Lista | Patrulha do Destino – 1ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

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Nota da Temporada

O final, para mim, é tão genial como o começo, e eu estava feliz novamente com o tom que esperava que o episódio tivesse, mas era simplesmente o fim. Meus votos é que o Sr. Ninguém não se vá e, por que não, que ele seja colocado de maneira frequente ao lado da futura Patrulha. Afinal, ele é umas 100 vezes menos vilão que o Niles, que para fazer testes de imortalidade, usou humanos, causou a morte da esposa de Cliff, deixou a filha dele órfã e salvou o cérebro do cara num corpo de robô, talvez para aliviar um pouco a própria consciência. Se o Chefe, que fez tudo isso, pode fazer parte da Patrulha, não vejo por quê o Sr. Ninguém não possa fazer. Vamos esperar a próxima temporada. Eu estou animado. E vocês?

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15º Lugar: Ezekiel Patrol

Toda a conversa entre o Sr. Ninguém, o rato e a barata parecem destoar do verdadeiro propósito desse episódio e apesar da comédia ali envolvida, não gostei das cenas. Assim como não gostei da segunda história do episódio, o sequestro de Danny the Street e sua colocação dentro de um quadro, com o time quebrado novamente tendo que se juntar para salvar… a filha do Chefe, Dorothy Spinner. Há uma conveniência estranha no roteiro pela maneira como os membros são chamados à ação. Toda a base (e citação) kaiju me pareceram estranhas aqui. Mas o curioso é que mesmo diante de tudo isso, eu admitia o tempo inteiro que estava vendo algo genuinamente coerente com a sua própria dinâmica. O que pegou para mim não foram as quebras de expectativa, mas a maneira como elas foram feitas e o quê foi colocado para substituí-las. Ao fim e ao cabo, quando Jane é enviada para salvar Dorothy e finalmente levá-la para casa, as coisas começam a voltar para os trilhos.

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14º Lugar: Hair Patrol

Mas o foco do episódio está mesmo no excelente passado do Chefe, inclusive ganhando uma boa dianteira na concepção técnica. Fazer fotografia de ambientes escuros nunca é algo fácil, especialmente em lugares amplos, e o que Scott Winig faz aqui é realmente um trabalho muito bom, com destaque para as nuances de cor entre o interior e o exterior da caverna. Também vale destaque o belo design da criatura que aparece aqui, durante o chamado de Oyewah (Pisay Pao). Esse ambiente do passado de Niles me parece ter um papel importante na busca do Departamento e na própria “coisa” que ele hoje está defendendo do Sr. Ninguém. Considerando que temos mais cinco episódios pela frente, é de se imaginar que os caminhos para a busca do Chefe devem se estreitar e em cada um dos capítulos daqui para frente tenhamos algum tipo de resposta ou adicção de conhecimento importante para nos fazer montar o quebra-cabeça do serial. Estamos chegando lá!

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13º Lugar: Paw Patrol

Simplesmente gargalhei na cena em que Baphomet é invocada através do sangue de Niles e eles começam a flertar, resultando na fala de Willoughby Kipling, perguntando se eles iam querer um estábulo ou iam começar a trabalhar. Sensacional! Vejo que agora pelo menos Larry está “no ponto” de começar a se encaixar ativamente com seu poder. Rita está se controlando mais. Parece que a oficialização está chegando por aí… O final desse episódio deixou uma atmosfera que pode se esparramar para diferentes lugares, então podemos ir tanto para uma caçada ao Chefe (de novo), quanto para uma ação direta do Sr. Ninguém. Por outro lado, está cada vez mais claro a proximidade do real “momento de ajuntamento” da Patrulha do Destino, a tirar pelo nome sussurrado a uma certa pintora na cena final. Segurem-se, porque vem mais cânone por aí!

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12º Lugar: Cult Patrol

As cenas em Nurnheim coroam o episódio com a melhor atuação do diretor Stefan Pleszczynski — num estilo de maquete de estranha proporção para a qual temos a explicação com um lindíssimo zoom out no final –; enquanto a melhor parte da fotografia se dá no momento da invasão à casa, onde Cyborg (utilizando armamento pesado aqui!) e Kipling lutam contra os enviados da Mãe-Arconte. A primeira parte do Culto do Livro Não Escrito veio para adicionais mais loucura ao caldeirão. E fazer com que Cliff se torne ainda melhor, se é que isso é possível…

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11º Lugar: Puppet Patrol

Boa trilha sonora, bons figurinos e bom tom cômico marcam mais este capítulo da Patrulha do Destino, que conta com um inesquecível momento de luta/carnificina (me lembrou Preacher!) e um pequeno embrulho desnecessário na inclusão do chatonildo Silas Stone, além de pequenas rusgas de ligação entre o bloco “algum lugar bem longe do Paraguai” e o Paraguai. O que acontece neles é muito bom, mas a forma como foram interligados não está entre as melhores coisas do episódio, que mesmo assim, é um baita divertimento. Doom Patrol segue, e segue muito bem. Agora quero ver o Homem-Animal-Vegetal-Mineral em ação! Aliás, que design sensacional, nunca perdendo a bizarrice de vista!

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10º Lugar: Cyborg Patrol

Único aspecto que me impediu de dar nota total foi porque o roteiro não se conclui de fato, deixando o arco de Cyborg em andamento, como um gancho para o próximo episódio. A questão da culpa, as desavenças com o pai e as mudanças do personagem precisavam de mais tempo para serem finalizados e é isso que nós temos pela frente, agora com um bom caminho andado em termos de dinâmica de grupo de coias para fazer a seguir. Cada vez mais nos aproximamos do final e da verdade. Seja lá o que isso queira dizer em Doom Patrol.

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9º Lugar: Flex Patrol

Agora com um objetivo galhofeiro alcançado pelo Sr. Ninguém, temos mais dois episódios para o encerramento do arco do Chefe, naquela que deve ser a grande batalha da temporada. E aqui, um ponto importante: o que foi essa genial sequência final do episódio? “Olhos brilhando” não é algo que consegue descrever a minha alegria e o meu grande descrédito e maravilhamento ao ver esse encerramento metalinguístico para colocar qualquer outro no chinelo. Impossível não se apaixonar pelo Sr. Ninguém e já dá pra sentir saudade dele, considerando que não deve ser o vilão da próxima temporada. Já podemos começar a sofrer?

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8º Lugar: Frances Patrol

Gostei de como o episódio permitiu que cada um dos personagens tivessem o seu momento para brilhar, da ótima maquiagem para o corte no braço de Vic e seus dilemas, à tentativa fracassada de uma reunião convocada por Jane, à jornada de exploração de Rita e Cliff e ao ciclo entre “imaginação realista” e presente entre Larry e John. Em todos esses blocos há um texto fechado e coerente consigo (bom… com pequenas rusgas na sequência do pântano) e que fixam o tom da reta final desta temporada, agora com Cybog na Ant Farm e toda aquela conversa (e medo) a respeito de Grid e da antiga Patrulha do Destino. Quatro episódios para o fim e nosso coração não aguenta mais de ansiedade…

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7º Lugar: Danny Patrol

Episódios como Danny Patrol nos mostram que a criatividade e todo tipo de representação, mais um bom drama, mais uma uma boa dose de fantasia, críticas, piadas e acidez para todos os lados podem sim ter lugar em qualquer série e ser muitíssimo bem explorado pelo texto. O capítulo sugere algumas pistas para a busca de Niles e dá uma abertura metalinguística, fazendo-nos mergulhar um pouco mais na estranheza e beleza dos laços entre esses indivíduos.

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6º Lugar: Pilot

É muito bom ver um Universo dos quadrinhos bem retratado nas telinhas. Patrulha do Destinocomeça com o pé direito, tendo apenas um estranho ritmo na sequência de encerramento, e deixa claro que se os enredos da temporada forem tão coesos em relação à narrativa e ao trabalho de direção — aliás, o elenco está tinindo, entregando exatamente o que se esperava para esses tipo estranho de personagens — então teremos mais uma baita série de heróis para acompanhar. Eis a hora e a vez dos estranhos assumirem o controle.

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5º Lugar: Jane Patrol

Nossa primeira grande experiência psicológica (ou psicanalítica) nesta série veio em meio à loucura roedora causada pelo Admiral Whiskers em Therapy Patrol. E se naquele episódio Cliff foi quem ajudou a abrir as portas para o interior dos personagens, era mais do que esperado que estivesse no segundo mergulho mental da série, agora exclusivo para a senhorita Crazy Jane, neste sensacional Jane Patrol.

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4º Lugar: Doom Patrol Patrol

A nostalgia aliada ao abandono de heróis sequelados por uma batalha é o grande foco aqui. Como Jane descreveu muito bem, eles estão jogados, como brinquedos quebrados. Doom Patrol Patrolpartiu meu coração, me fez vibrar com o encorpamento dado ao show e com o uso do passado para lançar luzes sobre o futuro. E mesmo sem a real presença do Chefe em cena (ele só aparece como o lado sombrio projetado por Mento), o texto mostrou um pouco de quem Niles realmente pode ser… Doom Patrol não está para brincadeiras não.

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3º Lugar: Therapy Patrol

Sabendo que só pode vencer impedindo que os heróis cacem-no, Mr. Nobody está fazendo de tudo para que a Patrulha enlouqueça, tal qual ocorreu com o grupo da Era de Prata neste Universo. E ele está usando todos os meios possíveis para isso, vide o Admiral Whiskers, que após ver o massacre da mamãe ratinha, jura vingança e parte para acabar com Cliff de todas as maneiras que conseguir. Se a coisa é impossível e absurda, a gente já sabe: veremos em Doom Patrol. E isso é absolutamente maravilhoso!

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2º Lugar: Donkey Patrol

De uma barata-reverendo em meio ao Apocalipse até a finalização do episódio com Lazarus, de David Bowie (atentem para o simbolismo), Donkey Patrol é um daqueles episódios que a gente termina e lamenta que uma hora inteira tenha se passado tão rápido. O diálogo do Sr. Ninguém com os “fãs de Grant Morrison“; a química maravilhosamente explosiva entre Cliff e Cyborg (já são os meus favoritos!); a tentativa de Larry em encontrar a si mesmo (aliás, o fato de ele ser um gay — ou bi — no armário foi uma ótima sacada para abordar o fato de que precisa se conciliar com o Homem-Negativo dentro dele); a exploração das personalidades de Crazy Jane e os primeiros passos para convencer Rita de que “não ser inteiramente bela” não significa que a vida dela tenha que ser uma recusa quase completa da realidade são pontos dos quais não nos esquecemos e que fazem desse episódio o primeiro grande tosão de ouro da Temporada. Que venham, então, muitos outros!

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1º Lugar: Penultimate Patrol

Meu Deus do céu, que série é essa???“. Este foi o meu pensamento ao longo da projeção deste penúltimo capítulo de Patrulha do Destino, oportunamente chamado de Penultimate Patrol. A decisão dos Super-Zeros, ao final de Flex Patrol, tem uma sequência soberba aqui, com o reencontro de Danny, the Street e o primeiro alvo dos Patrulheiros, o Beard Hunter, agora redimido. A fluidez do roteiro de Chris Dingess aqui é algo fora de série. Até com a possibilidade de “escrever errado” esse episódio ele brincou, manipulando ao máximo as cenas finais do capítulo, alterando a percepção de tempo e criando uma falsa memória de estrutura dramática para nos dar a impressão de “furo de roteiro”. Então, quando tudo parecia perdido… booooom!, lá estávamos novamente no mesmo lugar, rindo do que acabamos de presenciar. #fomostapeados

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LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.