Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

Crítica | Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

por Ritter Fan
279 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 3

Obs: Crítica originalmente publicada em 19 de novembro de 2014.

A primeira parte do terceiro capítulo da saga de Katniss Everdeen tinha enorme potencial. Afinal, o livro que deu base a ele é inclemente ao tratar da guerra e de suas consequências, com um fechamento digno para a garota em chamas.

E o trabalho de Francis Lawrence, que retorna para a direção depois de Em Chamas, consegue transpor muito bem a sobriedade da obra como imaginada por Suzanne Collins, que ajudou na capacidade de consultora na elaboração do roteiro. Seria de se esperar que a segunda continuação de um filme que fez muito mais sucesso do que o esperado fosse cheio do que Hollywood mais gosta de fazer, ou seja, exageros pirotécnicos para justificar o orçamento mais alto e para pacificar os anseios de quem acha que mais é sempre melhor. Mas não é isso que vemos no filme. Lawrence não deixa nada polido, nada bonito, nada arrumado.

Sua  paleta de cores é triste, com muito cinza, azul e marrom, além de alguns toques de preto, com breves momentos com planos mais abertos da natureza verdejante que apenas dão um vislumbre do título em português simbolizado pelo Tordo ou, mais precisamente, Katniss. Com a ação fundamentalmente se passando no quartel general subterrâneo da rebelião, no devastado Distrito 13, o que temos é escuridão e mesmo a beleza de Jennifer Lawrence como Katniss é escondida, tornada muda pelas exigências de um história pesada como deveria ser.

Essa completa mudança de tom em relação a Jogos Vorazes e a Em Chamas  mostra a coragem da produção em fazer algo diferente, que não necessariamente agradará a todos (ainda que seja o que o livro exige). Por isso mesmo, há que no mínimo se respeitar o que a LionsGate conseguiu colocar nas telas.

Julianne Moore foi escalada como a presidente Alma Coin, comandante da rebelião e, usando lentes de contato e um cabelo escorrido, além de roupas mudas e um tom de voz monocórdio, ela mais parece uma vampira, fazendo jus à sua condição de líder espartana de seres humanos que vivem como toupeiras debaixo da terra, mas acrescentando uma camada sinistra muito discreta. Ela recruta Katniss, sobrevivente de duas edições dos Jogos Vorazes, para encarnar o Tordo (o mockingjay do título em inglês), o símbolo da rebelião e a menina precisa fazer o máximo para incitar coragem no coração dos diversos distritos que formam Panem, dominado pela Capital comandada pelo maligno presidente Snow (Donald Sutherland, divertindo-se como nunca).

É também um grande prazer ver o brilhante e saudoso Philip Seymour Hoffman em sua penúltima aparição nas telonas (a última vez será ano que vem, na Parte 2), revivendo seu ótimo Plutarch Heavensbee. Há um ar de melancolia na atuação dele nessa fita, mas não sei se foram os olhos desse crítico que só conseguiam ver o grande ator que a Sétima Arte perdeu há tão pouco tempo.

Além disso, Jennifer Lawrence tem atuação comedida sempre e explosiva quando precisa ser, sem se sobressair exageradamente, em outra demonstração de que a produção soube se guiar pelo espírito do trabalho de Suzanne Collins. Afinal, Katniss é uma menina (o momento em que Boggs – Mahershala Ali, de House of Cards – sugere que tirem a maquiagem dela é símbolo disso) e age como tal, sem totalmente saber o movimento de poder que ocorre literalmente por sobre sua cabeça. Ela está perdida naquele mundo de adultos, desesperadamente tentando entender o que ela quer e quem ela é. Seus sentimentos em relação a Gale (Liam Hemsworth, que finalmente ganha destaque na franquia) e Peeta (Josh Hutcherson, que quase só aparece pela TV) são conflitantes, imprecisos e ela precisa viver com isso. Sua única certeza é mesmo seu amor pela irmã Prim (Willow Shields).

Dito isso – e tem sempre um porém, não é mesmo? – se A Esperança fugiu da armadilha da continuação necessariamente mais explosiva, ela não conseguiu escapar de uma outra, que, na verdade, é quase que uma doença em Hollywood: a divisão de filmes em diversas partes. Harry PotterO Hobbit sofreram com isso e A Esperança é a mais recente vítima. Não havia material suficiente para quatro horas de projeção (cada um dos dois capítulos finais terá ligeiramente mais que duas horas) e isso fica evidente com a repetição temática, com a volta de Katniss para seu antigo distrito duas vezes, com as mesmas imagens, o que mata qualquer impacto e a demora excruciante na compreensão da dolorosamente óbvia situação de Peeta.

Com isso, A Esperança perde o ritmo por diversas vezes, literalmente parecendo um longo e inexplicavelmente estendido prelúdio para a ação. Ação essa que nunca vem, diga-se de passagem. Há, apenas, uma sequência movimentada na projeção – a do hospital no Distrito 8, que cumpre bem sua função de mostrar quem é o Tordo e ela é surpreendentemente curta e econômica, com a produção focando muito mais nos eternos discursos de Coin e nas entrevistas televisivas de Caesar Flickerman (Stanley Tucci, subaproveitado) com Peeta.

O problema causado pela falta de cadência no roteiro esticado acaba apagando personagens que poderiam ter sido mais bem aproveitados, como Finnick (Sam Claflin) e Haymitch (Woody Harrelson), além de exigir demais da paciência do espectador com planos lentos, contemplativos e sem algum tipo de recompensa. A Esperança literalmente parece o que é: o começo de um filme inacabado. E isso é ruim. Se a divisão era mesmo necessária (e nunca é), então que o roteiro ao menos emprestasse um semblante de estrutura à obra, para que ela não ficasse parecendo um capítulo de série de televisão. Todo o cuidado da produção que mencionei acima quase vai por água abaixo pela necessidade patológica de fazer o público pagar duas vezes para ter um produto só.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 é surpreendentemente fiel ao material fonte, além de ter a coragem de ser um filme diferente se comparado aos dois que vieram antes. No entanto, sua claudicância narrativa, causada por um roteiro lento e sem ritmo, impede que o Tordo alce voos mais altos.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (The Hunger Games: Mockingjay – Part 1, EUA – 2014)
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Peter Craig, Danny Strong (baseado em romance de Suzanne Collins)
Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Philip Seymour Hoffman, Julianne Moore, Willow Shields, Sam Claflin, Elizabeth Banks, Mahershala Ali, Jena Malone, Jeffrey Wright, Paula Malcomson, Stanley Tucci, Natalie Dormer, Evan Ross, Elden Henson, Wes Chatham
Duração: 123 min.

Você Também pode curtir

41 comentários

Caio Vinícius 29 de dezembro de 2015 - 12:07

Gostei do filme, apesar de ser realmente mais lento que os anteriores. O final também me pegou de surpresa com aquela cena entre Peeta e Katniss.

Agora só me resta uma dúvida: vou ao cinema esse final de ano e tenho duas opções. Ou eu assisto A Esperança Parte 2 ou o novo Star Wars. Me ajuda Ritter haha!

Responder
planocritico 29 de dezembro de 2015 - 12:11

@CocoaGamer:disqus, minha resposta imediata é: o novo Star Wars, claro!

Mas vai depender do quanto você gosta de Jogos Vorazes e Star Wars. Acho que, em termos de espetáculo, Star Wars merece ser visto em tela grande mais do que a última parte de Jogo Vorazes, que, por sinal é muito boa…

Que a Força esteja com você!

Abs,
Ritter.

Responder
Caio Vinícius 29 de dezembro de 2015 - 12:16

Acho que vou fazer isso mesmo. Mas e o 3D? Será que vale a pena?

Responder
planocritico 29 de dezembro de 2015 - 14:41

@CocoaGamer:disqus, eu pessoalmente não gosto de 3D, a não ser quando ele realmente contribui para a narrativa (Gravidade, Caverna dos Sonhos Esquecidos, Avatar, Hugo Cabret, Pina e não muito mais do que isso). Portanto, em tese, eu ficaria com o 2D mesmo (vi das duas maneiras). Há, porém, se você gostar de 3D, um plano contemplativo de um Star Destroyer que em 3D é incrível, com a nave realmente – mais do que o normal – invadindo a sala de cinema. É de tirar o fôlego. Mas é só. Em geral, pelo menos o 3D em O Despertar da Força foi bem pensado e não atrapalha.

Abs,
Ritter.

Responder
Lívia 2 de novembro de 2015 - 00:23

A divisão de “A Esperança” em dois filmes possui, claro, seu aspecto mercadológico, de trazer mais ganhos aos produtores, mas acho que não se limita a isso, por que a divisão tem um lógica narrativa.

A Esperança – Parte 1 tem como arco narrativo o resgate do Peeta e a guerra ideológica entre a Capital e o Distrito 13, capitaneadas por Snow e Coin e tendo Katniss e Peeta como seus garotos propagandas. Essa é a preocupação de Katniss logo no início da trama, bem como de Coin, tanto que a trama termina com Peeta e os outros resgatados, apesar da extrema perturbação mental dele dar um fim amargo à este arco, e com a vitória do Distrito 13 na guerra ideológica, representada pelas ótimas tomadas dos lenhadores repetindo o discurso de Katniss enquanto lutam contra os pacificadores e do atentado suicida à usina hidrelétrica, realizado por pessoas cantando “The Hanging Tree”, além do discurso final da Coin, que com seu otimismo que não condiz com a realidade, nos dão uma amostra do que está por vir.

A Esperança – Parte 2 tem como arco narrativo a guerra, já não mais ideológica, mas às vias de fato, contra a Capital. A guerra ideológica da primeira parte teve como objetivo mostrar como se conseguiu unir distritos com este propósito e prepara o terreno para a batalha de fato.
Na outra ponta, temos o arco narrativo da recuperação de Peeta depois dos horrores sofridos por ele na Capital.

Resumindo, é uma divisão bem planejada, em vista da quantidade de conteudo narrativo, e que possui coerencia interna e externa.

Responder
planocritico 2 de novembro de 2015 - 13:45

@L@disqus_Nw0edJs33P:disqus, concordo com você, mas concordaria mais ainda se a divisão em dois filmes não fosse PREPONDERANTEMENTE para dobrar a bilheteria da parte final da franquia. Foi uma decisão que, tenho certeza absoluta, não começou de maneira artística e sim por uma imposição do estúdio. Além disso, há uma infinidade de livros muito mais complexos que Jogos Vorazes que foram adaptados à perfeição em um filme apenas, pelo que, mesmo que tudo faça sentido, a questão é dinheiro e só dinheiro.

Abs,
Ritter.

Responder
Helder Zemo 18 de novembro de 2015 - 08:56

Tipo Senhor dos Aneis ne Ritter, sou fã de HG,mas se o novo filme não for fodastico vai ser um tremendo tiro no pe essa divisão, não adianta perde conteudo, ainda mais um livro de 300 e poucas paginas, GOT tenta adaptar quase 1000 paginas em 10 horas praticamente e ainda tem uma barriga de roteiro as vezes, mas sera que se fosse feito hoje, Senhor dos Aneis seria um livro por filme ou dividiriam pelo menos O Retorno do Rei (pra quem dividiu um livro de 300 paginas em tres filmes, nao seria muito distante pensar nisso kkkk), mas enfim, graças ao Grande Mago Branco que os tres filmes foram antes de HP dividir e começar essa onda kkkkk (e olha que os tres livros de Lord of The Rings sao maiores que os tres de Hunger Games)

Responder
planocritico 18 de novembro de 2015 - 15:14

Se O Senhor dos Anéis fosse feito hoje, seriam seis filmes de 3 horas… Vide O Hobbit…

Mas vamos ver como é a parte dois de A Esperança. Dá para fazer um filme bom com o material que resta ser mostrado. Amanhã a crítica já sai.

Abs,
Ritter.

Responder
julio césar correia 28 de janeiro de 2015 - 14:36

Um mal necessário eu acho, não tinha como fazer um filme só porque a segunda parte acontece muita coisa, ao mesmo tempo era certo que a parte 1 não ia dar tão certo.

Responder
planocritico 29 de janeiro de 2015 - 19:23

@juliocsarcorreia:disqus, pode ser, mas eu acho que um bom roteirista teria feito um roteiro só para o livro inteiro. A grande questão é que a escolha não foi artísticas e sim puramente financeira.

Abs,
Ritter.

Responder
Layla 12 de agosto de 2015 - 19:54

Puramente financeira sim, mas sinceramente, eu como fã fiquei feliz com a divisão, porque pelo menos sei que não terão grandes cortes numa série que eu amo tanto.

Responder
planocritico 12 de agosto de 2015 - 21:25

É uma forma de se encarar o assunto, sem dúvida. Da minha parte, gosto de ver coisas diferentes quando falamos de adaptações. Cada mídia tem suas vantagens e limitações e ver a mesma coisa na mídia original e na adaptada não me agrega nada. Éssa é minha percepção.

Abs,
Ritter.

Responder
Layla 23 de agosto de 2015 - 04:44

Sim, eu entendo e concordo com você. Mas isso é mais uma visão minha como fã, entende? De querer ver tudo (ou quase) do livro na tela, mas é claro q eu sei q eles poderiam ter feito um filmaço com 2:30/3:00 sem deturpar a mensagem do livro, que poderia agradar a todos.

planocritico 24 de agosto de 2015 - 01:23

Entendo, claro!

Abs,
Ritter.

Layla 26 de agosto de 2015 - 19:54

E antes que eu esqueça, suas críticas são muito boas, parabéns!

planocritico 26 de agosto de 2015 - 23:12

Obrigado, @disqus_VgqwAqtbnZ:disqus!

– Ritter.

Rafael Oliveira 24 de novembro de 2014 - 11:03

Entediante.

Responder
planocritico 24 de novembro de 2014 - 15:23

É a sina das divisões em dois ou mais filmes… HP 7.1 foi bem fraco e nem preciso dizer o que acho de O Hobbit, não é mesmo? Pelo menos A Esperança é melhor do que esses outros dois…

Abs, Ritter.

Responder
Rafael Oliveira 30 de novembro de 2014 - 11:41

Eu já acho que com a HP a coisa funcionou, e muito bem. HP 7.1 é meu favorito daquela saga, e a extensão de O Hobbit nem me incomoda tanto assim, mas fora isso, nenhuma divisão realmente funcionou.

Responder
planocritico 1 de dezembro de 2014 - 15:45

Nossa, acho o 7.1 bem fraco. Prefiro o 7.2.

E Hobbit não dá. Realmente não consegui gostar o que PJ fez com uma história simples. Cada sequência, por mais banal que seja, é enorme. O filme parece um videogame com o peso do CGI e aquele monte de anões não são explorados. Estão lá para fazer número apenas….

Abs, Ritter.

Responder
Rafael Gardiolo 23 de novembro de 2014 - 03:27

E vamos aqui discordar. Eu simplesmente adorei o filme. Uma franquia pela qual não nutria o menor interesse, mas que me surpreendeu, e assim como em Harry Potter (outro ponto em que discordamos) usa dessa divisão pra desenvolver o que até então estava bem rasteiro, no caso de Harry Potter, toda a ambientação opressora e assustadora (que talvez Hogwarts parecia apaziguar), e aqui o jogo político muito longe de ser preto no branco, e vermos os planos, contra-planos, toda a articulação de bastidores, fascinante! Além de explorar o que tem de melhor em Katniss. Minhas ressalvas é quanto ao didatismo um pouco excessivo e pelo medo que, assim como em Relíquias da Morte parte 2, a sequencia se resuma em um clímax de duas horas. O ultimo frame do filme é sensacional, e se não fecha a história, ao menos é elegante, diferente dos cortes em Matrix Reloaded, Relíquias da Morte parte 1, e o terrível Desolação de Smaug.

Responder
planocritico 23 de novembro de 2014 - 16:25

A discordância gera sempre ótimas discussões! Entendo seu ponto, mas eu acho que o problema é que o diretor teve que estender sequências, alongar diálogos e repetir conceitos (as duas sequências quase iguais no Distrito 12 me tiraram do sério). Com isso, o filme se tornou o que é e que você descreveu bem: um prelúdio para o clímax. Com isso, acho que a fita ficou no marasmo, perdida em sua própria trama que não tem conteúdo suficiente para 2 horas (4 no total). Tenho certeza que, pelo potencial demonstrando aqui, estaríamos falando de um filmaço único de 2h30′.

Abs, Ritter.

Responder
Rafael Gardiolo 23 de novembro de 2014 - 16:48

Sem dúvida, se fosse um filme só seria fantástico, mas eu acho que os roteiristas e o diretor souberam dosar esse excesso, com cenas como a do bunker, a da caça, e mesmo com um pouco de metalinguagem ali nas construções das propagandas do Distrito 13, cenas que seriam menos trabalhadas, ou até mesmo cortadas. Concordo com as duas cenas do Distrito 12, se fosse só aquela segunda, que é de tirar o fôlego, seria ótimo. Acho que dentro do possível, de trabalhar um material reduzido num filme de duas horas, a equipe se saiu bem, mas claro, continua sendo um problema. Talvez devessem chamar o Aronofsky que transformou duas páginas de história em um filmaço de duas horas hahaha

Responder
planocritico 24 de novembro de 2014 - 15:25

@rafaelgardiolo:disqus, concordo que eles ao menos não se perderam como aconteceu – e acontecerá novamente, tenho certeza – com O Hobbit. Não estragou a série, longe disso, mas foi meio que uma freada brusca. E, como você disse mais para cima, o problema é que a segunda parte potencialmente será pancadaria do começo ao fim, o que também não é bom…

Abs, Ritter.

Responder
Rafael Gardiolo 24 de novembro de 2014 - 21:31

É, concordo. Meu problema é mais como que vai ser a parte 2, já que eu realmente prefiro o ritmo dessa primeira parte.

planocritico 25 de novembro de 2014 - 15:03

Se eles continuarem seguindo o livro à risca, a chance é que, no segundo filme, tenhamos diversas e longas sequências de pancadaria, seguidas de uns dois ou três epílogos… 🙂

Abs, Ritter.

Rafael Gardiolo 26 de novembro de 2014 - 18:14

Que pena. Mas eu tenho esperança (hein?!)! No pior cenário, pelo menos o Francis Lawrence sabe filmar pancadaria.

planocritico 27 de novembro de 2014 - 14:46

Sim, ele sabe. E tenho também esperança (te copiei!) que ele saberá dosar o lado político com a ação, para não destruir a franquia…

Abs, Ritter.

jcesarfe 20 de novembro de 2014 - 19:25

Essa vontade de ganhar sem trabalhar parece que é um mal brasileiro que estamos exportando.

Responder
planocritico 20 de novembro de 2014 - 21:14

Boa! – Ritter.

Responder
Rafaela Batista 20 de novembro de 2014 - 14:05

Assisti o filme ontem e constatei o seguinte: a maioria das pessoas que estavam na sessão não compreenderam e por consequência saíram reclamando do filme. Acredito que a culpa esteja no ritmo, que é totalmente diferente dos dois filmes anteriores.
Concordo plenamente que dividir a parte final de um filme em duas é prejudicial. Na minha humilde opinião, hollywood deveria rever essa questão e deixar de pensar apenas no dinheiro.

Responder
planocritico 20 de novembro de 2014 - 21:15

É, @disqus_Xm7MD3pBKO:disqus, mas enquanto as pessoas pagarem para ver filmes divididos, Hollywood continuará fazendo mais deles… Fiquei até surpreso por não dividirem em três como fizeram com o Hobbit…

Uma pena. Eles tinham um grande filme em mãos! Ficou só ok, pelo menos essa Parte 1.

Abs, Ritter.

Responder
Letícia 20 de novembro de 2014 - 12:13

Ainda não assisti ao filme, porém, desde que saiu a notícia de que iriam dividir o último livro em dois filmes, eu não concordei com a ideia. Li A Esperança e não consigo ver material para a divisão, sendo a primeira parte do livro focada em mostrar o distrito 13 e introduzir a real situação da rebelião.
Fiquei feliz em saber que a adaptação foi fiel ao livro. Agora só me resta assistir!!!

Responder
planocritico 20 de novembro de 2014 - 21:17

É bem fiel, @disqus_aYbkSV6iO6:disqus. Mas é que, com 2 filmes, eles ficaram com bastante espaço para preencher e, mesmo os trechos do livro que deveriam ter sido cortados, entraram. Um erro que Hollywood vem cometendo com cada vez mais frequência.

Depois de assistir, volte aqui para nos dizer o que achou, se puder.

Abs, Ritter.

Responder
Rilson Joás 19 de novembro de 2014 - 15:59

Interessantes constatações. O que reafirma que apenas dividiram o filme para ganhar dinheiro. Ainda assim vou assistir, não sei se no cinema, depende mesmo da vontade de minha irma.

Bom saber também que foi fiel ao livro, o que significa muito de um ponto de vista, mas do outro pode causar certos estranhamentos ao público de cinema.

Se você me confirmar que o filme cria um bom ambiente antes do final, talvez eu me anime mais. Mas se for só encheção de linguiça, eu deixo de lado e me concentro em Hobbit 3.

Responder
planocritico 20 de novembro de 2014 - 02:41

@disqus_fYzC6RP299:disqus, diria que sim, o filme estabelece e amadurece o terreno para o que virá ano que vem, na Parte 2. O problema é só mesmo haver a divisão, que forçou o diretor e roteiristas a esticar material limitado.

Para mim, porém, o trabalho de “estica e puxa” em A Esperança é bem superior ao dos dois primeiros Hobbits…

Abs,
Ritter.

Responder
Rilson Joás 20 de novembro de 2014 - 03:46

Obrigado, sendo assim, agora tenho mais “esperança”. Esse fim de semana ou talvez na próxima vou estar “em chamas” pra ver o filme de maneira “voraz”.

Desculpa, não resisti os trocadilhos. XD

Responder
planocritico 20 de novembro de 2014 - 21:18

Tá pegando fogo, hein @disqus_fYzC6RP299:disqus? 🙂

Abs, Ritter.

Responder
Rilson Joás 21 de novembro de 2014 - 00:35

Essa foi ótima! 😉

Rilson Joás 23 de novembro de 2014 - 13:33

Tive coragem, e fui no cinema com minha hermana pra assistir o filme. Em geral um bom filme, mas você sente uma trama incompleta. Assim como quando você assiste uma primeira parte de um final de temporada, estabelecendo pontos de roteiro e tensão, e estabelecendo as ameaças. Não preciso adicionar muito a sua crítica que foi prática e concisa nos pontos a destacar. Só gostaria de adicionar que minha cena favorita foi a da cancão “The Hanging Tree” cantada pela própria Jennifer Lawrence, deixo o link abaixo pra quem quiser escutar outra vez:
https://www.youtube.com/watch?v=fjQMUJ0ZJGk

E que o foco na propaganda como arma de guerra me lembrou muito “1984”, Goebbles e o governo brasileiro que gastou R$ 2,3 bilhões em propaganda no ano passado.

Esperando o final da saga adolescente mais madura da atualidade.

planocritico 23 de novembro de 2014 - 16:30

A comparação do poder da mídia no filme e 1984, Goebbles e nosso governo é perfeita. Exatamente isso. É a manobra midiática para converter mentes.

E também achei muito bacana a sequência da canção. Deveria ter sido a única sequência no Distrito 12, porém, pois a primeira vez foi bis in idem. Valeu por postar a música!

Abs,
Ritter.

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais