciosa batuta de F.W. Murnau. É até difícil destacar o que é mais importante nessa obra-prima que é uma verdadeira confluência de imaginação, criatividade e técnica.

Olhemos, primeiro, para o design de produção e figurino, aí incluída, também, a maquiagem transformadora de Schreck. O que temos é um misto de cenários construídos para o filme – normalmente os interiores – com exteriores fantasmagóricos, mas sem exageros góticos. Vê-se claramente o amor do produtor Grau com o filme, pois ele escolheu locações em pequenas cidades na alemanha, especialmente Wismar e Lübeck para transformá-las no retrato da decadência com a chegada do monstro. As sequências na Transilvânia foram efetivamente filmadas lá, o que empresta um ar genuíno às sequências iniciais.

Os figurinos são eficientes em passar o ar da época da ação, algo como 1830 – em contraste com 1890 do livro – mas é mesmo a roupa do Conde que se sobressai, com seu enorme casaco preto cheio de botões e com mangas curtas e lapela generosa. Não é o visual chamado “clássico” do vampiro, mas é o que inspirou aquilo que hoje vemos comumente por aí, além de ser muito mais aterrorizante do que uma capa esvoaçante com cetim vermelho por dentro. Mas falar do figurino de Orlok sem falar do incrível trabalho de maquiagem é um crime. Max Schreck, ator esguio e alto, ganha a aparência de um morcego humano, a perfeita fusão entre as duas espécies. Acho que nem mesmo Bram Stoker imaginou e, se tivesse visto o filme, reescreveria o livro para inserir essa descrição.

Mas, assim como o figurino nos leva à maquiagem, esta nos leva ao próprio Max Schreck. O ator alemão oriundo do teatro, de carreira sólida só que sem nenhum tipo de brilhantismo – que jamais alcançaria fora da obra de Murnau, na verdade – é um assombro em Nosferatu. Esguio e reservado, tais características foram acentuadas pelas orelhas pontudas, dentes de roedor e unhas compridas, além do já citado sobretudo preto que fez do ator a mais aterrorizante encarnação de Drácula e um dos mais perfeitos monstros do cinema, base de todo o trabalho de Bela Lugosi, Christopher Lee, Frank Langella, Klaus Kinski e Gary Oldman em maior ou menos proporção. A fusão entre homem e animal é levada a cabo por um trabalho introspectivo de Schreck que até mesmo levou à jocosas suposições de que ele seria um vampiro, suposições essas que, em 2000, levou ao filme A Sombra do Vampiro, com John Malkovich no papel de Schreck, que, já adianto, apesar de divertido e gerador de muita “teoria da conspiração”, é completamente fictício (não só em relação a Schreck ser um vampiro, claro, como aos eventos da produção em si).

A fotografia de Fritz Arno Wagner, com o uso generoso de sombras é icônica por si só. É um trabalho que aterroriza pelo que não mostra, pelo que apenas deixa entrever. Quando vemos, vemos primeiro a sombra, sempre se aproximando ameaçadoramente da vítima, seja ela a sombra do próprio Orlok, seja a sombra da noite engolfando a pequena cidade de Wisborg ou a sombra gerada por tochas, dessa vez ameaçando o antagonista. E Murnau constrói em cima desses momentos, usando uma câmera baixa para dar mais imponência e terror à presença de Orlok e também para nos colocar à altura dos horripilantes ratos que infestam a cidade.

Da mesma maneira, Murnau emprega um grande número de efeitos óticos, alguns feitos na própria câmera (aliás, o filme inteiro foi fotografado com apenas uma câmera), com filtros, outros com sobreposição de imagens e outros ainda com stop motion que ajudam a dar os poderes sobrenaturais de Orlok e a assustar o espectador, como no momento em que ele levanta do caixão. Claro que estamos falando de um filme de 1922 e muitos podem até achar engraçados os efeitos simplistas da época, mas é como comparar um Lamborghini a um Fusca (e só uma pista: o Lamborghini não representa os efeitos de hoje…) e não faz nem sentido. Visto só sob a ótica da época em que foi feito, o trabalho de efeitos visuais de Nosferatu é irretocável.

Acho que escrevi demais. Mas poderia escrever muito mais. Se você é daqueles que pulam o texto da crítica e vão logo ao último parágrafo, então fica aqui minha conclusão: Nosferatu é mais assustador do que 98% dos filmes de horror de hoje e um dos exemplares da Sétima Arte mais importantes já feitos. Se não viu, faça um favor a si mesmo e veja. Se já viu e não gostou, veja novamente. Se viu e gostou, veja de maneira ritualística pelo menos uma vez por ano.

Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, Alemanha – 1922)
Direção: F.W. Murnau
Roteiro: Henrik Galeen (baseado em romance de Bram Stoker)
Elenco: Max Schreck, Gustav von Wangenheim, Greta Schröder, Georg H. Schnell, Ruth Landshoff, Gustav Botz, Alexander Granach, John Gottowt, Max Nemetz, Wolfgang Heinz, Albert Venohr
Duração: 94 min.

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21 comentários

Rafael Lima 7 de fevereiro de 2018 - 11:19

Nossa, você nem gosta do filme, hein? Hehehe

Cara, curti o filme quando eu assisti, mas não foi uma obra que me despertou “aquela” paixão, bem longe disso. Com certeza é um filme influente pra caramba, e tem passagens antológicas, mas não consigo ser contagiado pela aura de “obra prima” do filme. Dentro do movimento do expressionismo alemão, tem filmes que eu curto bem mais, alguns até mais desconhecidos como “As Mãos de Orlac”. E em um caso raro, prefiro o remake do Herzog do que a versão original.

Mas ainda assim é um excelente filme, muito bem defendido e esmiuçado por você em seus aspectos técnicos em sua resenha.

Grande Abraço!

Responder
Rafael Lima 7 de fevereiro de 2018 - 11:19

Nossa, você nem gosta do filme, hein? Hehehe

Cara, curti o filme quando eu assisti, mas não foi uma obra que me despertou “aquela” paixão, bem longe disso. Com certeza é um filme influente pra caramba, e tem passagens antológicas, mas não consigo ser contagiado pela aura de “obra prima” do filme. Dentro do movimento do expressionismo alemão, tem filmes que eu curto bem mais, alguns até mais desconhecidos como “As Mãos de Orlac”. E em um caso raro, prefiro o remake do Herzog do que a versão original.

Mas ainda assim é um excelente filme, muito bem defendido e esmiuçado por você em seus aspectos técnicos em sua resenha.

Grande Abraço!

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2018 - 13:56

@disqus_wPGYD1xKX4:disqus , eu REALMENTE gosto de Nosferatu. Acho uma das obras-primas do Cinema Mundial. Não sei se entraria no meu top 10 de todos os tempos, mas ficaria no top 25 com toda certeza!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2018 - 13:56

@disqus_wPGYD1xKX4:disqus , eu REALMENTE gosto de Nosferatu. Acho uma das obras-primas do Cinema Mundial. Não sei se entraria no meu top 10 de todos os tempos, mas ficaria no top 25 com toda certeza!

Abs,
Ritter.

Responder
jv bcb 21 de junho de 2017 - 11:45

Reconheço as qualidades do filme para a época e o quanto ele foi importante, mas não consigo aprecia-lo, tenho o mesmo sentimento com todos os outros filmes do expressionismo alemão que eu vi. O cinema obviamente evolui, e na minha opinião esses filmes não envelheceram tão bem, pois se tratando de linguagem eles foram deixados para trás, consigo entender o quão revolucionário foi para a época, mas se comparado a filmes de hoje, que inclusive por não serem mudos tem muito mais liberdade e facilidade de desenvolver a narrativa, acho que esses filmes do expressionismo alemão carecem de personagens mais complexos e tramas mais elaboradas, além é claro do jogo de câmera inexistente. Obviamente tudo isso se deve a época em que os filmes foram feitos, as limitações e o fato de que muitas coisas aqui foram verdadeira inovações, não atoa esses filmes estavam a frente de sua época, mas comparado ao cinema feito hoje são filmes limitados, logo só posso reconhecer suas qualidades, mas não consigo aprecia-los. Dos gênios do cinema mudo que conheço o meu favorito é disparado o Chaplin, absurdamente a frente de sua época, conseguiu eternizar obras que nunca perdem o frescor, devido ao humor físico atemporal e sua habilidade monstruosa de emocionar com coisas simples, sem nunca ficar apelativo, aquele final de luzes na cidade é o exemplo máximo disso, a coisa mais simples e bela já filmada, sutil, singelo e genuíno.

Responder
planocritico 21 de junho de 2017 - 15:29

@jvbcb:disqus , entendo perfeitamente seu raciocínio. Seu reconhecimento sobre a importância do expressionismo alemão para o cinema mundial é o que realmente importa. Filmes como Nosferatu, Caligaria, O Golem, Fausto, Metrópolis, A Última Gargalhada (meu preferido). Dr. Mabuse e vários outros moldaram o que hoje reconhecemos como cinema – de arte e blockbusters igualmente – e eles merecem um lugar ao sol.

Mas, de novo, consigo perfeitamente entender alguém que não os aprecia. Eu, particularmente, os adoro talvez até mais do que muita coisa moderna do mesmo “naipe”. Acho que o incremento visionário desses filmes é muito maior do que qualquer coisa feita nos últimos 30 ou 40 anos e cada filme desses me cativa tremendamente. Mas aí vai uma questão de gosto que não tem muito como explicar.

E até interessante você falar em Chaplin, pois eu tenho uma visão parecida á sua do expressionismo alemão que eu tenho sobre ele. Gosto de vários de seus filmes, mas, dentro do gênero em que ele se notabilizou, prefiro Buster Keaton e Max Linder, por exemplo. Novamente, vai muito de gosto aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
Ivonete Domingues 4 de outubro de 2019 - 10:43

Assisti Nosferatu há poucos dias e concordo com tudo que falou, reconheço sua importância para e época, mas não é um filme para ser visto e revisto, pois tem tudo o que criticamos facilmente nos filmes de hoje em dia, personagens e narrativa simplórios e pouco elaborados. As pessoas parecem que vêem como obrigação colocá-lo num pedestal e um sacrilégio dizer que ele não é tão maravilhoso, e não estou comparando com os filmes atuais, com seus efeitos especiais ultra mega modernos, mas da linguagem cinematográfica mesmo, como vc disse, o cinema evoluiu e Nosferatu, envelheceu sim.

Responder
planocritico 4 de outubro de 2019 - 11:20

Envelheceu, claro. Mas tem clássicos modernos que em cinco anos envelhecem e as pessoas esquecem deles. Nosferatu no mínimo levou décadas e décadas para envelhecer. E, nessa esteira, tornou-se um dos pilares dos filmes de horror até hoje em dia, só que não percebemos que é diante do quanto ele já se embrenhou no imaginário popular e cinematográfico, às vezes sem que sequer façamos a conexão.

Mesmo assim, entendo seu ponto. Não concordo, mas entendo.

Abs,
Ritter.

Responder
Ivonete Domingues 4 de outubro de 2019 - 13:36

Mas eu reconheço sua importância, e também o quanto foi revolucionário para a época, como disse “jv bcb” e não disse o contrário, até acho que deva ser assistido, pois vemos claramente como muitos filmes que vieram depois, utilizam as referências de Nosferatu, (e não só filmes de terror). Mas, como disse, parece que é obrigatório acharmos o filme excelente, quando facilmente criticamos coisas que existem na narrativa de Nosferatu em filmes mais recentes. É como se devêssemos perdoar tais deficiências porque na época era o que se podia fazer com os poucos recursos que haviam. Leio muitos comentários de pessoas que acharam o filme maravilhoso, mas duvido que o revejam, como vc faz. Adoro filmes clássicos, tenho entre meus preferidos filmes dos anos 40, 50 e 60, portanto nem é preconceito contra filmes antigos. E obrigada por entender, creio que a maioria não entende, e resolve crucificar quem acha clássicos do cinema mudo apenas bons filmes, sem achá-los absolutamente verdadeiras obras primas.

Responder
planocritico 5 de outubro de 2019 - 14:20

Nem de longe é obrigatório. Tem um monte de clássicos que eu não gosto. O importante é só entender a importância deles, como você claramente entende no caso de Nosferatu. Eu, pessoalmente, acho Nosferatu absolutamente brilhante, como você reparou pela crítica.

Abs,
Ritter.

jv bcb 4 de outubro de 2019 - 12:30

Pois é, para sua época definitivamente estava frente de seu tempo, ajudando a formar o cinema como conhecemos hoje, reconheço a genialidade do filme, mas hoje não consigo sentir prazer em assisti-lo, a admiração pela direção de arte, figurino, fotografia e conceito expressionista não são o suficientes para fazer uma experiência de quase duas horas valer a pena, pelo menos no meu caso, para algumas pessoas elas podem se sentir tão fascinadas por esses aspectos ao ponto de se entreter durante o filme todo. Aurora, outro filme do Murnau, já é um tipo de filme que ao meu ver funciona até hoje, mas nenhum dos que vi do expressionismo alemão funcionaram para mim.

Responder
planocritico 5 de outubro de 2019 - 14:27

Já eu ADORO o expressionismo alemão. Eu ficaria vendo esses filmes todos em loop eternamente! Mas entendo perfeitamente quem não goste.

Engraçado você mencionar Aurora. Está aí um filme clássico e importante para a História do Cinema que eu não aguento assistir. Acho arrastadíssimo!

Abs,
Ritter.

Responder
Claudinei Maciel 23 de agosto de 2015 - 18:43

Uma crítica e análise que merece o Tocantins inteiro e não apenas Palmas…. (foi ruim eu sei… desculpe), mas foi a melhor definição dessa obra prima que eu li nesses tempos sombrios de vampiros purpurinados e pop.
O expressionismo alemão é algo jamais refeito, graças a Deus, mais por incompetência e um certo ar blasé de muitos diretores atuais…
Mas clássicos de Murnau, Fritz Lang e inclusive Einsenstein deveriam ser obrigatórios em escolas. A atual geração de, desculpem o eufemismo, “admiradores do cinema” são, em sua grande maioria, incapazes de assistir um filme dessa época, sem tachá-los de “chatos”…
Mas, eu, que sou da geração anterior, adoro, e ver críticas verdadeiras como essa, me leva de volta a um tempo que existiam as matinées com 3 filmes diferentes aos domingos à tarde, no cinema de rua da minha cidade… e passava 6 horas assistindo vários tipos de filmes, o que me permitiu ter respeito pelas obras clássicas e um certo pesar por obras recentes e vazias como espalham aos borbotões por aí. (Por usar “borbotões” já da para ter uma idéia da minha idade… heheheheh)
No mais, um grande abraço e continuem sempre nos dando novas e velhas informações sobre grandes filmes da sétima arte….

Responder
planocritico 24 de agosto de 2015 - 01:27

@claudineimaciel:disqus, devemos ser de gerações próximas, se não formos da mesma! Mas, de toda forma, com certeza cada vez mais os jovens de hoje se afastam de clássicos imortais para focar a atenção no dilúvio de porcarias que soltam por aí. É complicado…

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando de Moraes 25 de julho de 2015 - 18:13

Depois de muito tempo (muito mesmo!), resolvi rever o filme hoje. Fechei todas as janelas e portas da casa, assisti na escuridão total e com uma forte chuva lá fora. 🙂

Como de praxe, terminei de assistir o filme e vim correndo ver a crítica aqui do site.

É impressionante como o filme não perdeu sua “força” com transcorrer de mais de nove décadas. É, sem dúvida, um feito impressionante. Indiscutivelmente, trata-se de um dos maiores clássicos da história da sétima arte. Uma obra imortal e definitiva.

Aliás, mais uma vez, parabéns pela crítica.

Responder
planocritico 25 de julho de 2015 - 22:38

Obrigado, @fernandodemoraes:disqus! Esse filme é absolutamente incrível e assombra mesmo nos dias de hoje. Atuação perfeita de Max Schreck e uma direção gloriosa de Murnau. Simplesmente venero essa obra-prima!

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 5 de novembro de 2014 - 06:58

Nosferatu não é meu filme ritualístico de uma vez por ano, mas acho que vou adicioná-lo à lista, que só tem 2 filmes. hehehe
Brincadeiras à parte, sua crítica é simplesmente maravilhosa. Expressou todo o amor que eu também sinto pelo filme, uma tremenda obra de arte. Já ouvi pessoas falarem com desdém da obra e comprei até “briga do bem” para tentar converter a pessoa à palava do nosso vampiro Nosferatu. 😀
O que mais impressiona aqui é o trabalho visual em todos os sentidos, como você colocou na crítica. Chega a ser uma afronta de Murnau.
Definitivamente um dos mais poderosos filmes já feitos e analisado com a devida devoção aqui. Parabéns, Ritter!

Responder
planocritico 5 de novembro de 2014 - 11:52

Valeu! Temos que escrever mais sobre esses filmes expressionistas! 🙂
– Ritter.

Responder
Luiz Santiago 5 de novembro de 2014 - 12:59

Não fala isso! Você sabe o perigo que é acordar a besta megalomaníaca!

Responder
Wagner Pires 4 de novembro de 2014 - 07:52

Cara, vc nem é fã desse filme né! ahuahuahau
Mas, sério, esse é um dos filmes que eu não sei porque ainda não vi até hoje, apesar de não ser muito fã de filmes de terror, eu gosto de ver os clássicos só pra ver como eram os efeitos da época, e diferente de muita gente, que só pensa em como chega a ser engraçado como são os efeitos pra nós hoje, imagino o impacto que foi na epóca, tanto que sou fanzaço de Tron!
Podia vir também uma crítica do Drácula, de Bram Stoker, que é pra mim um dos poucos filmes que consegue ser melhor que o livro (não me julguem!), e é claro que o elenco ajuda bastante nesse, Gary Oldman destroi muito!

Responder
planocritico 4 de novembro de 2014 - 16:48

He, he, @disqus_3W9nqfEt0z:disqus, deu para reparar que sou fã?

Mas sério, esse filme é genial, como é todo o movimento expressionista alemão no cinema. Veja sim e depois me diga o que achou.

Sobre Drácula, de Bram Stoker, teremos a crítica aqui em breve.

Abs, Ritter.

Responder

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