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Crítica | House of X // Powers of X

por Ritter Fan
968 views (a partir de agosto de 2020)

Respirem fundo, pois a crítica que segue das quase 450 páginas do início do trabalho de Jonathan Hickman perante os X-Men será tudo menos curta, até porque é necessário contextualizar as minisséries e responder algumas perguntas preliminares que potencialmente surgirão na cabeça de leitores menos enfronhados no que a Marvel Comics está preparando para seus mutantes.

Vamos lá?

Duas minisséries, é isso mesmo?

(1) House of X #1 e (2) Powers of X #1.

Já respondendo à pergunta do título, sim, é isso mesmo. Duas minisséries de seis edições cada publicada ao longo dos meses de julho e outubro de 2019, ambas em preparação para o que a Marvel batizou de Aurora de X (Dawn of X), uma espécie de nova era para os mutantes que inicialmente contará com seis títulos mensais com times criativos diferentes: X-Men (sem adjetivo e com Hickman no timão), Marauders, Excalibur, X-Force, Novos Mutantes (também com Hickman no comando) e Fallen Angels. O título principal (X-Men) terá sua primeira edição publicada em 16 de outubro de 2019, com as seguintes publicadas semanalmente até meados de novembro.

No entanto, as duas séries-prelúdio – House of X e Powers of X – formam, na verdade, uma longa história única de 12 edições capitaneada por Hickman e com a primeira desenhada por Pepe Larraz e, a segunda, R.B. Silva. Tanto é assim que a cronologia de leitura é intercalando as edições quase que perfeitamente. Para evitar dúvidas, segue a ordem exata sugerida pelo próprio Hickman ao final de cada edição e que, de fato, é a melhor a se seguir:

  • House of X #1
  • Powers of X #1
  • House of X #2
  • Powers of X #2
  • Powers of X #3
  • House of X #3
  • House of X #4
  • Powers of X #4
  • House of X #5
  • Powers of X #5
  • House of X #6
  • Powers of X #6

Não há uma razão específica para a divisão em duas séries separadas a não ser uma jogada de marketing para chamar atenção para o projeto e, em última análise, vender mais, nem que o preço disso seja uma certa confusão por parte dos leitores menos atentos. Ou seja, é uma maxissérie só que serve de rearrumação do tabuleiro mutante e introdução de um novo status quo do que promete ser o começo do que um dia provavelmente chamaremos de Era Hickman diante dos X-Men. Se ela será tão prolífica quanto a Era Byrne, Era Claremont ou a Era Morrison, só o futuro dirá.

Preciso ler o que veio antes?

(1) House of X #2 e (2) Powers of X #2.

A cronologia de qualquer personagem de décadas das editoras mainstream é, normalmente, um inferno para ser acompanhada, uma verdadeira tarefa hercúlea e que normalmente resulta em frustração. No caso dos X-Men, porém, “cronologia complicada” é um eufemismo diante do tanto de idas e vindas no tempo, realidades paralelas e alternativas e mortes e ressuscitações a torto e a direito. Portanto, a melhor resposta que posso dar à pergunta do título é: se você já não leu o que veio antes, não tente ler agora.

Claro que, se você for um fã que simplesmente TEM que ler tudo ou um fanático por cronologia (eu sinto por você), não tenho muito o que dizer. Mas, se você é uma pessoa “normal”, então começar diretamente em House of X é perfeitamente razoável. Ou quase…

Note que Hickman não escreve nada fácil e mastigado. Ele é um mestre em criar e expandir universos (veja o magnífico trabalho que ele fez com os Vingadores ao longo de anos até chegar em Infinito) de tal forma que, normalmente, o resultado final é que ele reescreve a história do universo que aborda, criando elaborados e multifacetados retcons que só não são mais ambiciosos por falta de espaço. Portanto, a leitura não é tranquila ou relaxante, especialmente não no começo para quem não for muito versado nos mutantes, mas confie em mim quando eu digo que, quando a leitura pega o ritmo, as peças vão sendo muito bem encaixadas e, ao final da maxissérie, tenho certeza que esse novo status quo parecerá quase que completamente normal para todo mundo.

Com base nisso, não pretendo aqui fazer um apanhado do que veio antes, pois House of X e Powers of X foram pensadas como um jumping point, ou seja, um ponto de entrada para novos leitores. É um jumping point particularmente complexo e desafiador (como tudo que vale a pena), mas, mesmo assim, é um jumping point. Dito isso, se o leitor não tiver nenhuma familiaridade com os X-Men, aí a coisa pode ficar realmente complicada, mas mesmo assim é possível, com paciência e perseverança, ler tudo sem ficar completamente perdido.

Finalmente, a crítica!

(1) House of X #3 e (2) Powers of X #3.

A história macro das minisséries é muito conhecida dos leitores de X-Men ao longo das décadas: o Professor X, agora só X e ocupando o esguio corpo de Fantomex, funda, juntamente com Magneto, uma nova nação mutante e exige o reconhecimento de soberania pelas nações do mundo. No lugar do tão acalentado sonho de tolerância e coexistência pacífica que Xavier manteve aceso por tanto tempo, agora ele quer paz para seu povo e um lugar seguro para todos os portadores do gene X, sejam eles bons ou maus, viverem.

Que lugar é esse? Simples, a ilha viva mutante Krakoa, no Oceano Pacífico. Antiga inimiga dos X-Men e introduzida em Giant-Size X-Men #1, de maio de 1975, que não sem querer trouxe importante reformulações na equipe, a ilha, agora, está disposta a acolher seus pares, tendo Xavier como intermediário e “portais vegetais” para facilitar a locomoção de seus habitantes. De forma a barganhar a soberania com a ONU, o professor oferece drogas milagrosas criadas a partir da flora de Krakoa em uma invencionice narrativa que incomoda pela conveniência e facilidade e que eu espero fortemente que Hickman aprimore nas publicações mensais.

De toda forma, essa é, apenas, a história de superfície, pois há muito mais para ser apreciado aqui, com Hickman realmente fazendo o que pode para oferecer uma introdução que parece o passo inicial de um complexo plano que será desvelado ao longo de anos de histórias. E, considerando o que ele fez em Infinito, não tenho razões para duvidar da capacidade do roteirista em entregar o que promete se a Marvel Comics lhe der tempo suficiente.

Para começo de conversa, ele não só lida com as usuais missões paralelas de diversos grupos de mutantes para tornar o reconhecimento de Krakoa possível, como também, na melhor tradição dos X-Men, trabalha com visões de passado e futuro, costurando não uma, mas quatro linhas temporais diferentes em sua narrativa, uma que se passa no Ano Um, outra no Ano 10, que seria o presente, outra no Ano 100, com a Terra dominada por Nimrod e, finalmente, o Ano 1000, com uma estranhíssima pós-humanidade. Cada uma dessas épocas é trabalhada com vagar e inteligência, ainda que o vai-e-vem seja dinâmico e repleto de informações específicas que Hickman “explica” na forma de glossários presentes em cada edição, artifício que pode parecer redundante e expositivo, mas que não verdade não é, pelo menos não nessas duas minisséries, já que é importante contextualizar o que lemos. O autor consegue estabelecer uma lógica temporal e trabalhar as tecnologias de cada tempo de maneira a deixar o leitor menos confuso, indo do micro (como as plantas de Krakoa) até o macro com as civilizações tecnocráticas que populam o Universo Marvel.

Em meio a tudo isso, como elemento principal, ele coloca uma improvável personagem: Moira McTaggert. A cientista, amor de Charles Xavier e mãe de Proteus é a peça-chave para tudo o que Hickman apresenta e, para que isso seja possível, ele costura um complexo, mas sensacional retcon para a vida dela, transformando-a em uma mutante. Não falarei mais do que isso aqui e nem explicarei seu poder (que nunca vi antes e não é algo banal como “soltar raios pelas mãos”, acreditem), mas é importante salientar que ela é o centro nervoso dos acontecimentos da história e tem sua presença conectada com absolutamente tudo que Hickman coloca nas páginas. Sem dúvida é algo que temos que aceitar e quem não gosta de retcons dessa natureza provavelmente torcerá o nariz, mas tenho para mim que tudo funciona muito bem, sem desdizer de maneira brusca o que conhecemos da personagem.

Da mesma maneira, aprendemos, aqui, que existe uma mega-organização nas sombras que congrega membros das mais diversas e antitéticas organizações do Universo Marvel, da I.M.A. à S.H.I.E.L.D. passando até mesmo pela Hidra. Essa organização é a grande vilã das minisséries e sua existência e o que eles pretendem fazer funcionam provavelmente um prelúdio do que está por vir e a “desculpa” necessária para uma sequência de ação com um grupo de X-Men liderado por Ciclope que tem como verdadeira função revelar o que exatamente Charles Xavier está fazendo nas primeiras páginas da primeira edição de House of X.

(1) House of X #4 e (2) Powers of X #4.

O que Hickman inventa tem relação direta com mortalidade e imortalidade e o resultado incomoda. E muito. Aqui, nesse ponto, temos não só um retcon que pode retirar a urgência das histórias e banalizar mortes (mais ainda!), como ele também exige doses cavalares de suspensão de descrença, mesmo considerando que estamos lendo uma história que tem uma ilha viva como lar de mutantes e que é capaz de criar portais vegetais de teletransporte. O roteirista, apesar de se preocupar em criar “regras” para tudo o que estabelece, dá um passo além do que deveria aqui e realmente não sei como esse aspecto desse seu novo universo conversará com o Universo Marvel ao redor. Se House of X/Powers of X fosse uma história de uma editora independente como a Image Comics, essa liberdade para criar faria muito mais sentido. Seja como for, ainda é muito cedo para medir as consequências dessa alteração de Hickman e, como ele já provou diversas vezes que não dá ponto sem nó, agora é esperar para ver como ele lidará com essa questão.

As artes ficaram ao encargo do espanhol Pepe Larraz (House of X) e do brasileiro R.B. Silva (Powers of X), ambos desenhistas de carreiras razoavelmente recentes, mas que tem absoluto comando de seu trabalho. A tarefa era hercúlea dada a quantidade de personagens que populam as páginas das minisséries, além da variedade de situações diferentes que oscilam entre paz bucólica em Krakoa e pancadaria espacial na órbita do sol, mas os dois entregam material mais do que robusto que dá conta do texto prolixo de Hickman sem deixar de deslumbrar o leitor. Seus estilos são próximos o suficiente para permitir que o leitor transite entre uma minissérie e outra sem sentir mudanças radicais, o que amplifica o ar de unicidade que Hickman procurou dar e que torna ainda mais “injustificável” essa separação.

De escolhas artísticas só desgosto do uniforme branco de Magneto e do retorno de Jean Grey à seu uniforme original de Garota Marvel, além do cabeção desnecessário de Charles Xavier que, agora, usa Cerebro como capacete. Mas sei que essas são reclamações bobas e inconsequentes, sem uma explicação técnica que ultrapasse o puro gosto pessoal. Por outro lado, os anos 100 e 1000 são magníficos diante da liberdade criativa que Larraz e Silva tiveram.

Quem lê Marvel há muito tempo sabe que os mutantes sempre foram tratados separadamente do Universo Marvel em geral, com suas próprias histórias e próprias sagas que apenas raramente se conectavam com os heróis não-mutantes de maneira mais relevante (como foi o caso, claro de Vingadores vs X-Men e outras). Hickman não faz absolutamente nada para mudar isso. Se alguma coisa, ele apenas amplifica essa separação, trazendo o Quarteto Fantástico para uma sequência de ação no começo da história e só. Diante das modificações mundiais que o reconhecimento de Krakoa como nação mutante traz, além dos tais remédios que Xavier oferece em troca, é de certa forma estranho não testemunhar a reação dos demais heróis. Mas isso é algo para o leitor respirar fundo e simplesmente aceitar. Caso contrário, será apenas fonte de frustrações.

House of X e Powers of X cumpre o prometido e servem de pontapé inicial para uma nova era para os mutantes da Marvel Comics. Jonathan Hickman pavimenta o caminho para algo enorme, expansivo, envolvendo passado, presente e futuros (no plural mesmo) que ressignifica os X-Men dentro das engrenagens de seu universo. Espero que o autor tenha tempo capitaneando esse “canto” para ver seu plano desenrolar-se como imaginou, sem precisar pegar atalhos e sem desfazer o que estabelece aqui, por mais controversas que algumas decisões tenham sido.

House of X (EUA, 2019)
Roteiro: Jonathan Hickman
Arte: Pepe Larraz
Cores: Marte Gracia, David Curiel (#6)
Letras: Clayton Cowles
Design: Tom Muller
Editoria: Annalise Bissa, Jordan D. White, C.B. Cebulski
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: 24 de julho, 07 e 28 de agosto, 04 e 18 de setembro, 02 de outubro de 2019
Editora no Brasil: não publicado no Brasil no dia de lançamento da presente crítica
Páginas: 212

Powers of X (EUA, 2019)
Roteiro: Jonathan Hickman
Arte: R.B. Silva, Pepe Larraz (#6)
Arte-final: R.B. Silva, Adriano di Benedetto (#1 e 2)
Cores: Marte Gracia
Letras: Clayton Cowles
Design: Tom Muller
Editoria: Annalise Bissa, Jordan D. White, C.B. Cebulski
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: 31 de julho, 14 e 21 de agosto, 11 e 25 de setembro, 09 de outubro de 2019
Editora no Brasil: não publicado no Brasil no dia de lançamento da presente crítica
Páginas: 224

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77 comentários

Lucas Casagrande 3 de novembro de 2019 - 14:13

Essa fase promete, Hickman além de fodão agora que os mutantes voltaram de vez pra controle da Disney no cinema tenho certeza que a Marvel vai caprichar, não tenho dúvidas que veremos logo no cinema conceitos criados agora pelo Hickman

Assim que sairem os 2 encadernados eu leio

PS: Não existe ponto de partida perfeito nos X-Men, eles sempre vão ser confusos, mas acho que pra quem ta afim de começar agora essa é a hora

Responder
planocritico 4 de novembro de 2019 - 08:42

Concordo com tudo, inclusive em ser o momento perfeito para “entrar” nos X-Men.

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Godoy 30 de outubro de 2019 - 13:16

Quuero voltar a ler X-mem e particularmente me interessei bastante por essa nova jornada. Pena que ainda não tem em portugues e nem uma data prevista de lançamento. quero colecionar essa nova saga.

Responder
planocritico 30 de outubro de 2019 - 14:26

Tenha um pouco de paciência. Deve sair pela Panini alguma hora em 2020. Vale muito acompanhar.

Abs,
Ritter.

Responder
Bruce wayne 17 de outubro de 2019 - 12:22

Acabei de ler e, sinceramente, que história incrível, humana e com uma ótima mensagem. A mensagem que ela passa pra mim é de como é difícil vencer a intolerância (vemos isso através da Moira, que contantemente rencarnava para mudar o futuro), e que só conseguiremos vencê-la através quando nos unimos (como quando a Moira se uni ao Xavier e ao Erik para criar um futuro melhor para os mutantes).

-Coisas que eu gostei:
•Krakoa: o novo lar dos X-Men parece ser promissor

•A forma de governo de krakoa também é bem interessante.

•Pra mim a melhor coisa é a nova abordagem do Xavier acerca da relação entre humanos e mutantes.

-Coisas que me assustaram:
Acho a forma como os mutantes são revividos muito macabra

•Mas o que mais me assustou foi a Ororo dando uma de líder extremista religiosa.

Realmente um recomeço para os mutantes.

Responder
planocritico 18 de outubro de 2019 - 19:22

SPOILER

SPOILER

SPOILER

A mensagem pode ser mais complicada ainda. Algo como “não há como vencer a intolerância” ou “para vencer a intolerância, só intolerância”. Veremos como isso será desdobrado!

Comentários sobre seus pontos:

– Krakoa – Nem sei como eles não pensaram nisso antes!

– Forma de governo – É interessante, mas muito – MUITO – próximo de uma ditadura.

– Relação mutantes x humanos – Essa é verdadeira virada da história. Vamos ver no que isso vai dar.

– Ressurreição – Eu achei isso bastante ruim para o Universo Marvel. Tornou todo mundo imortal basicamente.

– Ororo – Assustador aquilo mesmo…

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Godoy 30 de outubro de 2019 - 15:20

Aonde vc leu?

Responder
planocritico 30 de outubro de 2019 - 15:20

Eu por acaso viajei para os EUA e consegui comprar todas as edições impressas. Mas, caso contrário, eu teria lido pela Comixology.

Abs,
Ritter.

Responder
Camilo Lelis Ferreira da Silva 15 de outubro de 2019 - 18:19

Vamos lá no que a Panini Fará com Esse Material no Brasil
Minhas Sugestões:
01- Era do X-Men (Minissérie em cinco Edições, Formato Capa Dura compilando “Age of X-Man, Marvelous X-Men, X-trmists, Uncanny Nightcrawler, Prisioner X e Apocalypse and X-Tracts), Janeiro a Maio de 2020.
02- Fabulosos X-Men: A Queda (Minissérie em cinco Edições, Formato Capa Dura compilando Dois Volumes de “Uncanny X-Men Vol.5”), Janeiro a Maio de 2020.
03-Alvorecer X (Minissérie em três Edições, compilando duas Edições, tanto de “House of X”, Quanto de “Powers of X”), Junho a Agosto de 2020.
04- Novos Títulos Mutantes (A Partir de Setembro de 2020):
a) “X-Men”: Revista Mensal, compilando 2 Edições de “X-Men”.
b) “Wolverine e a X-Force”: Revista Mensal, compilando os títulos “Wolverine” e “X-Force”, em 1 Edição de cada.
c) “Kitty Pride e As Carrascas”: Revista Mensal, compilando os títulos “Marauders” e “Excalibur”, em 1 Edição de cada.
05- Encardenados Mutantes (Outubro de 2020), compilando seis Edições americanas:
a) “Novos Mutantes”
b) “Anjos Caídos”

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:41

Eita! Manda uma mensagem para a Panini!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Bruce wayne 14 de outubro de 2019 - 17:12

Eu sei o básico sobre a história dos xmens nos quadrinhos, será que isso é o bastante para entender a historia ????

Responder
planocritico 14 de outubro de 2019 - 17:36

Vai na cara e na coragem. Como eu disse, exige perseverança, mas a história vale!

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 14 de outubro de 2019 - 13:13

Vamos aos tópicos:

1. Ainda bem que eu parei em AvX e não me arrependo.
2. “… funda uma nova nação e exige o reconhecimento pelas nações do mundo” (Metal Gear?)
3. Esses Ciclope e Jean são do passado ou do presente? (se for a 2a opção, como reviveram?)
4. Odeio Hickman, seus retcons e tudo o que ele escreve, mas sempre gostei das suas críticas, Ritter (eu vim aqui só pra te ler).

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:41

Obrigado pelo prestígio, @mjfilho33:disqus !

Mas olha, essa série vale muito a pena, hein?

MAS COMO ASSIM VOCÊ ODEIA O HICKMAN???

HAHAHAHAHAHAHAHAAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
pabloREM 14 de outubro de 2019 - 13:13

Eu parei de acompanhar os mutantes quando o Bendis assumiu e fez aquela cagada de trazer os originais para o presente, aquilo foi a gota d’água. Agora com o Hickman e tudo que já li a respeito dessas séries minha vontade retornou. Espero que alguma das equipes se comporte com os Guerreiros Secretos, aquela série foi sensacional.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:41

Eu sou um dos poucos que gostou dos mutantes adolescentes no presente…

Mas Hickman fez um baita trabalho aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
pabloREM 16 de outubro de 2019 - 09:33

SPOILERs Algumas coisas me deixaram intrigado:
1 – as pílulas para os humanos: tem cascata grande aí, só trouxa tomaria esse negócio (e nenhum Reed Richards da vida resolveu analisar esse negócio? Não colou);
2 – esse Xavier é suspeitíssimo, pde ser várias coisas, uma versão maléfica, um que veio de outra realidade ou até mesmo a própria Moira passando a perna nos mutantes sabendo que é mais fácil acreditarem nele do que nela, por isso eu digo: volta Fantomex para salvar essa porra toda rs;
3 – A Moira não querer que ressuscitem a Sina e nem dizer que ela está viva.
Mas acredito em boas histórias vindo por aí. Sempre que os mutantes tentaram criar uma nação própria (Asteróide M, Genosha, Utopia), rendeu boas histórias.

Responder
planocritico 18 de outubro de 2019 - 19:22

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

Vamos lá:

1. Tomara que tenha cascata grande aí. Achei isso uma invencionice muito estranha…

2. Concordo!

3. Sim!

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo 14 de outubro de 2019 - 11:46

Como Xavier, Jean Grey e Ciclope voltaram à vida?

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:41

Vou resumir muito resumidademente:

1. Foi feito um “dowload” da mente dele que estava no plano astral para o corpo do Fantomex, que se sacrificou para isso;

2. A Força Fênix trouxe a Jean Grey adulta de volta à vida;

3. O teen Cable executou um plano absurdamente doido envolvendo viagens no tempo e força fênix para trazer o Ciclope de volta.

Acho que é isso!

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 16 de outubro de 2019 - 00:31

Mas o Ciclope tá com a mentalidade de terrorista ainda ou já deixou disso?

Responder
planocritico 16 de outubro de 2019 - 03:47

Não houve indicações de uma coisa ou outra aqui em House of X e Powers of X.

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 14 de novembro de 2019 - 07:09

Vou parafrasear um meme famoso agora: “Que viagem é essa, mano?”

pabloREM 14 de outubro de 2019 - 13:13

Eu parei de acompanhar os mutantes quando o Bendis assumiu e fez aquela cagada de trazer os originais para o presente, aquilo foi a gota d’água. Agora com o Hickman e tudo que já li a respeito dessas séries minha vontade retornou. Espero que alguma das equipes se comporte com os Guerreiros Secretos, aquela série foi sensacional.

Responder
Rafael Gardiolo 14 de outubro de 2019 - 08:25

Duas coisas:
1- isso é muito bom, faz tempo que nao me via obrigado a acompanhar um gibi junto com o lançamento
2- onde eu assino pro Ritter criticar cada edição individualmente do Batman do Ellis e Hitch?

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:31

Você fala de Batman’s Grave?

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Gardiolo 15 de outubro de 2019 - 23:41

Isso!

Responder
planocritico 16 de outubro de 2019 - 03:47

Fiquei tentado a fazer mesmo, mas estou meio cansado de acompanhar por edição e elas atrasarem. E são 12!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Casagrande 3 de novembro de 2019 - 14:14

DC ta a rainha dos atrasos

To amando Doomsday Clock mas a demora ta foda, Batman Dammed idem e olha que essa foram só 3 edições rs

planocritico 4 de novembro de 2019 - 08:33

Exato. Teve também o atraso gigante de Master Race do Miller, não vamos esquecer!

Abs,
Ritter.

flie 14 de outubro de 2019 - 07:26

Ótimas séries, mas, ainda estou com uma pulga atrás da orelha em relação à esses x-men. Não me surpreenderia se mais tarde tivesse uma revelação que esses x-men são todos clones e os originais estão em animação dentro de krakoa como dente de sabre. A mudança repentina de tratar seus ideais, mmudança repentina de comportamento, a forma de culto que eles estão se comportando, as expressões meio que maléficas do xavier em alguns quadros, vão tudo do contra de como conhecemos os x-men.
Será que é uma realidade alternativa? Só com o desenvolvimento das mensais e dos outros titulos da marvel pra responder.
Por que o xavier não tira esse capacete? Será que ele esta manipulando todo mundo?
O ciclope tinha levado um tiro no olho. Como ele voltou tão bem?
Muitas dúvidas que só o tempo responderá

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:32

Cara, se acontecer isso, será uma traição de tudo que Hickman construiu aqui. Eu não duvido que aconteça, mas potencialmente será razão para queimar as HQs em praça pública!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Casagrande 3 de novembro de 2019 - 14:13

Se tratando de editora mainstream eu não duvido de nada

Responder
planocritico 4 de novembro de 2019 - 08:33

Pois é…

Abs,
Ritter.

Responder
Bernardo Barroso Neto 12 de outubro de 2019 - 21:27

Tem previsão de chegar ao Brasil? Quero ler

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:31

Ainda sem previsão. Mas não deve demorar.

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 12 de outubro de 2019 - 21:11

Excelente crítica Ritter. Simplesmente amei, Hickman revolucionou pegou todos os elementos existem e melhorou. Espero muito que Kevin Feige se inspire na fase dele. Trouxe um frescor que os X-Men precisavam. Nunca pensei que Moira fosse se tornar uma das minhas mutantes favoritas, que reviravolta kkkkkk

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:31

Obrigado, @disqus_9KZLz8G0wg:disqus !

Realmente, também nunca imaginei esse destaque todo para a Moira. Ela ficou sensacional!

Abs,
Ritter.

Responder
Filipe Isaías 12 de outubro de 2019 - 17:45

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

Excelente essas minisséries. Eu também fiquei na pilha por causa do Hickman, que escreveu a ótima Fundação Futuro, mas ele ainda conseguiu se superar aqui. É interessante ver essa mudança de pensamento do Xavier, e o papel da Moira, a MVP dessa série, em todo esse jogo de xadrez tridimensional. Trazer Krakoa pra esse contexto foi uma ideia incrível, e a organização dessa nação mutante é muito interessante. Dá até uma tristeza ver o Xavier e o Erik juntos no final ali na festa dos Ewoks, porque eu acho que aquele vai ser o momento mais feliz dessa saga toda. Depois só ladeira abaixo. 4,5/5. Alguns comentários e especulações:

– Wolverine, Ciclope, Jean Grey e Emma Frost tavam se dando aquele ‘olhar 43’. Será que vai rolar um quadrado amoroso?
– Nos diários da Moira, ela fala que o Xavier um babacao e o Erik não confia em ninguém. E que eles não escutam. Isso pode ser um conflito interessante pra Dawn of X, eles acharem que sabem mais do que a mulher que veio do futuro.
– Em um certo momento, a Ororo parece uma líder religiosa reapresentando os mutantes ‘backup’. Isso é um mal sinal, já que nada que se comporta como religião costuma dar certo (ainda bem que é ficção, não é mesmo?).

Abs

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 17:45

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

Caaaara, “festa dos Ewoks”!!!!!! HHAHHHAHAHHAHAHAAHAHAHA Foi exatamente o que pensei quando vi as árvores, o pessoal confraternizando e os fogos de artifício!!! Retorno de Jedi fazendo escola!

Mas sim, concordo que aquele momento ali foi o ponto alto da felicidade. O resto será ladeira abaixo. Reparou com o Apocalipse estava caladão e cabisbaixo ali? Vai dar M e não M de mutante!

Sobre seus comentários:

1. Com certeza vai!

2. Esse será potencialmente o conflito central que fará tudo ruir.

3. Ororo como líder religiosa fanática foi um negócio meio perturbador mesmo. Usaram a mística de que ela é uma “deusa” e criaram um culto estranhíssimo… Só faltou sacrificar algum bicho ali e beber o sangue dele…

Abs,
Ritter.

Responder
O Homem do QI200 12 de outubro de 2019 - 17:37

Muito bom mesmo, não consigo ler muitas HQs da Marvel, mas como sempre digo, X-Men é uma pedra preciosa dessa editora. Mas confesso que bati muito a cabeça até entender como era a cronologia dessas HQs, já que infelizmente, não consigo mais encontrar tempo para ler, me limitei apenas a Doomsday Clock e essas duas HQs.

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 17:45

É o que eu disse na crítica: dá para ler sem conhecimento prévio detalhado, mas dá trabalho. Que bom que você perseverou e gostou!

Ainda tenho que ler Doomsday Clock!

Abs,
Ritter.

Responder
ding ding ding 12 de outubro de 2019 - 17:37

Melhor história dos x-men em anos.

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 17:45

Verdade!

Abs,
Ritter.

Responder
Samir Ctm 12 de outubro de 2019 - 17:28

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

Se Moira tem conhecimento de várias vidas, COMO DIABOS ela deixou que o massacre de 16 milhões de mutantes e a Dinastia M ocorressem?

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 17:37

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

Não acho que o objetivo dela seja alterar acontecimentos das linhas temporais, mas sim moldar as linhas para evitar o fim dos mutantes olhando bem mais para a frente. Caso contrário, ela também poderia ter feito diversas outras alterações, como impedir o nascimento da Fênix Negra, que o Professor X ficasse aleijado e assim por diante.

O que eu não consigo conciliar direito é que ela não reencarna somente, pois isso implicaria em ela morrer por exemplo em 1985 e nascer novamente em 1985 com conhecimento do que viveu. Mas não. Ela morre em 1985 e nasce de novo lá atrás quando nasceu originalmente, mas já com todo seu conhecimento acumulado, ou seja, ela ressuscita e volta no tempo.

Abs,
Ritter.

Responder
Leandro Da Silva Costa 14 de outubro de 2019 - 08:25

Isso nem é tão difícil de entender, funciona muito como uma partida de game…vc vai jogando , seguindo a história e acaba morrendo; vc retorna para o início da campanha e recomeça o jogo, mas com o conhecimento do caminho que vc já trilhou anteriormente vc pode fazer escolhas diferentes para tentar conquistar a Vitória….

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:31

Cara, você não sabe como isso me ajudou! Valeu!

Mas, tecnicamente, ela então volta no tempo toda vez que morre, para poder nascer no mesmo ponto original, não?

Abs,
Ritter.

Responder
Leandro Da Silva Costa 16 de outubro de 2019 - 00:30

Sim…só que com o diferencial que agora ela carrega todo o conhecimento da vida que ela já viveu….

planocritico 16 de outubro de 2019 - 03:47

Sim, sim. Claro.

Abs,
Ritter.

leon 12 de outubro de 2019 - 18:33

Porque a Moira mutante não existia nessa época, antes ela apenas uma personagem comum. Essa mudança ocorreu apenas nessa edição, não é como se os criadores da personagem ou das histórias da Marvel tivessem isso planejado desde sua criação.
Ou seja, essas ”pontas soltas” antes da mudança da personagem, provavelmente, não serão resolvidas.

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Pt Andrade 12 de outubro de 2019 - 16:24

viagem de lsd

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 16:24

He, he. Tem umas doideiras mesmo, mas tudo faz o seu sentido. Pelo menos tudo que consegui entender, pois de forma alguma consigo afirmar que entendi tudo…

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro, o Homem Sem Medo 12 de outubro de 2019 - 16:14

Melhor HQ da Marvel de todos os tempos!!!

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 16:15

Eita! Sério?

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro, o Homem Sem Medo 12 de outubro de 2019 - 16:15

Na minha irrelevante opinião, sim. Nunca vi tantos conceitos condensados em uma mesma história. Nem em livros eu vi algo assim.
Jonathan Hickman é um gênio!!!

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 16:24

Concordo que Hickman é um gênio. Já achava isso desde Vingadores.

E adorei as minisséries, pois o sujeito realmente conseguiu criar quase que um universo próprio em relativamente poucas páginas a ponto de ser possível ler tudo como se fosse algo separado do Universo Marvel. Poucos sabem fazer isso com tanta qualidade.

Tomara que ele não perca o ritmo nas mensais e consiga manter o controle sobre todos os títulos para continuar contando uma só história épica!

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro, o Homem Sem Medo 12 de outubro de 2019 - 16:24

Eu tô meio desconfiado dos outros títulos. Não confio em nenhum daqueles roteiristas. Só estou confiante com o título principal, que será escrito pelo próprio Hickman.

planocritico 12 de outubro de 2019 - 16:47

Hickman fará Novos Mutantes também, não se esqueça!

Sobre os demais títulos, eles também não me inspiram muita confiança, mas acho importante que todos eles sejam mantidos “na linha mestra” que o Hickman criou aqui em House e Powers of X, já que as minis afetam todos os mutantes, sem exceção.

Abs,
Ritter.

Pedro, o Homem Sem Medo 12 de outubro de 2019 - 17:09

Sim, eu sei, mas não confio no desenvolvimento dos outros roteiristas. Gerry Duggan é péssimo e a Tini Howard nunca fez algo digno de nota na Marvel. O único que eu gosto é o Ed Brisson, que vai escrever Novos Mutantes, junto do Hickman.

planocritico 12 de outubro de 2019 - 17:18

Duggan é dose mesmo. E pior que a Marvel está adorando o cara e coloca ele em tudo!

Abs,
Ritter.

Pedro, o Homem Sem Medo 12 de outubro de 2019 - 17:37

Não entendo como aquele cara trabalha na Marvel. Acho que a gente pode enviar currículo pra Marvel…lkkkkkkkkk

planocritico 12 de outubro de 2019 - 17:45

Ou fazer um abaixo-assinado para ele sair. Bota o Donny Cates no lugar!!!

Abs,
Ritter.

Pedro, o Homem Sem Medo 12 de outubro de 2019 - 18:24

Fechado! Eu sou muito fã do Donny Cates.

cleverton 12 de outubro de 2019 - 23:04

Menino Donny que vai pro Thor agora, quero ver se ele vai conseguir substituir o Aaron que fez um dos melhores runs do Thor na história.

planocritico 15 de outubro de 2019 - 23:31

Não sei se ele vai conseguir barrar o Aaron, mas uma coisa eu tenho certeza: ele vai exagerar alguma coisa. Ele é mestre nisso!

Abs,
Ritter.

Guest 21 de outubro de 2019 - 23:02

O melhor run do Thor de todos os tempos.

cleverton 22 de outubro de 2019 - 18:57

Eu parei de ler um pouco antes da morte da Thor, tenho q voltar

Stella 12 de outubro de 2019 - 21:11

Ansiosa para Novos mutantes, x-men e carrascos com Kitty Pryde

Guest 21 de outubro de 2019 - 23:02

Só vi o seu comentário agora, Stella. Olha, eu só tô confiante com o título do Hickman. Não conheço muito o trabalho dos outros escritores, exceto o Ed Brisson, que é um bom roteirista. Mas o Gerry Duggan é simplesmente intragável. Se bem me lembro, ele irá escrever os Carrascos. Eu vou passar bem longe desse título. Nunca mais eu perco meu tempo lendo nada escrito por aquele cara.
Eu também tô animado com o título Anjos Caídos, pois ele irá se focar na Psylocke, que é uma das minhas heroínas favoritas da Marvel.

Pedro, o Homem Sem Medo 12 de outubro de 2019 - 16:32

E eu também recomendo o Quarteto Fantástico e os Supremos V, ambos escritos pelo Jonathan Hickman.
A HQ dos Vingadores, bem como a saga Guerras Secretas, tem elementos desses dois runs.

Stella 12 de outubro de 2019 - 21:11 Responder
Pt Andrade 18 de outubro de 2019 - 19:22

menos, bem menos

Stella 18 de outubro de 2019 - 22:04

nao, babo mesmo ele é demais

Guest 21 de outubro de 2019 - 23:02

Eu babo o Hickman desde o trabalho dele no Quarteto Fantástico. E depois do que ele fez nos Vingadores, a minha admiração só aumentou. O cara é um mestre em contar histórias. Gênio!!!!

Lucas Casagrande 3 de novembro de 2019 - 14:25

Hickman ao lado do Jason Aaron e do Donny Cates é o que a Marvel tem de melhor atualmente, os 3 escrevem muito bem

Responder
planocritico 4 de novembro de 2019 - 08:33

Concordo!

Abs,
Ritter.

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