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Crítica | Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica

por Iann Jeliel
895 views (a partir de agosto de 2020)

Dois Irmãos

Venha querido irmão, nosso destino aguarda!

Irmãos… Quem tem, geralmente deseja que nunca tivesse, quem não tem, no mínimo, na infância sonhava em ter um. Esse tipo de laço, ou falta de um, faz parte do amontoado de temáticas universais com que qualquer um pode se relacionar, e a Pixar sempre demonstrou um domínio ímpar em imaginá-las dentro de universos fantasiosos animados a âmbito de divertimento, mas principalmente de reflexões diversas sobre as relações humanas espelhadas em um mundo abstrato. 

Há quem diga que “criativamente” falando a empresa na última década viveu sua fase mais genérica, sem inspiração, mas já vejo por outro lado, partindo de Toy Story 3 e principalmente com Divertida Mente, seu foco se voltou para outra vertente, não tão interessada em elaborações complexas de universo (ainda que elas estejam presentes), e sim muito mais fielmente no cunho humanista e representativo dos personagens, como bem demonstra os dois mencionados e o ápice em Viva: A Vida é uma Festa. Onward vai dar prosseguimento a esse novo legado sentimentalista, essencialmente explorando a melancolia de dois irmãos que não conheceram o pai (ao menos, não direito) e conseguem uma oportunidade de realizar tal feito através das possibilidades conceituais do RPG dentro da contemporaneidade urbana. Contudo, não seja inocente em achar que o aspecto emocional é só pautado na expectativa de torcer para que eles consigam ver o pai, no feitiço de um dia que precisa ser consertado. 

A Pixar sempre esconde cartas na manga, e existem ao menos três possibilidades de camadas emocionais distintas que atingem seu objetivo de diferentes maneiras, bem como em Coco, tem a principal (para os desentendimentos familiares), a subversiva (para a forma como lidar com o luto) e a específica (para quem conseguia se relacionar com tudo isso dentro da música). Pois bem, essa tríade é retomada, em circunstâncias diferentes, mas essencialmente com estruturas bastante semelhantes, dentro da progressão narrativa. E aí fica o questionamento e impasse de que esse possa ser outro filme do estúdio na zona de conforto, e na real, pode-se dizer que sim, mas como o cinema é uma arte subjetiva, isso só é possível afirmar a depender do grau de intimidade de alguns com cada camada temática. Porque nem os mencionados – ou indo além – nem qualquer outro filme da Pixar (nem meus favoritos Procurando Nemo e Os Incríveis) conseguiu me atingir tão fortemente.

Isso porque sou filho único e minha infância era intensamente imaginativa, nunca gostei de ganhar brinquedos, mas criava os meus próprios, e geralmente, como não tinha diariamente com quem brincar, baseava essas criações dentro de um cosmos particular de aventuras rabiscadas em um caderninho que misturava conceitos de RPG com monstros clássicos e personagens derivados de algum desenho animado que gostava como heróis (detalhe importante: eu sempre era o principal ao lado de algum grande amigo meu que considerava como irmão). Todo esse “mundinho” funcionava numa lógica de videogame, eu ia passando pelas fases enquanto enfrentava novos desafios. Antes era com os bonecos, depois passou a ser eu mesmo, dentro do meu “casarão”, fingindo estar vivendo aquela aventura imaginária, e mesmo que sempre que desse, meus amigos participavam quando iam pra lá, preferencialmente era muito uma aventura minha pra mim mesmo, e isso meio que fez, como diria o Naruto, “meu jeito nerd de ser”. Ok, mas aonde eu quero chegar com isso? 

Bem, só o fato de a premissa partir de dois irmãos em desventuras em um igualmente miscigenado mundo imaginário, como na minha infância, já seria o suficiente para finalizar a crítica justificando o quão presenteada foi minha experiência pessoal. Contudo, quando essa é ligada e complementada ao excepcional e calculado arco de transformações do personagens com os desdobramentos da história, a experiência passa de um preenchimento íntimo a toda uma representatividade externa, já que o roteiro reconhece a globalização nerd e brilhantemente a conecta dentro do tocante aspecto humanitário relacionado à familiaridade, luto e autognose dos irmãos de dentro que espelharão um entendimento para os irmãos de fora.  É um pouco difícil relacionar sem detalhar o filme, mas colocando em outras palavras, a construção de universo de criaturas mitológicas dentro de um contexto digital é exatamente uma afirmação de que hoje o nerd e esses conceitos são vistos com outros olhos, mais deslocados, com mais voz, embora ainda muito usada para fins mercadológicos, e por isso até mesmo aquele mundo criado à base de magia precisa dela de volta. Só que o próprio roteiro fala, não é fácil dominá-la, fazendo analogia direta com a dificuldade de ter sua voz, de restabelecer relações desconjuntadas, tanto que para além dos laços já exaltados, os irmãos vão sendo sensibilizados por uma força maior de amadurecimento partindo de atitudes progressistas.

Para Frente” diz o título originalmente, mencionando não só a trilha na história em busca do artefato (busca igualmente projetada em uma lógica de linearidade de obstáculos típicas de um jogo de videogame) que fornecerá o retorno completo do pai, como também em como eles devem agir conforme a compreensão gradual da magia, pensando nela também para as mudanças de funcionalidade daquele mundo (é preciso dominar conceitos antigos para que possa compreender e ajudar a progredir o presente). Desse modo, todas as pontes ideológicas do filme se cruzam, e o detalhamento do percurso é recheado de pausas dramáticas e cômicas bem dosadas com o intuito de entreter as crianças e ao mesmo tempo educar, pincelando temáticas diversas com naturalidade à trama (as fadas motoqueiras são as mais significativas). Interseções que preenchem a riqueza de detalhes do ambiente com a simplicidade e coerência necessárias, para que elas não se tornem o chamariz principal, ou mesmo deslizes de ritmo, pelo contrário, elas até auxiliam a uma imprevisibilidade narrativa, onde os acontecimentos são constantemente modificados pelos contextos. 

Em suma, é outra exemplificação de como a Pixar sabe fazer animações como ninguém, delicioso, divertido e que transcende esses campos para fornecer ensinamentos facilmente relacionáveis, dando ainda um passo além, para usar esse próprio senso de aventura e magia nerd tão em alta para amadurecer os tais reforços ideológicos do proposito do filme. Não é exatamente novo dentro do histórico da empresa, mas humildemente digo que isso não interessa. Como demostra Anton Ego no final de Ratatouille, o prato especial é moldado por memórias do nosso passado, e Dois Irmãos foi exatamente esse prato para mim, mais do que isso, foi um presente para preencher um vazio que nem lembrava mais que existia em meu íntimo, se reverberando em lagrimas melancólicas, alegres e sinceras. E desculpe-me os tecnomaníacos de plantão, entre a razão e a emoção, é na segunda que o cinema demostra sua total beleza.

Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica (Onward, EUA – 2020)
Direção: Dan Scanlon
Roteiro: Dan Scanlon, Jason Headley, Keith Bunin
Elenco: Tom Holland, Chris Pratt, Julia Louis-Dreyfus, Mel Rodriguez, Octavia Spencer, John Ratzenberger, Tracey Ullman
Duração: 102 min.

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41 comentários

Nathanael Pereira 1 de janeiro de 2021 - 21:04

Finalmente assisti esse filme decidi assistir depois de ler a crítica de Soul aqui no site que disse que dois irmãos era bem melhor e tenho que concordar totalmente, gostei de Soul mas questão de emoção dois irmãos é disparado bem melhor, não sou muito de me emocionar assistindo filmes mas não teve como, parece que passou um filme na minha cabeça dos momentos especiais que já tive com meus irmãos.

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Iann Jeliel Pinto Lima 23 de janeiro de 2021 - 21:34

E eu que nunca tive? Imagine o quanto chorei por essa angustia que tanto me tomou. Pois é, aspecto emocional, bem mais pessoal e poderoso. O melhor filme da Pixar pra mim!

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Rodrigo Patini 25 de novembro de 2020 - 16:57

Finalmente assisti ao filme neste final de semana e posso dizer: caí como um patinho na armadilha emocional desse filme.
Mesmo tendo lido esta crítica aqui no Plano Crítico logo que saiu, mesmo com o título do filme escancarando o cerne da coisa toda, eu, inocente, acompanhei todo o filme pensando que o foco era o pai dos garotos.
Como diria Zagallo, “fomos surpreendidos novamente!”. Só no final do filme, com o “plot twist” (caí como quem cai num plot) do irmão mais novo revendo a lista com as pernas do pai ao por do sol é que me dei conta: assim como o irmão mais novo, só naquela hora me dei conta que o irmão mais velho cumpriu a função de pai do mais novo na ausência do pai.
E foi como uma catarse pra mim, que me fiz em lágrimas naquela hora, como poucos filmes já me fizeram chorar daqueles jeito – e não por acaso, a maioria feita pela Pixar (divertidamente e up, que eu não consigo sequer assistir ao filme todo de tanto que mexe com o meu emocional…).
Passei o dia com aquela dor de cabeça de choro, mas valeu demais a pena. Aquilo é a mais pura magia do cinema, digna de Oscar de melhor filme. Evidentemente que jamais concederão essa honraria a uma animação, mas as histórias que a Pixar conta são a mais genuína forma de cumprir a função do cinema de entreter, emocionar, ensinar e transformar as pessoas de todos os públicos.
Perfeita a classificação do Plano Crítico como obra prima, pois é exatamente isto que o filme é.

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Iann Jeliel Pinto Lima 6 de dezembro de 2020 - 10:54

Perfeito! Descreveu bem meu sentimento de catarse também, mas que nesse caso, está mais diretamente ligado somente a esse filme (amo Divertida Mente, mas não curto tanto Up), que só de lembrar já me emociono. Maravilhoso!

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jv bcb 23 de maio de 2020 - 04:16

O roteiro desse filme é perfeito, tão perfeito quanto o roteiro dos clássicos do estúdio, perfeição no que diz respeito a estrutura em três atos, pontos de virada, curvas dramáticas, desenvolvimento de arco dramático dos dois protagonistas, e utilização em momentos chaves de elementos aparentemente irrelevantes no filme (cada fibra do cajado é mágica, o monumento que o irmão mais velho protegia no começo), sem contar na sensibilidade ímpar que sempre marcou o estúdio e que está super presente aqui, o filme é lindo. Caso se passasse num universo mais criativo, ou tivesse um conceito mais lúdico e inovado (uma casa que voa com balões, um rato cozinheiro), seria com certeza uma obra prima.

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Iann Jeliel Pinto Lima 1 de junho de 2020 - 13:25

Perfeito! Pra mim é uma obra-prima pela conexão pessoal, mas integro com sua analise!

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Will Black 21 de março de 2020 - 16:46

Só o fato de eu ter assistido esse filme com minha irmã já foi o suficiente pra eu me apaixonar por ele. Valeu pela crítica, concordo com basicamente tudo aí

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Iann Jeliel Pinto Lima 23 de março de 2020 - 10:49

Fico feliz com isso mano! Que bom que amou tanto esse filme quanto eu!

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 20 de março de 2020 - 17:56

Eu gostei bastante do filme. Vi há umas duas semanas, com meu sobrinho, e ambos saímos bobos da sala. Embora não tenha me emocionando nessa intensidade que você se emocionou e em avaliação crítica/geral do filme não o veja assim tão em alta conta (numericamente: 4 estrelas, para mim), é inegável o divertimento, o senso de pertencimento e a ligação com essa jornada da imaginação que está na raiz do mundo nerd, como você levanta no texto.

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Iann Jeliel Pinto Lima 23 de março de 2020 - 10:49

Fico feliz que gostou mano! Realmente por essa relação tão pessoal me impactou demais, tanto que sai da sessão sem a menor ideia do que as pessoas iriam achar, mas com a certeza de que tava vendo uma das minhas animações favoritas!

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 23 de março de 2020 - 14:05

Eu fiquei tocado com seu texto, com esse caminho de emoções pessoais e a relação íntima com o filme. Já penso se aparece aqui um teórico da “crítica imparcial e isenta”? HAHAHAHHAHAHHAHAAHAH

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Iann Jeliel Pinto Lima 23 de março de 2020 - 17:44

Que bom que ficou sentido, foi uma das minhas intenções com ele. Felizmente, até agora não apareceu nenhum desses “teóricos” da crítica imparcial e se aparecer, eu estou CAGANDO ahshshshs

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 23 de março de 2020 - 18:12

HAUHAUAHAHAUHAAUHAUHAUAHAUHUHAUAHUAHA

JC 6 de julho de 2020 - 18:46

Tive a mesma sensação que você. Gostei do filme mas não consegui amar.
Apesar de obviamente chorar no final. hehehehhehehe
Sou filho único 😛

Responder
Alan 11 de março de 2020 - 23:32

Não gostei da animação, tinha tudo para ser um filme de fantasia ao extremo e não foi. Talvez essa tenha sido a intenção do diretor do filme. Porém, pareceu que ele fica mais no limbo. Ter fantasia para agradar crianças e jovens e se distanciar da fantasia para agradar mais os pais.

O filme é piegas demais, já sabemos o que acontecerá com as 24h e como será o final desse tempo, antes da magia acontecer.

Prefiro a emoção também, mas quando ela vem de forma natural. Não quando o filme ou animação induz de maneira nada sutil para que isso aconteça.

Para mim, um filme esquecível.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 12 de março de 2020 - 15:31

Entendo, mas ei de discordar. Não acho que a fantasia esteja pra aproximar os jovens e o emocional para afastar os adultos, elas se complementam para fornecer a reflexão central para ambos os lados e em diferentes níveis. O meu, como mencionado, equivale ao vazio de não ter tido um irmão para compartilhar essas desventuras da infância, o de Marcio (por exemplo), do Cinema Com Critica, foi o fator da despedida com o pai, pra o de outra pessoa vai ser outro.

O filme organiza essa dialética em diversas camadas e usa o universo para complementa-las no emocional. Quando fala isso, talvez você particulamente prefira quando a Pixar explorava mesmo a questão do universo para o divertimento, que era algo mais caracteristico no seu inicio.

Acho super sutil, embora objetivo, o filme já induz que o emocional é o principal logo de cara. Enfim, é arte né, subjetivo ao extremo. Já é uma das minhas animações favoritas.

Responder
Alan 12 de março de 2020 - 22:55

Só corrigindo, o emocional para trazer os adultos e não afastá-los.

A animação me tocou, pois meio que vivenciei partes dessa jornada no meu pessoal. A minha crítica é que desde o início o filme gritava “Farei você chorar no final, custe o que custar”, mesma fórmula que a Pixar usou em Coco.

Prefiro a Pixar mais adulta, pode ter diversão, mas com um roteiro mais estruturado e elaborado, que converse com crianças e adultos ao mesmo tempo.

Onward eu não achei divertido e nem com um roteiro mais denso. Tem pitadas de comédia e um roteiro que desde os 10 minutos de filme propõe o choro.

Enfim, como você disse é subjetivo 🙂

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 17 de março de 2020 - 12:16

Ahh sim.

Eu como disse, não vejo formula na Pixar, mas sim um método, que se aplica em diferentes contextos. A estruturação é parecida com a de Coco sim, mas tem vida própria e tem exatamente isso que falou, uma diversão elaborada dentro de um contexto de adultos e crianças, com o extra de conversar com os adultos quando eles eram crianças (meu caso).

Mas enfim, é subjetivo, só lamento não ter gostado. Bola pra frente.

Responder
Hugo 14 de maio de 2020 - 22:33

Sinceramente, não achei que fosse chorar com esse filme. Mas…

Responder
Hugo 14 de maio de 2020 - 22:33

TRADUZINDO:
Não satisfez o meu ego extremamente “egoísta”, tinha tudo pra ser “mas que diabos é fantasia ao extremo?”. Talvez o diretor soubesse o que estava fazendo que era fazer um filme onde fantasia “NÃO É O FOCO”.
O filme trata de emoções demais, e já sabemos que no começo eles irão atrás do pai, mas não irão conseguir, ou se conseguirem “essa não é a principal mensagem”, ou seja: sim, sabemos o que vai acontecer, mas o texto vai além do que nós sabemos e mostra algo que realmente importa com toda a jornada.
Prefiro a emoção também, mas quando ela vem de forma natural, e esse filme fez isso. Quer filme que força emoção? Assista “O milagre da sala 07” ai sim você verá o que é forçar uma emoção.
Ou seja, sou o fodão e essa bosta de filme não me toca. Quer dizer, prefiro no texto mostrar essa minha capa de rigidez, mas no fundo, achei o filme “fofo”. Carinha com coração nos olhos.
beijinhos.

Responder
Alan 15 de maio de 2020 - 12:38

Traduzindo.

Cada um tem sua opinião, mas outros se incomodam muito com aquilo que não é o seu normal. Gostar ou não gostar é pessoal. Agora fazer textinho para tentar dizer que o seu achismo é a verdade mais absoluta que existe é depressivo.

Traduzindo mais um pouco, uns gostam e outros não. Uns sabem conversar e outros não. Uns sabem escrever seu pensamento e outros se preocupam com o um.

Responder
Hugo 16 de maio de 2020 - 11:10

Amigo vc é contraditório. Não percebeu que acabou de pregar uma certeza absoluta.
Eu falou o que eu quero, com as palavras que eu quero é isso é liberdade de expressão. Independente de alguns otarios acharem que eu só tenho que falar o que eles querem que eu fale.
Traduzindo: aceita a minha opinião que doi menos.
Brincadeira amigo: aceita se quiser.

Responder
Michel Gutwilen 11 de março de 2020 - 08:45

Boa, Ian. Foi muito interessante ouvir todo esse lado da globalização nerd que eu não havia me dado conta inicialmente!

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 12 de março de 2020 - 15:28

Sim mano! Esse filme parece simples, mas tem muita ideia bacana por trás do universo, que se conecta com a premissa. Amei demais!

Responder
Michael 9 de março de 2020 - 00:15

Amei as referências à indiana jones, apesar dos obstáculos pra mim terem sido ainda mais intensos. E a pixar poderia facilmente ter feito um filme explorando mais desse universo mágico, mas preferiu focar no fator humano, mas ainda foi bem criativa nas formas que usou a magia.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 12 de março de 2020 - 15:28

Sim, é bem isso, acho que as explorações do universo estão coerentes para a proposta da premissa (Tipo Divertida Mente, que tinha milhões de possibilidades e escolheu as cirúrgicas para amplificar o aspecto emocional da narrativa). Os desafios penso o mesmo, mas é por que tem essa coisa mais inocente mesmo, da aventura infantil, não vejo como um problema não.

Responder
Spidey 7 de março de 2020 - 10:07

Quão grande foi a surpresa ao ver a nota da crítica, pra ser honesto imaginaria que seria um filme genérico, ao menos sob um olhar superficial do que os trailers demonstravam, mas a critica me convenceu do contrário e meu deu um grande interesse para assistir, meio que a situação da história como vc aponta tem certas similaridades com minha infância e esse fator nostalgia deve ser o caminho perfeito para degustar o longa, de um modo similar a Viva a Vida é uma Festa, esse filme deve trazer a tona bons sentimentos e divertir como os típicos filmes da Pixar, no geral vou tentar assistir o mais breve, cidade do interior sem cinemas complica, mas acredito que será uma experiência muito boa.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 12 de março de 2020 - 15:28

Não sei se viu ainda, mas isso do “genérico” para alguns olhares vai ser bem real. Depende da sensibilidade temática e principalmente de como você se relaciona com aquele universo.

No inicio, minhas impressões eram genéricas também, mas isso mudou em pouquíssimo tempo de filme, principalmente por essa via emocional seguramente estabelecida. Se você, pelo texto já se identificou com esses elementos de infância, possivelmente vai amar o filme também, assim como eu e torço bastante por isso.

Então, faça esse esforço, se possível, e veja nos cinemas!

Responder
Spidey 7 de março de 2020 - 10:07

Quão grande foi a surpresa ao ver a nota da crítica, pra ser honesto imaginaria que seria um filme genérico, ao menos sob um olhar superficial do que os trailers demonstravam, mas a critica me convenceu do contrário e meu deu um grande interesse para assistir, meio que a situação da história como vc aponta tem certas similaridades com minha infância e esse fator nostalgia deve ser o caminho perfeito para degustar o longa, de um modo similar a Viva a Vida é uma Festa, esse filme deve trazer a tona bons sentimentos e divertir como os típicos filmes da Pixar, no geral vou tentar assistir o mais breve, cidade do interior sem cinemas complica, mas acredito que será uma experiência muito boa.

Responder
Here's Johnny 6 de março de 2020 - 09:40

Pode parecer besteira, até pq o filme tem a mesma fórmula de sempre da Pixar de jornada e amadurecimento dos personagens, mas ao mesmo tempo esse filme subverteu bastante minhas expectativas:

É um filme da Pixar, e todo mundo sabe como a Pixar ama usar despedidas pra fazer chorar, Coco, Up, Monstros SA, Toy Story, é padrão do Estúdio, então quando fazem uma história sobre um pai voltando e tendo 24 horas, nada mais natural do que imaginar que eles iriam aproveitar os últimos momentos pra fazer aquela despedida emocionante, e no fim das contas não fizeram, ou pelo menos não focaram nisso, e o que poderia ser só mais um filme clichê sobre paternidade e luto, vira um lindo filme sobre valorizar aquilo que você tem, ao invés do que você poderia ter, chorei horrores na cena da lista, muito bom.

E pra completar o deleite vem toda essa homenagem ao RPG e à fantasia.

Enfim, excelente filme e excelente crítica.

Responder
Michael 9 de março de 2020 - 00:13

essa conclusão me lembrou frozen e lilo e stitch

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 12 de março de 2020 - 15:16

Sim, a questão dos irmãos. Mas acho que este é o ápice disso por que é mais do que apenas eles somente se entenderem, como também de se valorizarem.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 12 de março de 2020 - 15:16

Não diria que a Pixar tem uma formula de sempre, ela sempre se modifica pelo contexto e proposta e esse é mais um caso disso (tanto que subverteu as minhas expectativas também).

E sim, o filme usa isso ao seu favor, principalmente a olhar a despedida de forma distante e aproximar no entendimento do vinculo do agora, com o irmão. No meu relato pessoal, aquela cena me destruiu, por que era basicamente tudo que sonhei em ter um irmão que nunca tive. Enfim, filme LINDO!

Obrigado pelos elogios mano!!

Responder
Hugo 14 de maio de 2020 - 22:39

Comecei a chorar a partir dessa cena. Dai em diante foi só piorando.
Alguém que entendeu o filme. O crítico também entendeu.

Responder
Rodrigo 12 de junho de 2020 - 01:00

Exato. Não precisamos ver o pai e o irmão mais velho. Precisamos ver pelo ponto de vista do irmão mais novo o q estrá acontecendo, pq é isso q importa. O filme é sobre os dois irmãos (e o título em português “entrega” um pouco demais isso).

Responder
Lucio Adriano Mendonça 5 de março de 2020 - 13:04

Vc citou ratatouille e não captou a semelhança do irmão mais magro com Linguini?

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de março de 2020 - 02:03

Talvez por que o nome dele seja Ian (ou seja, eu e aí ficou difícil de ver outros personagens se não eu mesmo), fora que o Irmão é muito parecido cmg também, ou seja, esse filme basicamente foi feito pra mim 😂

Responder
Ronaldo 5 de março de 2020 - 08:42

“Entre a razão e a emoção, é na segunda que o cinema demostra sua total beleza.” Como é bom ler algo assim numa crítica de um filme. Honestamente, não tinha interesse em ver este filme, mas fiquei instigado.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de março de 2020 - 02:03

Cara não lhe garanto que será uma experiência como a minha, por que literalmente essa já virou uma das minhas animações favoritas, por que nenhum outro filme conversou tanto cmg. Mas torço pra que essa emoção seja sentida por outras pessoas. Enfim, não perca mesmo mano!

Responder
Elessar 4 de março de 2020 - 21:55

Parabéns por elucidar tão bem o quanto gostou da animação, Iann! É por motivos como esse, e tantos outros, dentro da subjetividade pertencente a cada um, que as experiências cinematográficas são tão valiosas.
A Pixar por si já carrega algo que faz com que saibamos que a animação feita por ela tem qualidade, não imaginava que com essa seria diferente, pretendo ver em breve.

Responder
Iann Jeliel Pinto Lima 6 de março de 2020 - 02:03

Exatamente! E nesse caso não tinha como fazer uma crítica diferente, por que nenhum outro filme me tocou tão intimamente quanto esse. Quando ver, comente aqui novamente que poderei falar com spoilers de todos os pontos específicos de como esse filme se espelha na minha história. É um tipo de experiência que não irei esquecer jamais!

Responder

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