Lista | Game of Thrones – 8ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

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Nota da Temporada

A última temporada de Game of Thrones será lembrada na história das séries de TV como uma das mais divisivas, talvez mais odiadas. Toda a expectativa criada pelas primeiras temporadas, quase que universalmente consideradas como as melhores coisas já produzidas para a televisão, foi massacrada pelo que tem sido recebido como episódios apressados, sem desenvolvimento de personagens, com descaracterizações de personagens e assim por diante. Basicamente a pior coisa do mundo.

Mas eu não acho isso. Aliás, não só eu não concordo que o agregado das primeiras temporadas de GoT é espetacular como muitos defendem, como eu também não achei a última temporada esse horror todo. Sim, é visível a queda constante de qualidade na série, mais marcadamente a partir da quinta temporada, mas já a partir da segunda a superpopulação de personagens e linhas narrativas me causava desconforto e apontava um certo desgoverno. A transposição dos calhamaços “martinianos” para a telinha carregou os vícios do autor, sem que a produção soubesse podar o que precisava ser podado ainda no nascedouro. E deu no que deu.

Mas a última temporada foi apenas o final possível dentro do que os showrunners se propuseram, ou seja, encerrar tudo em apenas seis episódios. Mas ela é bem menos problemática do que o andar de caranguejo não de uma, não de duas, mas de três temporadas antes da final. A combinação insalubre levou a correrias e a conveniências, sem dúvida, mas reputo a gritaria geral bem mais a uma predisposição de momento para isso, uma vontade de achar um bode expiatório, do que uma visão mais completa de uma série boa, mas que, com exceção da primeira temporada, sempre esteve longe do Olimpo a que foi alçada pelo gosto popular.

Sei que sou uma voz solitária nessa linha, mas, considerando as restrições auto-postas pelos showrunners, a temporada mais funcionou do que deu errado e ela na verdade conseguiu ser o que foi apesar do que veio antes. Daenerys insana? Estava lá o tempo todo. Final dando ênfase aos Starks? Simplesmente não tinha como ser diferente, pois a série era sobre eles. Bran rei? Não é o fim do mundo.

Mas esses são apenas meus breves comentários e minha avaliação geral. A crítica completa da temporada sairá pelo Gabriel Carvalho ainda essa semana. Fiquem, agora, com meu ranking dos episódios:

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6º Lugar: The Long Night

8X03

Mesmo com Sapochnik no leme, The Long Night deixou a desejar naquilo que se tornou sua especialidade, mas quase conseguiu compensar em pequenos detalhes, em construções e desenvolvimentos inesperadamente interessantes para alguns personagens e algumas sequências individuais inspiradas. Seja como for, com o problema dos zumbis agora no passado, talvez a série possa voltar de vez ao jogo de tronos que é realmente seu forte.

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5º Lugar: The Iron Throne

8X06

Game of Thrones encerra-se, sendo assim, de uma maneira mais doce que provocante, que ácida, que realmente corajosa. As jornadas não tem as suas resoluções conversando agressivamente com o que acontecera. Claro que as coisas não deram certo, a Rainha destinada a ser a Rainha queimou uma cidade e milhões de vidas foram perdidas injustamente. Contudo, o que existe mais do que qualquer outra coisa no episódio é uma beleza estendida e contrastando, quebrando até, o impacto do que tinha acontecido previamente.

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4º Lugar: Winterfell

8X01

Seja como for, a descoberta do pequeno Ned Umber (Harry Grasby) empalado morto-vivo na parede de seu castelo de Última Lareira e cercado com uma bizarramente aterradora escultura de braços humanos, cortesia do Rei da Noite é o tipo de sacudida final que o episódio precisava para nos lembrar que o inverno realmente já chegou e, agora, não tem mais jeito. As intrigas palacianas, que pesarosamente já haviam perdido espaço na série, não parecem ter, na última temporada, chance alguma de voltar de verdade diante do passo apertado que será necessário que David Benioff e D.B. Weiss imprimam na estirada final.

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3º Lugar: The Last of the Starks

8X04

The Last of the Starks é Game of Thrones raiz, como se diz por aí. É o que a série sempre ofereceu de melhor. O jogo de tronos está de volta a todo vapor e não me parece que sobrará muita gente para sentar nele…

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2º Lugar: The Bells

8X05

The Bells redime Miguel Sapochnik na temporada e entrega o final da linha narrativa de Cersei da maneira que  tinha que ser: com muito fogo, crueldade, mortes, sangue e dor. O jogo de tronos está chegando ao fim, mas o trono em si já perdeu seu significado diante do preço cobrado. Não há guerras bonitas e os showrunners sabem disso.

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1º Lugar: A Knight of the Seven Kingdoms

8X02

A passos da guerra, Game of Thrones para o tempo para dedicar-se a refletir a vida, a morte, a jornada e a existência dos seus personagens. Eis uma mistura perfeita entre o gelo e o fogo que movem esse ar de crônica à série, por ser apenas um pedaço da História sendo contado, enquanto o gélido ar das ameaças externas incomoda, mas o fogo, o aconchegamento, da proximidade a pessoas queridas conforta. É a máxima de Game of Thrones sobre o que move a série: o caos eminente. E nada provoca mais calafrios, já vistos tantas vezes em várias oportunidades pelas temporadas, que uma guerra prestes a acontecer. O que é mais justo às Crônicas de Gelo e Fogodo que cantar e contar histórias passadas e que reverberarão além? Que morram os guerreiros que nos dedicamos anos a torcer e nos importar, mas que sucessores cantarolem suas sagas. Há de a coragem de Sor Brienne de Tarth, Cavaleira dos Sete Rainos, ser narrada entre tais melodias.
A Knight of the Seven Kingdoms
RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.