Especial | Giallo: Filmes e Quadrinhos

Amarelo. Esta era a cor das capas dos livros thriller e de romances policiais publicados na Itália pela editora Mondadori, num selo chamado Il Giallo Mondadori (A Mondadori Amarela) a partir de 1929. Este selo tinha a seguinte proposta: publicar traduções para o italiano de obras de mistério, inclusive destacando autores famosos como Agatha Christie, Ellery Queen, Georges Simenon, Edgar Wallace, Ed McBain, Rex Stout, Edgar Allan Poe, Seicho Matsumoto, Cornell Woolrich, Raymond Chandler, etc. Claro que a popularidade dessas publicações chamaria a atenção do público e se tornaria famosa, de modo que muitas outras editoras passaram a adotar o mesmo estilo para suas ficções de mistério, com capas ilustradas ao melhor estilo pulp e com destaque para a cor amarela. Entende-se, então, por que giallo (ou gialli, no plural) se tornou sinônimo, na Itália, de literatura policial, especialmente as que envolvem assassinatos, boa dose de violência, situações macabras e investigações que não encontram o criminoso. Plano Crítico.

Amarelo. Esta era a cor das capas dos livros thriller e de romances policiais publicados na Itália pela editora Mondadori, num selo chamado Il Giallo Mondadori (A Mondadori Amarela) a partir de 1929. Este selo tinha a seguinte proposta: publicar traduções para o italiano de obras de mistério, inclusive destacando autores famosos como Agatha Christie, Ellery Queen, Georges Simenon, Edgar Wallace, Ed McBain, Rex Stout, Edgar Allan Poe, Seicho Matsumoto, Cornell Woolrich, Raymond Chandler, etc. Claro que a popularidade dessas publicações chamaria a atenção do público e se tornaria famosa, de modo que muitas outras editoras passaram a adotar o mesmo estilo para suas ficções de mistério, com capas ilustradas ao melhor estilo pulp e com destaque para a cor amarela. Entende-se, então, por que giallo (ou gialli, no plural) se tornou sinônimo, na Itália, de literatura policial, especialmente as que envolvem assassinatos, boa dose de violência, situações macabras e investigações que não encontram o criminoso.

Quando chegou aos cinemas e aos quadrinhos, o giallo já não tinha como foco apenas a investigação de um crime, de um assassinato, mas sim a o horror psicológico, violento, sexual e também a o thriller psicológico. No final da década de 1970, o giallo seria incorporado a tendências narrativas mais violentas vistas no cinema americano (Psicose, de 1960, é o exemplo mais conhecido) e na Terra do Tio Sam, daria origem ao slasher.

Visualmente, o giallo tem como marca um forte apuro estético, com grande destaque para a direção de fotografia, a direção de arte dos filmes e os figurinos, assim como da trilha sonora, que são elementos técnicos às vezes bem superiores ao próprio enredo, montagem e direção dos longas. Os assassinos são constantemente representados com luvas pretas de couro e a faca (ou variações desta) é a arma por excelência. Já os títulos dessas obras são bastante evocativos, dando indícios macabros, lúgubres e frequentemente fazendo referências a animais, cores e números. Neste Especial, você encontrará listadas todas as críticas de filmes e quadrinhos que temos do gênero, mais algumas produções especiais relacionadas a ele. Boa leitura e bons filmes!


A Garota Que Sabia Demais (Olhos Diabólicos)

La Ragazza Che Sapeva Troppo | Mario Bava | 1963

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Seis Mulheres Para o Assassino

Sei Donne Per L’Assassino | Mario Bava | 1964

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A Hiena de Londres

La Jena di Londra | Gino Mangini | 1964

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O Monstro de Veneza

Il Mostro di Venezia | Dino Tavella | 1965

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Libido

Libido | Ernesto Gastaldi, Vittorio Salerno | 1965

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Um Lugar Tranquilo no Campo

Un Tranquillo Posto di Campagna | Elio Petri | 1968

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Uma Sobre a Outra

Una Sull’altra | Lucio Fulci | 1969

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O Alerta Vermelho da Loucura

Rosso Segno Della Follia | Mario Bava | 1970

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O Pássaro das Plumas de Cristal

L’ucello Dalle Piume di Cristallo | Dario Argento | 1970

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Cinco Bonecas Para a Lua de Agosto

5 Bambole Per la Luna D’agosto | Mario Bava | 1970

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Os Ambiciosos Insaciáveis

Paranoia | Umberto Lenzi | 1970

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Os Assassinos Só Matam aos Sábados

La Morte Risale a Ieri Sera | Duccio Tessari | 1970

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O Gato de Nove Caudas

Il Gatto a Nove Code | Dario Argento | 1971

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A Iguana da Língua de Fogo

L’iguana Dalla Lingua di Fuoco | Riccardo Freda | 1971

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A Cauda do Escorpião

La Coda Dello Scorpione | Sergio Martino | 1971

Uma Lagartixa num Corpo de Mulher

Una Lucertola con la Pelle di Donna | Lucio Fulci | 1971

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A Breve Noite das Bonecas de Vidro

La Corta Notte Delle Bambole di Vetro | Aldo Lado | 1971

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O Estranho Vício da Senhora Wardh

Lo Strano Vizio Della Signora Wardh | Sergio Martino | 1971

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Quatro Moscas no Veludo Cinza

4 Mosche di Velluto Grigio | Dario Argento | 1971

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O Ventre Negro da Tarântula

La Tarantola dal Ventre Nero | Paolo Cavara | 1971

Um Dia Negro

Giornata Nera Per L’ariete | Luigi Bazzoni | 1971

Dia Negro (1971) foi o terceiro longa-metragem do diretor Luigi Bazzoni, e seu primeiro giallo. Do ponto de vista puramente narrativo, o roteiro, que foi escrito pelo diretor ao lado de Mario Fanelli e Mario di Nardo, baseado em um romance do escocês David McDonald Devine publicado em 1961, acompanha de maneira direta a vida de um jornalista alcoólatra (Andrea Bild, muito bem interpretado por Franco Nero) que vê diversas mortes acontecendo ao seu redor e estranhamente com ele por perto, o que o coloca sob um olhar vigilante da polícia.

O Que Vocês Fizeram Com Solange?

Cosa Avete Fatto a Solange? | Massimo Dallamano | 1972

O Segredo do Bosque dos Sonhos

Non si Sevizia un Paperino | Lucio Fulci | 1972

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No Quarto Escuro de Satã

Il Tuo Vizio è Una Stanza Chiusa e Solo io ne ho la Chiave | Sergio Martino | 1972

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Torso

I Corpi Presentano Tracce di Violenza Carnale | Sergio Martino | 1973

O Perfume da Senhora de Negro

Il Profumo Della Signora in Nero | Francesco Barilli | 1974

Francesco Barilli não tem uma filmografia extensa e nem assinou muitos longas de ficção em sua carreira. Curiosamente, os seus filmes mais famosos e mais relevantes são dois gialli, este sobre o qual falaremos mais detalhadamente aqui, O Perfume da Senhora de Negro (1974) e o seu longa seguinte, Pensione Paura (1978). Plano Crítico.

Prelúdio Para Matar

Profondo Rosso | Dario Argento | 1975

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Os Passos

Le Orme | Luigi Bazzoni, Mario Fanelli | 1975

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A Casa das Janelas Sorridentes

La Casa Dalle finestre Che Ridono | Pupi Avati | 1976

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Premonição

Sette Note in Nero | Lucio Fulci | 1977

PLANO CRÍTICO PREMONIÇÃO 1970 GIALLO

Suspiria

Suspiria | Dario Argento | 1977

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A Mansão do Inferno

Inferno | Dario Argento | 1980

Plano Crítico - A Mansão do Inferno - Dario Argento, 1980. Crítica.

Tenebre

Tenebre | Dario Argento | 1982

Phenomena

Phenomena | Dario Argento | 1985

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Terror na Ópera

Opera | Dario Argento | 1987

Você Gosta de Hitchcock?

Ti Piace Hitchcock? | Dario Argento | 2005

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Amer

Amer | Hélène Cattet, Bruno Forzani | 2009

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Yellow

Yellow | Ryan Haysom | 2012

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A Estranha Cor das Lágrimas do seu Corpo

L’étrange Couleur des Larmes de Ton Corps | Hélène Cattet, Bruno Forzani | 2013

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Morte Suspeita de uma Adolescente

Morte Sospetta di una Minorenne | Sergio Martino | 1975

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Halloween – A Noite do Terror

Halloween | John Carpenter | 1978

Vestida Para Matar

Dress To Kill | Brian De Palma | 1980

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Sexta-Feira 13

Friday the 13th | Sean S. Cunningham | 1980

Pamela_Voorhees plano crítico sexta-feira 13 filme friday 13th

Instinto Selvagem

Basic Instinct |  Paul Verhoeven | 1992

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Diabolik

Todas as Histórias | Primeira publicação: novembro de 1962 

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Dylan Dog

Muitas Histórias | Primeira publicação: outubro de 1986 

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Nick Raider

Todas as Histórias | Primeira publicação: junho de 1988 

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Júlia Kendall

Todas as Histórias | Primeira publicação: outubro de 1998 

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Dampyr

Algumas Histórias | Primeira publicação: abril de 2000 

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LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.