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Crítica | Bloodshot (2020)

por Ritter Fan
251 views (a partir de agosto de 2020)

Depois de emprestar sua voz para Groot, o alienígena arbóreo do Universo Cinematográfico Marvel, Vin Diesel volta ao mundo dos super-heróis dos quadrinhos para encarnar Raymond Garrison, codinome Bloodshot, personagem criado em 1992 por Kevin VanHook, Bob Layton e Don Perlin e publicado pela Valiant Comics, em um filme que prometia ser o começo de mais um universo compartilhado. Mas, juntamente com Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, o pretenso blockbuster ficou aquém das expectativas de arrecadação muito em razão da pandemia da Covid-19, acarretando seu lançamento bem adiantado em vídeo sob demanda. .Bloodshot. Plano Crítico.

Depois de emprestar sua voz para Groot, o alienígena arbóreo do Universo Cinematográfico Marvel, Vin Diesel volta ao mundo dos super-heróis dos quadrinhos para encarnar Raymond Garrison, codinome Bloodshot, personagem criado em 1992 por Kevin VanHook, Bob Layton e Don Perlin e publicado pela Valiant Comics, em um filme que prometia ser o começo de mais um universo compartilhado. Mas, juntamente com Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, o pretenso blockbuster ficou aquém das expectativas de arrecadação muito em razão da pandemia da Covid-19, acarretando seu lançamento bem adiantado em vídeo sob demanda.

Em muitos aspectos, o personagem, como retratado no filme, assemelha-se a Wolverine, já que ambos compartilham de um “fator de cura” que os torna quase imortais e ambos têm, eufemisticamente, problemas de memória. Claro que, diferente do Carcaju canadense, Bloodshot não é mutante, mas sim o resultado da injeção de nano-robôs em seu sangue que lhe dá a capacidade de literalmente reconstruir-se integralmente, além da conveniente superforça e a mais conveniente ainda conexão automática com a internet e, dali, a praticamente todos os computadores do mundo.

Essas características, claro, são perfeitas para um show ininterrupto de CGI que Bloodshot se esmera em entregar, ainda que muitas vezes o exagero extremo das sequências de ação acabe revelando alguns problemas bastante visíveis em termos de movimentação e renderização de personagens. Mas não é nada que outras obras carregadas de computação gráfica e pancadaria super-heroística não sofram por aí, pelo que é perfeitamente possível chegar ao final com uma sensação razoável de que até que não foi perda completa de tempo assistir ao longa.

E a principal razão para ele ser aproveitável é a forma inteligente como ele perverte as expectativas sobre o que é um filme de origem de super-heróis. O que parece ser um prelúdio burocrático do soldado fortão que tem sua esposa brutalmente assassinada, catalisando sua transformação, acaba sendo utilizado dentro do roteiro como o catalisador de uma reviravolta narrativa que, diferente das demais, acontece ainda no primeiro terço, tornando tudo bem mais interessante, em retrospecto, do que algo meramente no automático do tipo que já vimos mil vezes por todos os cantos.

Mas calma. Não estou dizendo, com isso, que Bloodshot é o supra-sumo do subgênero, pois ele está muito, mas muito longe disso. Há muito clichê e o filme todo é uma amálgama de um sem-número de outras obras, o que por si só não é um problema muito sério quando bem utilizado. Acontece que o filme todo é quase que uma pancadaria única, com apenas uma delas – a que acontece mais para o começo, em um túnel, com fotografia vermelha – realmente destacando-se. Com isso, não existe nada nem próximo a desenvolvimento de personagem e a inexpressividade de Vin Diesel – nem carismático o sujeito é – não ajuda na conexão com seu indestrutível Wolverine sob efeito de esteroides. Por outro lado, seria leviano de minha parte simplesmente ignorar o “começo que não é começo” que citei mais acima como um diferencial que, querendo ou não, prende a atenção tempo o suficiente para que um engajamento mínimo ocorra, nem que seja para ver o quanto de despedaçamento Bloodshot aguenta.

Dave Wilson, na direção de seu primeiro longa, sabe que não tem gabarito para a tarefa e limita-se a fazer o que seu currículo diz que ele sabe fazer: computação gráfica. Com uma carreira quase que integralmente composta de trabalhos nos mais diversos games, ele faz de seu filme um game de 109 minutos que tem a vantagem de não deixar o espectador pensar. Essa é a estratégia, aliás, de praticamente todos os filmes com Vin Diesel, especialmente a também imortal franquia Velozes e Furiosos, pelo que não faria sentido mudar logo agora. E, quando não se exige que o espectador pense, o que sobra é o visual e, se não formos muito exigentes, o que o cineasta entrega é digno, ainda que nunca verdadeiramente sensacional, fora de série ou inovador.

Alguém pode querer saber do restante do elenco, mas confesso que Eiza González, Sam Heughan e Alex Hernandez como os outros soldados “aumentados” do grupo de Bloodshot são tão inexpressivos, com seus personagens completamente fungíveis não sendo mais do que a raspa do tacho narrativo, que não há muito o que dizer, na verdade. Talvez, apenas, que a existência deles fosse completamente desnecessária no filme. Somente Guy Pearce tem alguma capacidade dramática ali, mas seu Dr. Emil Harting, cientista com um braço de Exterminador do Futuro responsável pela ressurreição do protagonista, é um recorte em cartolina desse tipo de personagem que chega a dar vontade de bocejar quando ele aparece em tela.

Como começo de um possível Universo Cinematográfico Valiant, Bloodshot desaponta por não conseguir realizar seu potencial. Como filme de ação super-heroística descerebrada carregado de CGI, ele passa raspando unicamente porque seu começo é razoavelmente diferente do que se pode esperar.

Bloodshot (Idem, EUA/China – 2020)
Direção: Dave Wilson
Roteiro: Jeff Wadlow, Eric Heisserer (baseado em criação de Kevin VanHook, Bob Layton e Don Perlin)
Elenco: Vin Diesel, Eiza González, Sam Heughan, Toby Kebbell, Talulah Riley, Lamorne Morris, Guy Pearce, Siddharth Dhananjay, Tyrel Meyer, Alex Hernandez
Duração: 109 min.

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31 comentários

Doc Zumbério 18 de março de 2021 - 14:48

É aquele típico filme com as frases marquantes do Vin Diesel kkkkkkkk,dou nota 5,1.

Responder
planocritico 18 de março de 2021 - 17:33

É um típico Vin Diesel, ou seja, nada de mais…

Abs,
Ritter.

Responder
Doc Zumbério 18 de março de 2021 - 17:37

Kkkkkkkkk

Abs,
Doc Zumbério,o doutor qualquer.

Responder
Ítalo Gabriel 4 de abril de 2020 - 15:34

Falaram tão mal desse filme que eu fui assistir esperando ver o novo Mulher Gato. Eu acabei gostando dessa merda.

Responder
planocritico 4 de abril de 2020 - 15:34

Definitivamente, NÃO É do nível abissal de Mulher Gato…

Abs,
Ritter.

Responder
Hugo Andrade 2 de abril de 2020 - 10:20

Filme de ação genérico demais, mesmo nível, pra mim, de Projeto Gemini.

Responder
planocritico 2 de abril de 2020 - 10:35

Não vi Projeto Gemini, mas acredito!

Abs,
Ritter.

Responder
Vitor Guerra 28 de março de 2020 - 16:34 Responder
planocritico 28 de março de 2020 - 17:19

BEM MELHOR!!!

HAHAHHHAHAAHAHAHAHAAH

Abs,
Ritter.

Responder
André 26 de março de 2020 - 18:36

Como pôde falar mal dessa obra prima, que sabe contar uma história profunda e tem atuações dignas de vários oscars?
Agora sem irônia, eu detestei esse filme, história fraca demais, Vin Diesel não atua direito e os efeitos especiais são muito exagerados.
dou 1.5 estrelas de 5.

Responder
planocritico 26 de março de 2020 - 19:31

DESCULPA!!!!! Eu não fui capaz de captar a grandeza dessa maravilha!!! Vou até assistir mais três vezes para pegar todas as nuances e refazer a crítica!!!

HHAHAAHHAHAAHHAAHAHHAHAHA

Mas, tirando a brincadeira, pelo visto eu gostei mais do que você dessa iguaria fina, hein?

Abs,
Ritter.

Responder
André 26 de março de 2020 - 19:48

Sim, esse filme definitivamente não me agradou, mas ele até tem algumas coisas boas, os primeiros minutos são até que bons e as piadas são razoáveis, para mim o filme fica ruim depois do plot twist, que mesmo que seja bem previsível e conveniente, ele foi muito mal executado e de fato, tudo no filme é bem conveniente e previsível, as cenas de ação até divertem, mas são mentirosas até demais, parece até um filme do Vin Diesel.

Responder
planocritico 26 de março de 2020 - 19:57

HAHAAHAHAHAHAHHAHAHAAH

Bem lembrado! Estava achando que parecia um filme dele, mas não estava lembrando do ator!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Elton Miranda 26 de março de 2020 - 15:43

vi o filme hoje, e sério que isso é o começo para um universo compartilhado? ninguém merce

Responder
planocritico 26 de março de 2020 - 15:59

Foi pelo menos uma TENTATIVA de começo…

Abs,
Ritter.

Responder
Wfxavier Xavier 1 de abril de 2020 - 11:34

Sim, sim, Vai fazer parte do UCVD (Universo Cinematografico Vin Diesel), do qual vai entrar o velozes e furiosos, o triplo x e aquele que ele tem olhos prateados e que se passa no espaço, que me falta o nome agora…

Responder
planocritico 1 de abril de 2020 - 12:43

HAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAH

Melhor universo compartilhado da história do Cinema!!!

O dos “olhos prateados” é Riddick!

Abs,
Ritter.

Responder
Hugo Andrade 2 de abril de 2020 - 10:20

Faltou o Caçador de Bruxas!!! =]

Responder
planocritico 2 de abril de 2020 - 10:35

Verdade. Aquela obra-prima…

HAHAHHAHAHAAHHAAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
IDRIS ELBA RAMALHO 26 de março de 2020 - 14:14

Cara, não vi o filme e talvez nem veja, mas numa coisa eu concordo, na fila do carisma o Vin Diesel passou longe.
A impressão que dá é que o The Rock recusou o papel.

Responder
planocritico 26 de março de 2020 - 14:14

Muito longe mesmo. Em termos de carisma, até o Chuck Norris fica na frente do Vin Diesel!

Abs,
Ritter.

Responder
Cleber Rosa 26 de março de 2020 - 16:56

Não me faça mais rir desse jeito e derrubar o cafe no teclado, quase me ferro aqui.

Grato.

Responder
planocritico 26 de março de 2020 - 17:14

Meu objetivo diário é destruir teclados com líquidos que os orbitam!

Abs,
Ritter.

Responder
Léon 26 de março de 2020 - 16:56

Ele passou longe da fila do carisma e da profundidade de interpretação. Confesso que não sou muito fã de filmes de ação nesse estilo – com raras exceções, claro, das quais não me lembro de nenhuma agora – e muito menos sou fã do Vin Diesel. Apenas vi poucos filmes dele, porém sempre tenho a mesma sensação: “Ah! Olha o Toretto no espaço”; “Heita, colocaram o Toretto em um futuro não tão distante para salvar uma jovem lá.”; “Toretto está correndo mais uma vez com carros cheios de neon.”; “Vish! Botaram o Toretto para ser um tipo de Exterminador do Futuro.”

Sem querer parecer chato e implicante, mas acho que o filme que mais vi capacidade de interpretação do Vin foi Guardiões de Galáxia e isso porque ele só dubla o Groot….

Responder
planocritico 26 de março de 2020 - 17:14

Incontestável que o melhor trabalho dele é como Groot!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 18 de julho de 2020 - 10:38
Responder
planocritico 21 de julho de 2020 - 14:51

Atuação?

Abs,
Ritter.

Anônimo 21 de julho de 2020 - 13:38
planocritico 21 de julho de 2020 - 14:58

É ok. Ver o Vin Diesel com cabelo me dá aflição… 🙂

Abs,
Ritter.

Ivan Junior 21 de julho de 2020 - 14:58

Hahaha

Anônimo 21 de julho de 2020 - 13:48

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