Lista | Top 10 – Os Filmes Esnobados no Oscar 2019

Os nomeados ao Oscar 2019 já saíram e vocês podem conferir a listagem com todos os indicados clicando aqui. Mas, na lista a seguir, abriremos um espaço para aqueles filmes que não ganharam o prestígio da Academia. Desde esnobações mais clássicas, ou seja, obras que estavam ganhando ou concorrendo a muitos prêmios – e merecendo até -, porém, que acabaram ignoradas pelo Oscar, a outras produções que, apesar de pouco relembradas, poderiam estar muito bem no meio dos indicados. Não citamos aqui, contudo, nomes de atores específicos que acabaram esquecidos, como o de Toni Colette, por exemplo, por Hereditário.

10. Paddington 2
(Paul King)

Paddington 2 estreou no Reino Unido em 2017, mas apenas chegou aos cinemas norte-americanos em 2018. Mas parece que o 100% no Rotten Tomatoes não significou muita coisa. Os efeitos visuais poderiam ter sido lembrados – se Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível ganhou uma indicação, por quê não Paddington 2? E também o Design de Produção, que é magnífico, juntamente com uma hipotética nomeação a Figurino, como até a Trilha Sonora. Um Oscar de Melhor Filme poderia ser sonhado também, no entanto, esse é um caso de longa-metragem que sabemos que não tem cara de Oscar, por isso está na décima posição, representando produções de gênero, como Um Lugar Silencioso, Missão Impossível – Efeito Fallout e Homem-Aranha no Aranhaverso.

9. Em Chamas
(Beoning, Lee Chang-dong)

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O nosso editor-chefe Luiz Santiago não achou Em Chamas essa Coca Cola toda, é verdade. Mesmo assim, era quase certa a presença do represente sul-coreano na disputa, ainda mais porque esse seria o primeiro representante da Coreia da Sul na história da categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Os outros quatro indicados também eram nomes quase óbvios. A surpresa acabou sobrando, agora positivamente, para o alemão Never Look Away, de Florian Henckel von Donnersmarck, que conseguiu a vaga.

8. Won’t You Be My Neighbor?
(Morgan Neville)

O ano de 2018 poderia ter sido coroado como o grande ano da carreira de Morgan Neville, caso essa nomeação ao Oscar, pela categoria de Melhor Documentário, viesse. Além de dirigir o documentário sobre O Outro Lado do Vento, Serei Amado Quando Morrer, que, em contrapartida, não conseguiu almejar o carinho que merecia, Neville também comandou o documentário sobre o Mr. Rogers, este sim conquistando a crítica e o público. Todas as premiações, basicamente, se lembraram de Won’t You Be My Neighbor?, que até mesmo venceu a maior parte dessas disputas em questão. O Oscar, entretanto, esnobou Neville, mesmo documentarista que anos atrás ganhou uma estatueta por A um Passo do Estrelato. Curioso.

7. Ponto Cego
(Blindspotting, Carlos López Estrada)

Com um teor sócio-racial muito poderoso, justamente em uma época em que os Oscars são constantemente movimentados por sua veia política, Ponto Cego é um dos ápices da manifestação negra no cinema norte-americano em 2018, posição compartilhada com Sorry to Bother You. Carlos López Estrada acabou sendo indicado ao Sindicato de Diretores por conta desse ser o seu primeiro projeto enquanto diretor. Sua obra, no entanto, não está indo muito longe nos holofotes das premiações. O roteiro, a direção e o próprio longa-metragem em si, é claro, poderiam ter ganhado as honrarias necessárias.

6. No Portal da Eternidade
(At Eternity’s Gate, Julian Schnabel)

Willem Dafoe foi indicado a Melhor Ator, o que mostrou ser mais do que justo, por causa da sua grande encarnação de Van Gogh. No Portal da Eternidade, contudo, não passaria vergonha em meio aos nomeados às categorias principais. Caso o roteiro acabasse escanteado mesmo assim, a montagem, a cinematografia, o design de produção, os figurinos e a maquiagem também caberiam ser recordados em resposta.

5. Se a Rua Beale Falasse
(If Beale Street Could Talk, Barry Jenkins)

O conto de fadas impossível de Barry Jenkins recebeu apenas três indicações – Roteiro Adaptado, Atriz Coadjuvante e Trilha Sonora -, mas, acredite se quiser, deveria ter recebido muito mais, incluindo filme e direção, até mesmo concorrendo para ganhar. Os figurinos, a cinematografia, o design de produção… Se a Rua Beale Falasse é maravilhoso.

4. O Primeiro Homem
(The First Man, Damien Chazelle)

Ritter: La La Land, um filme bem mais ou menos, arrebatou corações e quase levou – injustamente – o Oscar de Melhor Filme. Damien Chazelle, então, sai de sua zona de conforto e dirige uma cinebiografia de Neil Armstrong sem cair nas armadilhas de obras do gênero, produzindo um novo clássico instantâneo e só se ouvem grilos… Ok, a Academia não esqueceu propriamente do filme, já que ele concorre a Melhores Efeitos Visuais, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Design de Produção, mas convenhamos que é MUITO pouco. Só categorias técnicas chega a ser um acinte!

O Primeiro Homem merecia TAMBÉM concorrer nas seguintes categorias:

  • Melhor Filme
  • Melhor Diretor
  • Melhor Ator
  • Melhor Atriz Coadjuvante (Claire Foy)
  • Melhor Roteiro Adaptado
  • Melhor Trilha Sonora

3. Colette
(Wash Westmoreland)

Ritter: Um dos melhores filmes de 2018, Colette passou batido nos cinemas do mundo, recebendo quase nenhuma atenção. Uma das enormes injustiças que a Sétima Arte é useira e vezeira em produzir. E olha que isso vem de alguém que simplesmente detesta Keira Knightley e que foi assistir ao filme no Festival do Rio de 2018 com extrema má vontade por causa da atriz!

O filme foi completamente ignorado tanto no Globo de Ouro quanto no Oscar. Nenhuma – NENHUMINHA – indicação para um filme que simplesmente poderia estar em quase todas as categorias com facilidade, inclusive a de Melhor Atriz para a minha detestada Knightley.

Mas serei conservador e só listarei abaixo as OITO categorias essenciais do Oscar que o filme deveria ter aparecido:

  • Melhor Filme
  • Melhor Diretor
  • Melhor Atriz
  • Melhor Roteiro Original
  • Melhor Fotografia
  • Melhor Figurino
  • Melhor Design de Produção
  • Melhor Trilha Sonora

Se eu não fosse conservador, ainda jogava aí Melhor Ator Coajduvante (Dominic West), Melhor Atriz Coadjuvante (Denise Gough) e Melhor Maquiagem e Cabelo. Sim, o filme merece isso tudo!

2. Vox Lux
(Brady Corbet)

Ritter: Se Colette passou batido nos cinemas, o que dizer de Vox Lux, que sequer recebeu lançamento em grande circuito nos EUA (só em alguns poucos cinemas) e, por aqui, só mesmo em festivais? Trata-se do “segundo” Cisne Negro de Natalie Portman, um filme (outro musical, mas só que melhor que Nasce uma Estrela e Bohemian Rhapsody) que lida com a futilidade e efemeridade da celebridade e que coloca a atriz em um dificílimo papel de cantora pop de enorme sucesso que já “passou da idade”.
Talvez – só talvez – seja exagero indicar Vox Lux para Melhor Filme, mas as categorias em que ele deveria sem dúvida ter aparecido são:

  • Melhor Direção
  • Melhor Atriz
  • Melhor Atriz Coadjuvante (Raffey Cassidy)
  • Melhor Roteiro Original
  • Melhor Figurino
  • Melhor Mixagem de Som
  • Melhor Edição de Som
  • Melhor Montagem

1. No Coração da Escuridão
(First Reformed, Paul Schrader)

Em um dos papéis mais incríveis da carreira de Ethan Hakwe, Paul Schrader apenas conseguiu nomeação a Roteiro Adaptado, ou seja, uma grande injustiça. “Will God Forgive Us For Not Nominating Ethan Hawkw?“, já dizia o poeta. Não, Deus não nos perdoará. E a omissão de Schrader também.

GABRIEL CARVALHO . . . Sem saber se essa é a vida real ou é uma fantasia, desafiei as leis da gravidade, movido por uma pequena loucura chamada amor. Os anos de carinho e lealdade nada foram além de fingimento. Já paguei as minhas contas e entre guerras de mundos e invasões de Marte, decidi que quero tudo. Agora está um lindo dia e eu tive um sonho. Um sonho de uma doce ilusão. Nunca soube o que era bom ou o que era ruim, mas eu conhecia a vida já antes de sair da enfermaria. É estranho, mas é verdade. Eu me libertei das mentiras e tenho de aproveitar qualquer coisa que esse mundo possa me dar. Apesar de ter estado sobre pressão em momentos de grande desgraça, o resto da minha vida tem sido um show. E o show deve continuar.