Home FilmesCríticas Crítica | Caixa de Pássaros (Bird Box)

Crítica | Caixa de Pássaros (Bird Box)

por Ritter Fan
195 views (a partir de agosto de 2020)

Quando acabei de ler Caixa de Pássaros, romance de estreia de Josh Malerman, fiquei intrigado e receoso pela vindoura adaptação cinematográfica por Susanne Bier, já que o bom romance de suspense depende muito fortemente do que não é visto e, sendo o filme uma mídia eminentemente visual, caberia à direção principalmente manobrar por esse terreno pantanoso e difícil. Se a protagonista não pode ver e o livro, por sua natureza, presta-se exatamente a esse artifício, como estabelecer a mesma atmosfera em um longa-metragem?

Infelizmente, a diretora dinamarquesa, já muito bem estabelecida com obras como Segunda Chance, Em um Mundo Melhor e a minissérie televisiva The Night Manager (ou O Gerente da Noite, como acabou sendo batizada por aqui), não consegue sair do básico ao tentar enfrentar o desafio posto pela fonte literária. A ameaça misteriosa que leva as pessoas a cometerem atos de violência e a se matarem quando ela é meramente vista, ganha uma representação quase corpórea, com direito a sombras ameaçadoras, ventanias ensurdecedoras e outros artifícios que evocam a presença de algo muito estranho, incluindo desenhos de um determinado personagem. Tudo isso acaba reduzindo Caixa de Pássaros (o Netflix manteve no original em inglês, Bird Box) a um “filme de monstro” que, pela sua premissa, lembra Um Lugar Silencioso, mas que não chega aos pés do trabalho de John Krasinski.

E é aí que o problema repousa. Independente da comparação com o livro, que realmente não importa, se é para ser um “filme de monstro” apenas, então que seja um bom filme de monstro. Bier, porém, entrega algo visualmente rasteiro, ainda que o roteiro de Eric Heisserer (autor ao mesmo tempo do maravilhoso texto de A Chegada e do péssimo de Extinção, mesmo que em co-autoria neste último) capture com alguma eficiência o espírito da narrativa de Malerman. Ameaças “invisíveis” formam um dos pilares de obras do gênero, com exemplares como TubarãoAlien, o Oitavo Passageiro e Enigma do Outro Mundo ou até mesmo o menos do que ótimo, mas ainda assim interessante Fim dos Tempos, pelo que a diretora tinha uma ampla fonte da qual sorver inspiração, o que torna o resultado, aqui, ainda mais preguiçoso.

Usando os cinco ou dez minutos iniciais para estabelecer a situação catastrófica do filme em uma progressão exageradamente acelerada que pelo menos tem a vantagem de não deixar o espectador pensar muito, Bier logo coloca a grávida Malorie (Sandra Bullock) em um casa com diversas outras buchas de canhão, digo, pessoas, dentre elas os contrapontos Tom (Trevante Rhodes), sempre bondoso e atencioso, e Douglas (John Malkovich), constantemente rabugento e egoísta, estabelecendo uma dinâmica clichê que telegrafa cada passo do que acontecerá sem que o espectador tenha que fazer qualquer esforço. Isso automaticamente mina o suspense, fazendo-o esvair-se a cada cena que depende de sussurros, sombras ou entreveros entre os três, com os demais assistindo sem ter muito o que fazer a não ser, vez ou outra, morrer.

Malkovich, que já desistiu de atuar há algum tempo, vive uma caricatura dele mesmo e, desconfio, propositalmente, quase que como se ele estivesse desafiando a diretora a extrair algo mais dele. Mas se podemos até segurar o riso com as caras e bocas do outrora ótimo ator, o mesmo não é possível em relação a Sandra Bullock e, nesse ponto, preciso tirar algo há tempos entalado na minha garganta e perguntar: o que raios a atriz fez com seu rosto desde Gravidade? Apesar de um Oscar sobre a lareira, Bullock nunca foi uma grande atriz, mas ela cumpria bem o seu papel de “atriz de ação”. Agora, com uma bocarra botocada e um rosto paralisado que me lembra o de Val Kilmer, toda sua não muito desenvolvida latitude dramática foi para o brejo e ela não consegue convencer seja como mãe hesitante, seja como mulher durona ou mesmo como alguém que parece ter passado cinco anos no inferno, já que o filme é contado em dois momentos temporais, o presente, com Malorie e duas crianças em fuga desesperada em um bote pelo rio e o passado (começando cinco anos antes e progredindo até as duas linhas temporais se encontrarem) com ela ainda grávida e no começo do apocalipse que obriga os sobreviventes a usarem vendas para não verem as criaturas.

Com Bier mantendo a câmera muito próxima ao rosto de Malorie em uma tentativa frustrada de criar uma atmosfera claustrofóbica, a estranheza em relação ao rosto de Bullock é amplificada, o que tem o potencial de distrair o espectador. E, mesmo que essa barreira seja ultrapassada – ou não incomode ninguém – resta ainda a progressão episódica da história que não permite que nos aproximemos de verdade de qualquer personagem, nem mesmo de Malorie ou Tom, o que retira de vez o senso de urgência e de perigo, já que sentimos pouco por aquelas pessoas que estão ali na tela.

Caixa de Pássaros era um filme realmente difícil de se fazer e o trabalho de Susanne Bier, ao não materializar à altura a premissa, acaba ruindo sob seu próprio peso, algo amplificado por personagens estereotípicos, atuações enrijecidas e uma tentativa de criar suspense literalmente com o vento. Sem dúvida, faltou visão para tornar a adaptação do livro de Malerman algo mais do que uma versão diluída de um subgênero amplamente explorado pela Sétima Arte.

Obs: O título do filme inicialmente constante como sendo o título oficial brasileiro era Às Cegas, mas ele foi alterado, do nada, para Caixa de Pássaros que não só é a tradução literal do título em inglês, como também é o título nacional do livro de Josh Malerman.

Caixa de Pássaros (Bird Box, EUA – 2018)
Direção: Susanne Bier
Roteiro: Eric Heisserer (baseado em romance de Josh Malerman)
Elenco: Sandra Bullock, Trevante Rhodes, John Malkovich, Sarah Paulson, Jacki Weaver, Rosa Salazar, Danielle Macdonald, Lil Rel Howery, Tom Hollander, Colson Baker, BD Wong, Pruitt Taylor Vince, Julian Edwards, Vivien Lyra Blair, Parminder Nagra, Amy Gumenick, Taylor Handley, David Dastmalchian, Happy Anderson
Duração: 124 min.

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188 comentários

Kurth 4 de janeiro de 2019 - 11:10

Esta chato esses filmes que não dão uma explicação plausível do que esta volta, pensar que é sucesso na Netflix. Não assisti e estou pensando zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2019 - 11:40

Mas o que é plausível? Dentro da lógica do filme, há uma explicação plausível a meu ver.

Abs,
Ritter.

Responder
Kurth 4 de janeiro de 2019 - 13:17

Eu acho que gosto de tudo muito mastigado rsss

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2019 - 13:54

Veja o filme. É bem mastigado. Aliás, esse é um dos problemas dele.

Abs,
Ritter.

Responder
Kurth 5 de janeiro de 2019 - 19:55

Sim! Vi não tem suspense, tudo muito lógico e sem lógica, alguém me explique como uma escola de cegos está no meio da floresta.rsssss

planocritico 6 de janeiro de 2019 - 13:52

He, he. A escola deve estar relativamente perto da cidade. O lugar idílico em que ela está não me incomodou.

Abs,
Ritter.

Kurth 6 de janeiro de 2019 - 17:00

He he, Depois de dois garotinhos de 5 anos sobreviverem a uma queda na água em corredeira com seu lindos passarinhos em caixa de papelão, sim pode ser que escola esteja perto de uma cidade, rssss

planocritico 6 de janeiro de 2019 - 20:09

Bem por aí mesmo!

Abs,
Ritter.

Régis Valker 4 de janeiro de 2019 - 15:59

Eu ja nao achei, eu nem ninguem da minha familia que viu.
Quem sao as criaturas? de onde vieram?
pq nao entram ou invadem?
tantas perguntas sem respostas mastigadas.

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2019 - 16:17

Mas aí sai da lógica do filme. Se o filme é contado a partir do ponto de vista de Mallory e ela não sabe, então nós não podemos saber. É uma escolha da narrativa. O que importa é a premissa: algo que as pessoas veem as enlouquece a ponto de elas cometerem suicídio. O resto é desnecessário sob o ponto de vista narrativo.

Abs,
Ritter.

Responder
Régis Valker 4 de janeiro de 2019 - 16:47

concordo e discordo.
Existem vários personagens onde o que eles viram poderia ser mostrado, nem que seja um exemplo.
Poderiam mostrar a diferenca entre o que alguem que se mata ve e o que o louco ve.
Eu achei bem chato, vi por causa de toda propaganda feita e me decepcionei.

planocritico 4 de janeiro de 2019 - 17:02

Poderiam, mas o roteiro e a direção escolheram o ponto de vista único de Mallory. Portanto, dentro dessa lógica, o que eles mostraram é o que era possível mostrar (achei até que mostraram demais). Além disso, os demais da casa falaram tudo aquilo que era para ser falado, até porque eles se reuniram ali simultaneamente, com exceção da outra grávida.

O filme é ruim, mas não é por causa disso, na minha opinião. Acho que foi justamente ao não saber lidar com as “criaturas” que o filme se perdeu. Era necessário mais mistério ainda e não folhas voando, nomes sussurrados e coisas clichês desse tipo.

Abs,
Ritter.

Flavio Batista 30 de dezembro de 2018 - 15:16

Eu curti o filme pra ser sincero. Tem erros demais contudo pra mim funcionou pq fiquei tenso nas cenas com as crianças. Filmes com crianças são meu fraco rsrs
O q tá me irritando são a teorias q tão inventando q os seres são a depressão, os pássaros sei la o q e as crianças são a esperança, blá blá blá

Responder
planocritico 30 de dezembro de 2018 - 16:09

O problema, para mim, não são as teorias, pois várias fazem sentido e são até bem óbvias. A grande questão é que a galera tem usado essas teorias para dizer coisas como “não gostou, pois não entendeu”, glosando os defeitos cinematográficos evidentes que o filme tem.

Abs,
Ritter.

Responder
vc falou em pipoca? 29 de dezembro de 2018 - 16:06

Ainda não li essa crítica:

Vai ter crítica da série ‘you’, achei muito boa, alerta e crítica sobre vários temas da sociedade, excelentes atores, mas o final achei confuso.

Responder
planocritico 2 de janeiro de 2019 - 11:56

Não temos planos no momento, @joao_lucas_ribeiro_lopes:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Josiela 28 de dezembro de 2018 - 17:40

Péssimo filme, como todo filme holywoodiano.

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 17:41

“Como todo filme hollywoodiano”.

Aí não, né?

– Ritter.

Responder
Josiela 2 de janeiro de 2019 - 10:51

Claro, nem todos, com raras exceções. rsrsrsrsrs

Responder
planocritico 2 de janeiro de 2019 - 11:45

Maldade!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Dash 28 de dezembro de 2018 - 15:26

Tentei ver o filme, mas não consegui ir muito além logo nas coincidências preguiçosas do grupo da casa: Como que, milagrosamente, existia uma pessoa que sabia como o monstro funcionava por causa de grupos de discussão na internet? E outra que lia teorias de como pode ter surgido de acordo com outras culturas? E as duas explicam isso de maneira explícita logo no começo do filme?
Ridículo, ao invés de criar a tensão mostram desse jeito expositivo.
E aí não sei se me irrita mais a pobreza dessa adaptação ou a comoção na internet para criar teorias e explicar o óbvio.

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 15:30

“E aí não sei se me irrita mais a pobreza dessa adaptação ou a comoção na internet para criar teorias e explicar o óbvio.”

Cara, isso aí me irrita demais, pois normalmente essas explicações do óbvio vem precedidas de afirmações do tipo “você não gostou, pois não ENTENDEU o filme”… Dá vontade de enforcar o sujeito…

Abs,
Ritter.

Responder
Régis Valker 4 de janeiro de 2019 - 16:03

“você não gostou, pois não ENTENDEU o filme”
Pior coisa pra ler mesmo!
Porra!! se nao entendi o filme, algo esta errado ( nao pq me acho inteligente hehe), o filme tem que mostrar pelo menos o minimo do minimo de facildiade ao entendimento ( ao meu ver).

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2019 - 16:18

Mas entendimento dentro da lógica que o filme se propõe.

Abs,
Ritter.

Responder
AleCassia Aguiar 2 de janeiro de 2019 - 11:56

O filme só é bom quando você assiste o trailer e fica muito curioso. Mas quando finalmente é lançado e chegando na metade do filme, a curiosidade se transforma em bleh.

Só alguns pontos:

A tensão do filme se perde no início;
Os personagens não são interessantes por serem tão previsíveis;
A Sandra parece uma múmia em regeneração (nada contra ela, na verdade sempre admirei a atriz);
As folhinhas voando são cômicas;
Quase não existe suspense (penso que suspense seria uma das proposta do filme);
O filme terminou e até os grilos ficaram em silêncio.

Obs.: Teoria da galera na internet sobre esse filme é só pra tentar se convencer que não perdeu um tempo preciosíssimo na sua vida e que outros também compartilham dessa ilusão. Eu sou convencido que vacilei.

Abraço!
Alexandre Aguiar

Responder
planocritico 2 de janeiro de 2019 - 12:07

Múmia em regeneração!!! AHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAAHAHAHAHAH

Tô chorando aqui!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Aguiar 28 de dezembro de 2018 - 12:46

“Usando os cinco ou dez minutos iniciais para estabelecer a situação catastrófica do filme em uma progressão exageradamente acelerada que pelo menos tem a vantagem de não deixar o espectador pensar muito[…]”

Isso aqui explica muito esse filme.

Acho que daria 1/2 ou uma estrela a mais só por ter me provocado uma tensão de leve, mesmo sendo uma história bem previsível, e pela ideia {possível spoiler} das pessoas que têm uma proteção natural aos “monstros”.

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 13:52

O filme é descompassado completamente. Achei bastante ridícula a noção de que os efeitos causados pelas criaturas são capazes de devastar uma cidade em minutos literalmente…

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Aguiar 28 de dezembro de 2018 - 14:01

Agora você me trouxe uma outra reflexão:

Se a gente fosse pensar bem, deveria ter muito, mas muito mais gente sobrevivendo à visão do que o filme propôs. Se brincar seria um “Eu sou a lenda” com psicopatas no lugar de vampiros. hahahahahahahaha…

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 17:52

Sua visão sobre a raça humana é negativa demais, tsc, tsc, tsc…

HAHAHHHAHAAHAHHAHH

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Aguiar 28 de dezembro de 2018 - 18:22

São fatos, meu caro crítico. Apenas fatos. hahahahahahaha

joshquinlan 29 de dezembro de 2018 - 18:00

Felipebsa yes but

Leonardo Tahan 28 de dezembro de 2018 - 10:50

É inacreditável! O pior filme da Netflix em 2018. Me senti enganado, passado para trás e feito de bobo. A situação é tão ridícula que eu abandonei o filme na metade. E olha que sou fã de filmes toscos. Netflix errou feio com esse filme. TRÁGICO!

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 13:52

É, você gostou menos do que eu ainda. Não acho esse nem de longe o pior filme da Netflix.

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Tahan 28 de dezembro de 2018 - 17:11

Obrigado pela resposta. Muito bacana sua interação com os posts. Parabens Ritter.

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 17:20

É um prazer. Literalmente a melhor parte do trabalho aqui no Plano Crítico!

Abs,
Ritter.

Responder
Alain Oliveira 29 de dezembro de 2018 - 10:29

Acho que não deve ter assistido “Última Parada, Apocalipse”. Só o título da vontade de vomitar.

Responder
planocritico 29 de dezembro de 2018 - 23:22

Ahhhhhhhh! Nem me lembra desse horror que dá comichão!

Abs,
Ritter.

Responder
Thiago Savassi 28 de dezembro de 2018 - 09:28

Pensei muito para fazer essa crítica.

Esse filme é uma bosta!

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 13:52

HAHAHHAHAHAAHAHAHAHA

Opinião bastante contundente!

Abs,
Ritter.

Responder
PerTodoSeu 27 de dezembro de 2018 - 03:45

Vocês não acharam Fim dos Tempos, que é tão ridicularizado, melhor do que esse Bird Box? Ao menos o filme do M. Night se preocupava em explicar o porquê da onda de suicídios. Para mim, foi uma premissa até que bem estruturada, visto que existe na natureza uma prova real de algo parecido com o ocorrido em Fim dos Tempos. O toxoplasma ao infectar ratos, os torna mais destemidos, imprudentes, facilitando que sejam devorados por gatos, completando o ciclo biológico do parasito. Por que não uma toxina que altere a bioquímica cerebral e leve o homem ao suicídio? Depressão está aqui para provar esse desbalanço de neurotransmissores. Claro que no filme foi superlativo, para ter maior impacto. Mas bird box sequer explica de onde vieram as criaturas, são alienígenas? Tudo bem não revelar a forma, para manter o mistério e o interesse do público, mas que explique o que são então. Um lugar silencioso não contou a origem das criaturas (que eu me lembre), mas mostrou a aparência. Alguma coisa precisa ser entregue, não?

Responder
planocritico 27 de dezembro de 2018 - 16:05

Eu acho Fim dos Tempos bastante razoável. Bird Box é MUITO pior. Não acho, porém, que explicações são necessárias em Bird Box. Bastava que a premissa não fosse “idiotizada” por uma execução básica de “filme de monstro”.

Abs,
Ritter.

Responder
Soraya Montenegro 27 de dezembro de 2018 - 01:04

Não achei o livro grande coisa, apesar da boa premissa. Quando fiquei sabendo que teria um filme, pensei que essa adaptação, se bem feita, poderia “deixar’ a história melhor. O que acho que não aconteceu devido as mudanças que fizeram. Ficaram muito clichê, quebrando o ritmo do filme. Muito apressado no começo e bem arrastado no meio. Além disso, deixaram de fora partes q eu acho bem importantes, como do Gary, que causou um bom conflito no livro e no filme nem aparece por dez minutos. Terminei o filme com a mesma sensação de qdo terminei o livro: sem saber se gostei ou se perdi tempo. https://uploads.disquscdn.com/images/772af45ddc1da889c39e892e0bddc660f360332a562113a95245d1317386bb66.gif

Responder
planocritico 27 de dezembro de 2018 - 15:55

Eu gostei do livro. Perto do monte de porcaria YA que lançam ultimamente, esse é um destaque.

Sobre a adaptação, eu sempre duvidei da capacidade de se fazer um filme que conseguisse transpor bem a premissa para as telas. Outros cineastas já fizeram, mas, aqui, como você bem disse, ficou clichê demais.

Abs,
Ritter.

Responder
Armando Ribeiro 2 de janeiro de 2019 - 12:46

Kakakakakaka… a Gretchem foi a “cereja do bolo’… mitou!

Responder
Anônimo 26 de dezembro de 2018 - 22:20
Responder
planocritico 26 de dezembro de 2018 - 23:16

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Tá certo!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 27 de dezembro de 2018 - 13:07
Responder
planocritico 27 de dezembro de 2018 - 16:05

Estou de acordo!

Abs,
Ritter.

Responder
AleCassia Aguiar 26 de dezembro de 2018 - 16:54 Responder
planocritico 27 de dezembro de 2018 - 16:01

HAHAHAHAHAHAHA

Boa!

– Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 26 de dezembro de 2018 - 16:36

Difícil transposição para a tela (não li o livro); o ser ou seres malignos não são apresentados…lendo a gente se vira com a imaginação, mas em filme é complicado. E é frustrante pois a ideia é muito louca: tu vê a cousa e pira! Têm bicho, monstro, alien ou psicopata mais perigoso que esse? Não, pois a entidade é muito p.h.o.d.a, e a não ser que já sejas louco de pedra, tua sanidade vai para o espaço.
Mas sem mostrar nada a gente só vai sentir tensão de verdade em obra escrita, a não ser que saía “Às Cegas II, Agoro Eu o Vejo”, mostrando e explicando didaticamente a encrenca estamos enfrentando – rsrsrrs

Responder
planocritico 27 de dezembro de 2018 - 16:05

A premissa é mesmo de difícil transposição, mas se Spielberg transformou um tubarão em “música”, acho que dava para Bier arrumar uma saída menos simplista para as criaturas aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
Teco Sodre 26 de dezembro de 2018 - 09:51

O Ritter só me fez reavaliar minha nota, e mudar de 3 para 2,5 estrelas. Não achei o filme tão horroroso como muitos mas confesso que alguns pontos citados neste texto me fez repensar alguns deslizes do roteiro e da construção do filme.

Responder
planocritico 26 de dezembro de 2018 - 15:50

Não é mesmo tão horroroso assim. Só é fraco e um desperdício de premissa.

Abs,
Ritter.

Responder
Magnosama 24 de dezembro de 2018 - 12:13

Mano,
achei esse filme muito, MUITO ruim.
Insisti pra ver se algo se justificava no final, e imaginem a minha satisfação… 🤬

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 14:01

Pois é. Um desperdício de uma premissa bacana…

Abs,
Ritter.

Responder
Augusto Campos 24 de dezembro de 2018 - 08:59

A Netflix continua a ter ótimas séries, mas não consegue acertar um filme nem digo ótimo se fosse bonzinho ja está melhor. Este Bird Box é chato, bobo, cansativo,nem sei porque atores bons aceita participar disto. Pior filme que assisti , não da pra dar nem duas estrelinhas.

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 10:15

Tem vários filmes excelentes do Netflix como por exemplo Beasts of No Nation e The Ballad of Buster Scruggs.

Abs,
Ritter.

Responder
Teco Sodre 26 de dezembro de 2018 - 09:44

Roma.

Responder
planocritico 26 de dezembro de 2018 - 15:50

Não citei esse, pois não vi ainda.

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Aguiar 28 de dezembro de 2018 - 12:51

Beasts of No Nation é um filmaço.

Responder
gabs 24 de dezembro de 2018 - 01:44

qual a relevância da aparência da Sandra Bullock para com a qualidade do filme? Ela ter feito ou não procedimentos diz respeito somente a ela, e é isto. Gosto demais do site e admiro as críticas de vocês, entretanto achei esse ‘adendo’ BEM desnecessário… para refletir.

Sobre o filme: achei mediano.

Abç

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 08:53

Está escrito no texto. O rosto paralisado dela reduziu ainda mais a capacidade de atuação dela. Simplesmente isso. O problema pode ser dela, mas se afeta a performance, passa a ser nosso também.

– Ritter.

Responder
Thiago Savassi 28 de dezembro de 2018 - 09:32

Minha crítica minhas regras!

Responder
flofoxx 3 de janeiro de 2019 - 10:24

disqus_tHhKXE2nGj important

Responder
vini 23 de dezembro de 2018 - 22:41

Não consegui terminar de tão ruim.

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 10:15

Não diria que chega a ser TÃO ruim assim, mas eu te entendo.

Abs,
Ritter.

Responder
vini 24 de dezembro de 2018 - 16:46

Realmente não é um circo de horrores, mas fiquei muito desanimado com os rumos da trama. Por isso não fui até o final.

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 18:18

Perfeitamente compreensível!

Abs,
Ritter.

Responder
Magnosama 24 de dezembro de 2018 - 12:14

Fez bem.

Responder
Zezão 23 de dezembro de 2018 - 22:29

Não lê o livro, nem vê o filme que citou – por mais que devo – e desse posto e condição o longa não me pareceu de todo ruim.

O roteiro tem problemas de usar o que constroi. Por vezes, cria, alonga e larga. Se a direção, como diz quem leu, não manteve lá muita ligação, deveriam ter cortado.

O filme sendo basico, pede, pelo que estou vendo aqui, um grande desconhecimento de quem assiste. Eu, de tal modo, considero um bom filme pipoca, que dá seus sustinhos.

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 10:33

Talvez. Mas eu diria que o problema mais profundo é a realização da premissa. De monstro que ninguém pode ver, temos um “monstro invisível” apenas, o que é bem diferente e, mesmo considerando um monstro dessa natureza, para mim o filme falhou em torná-lo interessante ou assustador o suficiente. A sutileza foi pela janela, sendo substituída por vento e sombras mal utilizados.

Abs,
Ritter.

Responder
Cahê Gündel 23 de dezembro de 2018 - 12:56

Essa tranqueira tá com propaganda até na Globo.

“com uma bocarra botocada e um rosto paralisado que me lembra o de Val Kilmer, toda sua não muito desenvolvida latitude dramática foi para o brejo” HAHAHAHAHAHAHA ri alto nesse trecho.

Finalmente achei alguém que acha a Sandra Bullock medíocre, pra mim Gravidade perdeu muito com ela como protagonista, não consigo desvincular ela de certas atrocidades cinematográficas que já tive o desprazer de assistir.

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 21:30

Gosto muito de Gravidade. É o melhor filme com ela. Apesar dela…

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 23 de dezembro de 2018 - 12:20
Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 21:27

Sessão da Tarde tinha um monte de filme bom! HAHAHAHAHAHHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Renan Teixeira 23 de dezembro de 2018 - 12:01

Nossa, mas que filme ruim !

A direção é horrível, como disse o Gabriel Carvalho no comentário abaixo, mas que merda de ideia de que ficar mostrando os ambientes externos ao quais os personagens se encontravam, isso basicamente destruiu qualquer chance-se de se criar algum clima de suspense aqui.

Chega a ser engraçado o fato de que o mesmo roteirista da obra-prima A Chegada também escreveu o texto desse filme, não há desenvolvimento algum sobre os coadjuvantes da história, não se tenta praticamente em momento nenhum estabelecer uma relação entre os membros da casa.Fora o fato que tem dois personagens que simplesmente somem na metade do filme e alguns diálogos que chegam a dar vergonha alheia: principalmente os que envolvem Malorie e Tom.

Pode ser loucura minha, mas assistindo o filme fiquei imaginando o Villenueve, devido a sua competência extraordinária para se criar cenas com níveis de suspense estratosférico, dirigindo esse filme.

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 21:26

O Villeneuve certamente faria algo bem melhor!

Abs,
Ritter.

Responder
Carlos Jota Moreira 23 de dezembro de 2018 - 06:56

Sempre achei que críticos são inúteis.

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 10:19

Se uma crítica tem uma utilidade clara é me fazer rir com comentários bobalhões como o seu. Continue assim que eu estou gostando!

– Ritter, o Crítico Inútil.

Responder
Gabriel Carvalho 23 de dezembro de 2018 - 11:30

A tola.

Responder
Cahê Gündel 23 de dezembro de 2018 - 12:53

Se críticos são inúteis, comentários às críticas são o quê?

Responder
márcio xavier 24 de dezembro de 2018 - 10:43

até hoje eu culpo o Plano Crítico (não sei se Gabriel, Ritter…) por me tentarem fazer assistir Legends of Tomorrow umas 3x em épocas diferentes. shame on you! mas Black Sails, AoS e vários outros comecei a ver por causa desses inúteis.

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 10:53

Ei, nada disso!!! LoT é culpa do Luiz Santiago!!! Eu só sou responsável por coisas boas na vida das pessoas… HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
márcio xavier 24 de dezembro de 2018 - 12:28

Minhas mais sinceras desculpas natalinas pela ofensa.

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 14:05

Ho, ho, ho!!!

Abs,
Ritter.

Gabriel Carvalho 23 de dezembro de 2018 - 01:22

Não aguentei chegar ao Telecine (hehehe), então acabei assistindo na Netflix mesmo porque tenho curiosidades mórbidas para ver coisas que eu sei que não vão me fazer bem… ironicamente, a premissa do filme.

Mas, puta que pariu, Ritter, que filme sem-vergonha e que gigantesco desperdício de premissa. Uma ideia que tinha potencial cinematográfico para dar margem a um dos maiores thrillers da década, sem brincadeira, porque isso vai muito além de uma questão de história, que nem é grande coisa para se falar a verdade – corta qualquer coisa envolvendo aqueles lunáticos, corta os bucha de canhão e deixa apenas o arco da mãe tornando-se mãe -, mas uma questão de narrativa. A diretora simplesmente jogou qualquer conhecimento de linguagem aprendido durante toda a sua carreira – se é que aprendeu algo -, um conhecimento que é até meio óbvio diante de uma obra que, como comentou, tem que lidar com uma ameaça invisível, e optou por realizar um filme de monstro de péssima qualidade, só que até para um filme de monstro, justamente um monstro fantasma, mostrou uma incompetência gigante para trabalhar a sugestão, a tensão, o medo. Que desastre!

Uma coisa seria se ela tentasse e falhasse, o que é válido. Mas isso é porque ela nem tentou…

Assino embaixo da sua escrita.

A diretora mostra muita coisa que contraria a própria ideia imensamente sensorial da droga da obra, optando por exibir os espaços externos da forma mais genérica e aleatória possível e agora eu entendo porque muitas pessoas preferem a literatura ao cinema – o cinema mostra MUITO, não precisa, não é um pré-requisito da arte, muito pelo contrário, mas os cineastas MOSTRAM MUITA COISA equivocadamente. Não tem o MÍNIMO controle de câmera.

Esse era o filme para NÃO TER PLANO ABERTO e o que acontece? PLANO ABERTO. A cena do carro sendo dirigido, por exemplo – NÃO ERA PARA TIRAR A VISÃO DE DENTRO DO CARRO, QUE MERDA. Plano aberto é plano de ambientação e esse é o filme para não se ter uma ambientação externa. (gritos descontrolados)

Como estudante de cinema e amante de horror/thriller, essa desgraça é a coisa mais frustrante do mundo.

Isso porque eu nem comentei do roteiro e dos demais pontos que, para mim, são gigantescos equívocos…

Abs.

É muito cedo para já pedir um remake dessa atrocidade?

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 01:28

Caraca! Surtou, hein? Mas eu te entendo perfeitamente!

#remakeBirdBoxnow

Abs,
Ritter.

Responder
curiosa gospel 23 de dezembro de 2018 - 19:38

fime original netflx não passa no telecine

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 21:33

Claro. Foi só uma brincadeira interna!

– Ritter.

Responder
Gabriel Carvalho 23 de dezembro de 2018 - 22:21

Inside Joke.

Responder
leaannguiles 24 de dezembro de 2018 - 10:56

disqus_HrYi9xZvdi already

Responder
Lucas Santos 23 de dezembro de 2018 - 01:01

Uma mistura de Um Lugar Silencioso com Fim dos Tempos,só que consegue ser pior que o filme do Night Shyamalan, parabéns aos envolvidos. A Netflix quando erra,erra com gosto,incrível como ultimamente ela vem sendo extremamente bipolar,enquanto consegue entregar bons filmes como o soberbo Aniquilação e o competente Noite de Lobos,volta e meia entrega bombas do nível de Bird Box e Extinção.Desde já estou apreensivo quanto à adaptação de The Witcher.

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 01:08

Não devemos culpar o Netflix por tudo. A empresa raramente é produtora. O que ela faz, na maioria dos casos, é comprar os direitos de distribuição. E ela faz em quantidade, para aumentar catálogo e, por consequencia, seu valor. Bird Box é um desses casos.

Com um catálogo grande, a empresa alcança um público maior e estabelece seu modelo de negócio que atira para todos os lados para acertar às vezes. Não é muito diferente do modelo hollywoodiano.

Abs,
Ritter.

Responder
Rômulo Estevan 23 de dezembro de 2018 - 03:21

Esse filme não foi a netflix que produziu,só comprou os direitos de exibição,então toda essa culpa que jogam na netflix não tem sentido…

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 10:14

Exato!

Abs,
Ritter.

Responder
Cahê Gündel 23 de dezembro de 2018 - 12:53

Trivelistas sempre com opiniões sensatas.

Responder
Big Boss 64 24 de dezembro de 2018 - 03:05

Fala mal de Bird Box, mas acha Aniquilação bom. Vai entender…

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 10:18

Aniquilação é bom!

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 25 de dezembro de 2018 - 02:08

Fui rever Aniquilação ainda agora e… Não é melhor que 2001, mas supera Prometheus (e não cumprius kkk) com folga.

OBS: a primeira morte do esquadrão feminino foi de chorar de rir kkk (o lobo urso não foi bem animado naquela cena).

Responder
planocritico 25 de dezembro de 2018 - 10:30

Pô, mas aí não vale! Entre 2001 e Prometheus dá para colocar 98% dos filmes sci-fi da História do Cinema!

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 25 de dezembro de 2018 - 11:06

E também talvez eu estivesse com a expectativa de ser um terrorzão, mas é só sci-fi mesmo (não que isso seja ruim, mas é a expectativa)

planocritico 25 de dezembro de 2018 - 13:33

Sim. Expectativa pode afetar facilmente o julgamento sobre um filme!

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 25 de dezembro de 2018 - 11:15

E a Daisy dos 8 Odiados tá no filme kkk. Que saudade dela.

planocritico 25 de dezembro de 2018 - 13:33

Aliás, filmaço aquele! Deu vontade de ver novamente agora.

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 25 de dezembro de 2018 - 14:11

Eu também, mas aí começo a lembrar da maldita carruagem que nunca chega na pensão da Minnie… zzzzz. Me lembrou “À Prova de Morte” na hora.

OBS: a cara de fudido do Samuel L. Jackson quando ele acha que vai ser traído pelo xerife racista… Não tem preço kkk

planocritico 26 de dezembro de 2018 - 15:50

Ahhhhh, eu ADORO aquela sequência interminável na carruagem!!!

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 29 de dezembro de 2018 - 11:14

Então tu deve adorar uma pescaria, meu amigo. Fica dormindo no lago até o peixe fisgar o anzol depois de 4 horas kkk

planocritico 2 de janeiro de 2019 - 11:56

HAHAHAHHHHAAHHAHAHAAHAHAH

Tá certo!

Abs,
Ritter.

Augusto Campos 24 de dezembro de 2018 - 09:01

Um lugar silencioso é um filmaço perto desta porcaria de Bird Box.

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 10:12

Um Lugar Silencioso é um filmaço perto ou longe de Bird Box.

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Aguiar 28 de dezembro de 2018 - 12:56

Eu vim seco para usar essas mesmas palavras.

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 13:52

He, he. Eu adorei esse filme e olha que eu já cansei de filme de terror!

Abs,
Ritter.

Filipe Isaías 23 de dezembro de 2018 - 00:05

Um Lugar Silencioso versão pra TV. Enquanto o filme do John Krasinski exalava originalidade e excelência, tanto no drama, quanto no sci-fi, Bird Box acaba sendo medíocre em ambos os quesitos, além de falhar tambem como adaptação. Interessante que, de todos as características marcantes do livro, o filme falhou em adaptar a (teoricamente) mais fácil: a relação entre os personagens. No livro, eram personagens interessantes, e os seus destinos tragicos nos deixam triste, muito por conta do que aquelas pessoas representavam para a personagem principal. No filme é… Meh.

Um assunto mais importante: Sandra Bullock. Ela foi um crush desde Velocidade Máxima… 2 (vergonhoso eu sei. Mas ela é a única coisa boa do filme), e eu ainda acho ela bonita até com botox. Mas a plástica nao ajuda MESMO. Aliás, nunca ajudou.

Abs.

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 00:20

Bela análise. Concordo integralmente!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius S Pereira 22 de dezembro de 2018 - 21:51

Tava empolgadasso com o filme. Li o livro, e nos primeiros 30min já consegui pegar ódio da adaptação… É uma pena, todo o mistério e tensão do filme foram completamente dissipadas em tela. Somente o fato de tentarem explicar as criaturas já acabou com boa parte do enredo pra mim. Enfim, mais uma adaptação furada de um livro bom, nenhuma novidade kkkk.

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 00:20

Exatamente o meu sentimento.

Abs,
Ritter.

Responder
bre.ribeiro 22 de dezembro de 2018 - 20:24

Isso sem contar que é muito MUITO longo… E na primeira meia hora já dava pra saber que não seria bom… E a gente insiste e continua… Why, God, why,!?

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 20:27

Somos todos guerreiros e não desistimos diante da adversidade!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Seth Rollins 22 de dezembro de 2018 - 19:22

Pra colocar na TV enquanto recebe uma visita, é bacana, mas pra assistir prestando atenção, é descartável.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 19:57

Bem classificado!

Abs,
Ritter.

Responder
bre.ribeiro 22 de dezembro de 2018 - 20:40

Pra espantar as visitas indesejadas né? Pq pra RECEBER a gente põe um showzinho qualquer kkkkk

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 00:25

He, he. Boa!

– Ritter.

Responder
Sérgio Henrique Sper 22 de dezembro de 2018 - 17:55

Nossa, eu assisti de madrugada e…deveria ter ido dormir mais cedo! 😒
Eu estava bem empolgado pra assistir, mas confesso que me decepcionei bastante.
Achei um filme bem ok (parafraseando nosso amigo SantiGADO..rsss).
Esperava beeem mais.
Achei que faria par com Um Lugar Silencioso mas não chega nem nos pés.
Acabou o filme e eu lá com a cara de tacho esperando ainda algum plot twist ou mais alguma ceninha.
Final fraquíssimo, que merd@!!
Quero meu $ de volta!!!! 😤😡

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 19:58

Não consigo nem chamar de ok. Está mais para “meh”…

Abs,
Ritter.

Responder
Cesar 22 de dezembro de 2018 - 17:38

Cara, andando pelas ruas da minha cidade tinha outdoors em tudo que é canto desse filme. Sério, nunca tinha vista um marketing tão pesado em uma obra da Netflix.

Primeiro tenho que falar que eu sou apaixonado pela Bullock, e por isso criei hype nesse filme, e consegui me diverti. Ainda a acho maravilhosa, mas tá quase virando o Michael Jackson.

Ritter, no livro há alguma explicação ao fato daqueles loucos la não serem atingidos pela “entidade”? Isso ficou meio que avulso.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 20:01

Alguns filmes têm ganhado marketing pesado do Netflix e o curioso é que os anúncios surgem literalmente da noite para o dia!

Sobre a questão dos loucos, no livro não há quase explicações, só suposições exatamente porque as criaturas não podem sequer ser vistas. E uma das especulações que fica nas entrelinhas é que os loucos já são loucos e se adaptam ao que quer que os bichos mostrem.

Abs,
Ritter.

Responder
Rômulo Estevan 22 de dezembro de 2018 - 22:15

O filme esta com criticas bem mistas no Brasil ,lá fora principalmente nos EUA as criticas em sua maioria são positivas.

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 00:25

Mas leia as positivas e não fique só nas estrelas. Um bom naco delas é cheio de ressalvas bem grandes. Não é um “que maravilha” e sim um “ok, passa”.

– Ritter

Responder
Rômulo Estevan 23 de dezembro de 2018 - 03:28

Eu sempre leio todas as criticas boas e ruins,gosto de comparar alguns pontos entre umas e outras,e uma coisa que me deixa meio WTF é que se você ler as criticas americanas principalmente as mais populares,verá que os pontos positivos destacados são os pontos negativos das criticas brasileiras,dai eu me pergunto,será que internacionalmente as pessoas pensam em cinema de uma forma diferente de nós? Ou nós é que somos “chatos” mesmo kkkkk.

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 10:14

Cara, aí só uma análise mais ampla e um estudo digno de tese de mestrado ou doutorado para decifrar isso!

Abs,
Ritter.

Gabriel Carvalho 22 de dezembro de 2018 - 23:34

Querem que as pessoas cometam suicídio em massa. O monstro é esse filme. Meus olhos já começaram a lacrimejar.

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 00:20

Eu não vejo assim. É só uma premissa.

Abs,
Ritter.

Responder
KIM PAH JIH 22 de dezembro de 2018 - 17:32

Eu pensei o contrário, achei q Sandra Bullock mais bonita nesse filme.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 20:04

Ela era muito bonita e tinha tudo para continuar assim em idade mais madura. Achei as intervenções no rosto dela bem ruins…

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Carvalho 22 de dezembro de 2018 - 15:51

Assistirei quando chegar no Telecine. Ah não, pera.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 15:56

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Peguei a referência!

Abs,
Ritter.

Responder
Sérgio Henrique Sper 22 de dezembro de 2018 - 18:09

Tonto…kkkkkkkkkkkkk

Responder
Luiz Santiago 22 de dezembro de 2018 - 18:09

Perturbado.

Responder
Ruqui 22 de dezembro de 2018 - 15:39

Com um pouquinho mais de dedicação e esforço esses ventinhos do mal conseguiriam quebrar umas janelas para entrar nas casas. Fora algum forçado precedente religioso, não vi muita lógica pra ficarem só ali fora…

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 15:46

HAHAHAHAHAHAHAHHAHA

Verdade! Ventos incompetentes!

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Lima 22 de dezembro de 2018 - 15:19

Concordo com a crítica, Ritter. Pontos muito bem defendidos. Acho que consegui me divertir um pouco mais do que você com o filme, mas mesmo com pesos diferentes, percebo os pontos que você apontou. (e com certeza é impossível não lembrar do recente “Um Lugar Silencioso”).

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 15:51

Valeu! Eu até que me diverti, mas, no final, ficou aquela sensação de que havia o potencial para muito mais do que só uma bobagem passageira.

Abs,
Ritter.

Responder
Jesus Te Ama 22 de dezembro de 2018 - 14:45

No começo empolga com o caos, e vc pensa que vai vim um filmão. E se decepciona…

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 14:45

Aquele ritmo do começo realmente não encontra conexão com o que vem depois. Para um filme de pouco mais de duas horas, era perfeitamente possível equilibrar as coisas.

Abs,
Ritter.

Responder
Andressa Gomes 22 de dezembro de 2018 - 14:09

Que pena, li sobre o filme_ não li o livro_ e parecia uma história boa, mesmo sendo ok comparado com Um lugar silencioso. Óbvio que irei assistir, mas…

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 14:39

A história é boa. O livro é ótimo. Mas o filme, para mim, deixou a desejar.

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Linhares 22 de dezembro de 2018 - 12:47

Voltando aqui só para deixar clara a minha indignação com essa tradução porca do filme. O título é BIRD BOX, ATÉ O LIVRO LANÇADO NO BRASIL FOI TRADUZIDO PARA CAIXA DE PÁSSAROS. Então por que diabos DE NOVO escolheram um título auto explicativo como “ÀS CEGAS”. So faltou o subtítulo tosco no final “Enxergar nunca foi tão mortal.”

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 14:39

HAAHHAAHAHHAHAHAHHA

Adorei o subtítulo!!!

Abs,
Ritter.

Responder
KIM PAH JIH 22 de dezembro de 2018 - 17:35

mas a Netflix mantece o título original, ñ sei porque o imbd colocou Ás Cegas se ñ é o título oficial no Brasil.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 20:04

Pois é. Não faço idéia. Mas o Netflix bem que poderia ter colocado o título do livro em português, já que é uma tradução literal de Bird Box.

Abs,
Ritter.

Responder
Cahê Gündel 23 de dezembro de 2018 - 12:59

“Essa mãe do barulho enfrentará altas confusões com esses bichos que até Deus duvida”

Responder
planocritico 23 de dezembro de 2018 - 21:30

Boa! HAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 22 de dezembro de 2018 - 12:36

Agora mesmo é que eu não leio o livro.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 14:39

Mas vale muito ler!

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 24 de dezembro de 2018 - 03:09

Eu gostei do filme, portanto não quero ler o livro para odiá-lo.

Responder
planocritico 24 de dezembro de 2018 - 10:18

Ah, entendi!

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Linhares 22 de dezembro de 2018 - 12:20

O filme começou a me incomodar logo na cena inicial com a morte da irmã de Mallorie, o momento careceu de emoção, minutos após o seu “suicidio” a personagem aparentemente nem passou por um processo de luto. Bem… O Apocalipse teria sido interessante se fosse de alguns anos atrás, uma “ameaça invisível” que faz as pessoas se matarem inevitavelmente me lembrava “Fim dos tempos”. Acho que faltou por parte da direção dar um identidade ao filme. Talvez devessem ter mostrado as criaturas como no livro, isso de ameaca invisível já esta bem batido. De toda forma, eu gostei das sequências no Rio, ao contrário da crítica tambem gostei da relação da personagem com as crianças e o ato final foi bem íntimo e emocionante. Daria três estrelas.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 14:40

No livro, as criaturas não aparecem nem como sombras, sussurros e folhas voando. Só há uma “presença” estranha.

Abs,
Ritter.

Responder
Fabricio 22 de dezembro de 2018 - 10:58

Eu senti um pouco a falta de sofrimento e superação da personagem principal. No livro ela cria as duas crianças sozinha, no rio, ela passa por muito mais dificuldades. Acho que o filme suavizou demais as situações, a dificuldade na casa, principalmente a cena do nascimento das crianças, que no livro pra mim é o ponto alto na historia. Praticamente não houveram conflitos entre os habitantes da casa. Fora que mesmo cinco anos em um apocalipse, o Tom tava mais bombado que o schwarzenegger.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 14:40

Sem dúvida. Ficou tudo muito “limpo”, sem transformações físicas ou coisas do gênero que indicassem passagem de tempo.

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Aguiar 28 de dezembro de 2018 - 13:01

Cara… O fato do cabelo da mulher crescer pra tentar mostrar alguma mudança enquanto o cidadão fica INTACTO me incomodou bastante.

Responder
planocritico 28 de dezembro de 2018 - 13:46

É tipo do detalhe que incomoda demais mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
Rene Had 22 de dezembro de 2018 - 09:46

Cara eu discordo parcialmente da sua critica. Eu achei o filme bem angustiante e te prende do inicio ao fim. Inclusive tem recebido boas criticas. E discordo de vc novamente quando vc diz que Sandra Bullock não é uma boa atriz, pois eu já penso ao contrário, não a toa que já levou um Oscar. Mas Bird box é um bom filme sim, bem superior ao lixo de Fim dos tempos. Enfim, nem sempre vc acerta nas suas criticas.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 14:45

Críticas não são feitas para se “acertar” ou “errar”…

Abs,
Ritter.

Responder
Seth Rollins 22 de dezembro de 2018 - 19:25

Tenho que concordar com o Ritter. Sandra é ótima pra fazer comédia, já drama… decepciona um pouco.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 19:57

Decepciona bem!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 1 de janeiro de 2019 - 17:53
Responder
planocritico 2 de janeiro de 2019 - 11:46

@disqus_waERqFBRtD:disqus , é o que penso…

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 22 de dezembro de 2018 - 08:06

Eu não disse que a gente tava no Brasil????

HAUAHUAHUAHUAHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUAHUAHUAHUAHA

Responder
Rafael Mathias 22 de dezembro de 2018 - 07:09

Sandra fez o mesmo que Michael Jackson com as plásticas de seu rosto; uma pena, porque era uma mulher bonita. Já com relação a obra ,é simplesmente decepcionante. Não sabemos qual a motivação por traz dos suicídios das pessoas, por que a protagonista é fria com relação a seu estado gravídico, qual o fim de personagens que ousaram sair da casa compartilhada. Ou seja, são furos que ocasionam uma confusão avassaladora na película. Tirando a fotografia nas cenas do rio, o resto é de uma pobreza deprimente. Entretenimento descartável; nota 05.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 14:45

A motivação dos suicídios faz parte do mistério da narrativa e não vi problemas. Quanto aos demais pontos, concordo.

Abs,
Ritter.

Responder
Rene Had 22 de dezembro de 2018 - 15:25

Mas.esse é o misterio eo legal do filme, ou seja nao explica muita cousa. E nao acho o roteiro bagunçado, pois ele apresenta dois.momentos bem.distintos que percorre toda pelicula

Responder
dlbedard 4 de janeiro de 2019 - 02:19

rafaelmathias 3+

Responder
Rômulo Estevan 22 de dezembro de 2018 - 03:56

Eu sendo fã do livro digo que a produtora esta de parabéns,ficou muito boa a trama e conseguiu passar a mesma tensão do livro .

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 14:45

Qual é a relação entre ser fã do livro e gostar do filme?

Abs,
Ritter.

Responder
Rômulo Estevan 22 de dezembro de 2018 - 14:55

Só quem leu o livro sabe que é uma boa adaptação por transmitir exatamente a mesma sensação de quando li.

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2018 - 15:00

Eu li o livro. Até fiz a crítica dele e menciono que li na crítica do filme. Para mim, o filme está LONGE de passar a mesma sensação do livro.

Abs,
Ritter.

Responder
Rene Had 22 de dezembro de 2018 - 15:22

Eu li o livro e novamente discordo de vc, pois o filme passa a mesma sensaçao do livro

planocritico 22 de dezembro de 2018 - 15:51

Teremos que concordar em discordar, pois o filme não assusta nem uma criança enquanto o livro mantém um suspense claustrofóbico muito bom.

Abs,
Ritter.

Rômulo Estevan 22 de dezembro de 2018 - 18:50

Pra mim quando li o livro fiquei tenso do comeco ao fim,e no filme aconteceu o mesmo,quando soube que fariam uma adaptação fiquei receoso em como abordariam a presença,mais ficou na minha opinião melhor do que no livro, e o desfexo ficou muito bom.

planocritico 22 de dezembro de 2018 - 19:58

Melhor ainda que o livro? Nossa. Mas não achei isso mesmo! O livro tem uma baita atmosfera. No filme, tudo é muito banal.

Abs,
Ritter.

Alexandre 26 de dezembro de 2018 - 15:36

Existe algumas coisas no filme que ficaram melhores que no livro. A motivação dela em sair da casa e ir pra um lugar “mais seguro” é melhor no filme. O como a irmã dela foi afetada também foi melhor no filme. É só. Concordo que o livro passa uma sensação mais angustiante com o filme mas discordo totalmente que o filme seja essa bosta toda que estão falando nos comentários.

planocritico 26 de dezembro de 2018 - 15:39

O filme é fraco, mas não é um lixo intragável, nisso concordamos. Sobre as soluções melhores do que no livro, há outras também, como a forma como ela chega na casa e também como ela decide ir para o bote. Mas são detalhes apenas que, infelizmente, são muito mal costurados no filme.

Abs,
Ritter.

Rômulo Estevan 22 de dezembro de 2018 - 15:25

Cada um tem um gosto né rs.

planocritico 22 de dezembro de 2018 - 15:51

Exato, mas continua inexistindo relação entre ler o material fonte e gostar ou desgostar de um filme.

Abs,
Ritter.

Rene Had 22 de dezembro de 2018 - 15:22

Concordo

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