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Crítica | Tales from the Loop – 1ª Temporada

por Ritter Fan
1483 views (a partir de agosto de 2020)

A forma como Tales from the Loop foi disponibilizada pela Amazon Prime Video depõe contra a própria natureza da série. A criação de Nathaniel Halpern com base nos belíssimos visuais retrô sci-fi do artista sueco Simon Stålenhag é tudo menos uma série feita para ser assistida em velocidade, um episódio atrás do outro e tenho para mim que fazê-lo tem o potencial de depreciar seu maior valor, que é promover a contemplação, a observação e, diria, o relaxamento. E não quero dizer de forma alguma que a temporada inaugural é particularmente complexa ou hermética, pois ela está muito longe de ser classificada assim, mas a combinação de visual, trilha sonora e ritmo razoavelmente lento não é a melhor receita para o famoso binge watching.

O próprio formato da série é diferente do que costumamos ver por aí. Não é nem uma antologia temática propriamente dita, nem uma série normal, com um episódio levando a outro e resultando em uma história só. Ela fica, por assim dizer, no meio entre uma coisa e outra, com episódios compartilhando não só o visualmente fascinante “universo” de Stålenhag, como também personagens e situações, mas sem que haja uma continuidade rígida na história. São literalmente contos que tem o Loop, um laboratório científico subterrâneo localizado em uma cidadezinha em lugar e tempo incertos, como centro de atenção em maior ou menor grau.

Usando essa estrutura solta ma no troppo, Halpern nos pede para nos recostarmos no sofá e degustar com calma e paciência sua série, sem – e isso é particularmente importante – buscar respostas definitivas para tudo. A procura de explicações científicas, mágicas ou extraterrestres para o desfile narrativo-visual que passa diante de nossos olhos é um exercício em futilidade que tem o potencial de desapontar muita gente. A racionalização não é o objetivo aqui, mas sim a observação tranquila, sem a afobação e a ansiedade típicas de séries lançadas “por temporada” em serviços de streaming.

Os fragmentos de tecnologia salpicados na cidade e seus arredores são por vezes apenas alentos visuais e, por outras, artifícios narrativos que estão lá para impulsionar a história. Alguns são singelos como uma câmera de eco no belo e triste Echo Sphere e outros são realmente importantes como a câmara abandonada em uma floresta que permite a troca de corpos em Transpose ou a “garrafa térmica” que congela o tempo em Stasis. A “conversa” entre episódios é grande, com personagens por vezes sendo o foco de uma história e tornando-se quase um figurante em outra, especialmente os membros da família de Russ (Jonathan Pryce), um dos criadores do Loop, mas sempre passando uma sensação clara de universo único com narrativas que se interpenetram, mas que não dependem uma da outra.

Alguns até poderão acusar a série de ser forma sobre substância, mas, sinceramente, acho que há um bom equilíbrio entre uma coisa e outra. A forma, claro, fica por conta de uma direção de arte belíssima que cria uma ambientação retrô e atemporal que emula uma cidadezinha americana nos anos 50 ou 60, com elementos tecnológicos anacrônicos que não são explicados e apenas estão ali como parte da paisagem. A substância está na forma como diversos clichês sci-fi são usados e no belo trabalho do elenco. Como já cansei de afirmar, a existência de clichês ou a previsibilidade de tramas não devem ser vistos como fatores determinantes em nenhuma obra audiovisual, mas sim a execução da história em si e, aqui, se o espectador estiver preparado para apreciar belas narrativas que nem de longe primam pela velocidade ou por cortes rápidos (se você conhece o trabalho de Halpern – Legion, Outcast – isso já não deve ser esperado mesmo) e que posam as perguntas, mas deixam as respostas no ar, então o aproveitamento será grande.

No entanto, por vezes a progressão dos episódios peca por deixar “barrigas” que fazem seu andamento ficar arrastado, saindo da seara da “lentidão agradável”. Isso acontece particularmente em capítulos que abordam a vida como ela é, sem a ajuda premente da tecnologia do Loop para estabelecer um ponto de interesse, como é o caso do já citado Eco Sphere. Episódios como esse, apesar de nos brindar com o foco na atuação de Pryce, podem realmente cansar, o que é mais um fator que determina que essa é uma série para ser degustada aos poucos, sem sofreguidão.

Tales from the Loop é uma agradável surpresa sci-fi que consegue capturar a imaginação e mergulhar em um fascinante “mundo vivido” com suas próprias regras e que é tão diferente quanto é igual ao mundo normal. Uma bela experiência audiovisual que congrega os melhores elementos formativos do gênero e um elenco que nunca desaponta, mas que requer um estado de espírito diametralmente oposto à forma moderna de se consumir séries.

Tales from the Loop – 1ª Temporada (EUA, 03 de abril de 2020)
Criação e showrunner: Nathaniel Halpern (com base em obra de Simon Stålenhag)
Direção: Mark Romanek, So Yong Kim, Dearbhla Walsh, Andrew Stanton, Tim Mielants, Charlie McDowell, Ti West, Jodie Foster
Roteiro: Nathaniel Halpern
Elenco: Rebecca Hall, Abby Ryder Fortson, Duncan Joiner, Daniel Zohlgadri, Tyler Barnhardt, Ato Essandoh, Christin Park, Nicole Law, Paul Schneider, Jonathan Pryce, Jane Alexander, Dan Bakkedahl, Lauren Weedman, Alessandra de Sa Pereira, Leann Lei, Danny Kang, Dominic Rains, Jon Kortajarena, Brian Maillard, Elektra Kilbey, Emjay Anthony, Stefanie Estes
Duração: 429 min. (oito episódios)

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47 comentários

Denis Soares da Silva 23 de julho de 2020 - 09:44

Belíssima série.
Finalmente terminei ela ontem. Ela deve ser apreciada com calma, devargar…(Como você bem reiterou no seu texto)
Demorei uns 3 meses pra terminar. Parece exagero, mas nesse caso ajudou ainda mais na imersão.
Ver um Sci-Fi tão bem enraizado no conceito científico hoje em dia que é mais raro, sem apelar para batalhas com lasers e etc, é tããão bão! E olha que basicamente eles pegam todos os clichês possíveis, mas usam apenas como uma desculpa pra tocar no lado humano.
Já sendo apreciador da arte do Simon e do Halpern (Legion <3) há um tempo, foi um deleite mergulhar nesse trabalho tão bonito, existencial, melancólico e inquietante.
Ver na quarentena com os futuros incertos que nos aguardam é um singelo presente. Nos faz refletir, aquietar, aquele calorzinho no coração sabe.
Ao mesmo tempo que quero uma segunda temporada, o final foi tão satisfatório (e ver o Shane Carruth foi outro presente, já penso na possibilidade dele dirigir um ep na próxima).
Junto com Devs, formam as duas grandes obras sci-fi desse ano até agora em qualquer mídia. Aliás vai rolar texto sobre Devs aqui?

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planocritico 23 de julho de 2020 - 14:56

@denissoaresdasilva:disqus , que bom que gostou! Essa série merece mesmo toda a apreciação que puder angariar. E eu achei ótimo que você aproveitou tudo de verdade, vendo bem devagarinho. Assim ela deve ter ficado melhor ainda!

Devs está na minha lista desde que ela começou. Não tive tempo de chegar lá até agora, porém. Mas tenho intenção sim de ver e fazer a crítica!

Abs,
Ritter.

Responder
Wemerson Roberto 18 de junho de 2020 - 01:58

Excelente critica. Muito bem escrita. Inteligente.

Responder
planocritico 18 de junho de 2020 - 02:13

Obrigado!

Abs,
Ritter.

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Cássio Heurich 22 de maio de 2020 - 15:33

Alguém mais percebeu a semelhança da trilha sonora MUITO parecida com The Leftovers?? Sensacional, esse piano é demais nas duas séries.

Responder
planocritico 22 de maio de 2020 - 17:23

Confesso que não lembro se é parecida ou não com a de The Leftovers, mas que é muito boa, com certeza é!

Abs,
Ritter.

Responder
Cássio Heurich 22 de maio de 2020 - 20:34

Compare as duas… com certeza houve uma inspiração. Muito acertada.

Responder
planocritico 23 de maio de 2020 - 19:47

Não sou a melhor pessoa do mundo para analisar música, mas compararei!

Abs,
Ritter.

Responder
Cássio Heurich 22 de maio de 2020 - 15:48

Alguém mais percebeu a trilha sonora MUITO parecida com The Leftovers?? Sensacional, os pianos nas duas séries são demais.

Responder
Alexandre 22 de maio de 2020 - 02:22

Concordo com tudo que vc falou. Uma série tocante, com uma música linda, um quê de nostalgia, lenta no bom sentido. O Loop me lembrou muito o Dharma de Lost. Aquela coisa retrô-maluca-tecnológica.
Ah, e que episódio final, hein? Mas precisava ser tão triste?😢

Responder
planocritico 22 de maio de 2020 - 15:33

É uma série realmente encantadora. E aquele último episódio foi mesmo de lascar…

Abs,
Ritter.

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Anderson Soares Pk' 17 de maio de 2020 - 23:32

Minha opinião é que essa série caiu como uma luva nesse momento no mundo. Se os dias estivessem “normais”, provavelmente o seu ritmo não agradasse de imediato e passaria despercebida. Justamente pq é uma série pra ser degustada devagar, e pra relaxar mesmo. Eu imergi nela de um jeito que me fez até esquecer um pouco esse lance de pandemia, E absorvi dela frases poderosíssimas, que romantizam nossa vida e caem bem em algum contexto futuro.

Responder
planocritico 22 de maio de 2020 - 17:15

Sim, sem dúvida! Que bom que gostou!

Abs,
Ritter.

Responder
Adevair 17 de maio de 2020 - 15:32

Achei a série fascinante. Cada conto possui sua narrativa própria, mas a toda a história se conecta de uma certa forma.
Tomara que tenha mais temporadas.

Responder
planocritico 17 de maio de 2020 - 16:09

Não tenho nada contra que haja mais temporadas, mas eu me dou por satisfeito com essa aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
Jose Claudio Gomes Souza 5 de maio de 2020 - 17:15

Voltando para comentar….Kkkkk. Realmente, a série é muito boa. O que mais me chamou a atenção, também, foi o visual deslumbrante. E, como vc disse, um clima que nos faz sentir nos anos 60 mas com tecnologias que fazem parte do dia-a-dia e não causam estranheza aos habitantes: robôs, tratores que flutuam, câmaras que trocam a personalidade… Segui seu conselho e assisti aos poucos, sem correria, e posso dizer que vale a pena, sim! Abraços.

Responder
planocritico 6 de maio de 2020 - 13:42

Que bom que gostou, meu caro! Essa série é muito bacana mesmo e os visuais são belíssimos.

Abs,
Ritter.

Responder
giovanni.lautens 2 de maio de 2020 - 01:27

Adorei a série, comecei a ver porque tinha lido a crítica aqui no site e me interessei. Ela é bem tocante e uma abordagem muito interessante pro universo que ela nos apresenta, mas tem dois episódios bem chatinhos e abaixo da média – os dois que fogem da família principal. Indico pra quem queira assistir e de certa forma se emocionar, pois ela soube. Espero a segunda temporada!

Responder
planocritico 2 de maio de 2020 - 19:29

É, definitivamente, uma série diferente. Chama a atenção por isso e prende pela atmosfera e histórias estranhas que conta com um charme meio etéreo, diria.

Abs,
Ritter.

Responder
Guilherme Alberti Borges 30 de abril de 2020 - 11:31

Estou iniciando a série, praticamente no 4° episódio e estou seguindo o indicado nessa sua análise. Parar, respirar e assistir. E a cada episódio me surpreendo, não apenas pelas surpresas de descobrimento dos fatos, mas pela forma de como a arte é inserida nos ambientes dos cenários, dando pequenas dicas do que se trata o Loop. Como por exemplo no final do episódio 3, onde a cena após o diálogo dos personagens, dá foco a uma arte conceitual que explica o que é o Loop. Amo séries que deixam pequenos detalhes para os espectadores. Sem contar a integração dos personagens entre um episódio e outro. Muito bom, vamos ver até o final.

Responder
planocritico 1 de maio de 2020 - 16:22

Tomara que continue gostando!

Abs,
Ritter.

Responder
Thomaz Carvalho 16 de abril de 2020 - 15:26

Adorei a série, ela tem uma identidade muito forte e contemplativa e é muito sensível na maioria dos episódios.
Os que mais gostei foram o EP 2 e o último ( sendo o último um episódio único, poético e muito comovente)
Os que menos gostei foram os 3 e o 6, achei premissas um pouco desperdiçadas, principalmente o 3
Mas é unânime que a fotografia e trilha sonora imperam em todos os episódios, tecnicamente essa série é perfeita

Responder
planocritico 18 de abril de 2020 - 13:52

É uma beleza de série mesmo. Diferente, visualmente cativante e com belas histórias a cada episódio.

Abs,
Ritter.

Responder
Cristiano Leal 13 de abril de 2020 - 11:11

Detalhe que notei no episódio Stasis SPOILER SERÍSSIMO A SEGUIR!

SPOILER

SPOILER

SPOILER

No final do episódio, vemos a May passando por uma marquise de cinema onde está anunciada a exibição de Missing (No Brasil, Desaparecido: Um Grande Mistério) que é justamente o filme de Costa Gavras (com direito ao cartaz do filme no expositor do cinema, inclusive), o que, em tese, situaria a maior parte da trama da temporada por volta de 1982 – ao menos no tocante à boa parte da narrativa da família de Russ e às pessoas ao seu redor, como a May, que é a namorada do Jakob fake ou o segurança Gaddis, que viaja entre dimensões (no início de seu episódio ele interage com a May, lembram?), ou mesmo à história da família do Danny e seu pai traumatizado e obsessivo em proteger sua filha Beth a todo custo, e também à época em que a Loretta adulta se encontra com sua versão criança, assim como também a troca de corpos entre Danny e Jakob. Ao meu ver, por aquela pista do cartaz, todos esses personagens e suas tramas acabam de certa forma pertencendo aos início dos anos 80 mesmo (há mais duas pistas, que comento mais adiante).

Claro, existem outras linhas temporais, tanto no passado (Loretta criança em procura de sua mãe e o George criança abandonado na ilha) quanto no futuro (quando Cole pensa ter chegado à cidade a partir da floresta e vemos ao longe uma paisagem urbana bem futurista que à primeira vista, parece destoar do universo da série, mas que poderia ser, talvez, uns 30 anos no futuro daquela cidade a julgar pela aparência da mãe dele e do veículo voador que passa por cima de Cole, indicando que alguns experimentos do Loop podem ter impulsionado o avanço tecnológico em geral).

Mesmo assim, continuo com a forte impressão que o núcleo narrativo (ou seria temporal?) se passa bem mais no início dos anos 80, principalmente pela pista do cartaz do filme mencionado acima e também pelo programa que passa numa TV, ao qual Klara estava assistindo quando Russ diz que acha que deveriam colocar algum objeto naquele canto vazio da estante da sala, pouco antes dele ter o ataque em seu quarto). Há que se notar também que boa parte dos modelos de automóveis parecem ser do final dos anos 70 para início dos anos 80 em vários episódios, em especial no Stasis, quando se mostram vários carros dos anos 70/80 numa avenida congelada no tempo).

Adorei a revelação da professora androide no final da temporada, e acabei até voltando aos episódios anteriores, só pra confirmar que ela realmente estava em diversas épocas da infância/juventude dos personagens principais, embora eu ache um tanto forçado que o Russ a tenha criado há tanto tempo assim (afinal, ela já estava em funcionamento desde a infância de Loretta, nos anos 50, já que o cartão do armário da escola tem a assinatura dela quando criança, em maio de 1954 e no episódio piloto a professora já está na sala de aula chamando a atenção da Loretta, o que quer dizer então que a primeira criação do cientista (banida para a ilha) teria sido bem antes, lá para os anos 30 ou 40?).

Só peço que, caso alguém queira comentar, faça desse mesmo modo, marcando o seu texto como spoiler para não estragar a experiência de quem ainda não viu essa obra sensacional.

Responder
Luigi Oliveira 12 de abril de 2020 - 23:43

Adorei a série. Algo totalmente novo, sensível e intenso. O ritmo é lento, mas é estilo adotado para contar essas histórias e você acaba se acostumando. Questões filosóficas são exploradas de modo sutil e marcante.
Que coisa linda essa série! Que trilha sonora! Recomendo demais!

Responder
planocritico 12 de abril de 2020 - 23:43

Assino embaixo!

Abs,
Ritter.

Responder
Luigi Oliveira 13 de abril de 2020 - 00:05

Apesar do ritmo lento, a intensidade e envolvimento proporcionados por cada episódio me fez querer assistir tudo em três dias. Mexeu muito comigo! Espero que tenha uma continuação…

Responder
planocritico 13 de abril de 2020 - 00:05

Também espero que continue. Há muitas possibilidades nesse universo.

Abs,
Ritter.

Responder
Larissa 12 de abril de 2020 - 16:10

Ué podia jurar que eu tinha comentado mas meus comentários sumiram ou nem foram kkkkk.
Eu só assisti aos primeiros dois episódios. Está sendo grato presente essa série! O primeiro ep pra mim correu super rápido eu me envolvi 100%, atenção totalmente focada. Infelizmente cometi o erro de ver o segundo logo em seguida e aí senti a diferença de ritmo com relação ao primeiro mas apenas porque estava vendo em seguida. Certamente é melhor degustar essa série aos poucos. Trilha sonora perfeita que atua quase como um personagem.
Esse seria meu terceiro comentário Ritter e na verdade eu voltei aqui só pra comentar também que a série me lembrou bastante o universo de Maniac só que se passando mais no passado talvez. Abraço!

Responder
planocritico 12 de abril de 2020 - 17:49

Fique tranquila que os comentários entraram. É que nenhum comentário tem aprovação automática aqui. Todos são moderados e só eu e o Luiz Santiago podemos aprovar, pelo que, por vezes, pode demorar um pouquinho.

Sobre a série, ela funciona bem melhor vendo as poucos mesmo. Não é para ser vista na correria de jeito algum.

Abs,
Ritter.

Responder
Larissa 12 de abril de 2020 - 15:46

Ah esqueci de mencionar que trilha sonora perfeita, já é do estilo que curto e casou perfeitamente nos dois primeiros ep. que assisti até o presente momento.

Responder
planocritico 12 de abril de 2020 - 16:10

Muito boa mesmo! Já até coloquei na minha lista do Spotify!

Abs,
Ritter.

Responder
Larissa 12 de abril de 2020 - 15:46

Foi uma surpresa que virou presente nesses tempos de isolamento! Concordo com vc em tudo, mas como negar a vontade interna de querer achar as respostas?! Kkkkkk será que vai ganhar continuidade? Abraço!

Responder
planocritico 12 de abril de 2020 - 16:10

Não negue essa vontade interna! Acho que faz parte. Todos nós procuramos respostas, mas eu acho corajoso quando uma série (ou filme) não as entrega e mesmo assim resulta em uma obra bacana!

Abs,
Ritter.

Responder
LoLA. 12 de abril de 2020 - 15:06

A série me lembrou Interestelar, a forma de contar a história, a trilha sonora, aquela sutileza meio poética por trás dos contos, a metáfora com a ideia de tempo – natureza humana, numa coisa meio idílica, filosófica. O Echo Sphere com aquele final do Cole vendo os vaga-lumes voando dentro da cápsula foi um episódio lindo do início ao fim pra mim, me tocou porque me fez lembrar do meu avô.

Ritter, vc já viu Freud da Netflix? Se não me engano é uma produção alemã/austríaca, queria ver sua opinião sobre ela.

Responder
planocritico 12 de abril de 2020 - 16:10

De certa forma lembra sim, mas sem o didatismo do filme do Nolan que atrapalha um pouco.

Ainda não vi Freud, mas coloquei na lista.

Abs,
Ritter.

Responder
rodrigocunha 11 de abril de 2020 - 23:22

Assisti os 3 primeiros. Serie espetacular. O 3º episódio é pesadíssimo. Que fotografia, sensibilidade, texto. Tudo muito interessante. Parei oq quero dar um tempo pra tudo que me impactou ali se condensar.

Responder
planocritico 11 de abril de 2020 - 23:41

Que bom que está gostando! E veja com calma mesmo, pois não é uma série para ser vista na correria!

Abs,
Ritter.

Responder
Jose Claudio Gomes de Souza 11 de abril de 2020 - 18:33

Tinha passado batido por essa série mas, agora, depois da sua crítica, me interessei. Baixando pra assistir…

Responder
planocritico 11 de abril de 2020 - 23:41

Tomara que goste!

Abs,
Ritter.

Responder
Alberto Santos 12 de abril de 2020 - 01:07

Com a enxurrada de lançamentos que saíram nos últimos dias eu também acabei relegando esta série. Tinha visto o trailer e não me empolgou de imediato. Mas depois de ler a crítica vou começar a assistir.

Responder
planocritico 12 de abril de 2020 - 02:26

Tomara que goste!

Abs,
Ritter.

Responder
Antonio Pacheco 11 de abril de 2020 - 15:28

“Contos de Loop” é um raro momento de chatice. Bom pra quem é depressivo, assiste a filmes de Bergman e fica chateando os amigos com discussões inócuas fingindo que é profundamente intelectualizado. A vida tem nascimento e morte, obra de arte que precisa de doutorado para entender o porquê de não ter começo nem fim é uma chatice. “Loop” é chato. Muito chato.

Responder
planocritico 11 de abril de 2020 - 23:41

Uma pena que não tenha gostado.

Abs,
Ritter.

Responder
Raposo não pegue ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ 14 de abril de 2020 - 22:16

Fico indignado com essas coisas, como assim doutorado? Cara, você só pode ter assistido de outra linha temporal, de uma que tales from the loop não deu certo e ficou “chato”.

Veja novamente tales from the loop mas dessa vez com os olhos da mosca chamada sensibilidade, e olha que ainda estou sóbrio.

Responder
Ivine Honorato 11 de abril de 2020 - 08:51

Eu não tinha assistido trailer, só fui fisgado pela sinopse no próprio Prime Video. Esperava algo do tipo Stranger Things ou até mesmo Dark. Passei o primeiro episódio inteiro esperando a ação que nunca chegava… kkk, mas foi a partir do segundo episódio que entendi a proposta da série e embarquei nessa viagem junto com ela e, simplesmente, Tales from the Loop se tornou uma das minhas séries favoritas! Ela é sensível e cada episódio possui uma infinidade de camadas, mas ela não mastiga e dá tudo pra gente, muito pelo contrário, você precisa refletir no que você acabou de ver para descobrir cada camada. Uma série para ser ruminada. Cada episódio abordando um tema diferente e de maneira muito delicada. O último episódio só me fez ter certeza da excelência dessa série. A fotografia, a trilha, a própria ambientação são perfeitas. E o casting? Animal! As crianças, e principalmente quem dá vida ao Cole, são muuuuuito boas.

P.s.: “Did you miss me?” Só digo isso! Essa cena ficará marcada na minha memória por muito, muito tempo.

Responder
planocritico 11 de abril de 2020 - 23:41

Que legal que você insistiu e entrou no ritmo da série! Foi uma baita surpresa para mim gostar tanto dela.

Abs,
Ritter.

Responder

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